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Quênia

QUÊNIA, O PULSO DA NATUREZA

Quênia é um país onde tudo respira vida. Tudo lateja com uma força interior que vaza por todos os locais tanto nas cidades quanto nas paisagens, assim como na fauna e flora.

Esta força percebe-se também no olhar profundo das diferentes tribos que habitam o país. Altivos Masais, considerados como os guerreiros mais temidos apesar de que na atual idade mostram-se curiosos, comunicativos e amantes da liberdade acima de tudo, tanto que se vão presos por algum motivo, costumam morrer de pena, porque não são capazes de conceber que em algum tempo irão recuperar sua liberdade; Kikuius, a tribo que mais poder têm atingido ao longo da história do Quênia; exóticos Samburus com seus braçaletes e colares de contas, os quais preferem seguir vivendo afastados de toda modernização; Luos, simpáticos e totalmente integrados; distintos Somalies e assim por diante uma grande variedade de tribos que convivem em um país tocado por uma estranha graça divina.

Se o latejar da vida percebe-se em todo o Quênia, com especial intensidade se sente na Natureza. Selva, planícies, savanas, deserto, costas, mar e montanhas, sombrios bosques, místicos baobabes que, segundo a lenda, decidiram plantar-se virados perante à destruição do homem, vegetação exótica e variada junto à animais selvagens de grande beleza: leões, leopardos, elefantes, rinocerontes, hipopótamos, girafas, gazelas, hienas, crocodilos, e uma enorme quantidade de aves, répteis, anfíbios e muitos mais. Quênia é um paraíso com vida própria que lateja ao rítmo da liberdade.

SITUAÇÃO E GEOGRAFIA

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Quênia encontra-se na parte oriental do continente africano, muito próxima ao denominado Chifre da África. Seus 582.646 quilômetros quadrados extendem-se nos dois lados da linha Equatorial. Limita-se ao norte com Etiópia e Sudão, ao leste com Somália e o Oceano Índico, ao oeste com Uganda e o Lago Vitória e ao sul com Tanzânia.

Quênia está dividida geograficamente em quatro zonas (com peculiaridades muito características), proporcionando ao conjunto enorme variedade de ambientes e paisagens. Falamos das planícies elevadas central e ocidental, o cinturão litoral e o norte e leste do país.

A Planície Central (Vale do Rift) atravessa o território nacional de norte a sul, desde o Lago Turkana até o Lago Magadi e nela é possível encontrar restos de cones vulcânicos extintos e lagos salinos. Por sua parte, a ondulada Planície Ocidental percorre a área onde ficam o Lago Vitória e o Monte Elgão, o segundo mais alto do país (destacam-se o Subugu com 2.683 m. e o Gwasi com 1.946 m. de altitude), assim como a savana onde encontram-se os Parques Nacionais mais importantes do Quênia como o Masai Mara e o Amboseli. Também são de interesse a Reserva Nacional de Samburu e o Parque Nacional do Monte Quênia.

O denominado Cinturão Litoral, que compreende perto de 500 quilômetros de costas banhadas pelo oceano Índico, guarda no coração a cidade de Mombasa e as terras mais férteis do país. Porém, os territórios do norte e do leste do Quênia são semi-desérticas e estão quase desabitadas. Os rios são de regime irregular à exceção do Tana.

Flora e Fauna do Quênia

Quênia é um autêntico paraíso onde pode-se encontrar grande variedade tanto de animais quanto de vegetação, de fato os parques naturais quênios são um dos máximos atrativos deste exótico país.

Flora

A flora mais conhecida divide-se na chamada pluri-selva, a sempre selva tropical, muito fértil; os bosques das terras altas caracterizados pela existência de cipós pendentes e a abundância de musgos, licopódios, arbustos e grandes árvores; os mangues, curiosas formações de plantas próximas aos nascimentos dos rios e às zonas rochosas das costas; e a zona dos matorrais e as pradarias da savana onde abundam árvores de folha perene, acácias e coníferas, mato baixo e arbustos. Também pode-se ver impressionantes baobabes.

Fauna

A fauna quêniana é fantástica. O espectáculo oferecido por milhares de nhus e zebras nas planícies é esplêndido. Se tiver sorte e chegar na hora em que os leões e leopardos caçadores vão comer, a experiência resultará simplesmente alucinante.

Porém tem muito mais: distintas girafas, majestosos elefantes, curiosas avestruzes, rinocerontes pretos e alguns brancos, búfalos, queixadas verrugosas, crocodilos do Nilo, hipopótamos rosados com seus asseiadores pessoais, os pica-bois, ágeis gazelas Thomson, antílopes de pescoço longo, impalas, babuinos, macacos de Syke com seus típicos gritos, topis, hienas, cafres, pequenos dik-dik, íbices, bandos de zambos, cobs, bongos, kudus, orix, salamandras, mambas pretas de mordida mortal, ratos de tromba, carangueijos de cores, lagartos e víboras.

As aves merecem menção aparte. A variedade é impressionante: suimangas, beija-flores, pássaros segredário, canasteiras migratórias de Madagascar, espátulas, bico-tesouras, cegonhas pico-abertas, chorlitejos, gaivotas, garças, pitas, pombas verdes, tragões de narina, andorinhas de mar e ralhadas, bulbures verdes de Zanzíbar, corvos índicos, archibebes moteados, avocetas, aguza-neves, abelharucos, calhandeas, abutres, verdilhões, papa moscas, alcaudões, pintarroxos, mochos, búos, aguias, loros, martim- pescadores, quebrantaosos e muitos mais.

História do Quênia

Quênia tem sido conhecida até pouco pelos antropólogos como "Berço da Humanidade," pois neste país encontraram os restos de nossos primitivos antepassados, concretamente os homínidos de entre dois e cinco milhões de anos de antigüidade.

Estima-se que há 2.000 anos iniciaram-se uma série de migrações de povos nômades procedentes do sul de Etiópia. Já no ano 500 a.C. produziram-se novas mobilizações de africanos. Esta afluência de pessoas tão diversas têm provocado abrigo às pessoas originárias de quase a totalidade dos países deste continente.

Presença Européia

À partir do século VII começaram a chegar às costas do Quênia comerciantes árabes e persas que terminariam fundando prósperos portos comerciais. Esta forte influência se prolongou até o século XVI, quando os primeiros portugueses fizeram ato de presença, pouco depois de que Vasco de Gama doblara o Cabo de Boa Esperança em 1498.

Em 1505 Francisco de Almeida tomu Mombasa e em 1515 Nunho de Cunha derrota definitivamente aos árabes, fazendo-se como o controle da cidade. Durante os seguintes dois séculos, os lusos dominariam as rotas comerciais do leste da África, após numerosas revoltas, seriam derrotados pelos muçulmanos, retirando-se definitivamente em 1698.

A partir de 1880 inicia-se a expansão européia pela África, sobretudo alemães e britânicos. Estes últimos fazem do Quênia uma de sus colônias, apesar da forte oposição dos valorosos masais e dos kikuyus que seriam sufocados definitivamente em finais do XIX e princípios do XX, forçando a estas tribos abandonar suas terras e viver em reservas no sul do país. Nesse momento os ingleses consumam a ocupação com a construção de grandes fazendas e uma linha ferroviária que recorria todo o país. também fundam Nairobi.

