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ComÉrcio Exterior

O desenvolvimento de um país depende - e muito - da venda de seus produtos para outros países. O Brasil ainda exporta pouco. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a participação brasileira é de menos de 1% do comércio internacional. Ainda assim, há meses em que a balança comercial, instrumento econômico que mede as importações e as exportações, registra superávit, ou seja, um volume maior de exportações do que o de importações. Quando se dá o inverso, a balança se desequilibra e afeta a Economia: ao importar mais mercadorias do que aquilo que exporta, ocorre o déficit, que freia o desenvolvimento.

De olho nessas oscilações, o especialista em comércio exterior se encarrega de traçar estratégias que levem à conquista de novos mercados para os produtos nacionais, a preços competitivos. Ao mesmo tempo, ele é responsável por identificar as carências internas e pesquisar os melhores preços para introduzir no mercado os itens em que o país não é auto-suficiente.

Não são atribuições simples. Além de habilidade para fazer previsões sobre o mercado cambial, quase sempre instável, esse profissional precisa ter argumentação convincente e capacidade para negociar preços. Na disputa acirrada por mercados internacionais leva a melhor quem tiver cultura abrangente. "Não se consegue exportar coisa alguma sem conhecer os costumes dos povos com os quais se quer estabelecer intercâmbio comercial", adverte Norberto Miguel Chaguri, coordenador do curso de Comércio Exterior da Unip, em São Paulo. "Já imaginou oferecer produtos suínos a Israel, que não consome esse tipo de carne por crença religiosa", brinca Chaguri.

Falar bem inglês e espanhol e ter familiaridade com informática são requisitos obrigatórios. O especialista em comércio exterior também só será bem-sucedido se tiver sólidos conhecimentos sobre incentivos fiscais e legislação tributária, do Brasil e de outros países, além de boa dos de desenvoltura para dar conta da burocracia que envolve todas as etapas das transações comerciais.

A profissão nunca esteve tão bem cotada, afirma Chaguri: "Órgãos governamentais e empresas privadas de importação e exportação estão sempre contratando especialistas. Também são bons empregadores os bancos, as consultorias e as estatais. Elas precisam de gente que conheça a fundo o serviço aduaneiro e a documentação exigida para despacho e recebimento de mercadorias".

A formalização do Mercosul, o quarto maior bloco comercial do mundo, valorizou ainda mais esse profissional. Com o tratado que estabeleceu uma zona de livre-comércio, caíram as barreiras alfandegárias para a circulação de bens, serviços e produtos entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Também está previsto o estabelecimento das mesmas tarifas externas e a adoção de uma política comercial comum com países externos ao bloco. De novo, o especialista em comércio exterior é peça fundamental para intermediar questões complexas como essas.

a macroeconomia, cresce a importância desse profissional quando o país se mostra mais competitivo no mercado global. Segundo pesquisa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, cada um bilhão de dólares em vendas externas cria e mantém 60 mil empregos. A meta é chegar a 100 bilhões de dólares em exportações no ano 2002 - um salto que representa três milhões de novos empregos. Quem chega preparado ao mercado de trabalho, pode começar ganhando salários em torno de R$ 1,2 mil.

Fonte: www1.uol.com.br

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