Esse profissional é o responsável, literalmente, pela base do trabalho do engenheiro civil, seja na cidade ou no campo. Isso porque, antes de iniciar uma obra, é preciso avaliar e preparar o terreno – tarefa pertinente ao engenheiro de agrimensura. Entre outras atribuições, ele também faz os cálculos de fundações e aterros da construção, coleta e analisa dados sobre a superfície, o relevo e os contornos físicos da área. Assim, a Engenharia de Agrimensura está em sintonia com todas as atividades da engenharia civil – seja na construção de pontes, estradas, barragens, projetos de irrigação e drenagem, usinas hidrelétricas ou captação e abastecimento de água. É esse especialista que orienta a utilização de áreas para diversos fins, além da construção – loteamento, prospecção, passagem de cabos – fazendo levantamentos topográficos, medições e leituras angulares de terrenos. Suas ferramentas de trabalho são os cálculos geométricos e trigonométricos, evidentemente, e um meio de comunicação via satélite (porque passa boa parte do tempo em regiões distantes, onde os meios de comunicação convencionais ainda não chegaram).
O controle ambiental é outro setor de atuação do engenheiro de agrimensura, que pode trabalhar com projetos de preservação do solo, dos recursos hídricos e da vegetação. No campo jurídico, ele utiliza conhecimentos de engenharia legal para executar perícias em caso de litígio de divisas, desapropriações, inventários e documentos de terrenos. No setor rural, o engenheiro agrimensor trabalha em projetos de drenagem, irrigação e reflorestamento – define áreas para plantio, mede índices pluviométricos e de vazão dos rios para a construção de sistemas de irrigação, drenagem e saneamento e constrói sistemas de esgoto e de bueiros.
Grandes empresas, mineradoras, usinas de açúcar e álcool, companhias estatais, concessionárias de água, luz, prefeituras, entre outras, são as maiores empregadoras. E o mercado está em franca expansão. Com as privatizações das estradas, cresce a exigência de manutenção dos trechos construídos e aumenta a demanda por duplicação e construção de novas pistas. Assim como por trabalhos de manutenção e reformas em estradas, que estão permitindo a implantação de dutos de fibras ópticas para telecomunicações.
A área de levantamento topográfico para a construção civil também tem boas perspectivas, pois o Brasil registra um déficit habitacional de doze milhões de moradias – sabe-se que existem projetos dos governos federal, estaduais e municipais para a construção de casas e conjuntos habitacionais, inclusive nas grandes e médias cidades. Calcula-se que existam hoje, no Estado de São Paulo, cerca de dois mil engenheiros agrimensores em atividade e o salário inicial numa empresa está na média de R$ 1,8 mil. Hamilton Fernando Schenkel, presidente da Associação dos Profissionais de Engenharia de Agrimensura do Estado de São Paulo, conta que já é possível também ao engenheiro agrimensor prestar serviços de consultoria, em um trabalho complementar ao do engenheiro civil.
Duração média do curso: cinco anos
O engenheiro agrimensor prepara o terreno para obras urbanas, de infra-estrutura hidráulica, sanitária, elétrica ou de transportes. Com base em dados obtidos por meio de levantamentos em solo, fotografias aéreas, satélites e sonares, por exemplo, mede as dimensões de terrenos e pesquisa as características do solo e do relevo de uma área para que engenheiros civis construam prédios, estradas, barragens ou redes de água e de energia elétrica. Apto a orientar projetos de loteamento e definir o traçado de cidades, costuma prestar consultoria a prefeituras, indústrias e grandes construtoras. As novas tecnologias, como o sistema de posicionamento global (GPS), revolucionaram seu trabalho, feito a cada dia com maior precisão. Para exercer a profissão é necessário obter o registro no Crea.
Facilidade para lidar com números, exatidão, meticulosidade, atenção para detalhes, dinamismo, iniciativa, capacidade de trabalhar em equipe, imaginação.
Fonte: www1.uol.com.br