A Independência

Alemães e britânicos transladam à África na Primeira Guerra Mundial combatendo neste continente e servindo-se da perícia dos nativos para esta guerra. Ao finalizar a guerra Tanganika, ou África Oriental Alemã, passa a mãos britânicas. Depois deste conflito bélico, perante a alienação da população indígena, começam a florecer os movimentos independentistas. Os kikuyus se organizam e iniciam os protestos com Harry Thuku como líder que após ser encarcerado e, posteriormente liberado pelos britânicos, é substituido por Jomo Kenyatta que conseguiria ser primeiro presidente do Quênia.

Depois da Segunda Guerra Mundial aumentaram os enfrentamentos entre os colonos e a população local. Nasce um partido político com os kikuyus como máximos promotores e os mais radicais, agrupados baixo ou nome de Mau-Mau começam a atentar contra as fazendas e as plantações, causando verdadeiras matanças. Esta revolta é sufocada duramente pelo exército britânico em 1959, mas a situação origina a sensação de que o Quênia não podia seguir governada pelos brancos e muitos colonos abandonam o país. A solução era uma: Quênia multiétnica e a contra senha Uhuru, independência.

A administração colonial se planteia a convocatória de eleições democráticas na Conferência de Lancaster celebrada em 1960 em Londres. Em 1963 celebram-se as primeiras eleições livres do país com dois partidos importantes, o KANU, União Nacional Africana do Quênia, partidário de um governo unitário e o KADU, que preferia o federalismo. A vitória do KANU supõe a independência do Quênia, dentro do âmbito da Commonwealth, e a conversão do país em uma República em 1964 com Jomo Kenyatta como presidente. com este passo se logra que a convivência entre nativos e europeus seja pacífica e muitos brancos continuam residindo no país ocupando, sobretudo, postos administrativos.

O governo queniano teve que afrontar uma economia débil com a reforma agrária como principal assinatura pendente. Parcelam as grandes propriedades conseguindo que as pequenas parcelas comencem a produzir, o grande objetivo, a industrialização, segue pendente. O governo, encabeçado por kikuyus, começa a ser criticado, especialmente pelos seus rivais, os luos que pediam uma mais ampla participação. Surgem as denúncias de corrupção e os assassinatos de líderes populares como Tom Mbaya em 1969 e Kariuki em 1975, mas Kenyatta se prende ao poder chegando a converter-se em um verdadeiro ditador.

A sua morte em 1978 inicia-se a "Harambee" ("tirar juntos"). Os luos conseguem participação no governo, mas as pequenas tribos não se sentem representadas ainda que o novo presidente, Daniel Arap Moi, pertencera a uma delas, os kalejin. O novo governo inicia uma luta contra a corrupção e uma melhora das relações internacionais. Em 1983 é de novo reeleito, convidando os eleitores a designar para o Parlamento a pessoas de integridade. Em 1987 reforma a Constituição e em 1991, ainda no cargo, abole a disposição que consagrava o sistema de partido único.

Arte e Cultura

As primeiras mostras de criação artística no Quênia, umas pinturas rupestres da ilha de Buvo e do Lago Vitória, se remotam a 5.000 anos a.C. Debe-se registrar que a África Oriental é uma terra pobre em obras artísticas, embora esteja muito desenvolvida a arte popular, especialmente na realização de objetos de uso cotidiano. Tendo como ordem do dia calabaças, pipas de barro e cestos belamente decorados. Em todo o país se dá grande importância às jóias, destacando a prática da arte das pérolas de cristal, no que os masai e os kamba são autênticos mestres.

Na zona da costa é muito importante a influência árabe, que deu passagem à cultura afro-árabe swahili, da que encontrará as mais belas mostras na ilha de Lamu, fundamentalmente em portas e pequenos móveis formosamente lavrados, à márgem de algumas mesquitas. No museu desta ilha também pode-se ver interessantes coleções de etnologia e mostras arqueológicas procedentes da ilha Manda.

A música, o canto e até o som dos instrumentos têm uma grande importância para as diferentes tribos quenianas. Encontrará uma rica variedade de instrumentos desde os tradicionais tambores, matracas e pinos "manuais" até artefatos de corda elaborados artesanalmente. As máscaras e os bustos de madeira também são muito apreciadas assim como as talhas de animais.

No que às letras se refere, podemos dizer que têm conservado muitas fábulas, epopéias, sagas e refrões populares ao longo do tempo (de forma oral), o que tem fomentado uma literatura moderna que tem experimentado um sensível progresso nos últimos anos.

LOCAIS TURÍSTICOS

Quênia é um país de uma grande beleza cheio de lugares de interesse, das cidades mais importantes até suas preciosas costas, sem esquecer os parques naturais, os maiores atrativos do país. Para descobrir o Quênia, temos dividido em 4 zonas. Iniciaremos o percurso por Nairobi e sues arredores, realizando algumas excursões da capital, para continuar para Mombasa e a Costa. Daqui viajaremos pelo Lago Vitória e ao Oeste para finalizar na Zona Norte ocidental e o Lago Turkanda.

NAIROBI E ARREDORES

A capital do Quênia, Nairobi, tem sofrido uma profunda transformação em muito pouco tempo. Hoje em dia é uma cidade moderna com um claro reflexo colonial que se percebe sobretudo em alguns edifícios que ainda se conservam.


O CENTRO DE A CIDADE

A cidade, que tem crescido sem nenhuma planificação prévia, tem forma de triângulo retângulo conformado pelo rio Nairobi, a Haile Selassie Avenue e a Uhuru Highway. No centro do triângulo encontram-se os centros oficiais, os melhores comércios, os cinemas, teatros, os hotéis de luxo, os lugares de lazer, etc.

O percurso começa habitualmente pela Avenida Kenyatta, uma impressionante avenida com seis vias para o tráfego e uma bonita alameda para os peatones. Nela encontram-se a antiga Oficina do Comissionado Provincial de 1916, a Casa Nyayo, mostra do desenvolvimento da capital, a Oficina Central de Correios na que pode-se ver um contínuo movimento de pessoas, sendo um dos lugares mais barulhentos de Nairobi, o Áfricam Heritage, o grande comércio onde pode-se comprar os produtos típicos de todo o país e o Edifício ICEA, construido em 1982, com ascensores acristalados desde os que pode-se desfrutar de uma vista completa do centro da cidade.

Muito Perto, na Wabera Street, se levanta a Biblioteca MacMillan, edifício neo-clássico de 1928 cuja entrada está franqueada por dois leões de pedra. O Edifício Grindley é o edifício de tijolo mais antigo da cidade (foi construido em 1923) e no Hotel New Stanley pode-se recriar o ambiente no que se preparavam os grandes safaris, enquanto se toma um Pimm's Cup. Ao lado do Hotel encontra-se um dos lugares de reunião ao ar livre da cidade, o Thorm Tree Cafe, onde pode-se tomar um tentempié enquanto se contempla a acácia espinhosa que serve de anúncios na qual os amigos deixam mensagens.

