
Desbravar belas corredeiras descendo a bordo de um bote. Esse é o rafting, um esporte que mistura adrenalina com segurança, e que pode ser praticado por qualquer pessoa.
Por ser praticado em equipe, proporciona a toda a família ou a um grupo de amigos o prazer de desenvolverem uma atividade juntos. A amizade e o companheirismo são as grandes armas do rafting.
Existem vários graus de dificuldade, para todos os gostos, por isso qualquer um pode se arriscar de acordo com sua vontade.
O grande aumento no número de praticantes de rafting é resultado do crescimento de empresas especializadas e da grande veiculação do esporte na mídia.
Além de tudo, o Brasil ainda garantiu um excelente resultado com a Equipe Bozo D'água, no campeonato mundial de 2003. Os jovens de Brotas ficaram na terceira colocação, na classificação geral.
A história do rafting começou no final do século XIX no rio Colorado, nos Estados Unidos. A primeira expedição foi organizada por John Wesley Powel, mas pela precariedade do barco e a falta de técnica fez com que muitos acidentes acontecessem.
Uma modificação muito simples revolucionou as técnicas de rafting. Nataniel Galloway botou o assento do bote para frente, o que facilitou as manobras. A primeira viagem comercial aconteceu em 1909, no Grand Canyon.
As décadas de 50 e 60 foram essenciais para a popularização do rafting. É que nessa época foram criados os botões com fundo inflável, denominados auto-infláveis.
No Brasil o rafting é praticado desde a década de 80. Apesar do pouco tempo, a divulgação do esporte e as muitas possibilidades que o país dá aos aventureiros, fizeram com que o esporte se desenvolvesse rapidamente. O primeiro campeonato brasileiro aconteceu em 1995, na cidade de Tibagí/PR.
O bote tem de estar de acordo com os objetivos do grupo. Com características diferentes, os vários tipos de bote possibilitam ao grupo escolher qual o modelo mais indicado para cada tipo de corredeira.
Ele é feito de um material resistente, o hypalon. Esse tecido é uma mistura de fibra de poliéster e neoprene. O tamanho varia entre 3,65m até 5,50m. Quanto maior o tamanho do bote melhor a estabilidade.
Os itens de segurança são fundamentais no rafting. Os capacetes devem apresentar regulagem interna, para acomodar os diversos tamanhos de cabeça.
O modelo ideal de colete salva-vidas para o rafting deve ter uma alta flutuação, sistema de fechamento com presilhas reguláveis, um flutuador para cabeça.
Os remos utilizados devem ser o mais leve e resistente possível.
O comprimento dos remos é de 60 polegadas. Outro item fundamental é o cabo de resgate, que é uma corda elástica com aproximadamente 20 metros.
No Brasil os praticantes de rafting encontram muitas opções. Com uma natureza privilegiada existem corredeiras tanto para os iniciantes quanto para os mais radicais.
A principal referência para o esporte no País é a cidade de Brotas, conhecida como a capital brasileira dos esportes radicais, pela infra-estrutura que oferece e pelas ótimas condições naturais.
Mas para quem não mora no Estado de São Paulo pode curtir no seu estado mesmo. Existem agências especializadas no esporte dão toda a infra-estrutura necessária e levam para os melhores picos do esporte.
Qualquer pessoa pode praticar o rafting, desde que todos os quesitos de segurança sejam cumpridos. Para o campeão mundial, Fábio Ramos, integrante da Equipe Bozo D'água, existem dois tipos de prática.
"Para quem quer apenas um lazer o mais indicado é que procure uma escola especializada. Porém se você tem pretensões de seguir no esporte como competidor, procure uma equipe e comece a treinar com eles".
É necessário antes de se arriscar estar acompanhado de uma pessoa mais experiente e que conheça o rio. Todo trajeto pode ser perigoso se for subestimado. Se você é iniciante comece pelas corredeiras mais simples e de acordo com sua evolução, aumente o nível de dificuldade.
Por ser um esporte praticado em grupo é importante que se tenha uma união na equipe. E nunca se esqueça, sempre respeite os limites de seu companheiro. Cada um tem um grau de coragem e a individualidade deve ser respeitada.
Em 2003 o rafting brasileiro conseguiu uma colocação inédita na história conquistando nas corredeiras do rio Vltava, na República Tcheca, o terceiro lugar no Campeonato Mundial.
O feito inédito foi conseguido pela equipe Bozo DÁgua, que representou o Brasil. Apesar de serem amadores e só treinarem nos fins-de-semana em Brotas, eles concorreram de igual para igual com os times europeus que são quase todos profissionais.
A equipe iniciou sua carreira em 2002 com a participação no 7º Campeonato Brasileiro, onde ficaram com o 4º lugar. Esse resultado impulsionou os ânimos dos atletas, que com muito esforço, treino e dedicação se aperfeiçoaram para a disputa de novos campeonatos.
Segundo o integrante da equipe, Fábio Ramos o título mudou a vida dos atletas. "Sempre sonhamos com o título, mas quando conseguimos parecia que tudo não se passava de sonho. Hoje temos mais confiança além da experiência que foi e está sendo adquirida".
A equipe brasileira é formada por sete integrantes: Fabio Ramos, Lucas Paulino da Silva, César Aparecido, Eduardo Furquim, Samuel Barbosa de Almeida, Danilo César de Adão Macedo, Leonardo Sauerbronn Muniz.
Procure uma agência especializada no esporte. Ela poderá oferecer as melhores condições e levar você aos melhores locais para a prática do rafting. Essas empresas têm todos os equipamentos necessários.
Nunca subestime as descidas. Sempre analise os mapas e peça informações a quem já fez o percurso. Todo cuidado é pouco.
No início praticar entre amigos é mais fácil por ser um esporte em grupo o ideal é que os integrantes tenham afinidades entre si. Dessa maneira o trabalho é muito facilitado
Fonte: http://oradical.uol.com.br

