Em clínicas para dependentes de álcool, de drogas ou em instituições de reabilitação, provavelmente o terapeuta ocupacional fará parte da equipe de profissionais da área de saúde encarregada de ajudar na reintegração social dos pacientes. Essa preocupação dos terapeutas ocupacionais é recente. Antigamente, a ênfase maior da carreira era dada à reabilitação física de crianças, adultos e portadores de incapacidade física, mental e psíquica.
Ao juntar a reabilitação com a preocupação de integração à sociedade, os terapeutas ocupacionais ganham espaço em uma carreira bastante disputada. Especialistas dizem que não falta emprego ao terapeuta. Os salários, porém, são baixos sobretudo no setor público, um dos maiores empregadores. Por isso mesmo, muitos preferem clínicas e instituições particulares.
“A Terapia Ocupacional é uma das áreas mais abrangentes da saúde. O profissional atua na prevenção, na cura e na reabilitação do paciente atingido por diversas doenças”, constata Célia Rodrigues Cunha, coordenadora do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Há várias possibilidades de atuação. No setor de educação, cabe ao terapeuta educacional executar programas para crianças com dificuldades de aprendizagem ou problemas motores. Trabalhar com reabilitação de funcionários que sofreram acidentes no trabalho ou que tenham lesões por esforços repetitivos (LER) é um campo em expansão. Algumas empresas desenvolvem programas de prevenção e contratam terapeutas para orientar seus funcionários, em especial aqueles que trabalham em computadores ou em áreas de produção que requerem movimentos repetitivos.
Outra área em expansão é o trabalho com idosos portadores ou não de doenças físicas. Ao utilizar técnicas de pintura com um grupo de terceira idade, por exemplo, o terapeuta ocupacional pode despertar potenciais ou desenvolver habilidades em seus pacientes, melhorando sua auto-estima. Não é raro o uso de instrumentos musicais, trabalhos manuais e artesanais e mesmo atividades como horticultura na superação de problemas físicos e mentais. Para quem optar por montar o próprio consultório, a dica é fazer parceria com outros profissionais. Essa estratégia, além de dividir os custos, amplia as chances de conquistar clientela.
A formação do terapeuta ocupacional no Brasil pode ser comparada à de outros países. “O reconhecimento crescente dos cursos brasileiros pela World Federation of Occupational Therapy (WFOT) demonstra que os profissionais brasileiros estão aptos a atuar aqui e nos 43 países associados”, informa Cunha. A formação básica prevê aulas de patologia, biologia, enfermagem, anatomia, psicologia. Algumas faculdades oferecem noções de pediatria, oftalmologia e otorrinolaringologia. Na parte específica, o estudante terá pela frente aulas de terapia ocupacional aplicada à educação, à saúde mental e às condições sociais, além de recursos terapêuticos, entre outras disciplinas. O salário inicial desse profissional fica em torno de R$ 800.
Duração média do curso: quatro anos
O terapeuta ocupacional trata indivíduos com dificuldade de adaptação à vida em sociedade devido a problemas físicos, mentais e emocionais. Elabora planos de recuperação e adaptação social, criando e aplicando exercícios físicos, brincadeiras, ensinando métodos e técnicas de trabalho a pacientes com dificuldades psicológicas, motoras e de aprendizagem, doentes, detentos e marginalizados em geral. Trabalha em clínicas, asilos de idosos, penitenciárias e centros de saúde. É necessário o registro no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.
concentração, criatividade, sensibilidade, paciência, interesse pelos problemas humanos, equilíbrio emocional, facilidade de lidar com pessoas.
Fonte: www1.uol.com.br