De Wabera Street a Kimathi Street encontra-se o Hiltom Hotel construido em 1964. Em frente dele inicia-se a Avenida Moi, a outra grande artéria da capital junto à Kenyatta Avenue e em seguida distingue-se a coluna de pedra amarela dos Arquivos Nacionais, sede de um museu - galeria de arte. A outra galeria de arte da cidade que se deve visitar é a Galeria Watatu, na rua Standard, onde acostuma haver exposições temporais de artistas que mostram temas africanos.

Continuando pela Avenida Moi pode-se ver a Oficina Central do Ferrocarril de 1929 na que pode-se degustar uma excelente comida no restaurante situado no interior. Muito perto encontra-se o Museu do Ferrocarril onde pode-se ver artefatos tão curiosos como os "recoge rinocerontes", artefato que se situava em frente das locomotoras para ir apartando os animais das vias.

Não muito longe, na Praça da cidade (City Square), se levantam os 33 andares do edifício mais alto de Nairobi e um dos mais importantes desta cidade, o Palácio Internacional de Conferências Queniana. Nesta construção se combina a arte africana tradicional, dizem que tem forma de cabana masai e os elementos mais modernos da arquitetura. Atualmente é a sede do KANY, partido político no poder, mas pode-se visitar sem problemas a menos que haja algum evento político de relevância. O mais destacado é a maravilhosa vista que se desfruta desde a plataforma situada no alto da torre desde onde pode-se ver toda a cidade, o Monte Quênia, e inclusive o Kilimanjaro.

Nesta zona há vários lugares de interesse como os Edifícios do Parlamento, o Mausoleu Kenyatta, que encontra-se fortemente custodiado, a Catedral da Sagrada Família, rodeada de jardins com um estreito campanário e eixo da igreja católica queniana, a Prefeitura de princípios de 1950 e o Parque Uhuru, aonde não é aconselhável acudir depois do entardecer.

Outro dos edifícios representativos de Nairobi é a formosa mesquita Jamia. Resulta deslumbrante sua fachada verde e branca, suas cúpulas e minaretes. No interior todo é mais simples mas não por isso menos formoso, os pátios são espaçosos e na abóbada sempre faz frio. Os muçulmanos quenianos congregam-se nesta construção para rezar e não gostam de turistas, mas fazendo a visita depois das horas de culto e respeitando as normas não há problema.

Enfrente da mesquita encontra-se o Mercado da Cidade, que foi desenhado como um hangar de aviação em 1930. Além do curioso desenho, é um magnífico lugar para desfrutar com o animado ambiente que nele é respirado. Lembre que para comprar deve pechinchar com o vendedor. Depois pode passear pela Rua Biashara e admirar as casas de estilo colonial e os comércios onde vendem todo tipo de tecidos. No fim desta rua estão situados a mesquita Khoja e os jardins Jeevanjee onde costumam atuar diferentes artistas das ruas.

Pode-se fazer um alto no caminho e comer algo no terraço do Hotel Norfolk para continuar visitando a Universidade de Nairobi. En frente ao hotel está o Teatro Nacional construido em 1952. Muito perto encontra-se a chamada O Local de Deus pelos numerosos edifícios religiosos que estão situados nesta ilhota e, seguindo na direção norte, aparecem o Cassino Internacional, muito animado as noites dos finais de semana e o Museu Nacional, um dos lugares mais atrativos de Nairobi.

O Museu Nacional é um estupendo avanço do que vai ver se visita a impressionante natureza queniana. Pode-se contemplar uma grande variedade de animais de tamanho natural através de um sistema de dioramas que os situa em seu hábitat natural. As aves, aliás, encontram-se em gaiolas sem nenhuma referência a seu ambiente, mas podem ser estudados com pleno detenimento. São muito interessantes também a Sala de Paleontologia, a seção dedicada à história de Quênia e as pinturas de Joy Adamson.

Dois lugares mais na capital, os Jardins Botânicos de Nairobi com mais de 300 espécies e a Estrada do Rio onde misturam-se todas as culturas em um dos bairros com mais ambiente e animação de todo o país.

ARREDORES DE NAIROBI

Bomas de Quênia. Típicas granjas onde pode-se desfrutar com bailes tradicionais de duas horas de duração.

Center Giraffe, em Langata, oferece a possibilidade de subir a umas torres desde onde pode-se alimentar com a mão às girafas.

World Wilde Fundatiom for Natura Animal Orphanage, também em Langata, acolhendo animais abandoados ou doentes para sua recuperação e posterior devolução a seu entorno natural. É possível dar-lhes comida.

Museu Karem Blixem e as Colinas de Kgong. Para os apaxionados por Quênia através das obras de Karem Blixem e, sobretudo, do filme "Memórias da África" esta é uma visita obrigatória. Pode passear por estas colinas de origem vulcânica cheias de vegetação e comprar artesanato aos masai, que colocam seus barracos neste lugar. Depois de passear por este marco de grande beleza pode visitar o Museu de Karem Blixen, que reflete o ambiente daquela época.

Parque Nacional de Nairobi, a 13 quilômetros da cidade, ocupa 114 quilômetros quadrados de extensão embora cada vez se encontre mais afogado pelo crescimento da capital queniana. O parque não está cercado, pelo que os animais saem e entram pelo corredor de Kitengela, e as espécies que podem ser contempladas variam segundo a estação do ano. Normalmente pode-se ver leões, rinocerontes, leopardos, búfalos, babuinos e muitos mais. Falta só o elefante, que não se encontra aqui.

Bosque de Ngong Road. Dá para imaginar como era o ambiente natural antes da chegada da civilização. Os cánticos dos pássaros são inacreditáveis.

EXCURSÕES DESDE NAIROBI

À 10 quilômetros da capital encontra-se Aberdare Range, Parque Nacional desde 1950, cujo máximo atrativo são os conhecidos felinos melanísticos, cervais, leopardos e ginetas. Também são de interesse o refúgio de caçadores Treetops, a montanha Lodge e o refúgio Ark, com um escondite subterrâneo desde onde pode-se contemplar os animais muito de perto.

Machakos oferece a possibilidade de ver uma cidade da tribo akamba e comprar seu artesanato.

O Parque Nacional de Meru contém uma excelente mostra de animais devido a seu difícil acesso; destacam a girafa reticulada, o avestruz somali, o orice biesa e a zebra Grevy. Também pode-se ver elefantes, rinocerontes, búfalos, leopardos, antílopes e mais de 300 espécies de aves.

O Parque Nacional do Monte Quênia com as duas montanhas mais altas do país, o Batiam com 5.199 metros de altitude e o Monte Quênia com 3.048 metros, lugar sagrado para os kikuius. Pode-se contemplar elefantes, rinocerontes, búfalos, duiqeros, porcos gigantes da selva, hienas manchadas, leopardos, sunis, bongos, macacos colobos, leões, antas africanas, touperas gigantes e 150 espécies de aves entre as que destacam a aguia coroada, o mocho real de Mackinder, ibis verdes, pássaros do sol, malaquites e estorninhos.

