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Dança

Horas de ensaios, exercícios extenuantes, ginástica para manter a forma, pés doloridos e muitas distensões musculares fazem parte da rotina dos bailarinos, que enfrentam jornadas de trabalho diárias nunca inferiores a oito horas, além de apresentações aos sábados, domingos e feriados. Mas o sacrifício vale a pena. “Quando estamos no palco, despertamos emoções”, diz Esmeralda Penha Gazal, diretora da Escola Municipal de Bailado de São Paulo.

Embora o Brasil não tenha a tradição de países da Europa e do Leste Europeu, nosso balé já é reconhecido pela excelência da técnica e pela qualidade artística. Parte desse prestígio internacional pode ser creditado à bailarina Dalal Aschcar, responsável pela criação da Companhia de Dança do Rio de Janeiro, que iniciou o movimento de popularização do balé no Brasil. Ela também fundou a Associação de Balé do Rio de Janeiro, que formou novos bailarinos e disseminou a arte pelo país.

O balé clássico é a base de todas as outras modalidades. Mas o Brasil é um país pródigo em ritmos variados e absorve expressões de outros países, como jazz, rock, tango, flamenco e dança do ventre. Danças populares, como samba, forró e axé, entre outras, também têm público garantido, principalmente na TV e nas academias de dança.

Há poucas faculdades de dança no Brasil. A qualidade do ensino, no entanto, é considerada de alto nível. Com algumas variações, fazem parte do currículo disciplinas como improvisação, estudo de espaço, estudo da forma, elementos de música, técnica de dança moderna, coreografia em grupo, composição solística, história da dança e anatomia artística.

Como todos os setores da cultura brasileira, a Dança também se ressente com a ausência de políticas de incentivo. “O mercado é restrito não só para o profissional do balé clássico, de repertório, mas também para os que optam pela dança contemporânea”, revela Esmeralda. “Não existem companhias oficiais e as particulares acabam reduzindo seu corpo de bailarinos por falta de verbas.”

Apesar dos problemas, sempre restam oportunidades de trabalho em academias, clubes e condomínios. A nova Lei de Diretrizes e Bases pode aquecer o mercado, na medida em que possibilite a introdução da Dança como disciplina de educação artística. O bailarino pode atuar ainda como preparador corporal de atores e dançarinos, no teatro e na TV; como coreógrafo, criando seqüências de movimentos; como diretor, concebendo o espetáculo inteiro, da coreografia aos efeitos de luz. Os salários acordados com o Sindicato dos Profissionais de Dança do Estado de São Paulo variam entre R$ 159 (valor do cachê) e R$ 959 (valor mensal). Um bailarino principal recebe, em média, R$ 1,9 mil.

Duração média do curso: quatro anos

A profissão

O bacharel em Dança monta e dirige espetáculos musicais para teatro, cinema ou TV. Também atua como bailarino, dançando em um corpo de baile, e está apto a dar aulas em academias e escolas públicas ou particulares que ofereçam a disciplina Educação Artística. O mercado de trabalho é restrito e a concorrência, enorme. O maior número de companhias de balé fica no eixo Rio-São Paulo, mas cresce a quantidade de novos grupos em cidades como Salvador, Florianópolis e Goiânia. Instituições de saúde costumam contratar esse profissional para ajudar na recuperação e na reintegração social de crianças, adolescentes e deficientes físicos e mentais.

Características que ajudam na profissão:

Criatividade, senso artístico, bom preparo físico, habilidade de lidar com o público e de trabalhar em equipe, sensibilidade, iniciativa, persistência, curiosidade.

Fonte: www1.uol.com.br

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