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Musicoterapia

Não é preciso ser exímio concertista para estudar Musicoterapia. Mas noções de teoria musical e dos sons que regem o universo são essenciais para aproveitar bem o curso e se tornar um profissional de qualidade. Se souber tocar um instrumento, melhor. A Musicoterapia é a ciência que utiliza sons, ritmos e melodias como ferramentas de apoio no tratamento de pessoas com problemas psicológicos, emocionais ou deficiência mental e física. Já na Grécia Antiga, a música era usada para eliminar fobias e angústias, mas sua prática como terapia é recente no Brasil. Começou nos anos 60, no Conservatório Musical do Rio de Janeiro, uma década depois de aparecer nos Estados Unidos e na Europa.

Esses países continuam à frente no mundo da Musicoterapia. O uso de técnicas musicais para diminuir o estresse de funcionários e, conseqüentemente, melhorar o desempenho, é bastante comum nos países desenvolvidos, enquanto no Brasil só agora as empresas começam a descobrir esses profissionais. Eles dominam técnicas capazes de controlar o ritmo respiratório e cardíaco, estimular a memória e a percepção. Podem fazer tanto trabalhos preventivos – no caso de idosos e gestantes que queiram relaxar ou melhorar a organização mental– como de reabilitação, campo onde estão as melhores chances. Nas instituições públicas esse profissional tem sido requisitado para tratar da recuperação de dependentes de álcool e de drogas, estimular e integrar crianças de rua.

A Musicoterapia também pode ser usada como tratamento de saúde em portadores de deficiências como autismo e síndrome de Down – esses pacientes melhoram sua qualidade de vida quando submetidos à terapia da música. Outra aplicação de sucesso tem sido a recuperação de pacientes em UTIs, apesar dessa atuação ainda ser rara no Brasil. É possível, até, aplicar a ciência como auxiliar na área educacional, voltada para crianças ou jovens com dificuldade de aprendizagem, concentração ou barreiras na escrita ou leitura.

Em geral, esse profissional trabalha em equipes multidisciplinares integradas por psicólogos, médicos, fisioterapeutas e assistentes sociais. Por isso, é interessante montar uma clínica com profissionais de diversas áreas. Para ganhar clientela, a dica é visitar especiais para deficientes ou que utilizem métodos pedagógicos alternativos.

No Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, há projetos-piloto sobre o uso de Musicoterapia no tratamento de aidéticos e de portadores de câncer. Cristiane Amorosino, coordenadora da clínica-escola da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), afirma que o mercado está melhorando e exemplifica: “Entre 36 alunos da minha turma, formada em 1991, só eu continuo na profissão. No entanto, todos os vinte alunos da Unaerp que se formaram em 1999 estão trabalhando.”

Existem cerca de 1,5 mil profissionais de Musicoterapia no Brasil, concentrados em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. No curso, o estudante tem aulas de harmonia, ritmo, percepção, musicalização, além de aprender a tocar algum instrumento e a cantar. Recebe também noções de fonoaudiologia, neurologia, psicologia e psiquiatria. Atividades que estimulem a criatividade e a expressão corporal fazem parte do currículo que prevê, ainda, estágio realizado em geral em instituições de saúde. Quem está começando, em São Paulo, cobra cerca de R$ 50 por sessão; no interior, a média é de R$ 25.

Duração média do curso: quatro anos

O musicoterapeuta pesquisa a relação do homem com os sons, criando métodos terapêuticos para restabelecer o equilíbrio físico, psicológico e social do indivíduo. Ele utiliza instrumentos musicais, canto e ruídos para tratar de portadores de distúrbios da fala e da audição ou de deficientes mentais. Também auxilia estudantes com dificuldades de aprendizado, promove a reabilitação de dependentes de drogas e a reintegração social de menores infratores.

Características que ajudam na profissão:

Domínio de um ou mais instrumentos, sensibilidade, criatividade, facilidade de comunicar-se e relacionar-se com as pessoas, concentração, boa memória.

Fonte: www1.uol.com.br

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