São de interesse também Murang'a, centro da pátria kikuiu, Nanyuki situada em pleno Equador, Nyeri, capital dos kikuius, Olorgesailie pelos restos arqueológicos, o Lago Maladi lotado de aves e Thika com a Colina dos Búfalos e as qatorce cascatas que pode-se contemplar descendo por um caminho.

MOMBASA E A COSTA DE QUÊNIA

MOMBASA

Esta ilha de coral de uns 15 quilômetros quadrados é um centro vital para Quênia tanto pela atividade portuária como pelo turismo. É uma cidade com pessoalidade própria. Foi fundada no século XI e o ambiente que respira-se nela é muito agradável. Passear é um bom meio para conhecê-la.

Pode-se começar o percurso pelo Porto, com vários hotéis e clubes náuticos. Também ficam lá as mesquitas Mandhry e Basheik, construidas sobre alicerces do século XI. Dali costuma-se ir a Mbaraki onde erige-se um dos símbolos da cidade, o Mbaraki Pilar, túmulo formado por uma coluna de pedra caliça com pólipos de coral e um acabado de geso de coral. Está rodeada por baobabes e tem uma linha de sinais de frechas que parece indicar o túmulo do chefe de uma antiga tribo.

Outro lugar emblemático de Mombasa é o Forte Jesús, antiga fortaleza construida pelos portugueses em 1593. Tanto a muralha como o interior conservam-se em excelente estado. Destacam os bastiões, o depósito para armazenar água, a coleção de olaria da costa, os restos do barco armado Santo António de Tanna e a Omani Arab House, casa otomana do século XVIII. Os portugueses construiram outros fortes como Fort St. Joseph.

Passear pela cidade velha é todo um prazer. Existem numerosas construções do tipo inglês com fortes influências indianas. São de interesse a Casa Leven, a Ponte Nova de Nyali, a Catedral Anglicana de influência islâmica e a Praça do Tessouro, com construções de princípios do século.

Como mostras da arquitetura islâmica destacam as mesquitas Baluchi Jundaam com uma cúpula chata, a angulosa Bondeni, Bohra com améias de grande altitude e a Ismaili com fachada quadrada.

Mombasa também conta com templos hindus de interesse como o templo Sikh da rua Mewmbe Tayari, o Jaim de cor pastel situado na rua Langoni e o Swaminaryam de Haile Selassie construido em 1955, muito exótico.

Verdadeiras delícias arquitetónicas são a Antiga Estação da Policia, o edifício de Subastas Datoo, o Hotel Castle com um agradável terraço onde fazer um descanso, a Ponte de Pedra e a Casa Dodwell com um formoso telhado de azulejo de Mangalore.

Para descansar do barulho e do calor da cidade nada melhor que passear pela rua Mama Ngina desde onde pode-se ver os arrecifes e caminhar por um bosque de baobabes de tronco magro.

A Catedral Católica do Espíritu Santo, na rua Nkrumah, é outro edifício representativo de Mombasa. Conta a lénda que foi comprada por um padre disfarçado de árabe que primeiro construiu uma igreja e logo a catedral. O seu aspecto é impressionante.

Outro lugar simbólico da cidade é o Arco das Presas composto por dois pares de presas gigantes construidas em 1952 com láminas de metal rebitadas. Este arco indica o começo da Avenida Moi, de quatro quilômetros de comprimento. É a principal artéria da cidade, com numerosos comércios de todo tipo, clubes, restaurantes, discotecas, cafés, teatros, a "movida" de Mombasa.

Arredores de Mombasa

Nos arredores de Mombasa pode-se visitar Mariakani, a pátria da tribo mijikenda, Kaloleni, onde se bebe o típico vinho da palmeira de sabor muito peculiar, Mazeras com um pequeno jardim botânico e as missões de Rabai e Ribe.

A COSTA NORTE

Esta zona costeira está melhor comunicada e mais desenvolvida que a zona sul.

Iniciando o percurso pela península de Nyali, cheia de luxuosas mansões muito bem protegidas, chega-se a Mamba cujo máximo atrativo é uma granja de crocodilos. Perto encontra-se o centro de artesanato Bombolulu onde pessoas aleijadas produzem artigos de joalharia em cobre, bronze e sementes a preços raçoáveis.

Bamburi

A 8 quilômetros de Nayali encontra-se Bamburi. Este lugar era um terreno devastado até que os trabalhadores da Bamburi Cements Works repovoaram a zona para acabar com os danos ocasionados pela mina de coral a céu aberto. Na atualidade existem numerosas zonas arborizadas e de piscicultura. Também há um zoo natural com animais em grandes extensões cercadas onde pode-se contemplar antílopes, tartarugas gigantes, búfalos, hipopótamos, crocodilos, gamos, zebras e numerosas aves. As praias desta zona costumam estar cheias de hotéis com praias privadas, e no extremo sul encontra-se a Praia Jomo Kenyatta que é pública.

Mtwapa

Na enseada de Mtwapa está situado o Kenya Marineland onde pode-se alugar barcos e ver tanques onde tubarões são alimentados. Também existe um bom número de lojas de artesanato sobretudo de ébano e pode-se ver atuações de danças tribais masai no Manyatta.

Muito perto encontra-se a Jumba a Mtwana, a grande Casa dos Jovens Homens Escravos, um antigo povoado swahili do século XV, onde pode-se contemplar réplicas de casas de barro com teto de palha, restos de construções de pedra, depósitos de água e túmulos.

Na Jumba Beach pode-se ver as raízes dos baobabes. Não deixe de fazer um cruzeiro em um dhow (veleiro).

Malindi

Um lugar realmente encantador, tanto pelas paisagens como pela população é Malindi, a 120 quilômetros de Mombasa. Esta cidade, invadida pelos portugueses no século XV, tem uma bonita parte antiga onde encontra-se o interessante Swhaili Quarter. Destacam também a mesquita Juma, a Capela de 1542 situada ao lado de um enorme baobabe, o Túmulo de Hassan do século XV e o monumento a Vasco de Gama. Porém o melhor de Malindi são os dois Parques Marítimos: o Parque Nacional Marítimo de Malindi que conta com uma impressionante mostra de moluscos, conchas, corais, cauris e peixes tão curiosos como o peixe-lua e o kolo koli.

Muito perto fica o Parque de Cobras, para os amantes destes répteis e o Malindi Falconry especializado em aves de cetraria. O Parque Marinho de Watamu conta com formosos rochedos de coral onde pode-se ver morenas -cuidado com elas-, polpos, bacalhaus de rocha de até metro e meio de comprimento e outros peixes de arrecife.

Parque Nacional de Gedi

A 16 quilômetros de Malindi encontra-se o Parque Nacional de Gedi, um antigo povoado swahili. Rodeado de selva, ficou oculto durante muito tempo; este assentamento com capacidade para 3.000 habitantes tem um influxo esquissito. Conservam-se 14 casas de um andar com assombrosos banheiros, sete mesquitas com lugares separados para homems e mulheres, um palácio e um pequeno museu. A visita costuma estar amenizada por bailes tribais acompanhados de tambores.

