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Engenharia Sanitária

As boas perspectivas para essa carreira – até pouco tempo atrás, estreitamente dependente do setor público – vêm da parte das indústrias, que entram na era da preservação dos recursos naturais. Tanto que as faculdades já planejam incluir a habilitação em engenharia ambiental no currículo do curso. Até porque, desde a II Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Eco-92), realizada no Rio de Janeiro, a legislação que trata de agressões à natureza ficou mais rígida, o que obriga o engenheiro sanitarista a acompanhar de perto as tecnologias não-poluentes. De outro lado, a competitividade do mercado favorece empresas que comprovem seu perfil “ecologicamente correto” por meio de certificados internacionais de excelência ecológica, como o ISO 14000.

Tudo isso valoriza a Engenharia Sanitária que, por ser responsável pela promoção e pela manutenção da saúde pública, acaba diretamente ligada à preservação do meio ambiente. O profissional dessa área deve proporcionar qualidade de vida ao homem, por meio do controle dos fatores ambientais que possam prejudicar sua saúde e bem-estar. É ele quem vai planejar e executar obras de sistemas de abastecimento urbano de água potável (captação, adução, tratamento e distribuição de água à população); de sistemas de esgotos sanitários, com coleta e tratamento; de sistemas de drenagem, com galerias pluviais; e de sistemas de coleta de lixo. Outros campos que requisitam o trabalho do engenheiro sanitário são: controle da poluição da água, do ar e do solo e da poluição atmosférica; saúde ambiental e recuperação de áreas degradadas.

Não é difícil constatar que, em muitos momentos, o sanitarista vai entrar no campo de atuação do engenheiro ambiental. Mas há diferenças entre as duas atividades: o ambientalista se dedica a projetar e acompanhar a execução de obras, enquanto o sanitarista se concentra no controle da poluição, da degradação urbana etc. Ele pode trabalhar também junto com engenheiros civis, do projeto à execução de obras de saneamento básico, incluindo o controle de enchentes, cada vez mais comuns em cidades que têm o solo impermeável. A maior concentração de engenheiros sanitaristas está no serviço público, em instituições governamentais, federais, estaduais e municipais ou em empresas privadas que trabalhem para o governo. As companhias estaduais de saneamento, como Sabesp, Cemig, Eletrobrás, Cesp são instituições que o empregam, assim como indústrias e empresas de consultoria, de projetos e obras ligadas ao saneamento e ao meio ambiente. Mas o profissional sofre, no setor público, com o problema da precariedade de recursos. Os investimentos são poucos e os orçamentos nem sempre acompanham o tamanho do projeto. Por isso, para seguir esse caminho é preciso ter muita disposição social e vontade de trabalhar.

Duração média do curso: cinco anos

A profissão

O engenheiro sanitarista é um profissional fundamental para a preservação da ecologia e dos recursos naturais. Ele é responsável pela manutenção da qualidade da água consumida pela população e pelo tratamento do esgoto e do lixo doméstico e industrial. Para isso, planeja, coordena e administra redes de distribuição de água e estações de tratamento de esgoto, e supervisiona a coleta e o descarte do lixo urbano e industrial. Também avalia o impacto de grandes obras sobre o meio ambiente, para prevenir a poluição dos mananciais. A privatização dos serviços de saneamento urbano está abrindo vagas nesse mercado de trabalho. O registro no Crea é obrigatório.

Características que ajudam na profissão:

Facilidade para cálculos, boa memória, exatidão, atenção para detalhes, iniciativa, interesse por questões sociais.

Fonte: www1.uol.com.br