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Relações Internacionais

A recente prisão do ex-general paraguaio Lino César Oviedo, em junho, em Foz do Iguaçu, no Paraná, é um bom exemplo das emoções que de vez em quando agitam a rotina dos profissionais da área de Relações Internacionais. Mas naturalmente não é todo dia que se dá de cara com um estrangeiro procurado por envolvimento com o tráfego de drogas. E o Brasil tampouco é dado a contendas armadas com a vizinhança, a exemplo dos países do Oriente. Por isso, essa carreira, no Brasil, está mais voltada para as atividades comerciais e requer conhecimentos específicos em Economia, brasileira e mundial - além de direito público, questões ambientais e direitos humanos. Principalmente no mundo globalizado, onde um desastre financeiro na longínqua Tailândia repercute imediatamente em países do ocidente, a função do profissional de Relações Internacionais no comércio exterior é expressiva: além de sugerir a importação e a exportação de produtos, amparado em sólido conhecimento da legislação internacional, o profissional de relações internacionais pode atuar na cooperação técnica com outros países e organizações internacionais.

Ele também pode assessorar órgãos públicos, empresas privadas e organismos internacionais no relacionamento comercial, econômico e cultural com outros países. Ou servir nas embaixadas, auxiliando na elaboração de acordos bilaterais.

No entanto, o profissional de Relações Internacionais não é importante apenas para resolver problemas, comerciais, étnicos ou políticos. A serviço do governo, ele também planeja e desenvolve ações de caráter humanitário, programas sociais de ajuda externa. Uma de suas principais ferramentas de trabalho, portanto, é a informação. Estar por dentro dos principais acontecimentos mundiais é condição básica para um bom desempenho profissional.

Agilidade intelectual, fluência em idiomas, senso crítico e conhecimento técnico para assumir funções de administração e gerenciamento são habilidades que devem estar em constante aprimoramento. Isso porque o especialista em Relações Internacionais ora pode ser convocado para tomar as rédeas de decisões referentes a importação de determinado produto, ora ser exigido para analisar aspectos da legislação internacional antes do estabelecimento de relações comerciais com outros países. "Do seu diagnóstico depende o sucesso de acordos, intercâmbios e formações de novas parcerias", esclarece Phytagoras Daronch Silva, coordenador do curso de Relações Internacionais do Centro Universitário Moura Lacerda, em Ribeirão Preto, São Paulo. Profissional com formação abrangente, ele atua ao lado de diplomatas, sobretudo quando o assunto em pauta são os conflitos internacionais. As duas atividades, no entanto, não devem ser confundidas. Embora as primeiras escolas de nível superior dessem ao aluno uma formação mais dirigida à carreira diplomática, só o Instituto Rio Branco, em Brasília, forma de fato os diplomatas. Porém, o bacharel em relações internacionais sai das boas faculdades quase com tantos conhecimentos em política, direito e economia quanto um diplomata. Se ele desejar ampliar seu raio de atuação, poderá complementar a formação acadêmica fazendo o curso específico em diplomacia.

Os salários são compensadores. Quem estiver apenas começando pode ganhar R$ 2,5 mil, segundo a Associação Comercial do Distrito Federal.

Fonte: www1.uol.com.br

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