São muito formosos também o Parque Marinho de Cala Mida com ruinas de outro povoado swahili, as cavernas subterrâneas conhecidas como Tewa Caves, o Parque de Arabuko Sokoke e o Parque Nacional de Tsavo Leste.

Kilifi

Kilifi, a 57 quilômetros de Mombasa, conta com formosas e estreitas praias de águas transparentes onde as árvores chegam quase até a beira. Muito perto encontra-se as ruinas de Mnarani, antigo sítio islâmico com mesquitas e túmulos com complicadas inscrições.

Lamu

Para chegar até o seguinte lugar costeiro de importância, Lamu, deve passar por Mambrui, lugar de 600 anos de antigüidade, Garsen, onde pode-se ver comerciar aos pastores somalis e Witu, povoado orma. Uma vez em Lamu resultam surpreendentes as casas indianas e swahilis do século XIX, a cidade antiga com os impressionantes edifícios de pedra dos séculos XVII e XVIII, o Forte do Sultão, atual prisão da cidade, o Museu com uma excelente mostra da cultura swahili, o túmulo do século XIV e a mesquita de Riyadha de cor turquesa e verde.

Arredores de Lamu

Desde Lamu pode-se visitar a Ilha de Manda com uma estupenda praia à qual só pode-se chegar de dhow (veleiro) e o antigo povoado Takwa, a Ilha de Pate com duas cidades em ruinas, Faza e Siu, as Reservas Nacionais de Dodori e Boni e o Parque Nacional Marinho de Kiunga.

A COSTA SUL

Na zona costeira do sul as praias são magníficas. Estes lugares estão habitados pelos digo, tribo de marcas muito formosas.

A Praia Shelly é um bom lugar para os amantes do mergulho. Seguindo a estrada A 14, que vai desde Mombasa até Tanzánia, se passa por Nogombeni e Eaa com formosos arrecifes coralinos e curiosas grutas cheias de morcegos. O seguinte povoado é Kwale em cujo centro levanta-se um galpão como lugar de reunião. Muito perto está a entrada à Reserva Nacional Shimba Hills, com alojamentos em cabanas, onde pode-se ver alguns animais curiosos. Continuando pela A 14 chega-se a Tiwi, com uma excelente praia com palmeiras e bangalos que podem ser alugados a preços económicos.

Diani Beach é um dos principais centros turísticos da zona. Pode-se encontrar desde hotéis de luxo até campings muito baratos. A praia é longa de areias douradas e águas transparentes. Como atividades de lazer pode-se praticar qualquer esporte aquático, visitar o cassino ou divertir-se no clube noturno. É fácil ver os masai vendendo seu artesanato e algumas noites oferecem o espetáculo de suas impressionantes danças. Não esqueça que as leis quenianas proibem sacar do país qualquer tipo de fauna e flora e, por tanto, deve abster-se de pegar as formosas conchas das praias. Ao sul de Diani está o Jardim Forest onde pode-se ver macacos colobo, pássaros e maravilhosas borboletas.

Para praticar o mergulho é ideal a Ilha de Chale e Msambweni, onde pode-se desfrutar de uma praia ainda não muito explorada, com belos rochedos.

A Ilha de Funzi é perfeita para aqueles que procuram ficar longe do barulho e isolar-se em um remanso de paz.

Também são de interesse Shirazi Shimoni com suas grotas que eram utilizadas para armazenar escravos, Vanga, vila de pescadores de grande encanto e a Ilha Wasini com formosas praias e um jardim de coral.

O Parque Nacional Marítimo de Kisite-Mpunguti conta com corais vivos, golfinhos e tubarões. A Reserva Nacional de Shimba Hills, um refúgio construido há poucos anos em forma de casa-árvore; é um pouco rústico mas possui um grande encanto. Pode-se ver nenúfares, pássaros aquáticos, aves terrestes e maravilhosas vistas que abrangem, em dia claro, até o Kilimanjaro.

O LAGO VITÓRIA E O OESTE

Devido à aproximidade de Uganda, esta zona é, talvez, a mais desconhecida do Quênia, porém possui uma grande beleza. Os mais atrevidos de espírito aventureiro não irão deixar de visitá-la e desfrutar com o Lago Vitória, o maior de toda África e com as terras habitadas pelos luo, a terceira etnia mais importante do país.

PLANÍCIES LOITA

Nestas planícies pode-se desfrutar como o formoso espetáculo que oferecem os masai pastoreando seus rebanhos. Esta tribo de aspecto altivo costuma ser amável e curiosa, mas lembre que não deve fotografar-lhes sem permissão e dar uma pequena retribução que deve ser combinada com anterioridade. Nesta zona tem abundante fauna como leões, hienas e leopardos, pelo que não é muito aconselhável afastar-se demais do carro. Narok é a principal cidade da zona e o lugar onde todo mundo se abastece de gasolina e onde existem variadas lojas com todo tipo de artigos.

O LAGO NAIVASHA

Este lago oferece a possibilidade de ver hipopótamos, aguias pescadoras e uma vegetação muito variada. A Ilha Crescent abriga numerosos pássaros e antílopes. Elsamere é um bom lugar para tomar chá e tem um museu para turistas. Não esqueça experimentar o vinho desta zona, sobretudo o branco, excelente. Também são interessantes o Parque Nacional Longonot, um vulcão inativo de 2.885 m. de altitude com fumaseiras e o Parque Nacional Hell's Gate com curiosas formações rochosas.

KERICHO

É o principal centro produtor de chá do Quênia. Pode-se visitar alguma plantação e também um lar kipsigis com suas tradicionais casas de barro e palha. É muito agradável o Jardim Botânico, onde além de admirar árvores exóticos pode-se degustar uma excelente comida. Querendo visitar um bosque de grandes dimensões e absolutamente virgem, deverá acudir ao Bosque Mau; embora em boa parte é inacesível, algumas zonas são ideiais para passear. Kisii é conhecida pela pedra para talhar todo tipo de formosos artigos, mas tome cuidado, quebra se não é guardado apropriadamente.

KISUMU

Kisumu é a terceira cidade mais importante do Quênia e está situada na ribeira oriental do Lago Vitória. Tem como máximos atrativos o Museuo Kisumu com uma excelente coleção de animais e elementos etnográficos e a impressionante Criação de Garças nas aforas.

São interessantes também a Baia Kendu com leitos de papiros e uma grande variedade de aves; o Lago Sindi, lar de milhares de flamengos; Homa Bay base para explorar o vale Lambwe, famoso por albergar o antílope ruano entre outras espécies; o Parque Nacional Ruma com a girafa Rotchschild como principal atrativo e a Ilha Rusinga, onde encontraram-se os restos do "Proconsul Africanus", símio com mais de 16 milhões de anos.

KANAMEGA E AS COLINAS NANDI

A Selva Kanamega é a única mata em território queniano. Este paraíso alberga 60 espécies de aves únicas no país como o turaco gigante azul e os trogões sem cauda entre outras. Além disso, as árvores são espessas, com cipós, e estão povoadas por três tipos diferentes de macacos.

As Colinas Nandi oferecem um impressionante espetáculo enfeitado pelas numerosas plantações de chá espalhadas na paisagem.

