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Ciências Econômicas

Não há noticiário de TV, hoje em dia, em que não apareça pelo menos um economista dando sua opinião sobre algum assunto. Pelo grau de exposição pública que muitos desses profissionais ganharam, na última década, seria possível pensar que essa é uma carreira de super stars, que ocupam cargos em ministérios, publicam best sellers, assinam colunas em revistas e jornais e ganham fortunas fazendo palestras para empresários. Certos expoentes da profissão, no Brasil e no mundo, se transformam, de fato, em gurus que fazem previsões (nem sempre acertadas) sobre o futuro.

Mas a grande maioria dos graduados em Ciências Econômicas enfrenta um dia-a-dia bem menos charmoso. Driblam sucessivas crises econômicas, com mudanças de moeda, desemprego e inflação. Tudo acontecendo em um ritmo acelerado, que requer decisões rápidas e certeiras. Mais do que captar, digerir e fazer planejamentos em cima desses fatores, o economista precisa ser capaz de fazer também análises e projeções do que pode acontecer a longo, médio e curto prazo, para não ser pego de surpresa. Por sua mesa passam os efeitos do sobe-e-desce das bolsas de valores, as estratégias de desenvolvimento e de concorrência, a análise de viabilidade de novos projetos empresariais ou comerciais.

E não há como fazer mágica: para tocar essa empreitada, o truque é acumular formação e informação. Não sobrevive nesse mercado quem não estiver atualizado, reciclado e em sintonia com o mundo dos negócios. Mesmo - e principalmente - depois de sair da faculdade, pois o conhecimento, nessa área, é uma matéria altamente sensível ao que acontece no mundo. Na faculdade, o futuro economista recebe uma formação básica. Entra em contato com as principais correntes do pensamento econômico e seus teóricos. A grade curricula compreende disciplinas como contabilidade, economia agrícola, ciências sociais, matemática, contabilidade, estatística, história do pensamento econômico e sociologia. Recente pesquisa do Cofecon (Conselho Federal de Economia) mostra que 92% dos profissionais brasileiros têm algum grau de especialização. No entanto, apenas 6,3 % concluíram o mestrado e os que completaram o doutorado correspondem a 1,7%. "Mas o crescente grau de exigência por parte dos empregadores deve modificar esse panorama", acredita Rui Ascensão de Souza, chefe do Departamento de Fiscalização e Registros do Sindicato dos Economistas do Estado de São Paulo.

Todas as companhias de grande porte, do setor público ou privado, contratam economistas. O setor público ainda é o grande empregador, seguido de perto pelas empresas privadas e multinacionais. Nas esferas do governo federal e estadual, esse profissional atua em áreas de orçamento, finanças, análise de investimentos e aplicações financeiras, assessoramento econômico, Educação e saúde. No âmbito privado, o economista ocupa postos em bancos, bolsas de valores e mercado futuro, em institutos de pesquisa, empresas de comércio internacional, agroindústrias, entidades de classe e empresas de seguros. Planejamento e gestão financeira ou empresarial, estudos e pesquisa de mercado, ensino, treinamento e reciclagem profissional, elaboração de projetos de investimento são atividades cada vez mais freqüentes. Tanta procura se justifica: "Os empresários brasileiros estão atentos ao movimento da Economia lá fora. E eles dependem dos economistas para analisar a conjuntura internacional e fazer as adaptações necessárias à nossa realidade", explica Souza.

Embora ainda não tenha sido estabelecido, o piso salarial da categoria deve ser fixado em dez salários mínimos, segundo estimativa do Sindicato dos Economistas do Estado de São Paulo. Para quem está no mercado de trabalho o salário oscila entre R$ 2 mil e R$ 5 mil. O grau de formação também influi - os bacharéis ganham em média R$ 3 mil, contra R$ 4 mil para os mestres e R$ 5 mil para os doutores.

Duração média do curso: quatro anos

A profissão

O economista estuda todos os fenômenos relacionados à produção e ao consumo de bens e serviços, que envolvam dinheiro ou não. Ele ajuda a construir ampliar e preservar o patrimônio de pessoas, empresas e governos. Desenvolve planos para a solução de problemas financeiros, econômicos e administrativos nos mais diferentes setores de produção, seja comércio, serviços, indústria ou finanças. Esse profissional dedica-se tanto a grandes questões, como as referentes a um país ou região, quanto a problemas de empresas ou investidores individuais, por exemplo. Graças a essa versatilidade, encontra trabalho em empresas privadas, institutos e órgãos públicos, municipais, estaduais e federais. Devido às transações e trocas com o exterior, são boas as oportunidades nos setores de agroindústrias e de comércio internacional. Para trabalhar na área é obrigatório o registro no Conselho Regional de Economia (Corecon).

Características que ajudam na profissão:

Habilidade em lidar com números, capacidade de análise e avaliação, interesse por questões sociais, organização, objetividade, espírito empreendedor e investigativo, atualização, facilidade de adaptação.

Fonte: www1.uol.com.br

Fonte: www1.uol.com.br

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