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Educação Artística

A necessidade de se expressar artisticamente é inerente ao ser humano. O homem pré-histórico já fazia isso. Fascinado pelas cores, usava pigmentos extra ídos da natureza para imprimir as pinturas rupestres, registrando assim suas histórias e seus costumes. Depois de muito experimentar, ele descobriu, por exemplo, que ao esmagar pedras coloridas e misturá-las com gorduras de animais, obtinha grande variedade de cores e que o negro encontrava-se no carvão retirado das cavernas.

Do auto-didatismo do homem primitivo aos dias de hoje, as técnicas de representação artística foram sendo aperfeiçoadas. Surgiram, então, estilos próprios a cada período histórico, que se pode perceber nas obras de grandes artistas. Van Eyck foi imbatível no domínio da pintura com tinta a óleo. Caravaggio combinava na mesma imagem, como nenhum outro, realismo e simbolismo. Velásquez era mestre em criar ilusão de espaço e luz numa superfície plana.

É certo que as obras que fazem parte do patrimônio cultural da humanidade resultaram da genialidade de artistas de todas as épocas e em outras áre

as - Shakespeare, no teatro, revelou a força dramática que revolucionou as artes cênicas; Mozart, na música, arrebatou o mundo com a originalidade de suas sinfonias. Isso para falar de apenas alguns expoentes. Para incentivar o gosto pelas artes e despertar a potencialidade criativa dos estudantes introduziu-se no currículo das escolas de ensino Fundamental e Médio, na década de 70, a disciplina de Educação Artística. Surgia, assim, o principal campo de atuação para quem opta pela licenciatura.

A obrigatoriedade de incluir Educação Artística na grade curricular do ensino fundamental não significa que o recém-formado, de posse do diploma e do certificado da licenciatura, encontre vagas facilmente. "Em muitas escolas, é o próprio professor da sala quem ministra a disciplina", denuncia Enezila Maria de Moura Campos, coordenadora de Educação Artística da Escola Guignard, da Universidade Estadual de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Além de Artes Plásticas, o curso de graduação, em algumas faculdades, também oferece habilitação em Música e Artes Cênicas.

Nos primeiros dois anos, há um mesmo elenco de matérias para as três especializações. No terceiro ano, o aluno faz a opção por uma das três habilitações. Estas são algumas das disciplinas: na parte comum, fundamento da expressão e comunicação humana, estética e história da arte, folclore brasileiro, formas de expressão e comunicação artística. Para habilitação em Artes Plásticas, evolução das artes visuais, técnicas de expressão, análise e exercício de técnicas e materiais expressivos. Artes Cênicas compreende evolução do teatro e da dança, expressão corporal e vocal, encenação e cenografia. A especialização em Música abrange disciplinas como linguagem e estruturação musicais, técnicas de expressão vocal e práticas instrumentais.

Os alunos que completam apenas o bacharelado não podem dar aulas em escolas particulares ou nas que pertencem à rede oficial de ensino, mas encontram boas oportunidades em cursos livres, oficinas culturais, museus e galerias, atuando como monitores - profissionais com a função de acompanhar o público em exposições, informando sobre obras e artistas. Fora do âmbito artístico, esse profissional já coloca seus conhecimentos a serviço de terapias aplicadas a pessoas com distúrbios mentais, menores infratores ou viciados em drogas.

Também é promissor o campo que se abre em empresas e indústrias, preocupadas em oferecer aos funcionários programas de atividades artísticas para treinamento e integração - que dão bons resultados no aumento de produtividade. As faixas salariais variam em razão da diversidade de funções. O último levantamento feito no ano passado pela Universidade de Brasília, entre alunos já participantes do mercado de trabalho, dava conta de que o salário médio inicial girava em torno de R$ 1 mil.

Fonte: www1.uol.com.br

Fonte: www1.uol.com.br

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