KITALE

Kitale é uma zona muito fértil onde abundam os mercados de frutas e verduras (em outubro celebra-se a Féria Anual da Agricultura). O Museu do Oeste do Quênia mostra diferentes variedades de borboletas. Muito perto encontra-se o Parque Nacional Mount Elgon, as Grutas do Elefante onde estes animais entram para procurar o sal e o Parque Nacional de Saiwa Swamp, o menor dos parques nacionais do país, criado para abrigar o antílope aquático.

MASAI-MARA

Masai-Mara está considerado como o melhor Parque Nacional do Quênia. Sua fonte principal de vida é o rio Mara, embora esta savana está banhada também pelo Talek e vários afluentes. Em realidade, este parque é uma prolongação das planícies do Serengeti em Tanzânia e únicamente muda o nome a causa das fronteiras políticas.

Em Masai-Mara pode-se ver um dos espetáculos naturais mais belos do mundo, a migração dos nhus durante os meses de julho e agosto. Porém além de nhus pode-se ver búfalos, impalas, alcelafos, zebras, gazelas, topis e a maior população de predadores de todo Quênia, leões, guepardos, hienas, chacais, cães selvagems e leopardos. Também há rinocerontes, elefantes, hipopótamos, girafas, crocodilos e um grande número de anfíbios, répteis e aves.

QUÊNIA NOR-OCIDENTAL E O LAGO TURKANDA

Esta é a zona mais despovoada do Quênia e tal vez a mais isolada. As tribos que lá habitam são as que têm resistido firmemente à modernização, como são os samburu, rendilhe, gabra, boram e somalíes.

O percurso pode-se iniciar por Nyahururu ou as Cascatas Thomsom, com a terceira mais alta do país -73 metros de queda. Maralal é a sede administrativa dos samburu e é o primeiro lugar onde pode-se observar esta tribo parente dos masais. Conta com numerosas lojas, vários pequenos hotéis e a Casa Queniata, monumento histórico nacional por ter estado preso nela, em 1961, Jomo Kenyatta.

A Reserva do Bosque Leroghi tem um aspecto um tanto fantasmal, pois as árvores estão no ámago e seus galhos nús a causa do musgo parasita. Horr sul é um remanso de vegetação em meio das planícies áridas de O Barta.

Lago Turkanda

O Lago Turkanda recebe o apelido de Mar de Jade devido às águas de cor verde. Oferece um espetáculo muito formoso pois contrasta com a paisagem desolada dos arredores. Tem 250 quilômetros de longitude e suas águas contém enormes peixes de água doce como percas do Nilo, que chegam atingir com facilidade mais de 90 quilos, tilapias, peixes-tigre e peixes-tambor. Também conta com um grande número de crocodilos e numerosas serpentes.

São de interesse também Nyambuttom, caldeira situada ao sul do lago, o Monte Kulal, mágico segundo a lenda, Lonyangalani com um oássis de águas termais, South Ilhand, a maior das existentes no lago, a Baia de O Molo, onde moram os O Molo, a tribo mais pobre do país, a Cordilheira de Mathews ainda sem explorar totalmente, Marsabit com suas crateras cheias de vegetação e o Deserto de Chalbi com belas dunas de areia branca.

Gastronomia do Quênia

A gastronomia do Quênia tem como especialidade a carne nas zonas do interior e o peixe nas zonas costeiras. A oferta estritamente africana tem-se desenvolvido através da cozinha swahili, abundante em espesiarias, combinando pratos árabes e asiáticos, adaptando os ingredientes às materias primas do país. A cozinha queniana também tem influências hindus e européias.

A carne costuma servir-se guisada ou grelada e pode ser de cabra, porco, vitela ou boi. Também tem frango e, em lugares autorizados, peças de caça menor. São típicas as kebabs de cabrito, salsichas de carne de vitela, o irio, picado de feijão, batatas e outras verduras, githeri, feijão, batatas e verduras sem picar, o matoke, piré de banana ao vapor e o ugali, consistente em uma bola de milho cocido aromatizada com leite, manteiga ou queijo, acompanhado de troços de carne e verdura. O ugali come-se muito quente e com as mãos. (os molhos costumam ser consistentes e levemente picantes).

Também come-se muito o sambusa, empadas recheadas de verdura ou carne espesiada com umas gotas de lima, o chapati, torta de farinha de milho parecida às tortas européias e o mandazi, bolo semi-doce; todos eles de origem hindu.

Como peixes destacam a tilapia nativa, a truta, a perca, o bacalhau de rocha, o peixe- loro e alguns mariscos como os lagostins gigantes, os canguerejos pequenos, ostras e a lagosta. É muito típico o prato conhecido como "lagostins pili pili", preparado com o molho pili pili, em base à uma mistura de manteiga, chiles vermelhos, alho, suco de lima, coco ralhado, cilantro fresco e pimentão.

As frutas são utilizadas tanto para cozinhar como para as saladas. Destacam a banana, o coco, a mançã, o abacaxi, o mamão, a manga, as batatas e os frutos da árvore do pão. Também consome-se muito as batatas, o milho que encontra-se em espigas nos barracos das ruas, o arroz, os abacates, os espargos, as alcachofras e os legumes.

Embora a comida queniana seja deliciosa, nem todos os estómagos a admitem, pelo que convém ir com cuidado, começando pelos pratos mais suaves combinados com comida internacional, e ir aumentando aos poucos o consumo dos pratos típicamente africanos. Nos hotéis e alguns restaurantes podem-se comer pratos de cozinha internacional a preços muito razoáveis, sobretudo nos bufés.

Pode-se comer em restaurantes e hotéis com especialidades ocidentais, nos populares "hotelis" onde é servida comida típica africana, em restaurantes hindus, chineses, japoneses, etc, e em barracos nas ruas. Os preços costumam ser económicos evitando pratos ou bebidas de importação.

Bebidas

Para acompanhar as comidas aconselhamos as bebidas autóctones como a cerveja, os refrescos de frutas, o vinho de palmeira de sabor forte, temperado com tília e o vinho de papaia, de curioso sabor. As bebidas importadas subem de preço. O chá conhecido como chai é de sabor forte e o café é de boa qualidade, sempre que consiga que seja instantâneo. Lembre que é aconselhável beber água engarrafada pelo que é convenente evitar bebidas com gelo.

Restaurantes em Nairobi

Típicamente africanos, o Africam Heritage e o The Tamarind, especializados em peixes e The Carnivore, com a carne como ingrediente fundamental de sua cozinha.

A cozinha hindu é excelente em Minar, Safeer, Three Bells e Dhaba.

Os restaurantes chineses mais conhecidos são Pagoda, Hong Kong, Ti Tin, Mandarim e Panda.

Os pratos japoneses podem-se degostar em Akasaka.

A cozinha coreana é estupenda em The Koreana.

Pode-se degostar gastronomia francesa em Alam Balles, Bistro e Le Jardim de París.

Red Bull e Alpehof servem comida alemã.

Cozinha italiana em A Trattoria.

Restaurantes em Mombasa

Cozinha africana em Tamarind, Capri, Swahili e Curri Bowel.

