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Engenharia de Minas

Por trás do reaproveitamento das areias do Rio Tietê está o trabalho de um engenheiro de minas, que agora deve, mais do que nunca, se preocupar em orientar a atividade mineradora sem causar prejuízos à natureza. Nas faculdades, a maior parte dos cursos passou dar ênfase à questão ambiental, graças à crescente conscientização da necessidade de preservação do meio ambiente e à criação de leis mais duras contra os infratores.

Captar água subterrânea e especializar-se em explosões para construir, por exemplo, túneis e rodovias, são atividades do engenheiro de minas – profissional que, graças à automação, já não se submete mais a trabalhos em condições de riscos à saúde e à segurança, realizados em minas subterrâneas.

O engenheiro de minas pode trabalhar tanto em ambientes fechados (nos escritórios, interpretando dados de um computador), quanto em indústrias (definindo os processos mais adequados ao beneficiamento de cada mineral) ou no campo (extraindo lavras, coletando dados para estudar a viabilidade de um recurso mineral etc.).

No início dos anos 90 foram poucos os investimentos no setor de mineração, mas o cenário se modifica com a recente entrada de empresas estrangeiras na atividade de lavra. O Brasil está entre os maiores exportadores de ferro e bauxita do mundo, além de ter reservas importantes de ouro, granito e alumínio, minérios nobres, argila, brita e areia. Por isso, o mercado para esse profissional volta a se aquecer. As mulheres, cuja participação nos cursos de graduação cresceu cerca de 30% na última década, têm sido absorvidas naturalmente pelas empresas.

Além das companhias mineradoras, as fábricas de cimento e as empresas de pedras ornamentais também recrutam esses profissionais. Há oportunidades, ainda, em órgãos públicos e alguns profissionais brasileiros têm encontrado colocação até no exterior – Chile, Estados Unidos e Austrália têm contratado brasileiros.

Na parte básica do curso, que normalmente inclui os dois primeiros anos, o aluno estuda matemática, química, física. A computação passou a fazer parte do currículo com a entrada da automação na indústria de minério. A formação específica inclui geologia, mineralogia, topografia, questões ambientais etc. Estuda-se também economia, conhecimento que ajudará o profissional a avaliar a viabilidade de projetos de exploração mineral. A remuneração média inicial da carreira está em torno de oito salários mínimos.

Duração média do curso: cinco anos

A profissão

O engenheiro de minas localiza jazidas, analisa o tamanho das reservas e a qualidade do minério local. Em seguida, estuda a viabilidade técnica e econômica da exploração da mina. Caso seja viável, elabora e executa o projeto de extração, escolhendo os equipamentos adequados e determinando os recursos humanos e materiais necessários ao trabalho. Também cuida do beneficiamento do minério bruto. Em geral, trabalha em companhias mineradoras, as principais empregadoras, mas também atua em pedreiras, construtoras de estradas e empresas de demolição. Atualmente, as exigências das leis ambientais obrigam que esse profissional minimize o impacto da extração sobre o meio ambiente. Para exercer a profissão é preciso ter o registro no Crea.

Características que ajudam na profissão:

Capacidade de adaptar-se a novos locais e climas, gosto por atividades ao ar livre, organização, habilidade de trabalhar em equipe e de coordenar várias atividades ao mesmo tempo

Fonte: www1.uol.com.br