Quando se fala em bibliotecário logo se pensa em um profissional atrás de um balcão, atendendo a pedidos de consulta de livros e indicando leituras em bibliotecas, museus, arquivos e centros de documentação e informação. Seu trabalho, no entanto, vai muito além do atendimento direto ao público. Ele também cataloga, classifica, arquiva, atualiza e conserva os acervos de bibliotecas, mapotecas e serviços de documentação. Não é pouca coisa, principalmente quando se considera que o bibliotecário atua praticamente como o dique que contém e organiza a avalanche de informações que deságuam todos os dias em todas as áreas do conhecimento.
Para dar conta de tantas e tão velozes mudanças, o bibliotecário conta hoje com o auxílio precioso da informática. Computadores, CD-ROMs, fitas de vídeos e Internet, ferramentas indispensáveis para a organização e a seleção dos dados, facilitaram - e muito - a vida desse profissional. Bem preparado, ele pode tirar o melhor proveito das novas tecnologias e tornar seu trabalho mais produtivo, sem se perder na rota das navegações em busca da informação desejada, esteja ela onde estiver.
Quem acha que vai ter na faculdade todos esses modernos recursos à mão, pode se decepcionar. "Nem todas as escolas de nível superior têm recursos para investir em software de última geração, caríssimos", afirma Eni Rios de Macedo, diretora da Escola de Biblioteconomia da Fundação Educacional Comunitária Formiguense, em Formiga, Minas Gerais. "O bacharel vai aprender mesmo é na prática, quando ingressar no mercado de trabalho. Em contrapartida, as disciplinas preparam o aluno para organizar, avaliar e catalogar uma infinidade de informações que permitem a criação de bancos de dados para abastecer as redes de informações internas, cada vez mais comuns, sobretudo nas empresas de grande porte".
Fazem parte do currículo geral temas como gestão da informação, análise de documentos, novas tecnologias em informação, arquivos históricos e empresariais, conservação e restauração de obras raras. No final do curso, o aluno faz um estágio profissional, na maioria das vezes remunerado. Se tiver interesse em desenvolver atividades de pesquisa e investigação científica, poderá se candidatar a bolsas de estudo de órgãos governamentais, como Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), Capes (Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa Tecnológica).
O mercado de trabalho nunca esteve tão receptivo ao bibliotecário, principalmente se ele tiver domínio da informática. Como há poucos profissionais no mercado, sobram vagas em empresas e instituições que, cada vez em maior número, organizam departamentos de documentação. Em São Paulo, por exemplo, são concorridas as bibliotecas virtuais da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), do Instituto Itaú Cultural e da Casa das Rosas, todas abertas gratuitamente ao público. Além de bibliotecas e arquivos, o recém-formado poderá trabalhar em editoras, jornais e revistas, sem falar em bancos e órgãos públicos. Os salários iniciais, estabelecidos pelo Conselho Federal de Biblioteconomia, variam entre 10 e 12 salários mínimos.
Seja qual for o destino profissional, o bibliotecário precisa ter boa formação cultural, facilidade de comunicação e interesse por manter-se sempre atualizado em todas as áreas. Dominar pelo menos duas línguas estrangeiras, de preferência inglês e espanhol, é básico. As oportunidades são ainda melhores para o profissional que tiver habilidade na administração de arquivos e centros de documentação. São boas as chances também nos escritórios de pesquisa de escolas e empresas, que contratam bibliotecários para desenvolver projetos-pilotos de pesquisas variadas e metodologias de preservação de documentos históricos.
Como autônomo, o bibliotecário pode prestar consultorias de indexação e catalogação de informações a empresas e órgãos do governo. Outra vertente está na animação cultural. Nesse caso, o profissional atua na organização de eventos artístico-culturais, exposições e feiras de livros.
Duração média do curso: quatro anos
O administrador é responsável pelo planejamento das estratégias e pelo gerenciamento de uma empresa. Ele ajuda a definir, analisar e cumprir as metas da organização. Trabalha em praticamente todos os departamentos, nos quais gere recursos financeiros, materiais e humanos. Conduz as relações entre empresa e empregados, participando dos processos de seleção, admissão e demissão de funcionários. Ele implanta e implementa planos de carreira e programas de benefícios, coordena a compra de matérias-primas e insumos e controla sua estocagem, qualidade e reposição. Cuida de custos, orçamentos e fluxo de caixa. Também se envolve com a publicidade e o marketing, promovendo a venda dos produtos ou serviços da firma. Não falta trabalho para esse profissional, que tem espaço em qualquer região do país e em empresas dos mais diversos setores desde hospitais, fábricas e escolas até ONGs e empresas dedicadas ao comércio pela internet. Para exercer a profissão, é preciso obter o registro profissional no Conselho Regional de Administração.
Facilidade de comunicar-se com o público, habilidade de analisar, discutir e transmitir idéias, organização, método, boa memória visual, capacidade de concentração, espírito investigativo e atenção a detalhes.
Fonte: www1.uol.com.br
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