Pratos chineses em Chinese Overseas.

Gastronomia hindu em Sinh Restaurant.

Excelente carne em Equator Restaurant, Petleyás Inm e Ghais.

Peixes à brasa em Lamu, Sabrina Restaurant e Yoghurt Inn.

Para experimentar o maravilhoso tiburão assado com arroz há que acudir a Busch Gardens.

Compras no Quênia

Em Quênia pode-se adquirir uma grande variedade de objetos de lembrança nos postos das ruas das povoações, nas aldeias das tribos ou nos comércios das principais cidades do país.

Entre os artigos típicos mais interessantes encontram-se as talhas de madeira, peças modeladas em diferentes tipos de madeira representando as mais variadas figuras, embora as mais frequentes são as de animais e as de tipologias tribais.

Neste campo devemos destacar a arte do makode, talhas de figuras na preta e dura madeira do ébano. Convém advertir aos que comprarem este tipo de figuras que abundam as falsificações, e resulta aconselhável raspar um pouco na base do artigo para comprovar se o interior é preto e, por tanto, ébano auténtico.

As figuras de barro costumam representar bustos de guerreiros, embora também encontra-se obras do estilo moderno, enquanto as talhas de esteatita, autóctones do oeste do Quênia, resultam muito vistosas pelas veias do mineral que percorrem as figuras.

Os cestos de pita ou kiotos, belamente decorados, são muito procurados pelos turistas, igual que as pinturas sobre telas chamadas baticts, as cabaças endurecidas e secadas que utilizam os masais para armazenar seus alimentos e objetos tribais tais como pequenos móveis, lanças, terçados, etc. Além disso, pode-se adquirir diferentes qualidaes de enfeites (pulseras, colares, aneis e braçaletes) confeccionados de forma artesanal, assim como os deliciosos chás e café locais, torrados ou sem torrar.

Compras em Nairobi

A principal zona comercial de Nairobi extende-se pela Moi Avenue, Muindi Street, Kenyatta Avenue, Mama Ngina Street e algumas ruas laterais. Além das lojas de lembranças, em toda esta área pode-se encontrar hotéis, restaurantes, cinemas, escritórios de linhas aéreas, livrarias, galerias de arte, etc. Vale a pena visitar o mercado onde, junto às diferentes qualidades de frutas autóctones e europeas, acham-se todo tipo de objetos artesanais. Em Bishora Street poderá adquirir espécies de todo tipo e, em muitas lojas de alimentação, económicos chás nativos (Greem Labem e Fahari Já Kenya). O melhor café encontra-se no Coffe House.

Compras em Mombasa e Lamu

A principal rua comercial de Mombasa é a Mou Avenue, que une a cidade árabe com o porto. No Uhuru Park, junto aos modernos serviços (bancos, escritórios, restaurantes, etc.) encontrará uma grande variedade de lojas. O mercado de Mwmbew Tayari, entre Haile Salasie Road e a Jomo Kenyatta Avenue, oferece todo tipo de objetos e a curiosa parada de farmacéuticos nativos, onde vende-se amuletos, ervas curativas e infinidade de garrafinhas medicinais.

A ilha de Lamu é o lugar ideal para adquirir os mais belos e curiosos tecidos; é a pátria das kikois, as tradicionais saias masculinas do swahili, confeccionadas com grandes peças retangulares de algodão de vistosos estampados, que colocam-se em volta da cintura.

População e Costumes do Quênia

Apesar da forte ocidentalização do Quênia, a tribo nativa é o principal ponto de referência de qualquer queniano e a diferença principal entre as diversas tribos radica na língua e suas diferentes origens.

Entre os povos de fala nilótica achará os masai, a tribo mais significativa do Quênia, originária do Sudão. Esta tribo valente e orgulhosa tem decidido manter-se alheia ao modo de vida ocidental e, ainda na atualidade, vive de pastorear seus rebanhos de vacas na zona sul do país. Os masai apenas comem carne, embora para ingerir suas vitaminas bebem o sangue das vacas, que sacam do animal furando minimamente uma véia (para não produzir sua morte); e misturando-la em cabaças com o leite. Esta tribo respeitada por todos, não cultiva a terra e nem considera ela como uma propriedade. Amam a liberdade acima de tudo e conta a lénda que se botar um masai na cadeia, ele morre de pena e dor no mesmo dia, porque não acredita que irá recuperar a liberdade.

Os luo, da mesma fala, procedem do vale do Nilo no Sudão. Quando chegaram a Quênia se estabeleceram na parte ocidental, junto ao Lago Vitória. Souberam adaptar pesca e agricultura a seus costumes. Respeitam profundamente suas crenças atávicas e têm uma estrutura tribal muito complexa.

Os kalefin, também procedentes do Sudão, chegaram às planícies ocidentais do Quênia há 2.000 anos atrás. Os turkan moram nos territórios semi-desérticos do noroeste do país, procedem de Uganda e continuam vivendo sem apenas influências ocidentais. Caracterizam-se pelos penteados com barro e por ir cobertos com um grosso cobertor apesar das altas temperaturas.

Dentro dos povos de fala bantu acham-se os kikuius, chegados a este país desde o nordeste da África. São, fundamentalmente, criadores de gado e durante muito tempo foram vizinhos dos masai. Na atualidade são, talvez, a tribo mais numerosa do Quênia, controlando todos os órgãos do poder do país.

Os meru, estreitamente aparentados com os kikuius, incorporaram-se ao rítmo de vida moderno para os anos 70. Os akamba, procedentes do sul da África, são criadores de gado e excelentes comerciantes, enquanto os gussi, assentados na zona montanhosa ao leste do Lago Vitória, são bastante numerosos e sentem um especial respeito pelo "abanya marigo" (pajé, curandeiro) quem, além de realizar as tarefas próprias de sua categoria, está capacitado para trepanar o cérebro dos membros da sua tribo para evitar perturbações ou dores de importância.

Entretenimento e Festividades no Quênia

Entretenimento no Quênia

No Quênia é possível realizar um número infinito de atividades esportivas e de lazer além dos clássicos safaris e excursões turísticas. Porém a oferta de entretenimento encontra-se, fundamentalmente, em torno às grandes cidades como Mombasa e Nairobi, assim como em algumas zonas costeiras.

Watamu e Malindi são os lugares onde mais se pratica o submarinismo com escafandro, além das frequentes excursões entre corais e nubens de plactom. Watamu, além do submarinismo, oferece uma grande variedade de centros noturnos de grande animação como Stardust Club, Tropicana Club 28, Beer Garden ou Malindi Fishing Club.

O windsurf pratica-se ao longo de toda a costa, e são numerosos os lugares onde podem-se alugar tábuas. Por sua parte, as escaladas reservam-se para as montanhas Kenya e Elgan, prévia contratação das cordas, ao pé das montanhas ou na cidade de Nairobi.

Os quenianos também organizam auténticos safaris em balões aerostáticos; mesmo que sejam caros, oferecem um espetáculo extraordinário. O mais regular realiza-se sobre a Masai Mara Game Reserve.

