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Radialismo

Prontidão, capacidade de improviso, poder de comunicação. Sem essas qualidades, dificilmente alguém pode trabalhar na “telinha” ou nas emissoras de rádio, mesmo que nos bastidores. Em termos de jornalismo, esse é um segmento onde a rotina se parece com um pregão da bolsa de valores, só que dura 24 horas por dia. O trabalho tem de fluir ao mesmo tempo em que as coisas estão acontecendo e é preciso evitar os erros com a correria. A produção dos programas não jornalísticos é menos frenética, mas também não pára. E movimenta uma legião de profissionais de sonoplastia, edição de imagens, cenografia, arquivo de fitas e direção de programas, todos operando sincronizadamente.

Uma rotina difícil de se aprender na escola. Por isso, os cursos de Rádio e TV procuram capacitar o aluno com uma base teórica, ministrando disciplinas como sociologia, teoria da comunicação, antropologia e história. E também oferecem noções da prática da profissão, em laboratórios e estúdios, ensinando técnicas como fotografia, edição, iluminação e sonoplastia. As aulas incluem, ainda, estruturação de roteiros para programas como musicais e novelas. “Mas tudo fica muito distante do que o profissional vai encontrar no dia-a-dia”, avalia Roberto Souza Machado, diretor do Sindicato dos Radialistas do Estado de São Paulo. “As escolas deveriam contratar profissionais que atuem na área para monitorar os alunos”, sugere Machado.

Com a proliferação dos canais de TV a cabo e das produtoras independentes, ampliaram-se as possibilidades de trabalho para radialistas, que geralmente são contratados em regime de free-lancer (autônomo). Mas o maior problema de algumas dessas empresas novas e pequenas é que, em vez de trabalhar com radialistas regulamentados, preferem contratar profissionais não qualificados por salários menores.

Outra dificuldade desse setor diz respeito à tecnologia. As máquinas cada vez mais fazem o trabalho que antes exigia vários profissionais qualificados – um exemplo são os equipamentos de montagem não-linear, vedetes na área da edição de imagens e de sons, que necessitam da presença de apenas um operador. “Com a chegada de novos equipamentos, estão se fechando vários postos de trabalho”, diz Machado.

Duração média do curso: quatro anos

Fonte: www1.uol.com.br

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