Nairobi

Nairobi dispõe de numerosos cinemas que projetam filmes americanos, europeus e hindus (Kenya Cinema, Nairobi Cinema, Cameo, Odeon, Embassy e 20th Century); a informação pode-se obter nos jornais. Preferindo ir no teatro, poderá acudir ao Donovam Maule Theatre, ao Keny National Theatre o ao Phoenix Theatre, cujos programas achará igualmente na imprensa.

Entre as distrações noturnas de Nairobi costuma-se citar o Cassino Internacional, situado no fim do Uhuru Highway, além de uma relação de bares e pubs entre os que destacam The Pub, The Thorm Tree Cafe, Moderm 24 Hours Greem Bar, Buffalo Bill, Cameo (que encontra-se no interior do cinema do mesmo nome) e Zan-Zee-Bar. Este último, ao igual que os restaurantes The Carnivore e Africam Heritage, oferece atuações em vivo. As discotecas mais frequentadas são Florida 2000, New Flroida e Visions.

Para aquele que prefere as emoções das carreiras de cavalos, o lugar indicado é o Ngom Race Course. Para os amantes da prática de esportes, Nairobi dispõe de vários clubes de golfe e ténis.

Mombasa

Nos cinemas de Mombasa é possível ver filmes americanos e britânicos, embora a cidade também conta com um pequeno teatro, o Princess Theatre, assim como com numerosos locais noturnos que nem sempre caracterizam-se por ser do gosto europeu. Entre eles podemos recomendar o Istambul Bar e o terraço do Hotel Catle, lugar onde dão-se cita muitos turistas que visitam Mombasa. Os esportistas acharão um campo de golfe situado na Mama Ngima Drive, e várias pistas de ténis, embora os esportes mais praticados são os aquáticos como a natação, pesca submarina, etc.

Festividades em Quêni

As festividades em Quênia começam o 1 de janeiro com a celebração do Ano Novo. Esse mesmo mês acontece em Malindi a Competição Internacional de Pesca de grandes peixes, a Bill Fish, que oferece um espetáculo digno de ser visto.

Espetaculares mesmo resultam a Carreira de Motos mar adentro que celebra-se em fevereiro em Mtwapa, Malindi e o Festival de Pesca de Mombasa.

Na Semana Santa (março - abril), são festas oficiais a Sexta-feira Santa e a Segunda-feira de Pascua. É muito famoso o "Rally Safari", considerado como o acontecimento esportivo mais importante do país, toda uma festa, com um ambiente muito especial. Por outro lado, são festas religiosas de importância o Ramadão e o fim do Ramadão que coincide nestes meses.

O 1 de Maio celebra-se o Dia dos Trabalhadores ao igual que em outros muitos lugares do mundo.

O 1 de Junho é o Dia de nada raka, o aniversário da autonomia do Quênia. A meados deste mês tem lugar a Exposição Agrícola de Nakuru, um evento social como também é a Exposição Agrícola de Mombasa do mês de agosto.

A finais de setembro celebra-se a Exposição Internacional de Nairobi, muito interessante, onde pode-se desfrutar com diferentes mostras culturais das tribos quenianas, assim como de outros países africanos e do resto do mundo.

O 20 de outubro é o Dia de Komo Quêniatta, quando comemora-se a detenção do finado presidente (tão importante para este país) por parte dos britânicos.

Em novembro é especialmente interessante o Festival do Mar em Malindi.

Em dezembro são três as festividades mais importantes: ou 12 é o Dia da Independência, Jamhuri, onde celebra-se o Dia da Independência do Quênia em 1963; o 25 Natal e o 26 São Estevão.

Transportes no Quênia

Avião

Numerosas companhias aéreas como Kenya Airways, British Airways, KLM, Alitalia, Olimpic Airways, Air Seychelles o Air France realizam vôos a Quênia com diferentes preços. Podem-se encontrar passagens com tarifas reduzidas para trajetos de ida e volta.

Quanto áos vôos nacionais, a maioria são cobertos por Kenya Airways. Porém existem companhias privadas que prestam bom serviço, como Eagle Aviation, Air Kenya Aviation, Skyways Airlines e Prestige Air Services, desde Nairobi, Mombasa, Malindi, Kisuma, e Lamu.

Os aeroportos principais do país são o Jomo Kenyatta a 19 quilômetros ao sul de Nairobi e o Moi International a 19 quilômetros de Mombasa. Os vôos nacionais decolam do Wilsom em Nairobi. Não existem problemas de comunicação com o centro das cidades, ônibus, combis e taxis prestam este serviço a preços razoáveis e de forma regular.

Barco

Existe um serviço de transbordadores entre as povoações costeiras do Lago Vitória, assim como "dows", veleiros que unem Mombasa, Malindi e Lamu.

Trem

Kenya Railways (Caminhos de Ferro de Quênia), oferece um bom serviço com trens diários às principais cidades (Mombasa, Kisumu, Malaba e Voi-Taveta). Contam com camarotes de primeira, segunda e terceira classe com camas e comidas no vagão- restaurante (de estilo antigo) a preços razoáveis. Para viajar em primeira é recomendável fazer a reserva com antecedência.

Ônibus

Este transporte conta com dois serviços: os ônibus de linha regular, muito económicos, fiáveis, seguros e regulares e os "mataus", combis cobertas sobrecarregadas, mas caras, muito menos seguras, porém mais interessantes – permitem uma aproximação mais direta com a população do país. Nestas últimas é imprescindível pechinchar.

Carro

Dirigir em Quênia pode ser toda uma experiência. É aconselhável não fazê-lo se não tem muita experiência. É importante levar em conta: dirige-se pela esquerda, os nativos conduzem de um modo temerário, existem numerosos motoristas sem licença e nem seguro, não há muita policia para controlar o tráfico, os veículos costumam circular sobrecarregados e em mal estado, é fácil topar-se com reboques que vão dando solavancos pelas estradas, que não estão em bom estado, e o combustível é de importação, pelo que deve-se viajar com suficientes reservas, além dos preços resultarem bastante elevados.

Se apesar destes problemas decide dirigir não esqueça levar água, comida e suficiente combustivel. Sofrendo uma averia lembre que qualquer motorista irá oferecer-lhe ajuda além de entrar em contato com o Automobile Associatiom of Quênia no telefone de Nairobi 72-03-82. As principais empresas de aluguel de veículos contam com escritórios em Nairobi, Malindi e Mombasa.

Os motoristas estrangeiros necesitam ter entre 25 e 70 anos e haver estado em posse de uma licença válida os dois anos anteriores à sua viagem, para poder dirigir durante 90 dias.

Para periodos mais longos há que solicitar um cartão de motorista apresentando a licença de dirigir, duas fotografias e pagar uma taxa. É admitida a carteira internacional.

Táxi

A maioria dos táxis do Quênia não dispõem de taxímetro ou encontram-se estragados pelo que é aconselhável e necessário negociar o preço antes de iniciar o trajeto. Pega táxis nas paradas, perto dos hotéis e nas estações. Existe um serviço de táxis de longo percurso onde é partilhado o veículo. Não são caros pelo que podem-se utilizar sem problemas.

Fonte: www.genteviajera.es

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