A palavra rafting vem do inglês raft, que significa balsa. O rafting é um esporte radical que se caracteriza pela descida de rios com corredeira remando a bordo de um bote inflável. Os praticantes montam equipes, que normalmente têm entre cinco e oito pessoas, com o objetivo de superar os obstáculos naturais do percurso, como pedras, corredeiras e quedas d'água. O esporte exige espírito de equipe e de coletividade, uma vez que todos remam e, a partir desta união, conseguem superar os desafios. Os obstáculos aliados ao volume de água e a região onde se encontra o rio (serra, planalto, montanha), caracterizam os níveis de difculdades do rafting, que vão do I ao VI, indicados para iniciantes até esquipes profissionais.
As primeiras notícias do rafting são de 1842, quando o exército americano fez expedições usando um barco dividido em quatro compartimentos separados, feito de borracha e com fundo liso e suspenso. A primeira expedição em corredeiras foi organizada pelo americano John Wesley Powel, em 1969, no Rio Colorado. Mas muitos acidentes aconteceram pela precariedade dos barcos e falta de técnica e experiência dos aventureiros. No final do séxulo XIX, uma modificação muito simples revolucionou a técnica de rafting, o assento do bote foi colocado virado para frente, o que facilitou as manobras. A primeira viagem comercial aconteceu em 1909, no Grand Canyon. Durante a Segunda Guerra Mundial os botes foram usados como salva-vidas e depois deste período estes mesmos barcos se popularizaram por toda a América do Norte. Já nessa época o material das embarcações era bem parecido com o atual. Mas a maior revolução veio na década de 80, com os botes de fundo auto-esvaziantes.
No Brasil a história do rafting é mais recente. Os primeiros botes para corredeiras chegaram em 1982, quando foi montada a primeira empresa brasileira de rafting, no Rio de Janeiro. Atualmente, é considerado o principal esporte de aventura do crescente ecoturismo praticado no país. Existem no país aproximadamente 30 rios com os trechos de corredeiras sendo explorados pela prática do rafting, principalmente nas regiões sul e sudeste.
Santo Amaro é o local mais próximo da capital para a prática de rafting. Distante apenas 30 km de Florianópolis, a região é cortada pelo Rio Cubatão do Sul, onde o rafting começou a ser praticado em 1999. Este rio limita o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro ao norte e apresenta 20 Km de percurso para navegação em corredeiras, com níveis de dificuldade entre I e IV. Graças ao rafting a região ganhou novo impulso no que se refere a atividades turísticas - aproximadamente 5.000 praticantes anuais. Com a prática do rafting as pessoas passaram a valorizar e preservar o Rio Cubatão, que abastece aproximadamente um milhão de pessoas da Grande Florianópolis. Além de Santo Amaro, o rafting em Santa Catarina é praticado principalmente na região de Ibirama, no vale do Itajaí e nas cidades de Anitápolis, Santa Rosa de Lima e Rio Fortuna que são cortadas pelo rio Braço do Norte.

O bote tem de estar de acordo com os objetivos do grupo. Com características diferentes, a equipe deve escolher o modelo mais indicado para cada tipo de corredeira. O bote é feito de um material resistente, o hypalon. O tecido é uma mistura de fibra de poliéster e neoprene com um tamanho que varia entre 3,65m até 5,50m. Quanto maior o bote, melhor a estabilidade. Os itens de segurança são fundamentais para a prática do rafting. Os capacetes devem apresentar regulagem. O modelo ideal de colete salva-vidas deve ter uma alta flutuação, sistema de fechamento com presilhas reguláveis e um flutuador para cabeça. Os remos devem ser o mais leve e resistentes possível. Outro item fundamental é o cabo de resgate, que é uma corda elástica com aproximadamente 20 metros.
Use calçados e dê preferência a sapatos com solas de borracha. Você pode machucar os pés com as pedras do fundo do rio. Use roupas leves (shorts ou leggings de cotton e camisetas) você vai se molhar e roupas pesadas dificultam os movimentos. Leve uma muda de roupas extra, toalha e não esqueça o protetor solar.

Fonte: www.guiafloripa.com.br
O primeiro relato de uma experiência de rafting é de 1869, quando o americano John Wesley Powell organizou uma expedição a bordo de barcos com remo central no Grand Canyon, no rio Colorado (EUA). Outra origem menos falada - e não por isso menos conhecida - é que algumas dessas viagens pelos rios do Oeste americano eram para contrabandear bebidas alcoólicas na época na Lei Seca. Mas isso é outra história...
Os botes eram de madeira, sem flexibilidade e com vários problemas de capotamento. Os remadores não tinham técnica e remavam de costas, para maior força e menor esforço. Um outro americano, Nathaniel Galloway, inverteu a posição do remador, que passou a conduzir o bote de frente, ainda com o remo central.
Outra mudança foi a modificação do fundo dos botes, de côncavos para fundo chato, assim o controle do bote era facilitado, tanto para avançar quanto freiar nas pedras, corredeiras e ondas do rio. Mas a água que caia dentro continuava sendo escoada por vertedouros, ou baldinhos...
Foi somente na década de 50 que com a evolução e popularização dos botes de borracha que o rafting tomou impulso comercial, principalmente nos Estados Unidos. Somente na década de 80 foi desenvolvido o bote com sistema auto escoante, isto é, toda água que entra sai automaticamente, por furos existentes nas laterais do fundo.
No Brasil, os primeiros botes de rafting foram utilizados nos rios Paraíba do Sul e Paraibuna, em Três Rios (RJ). Quem trouxe a idéia foi a empresa TY-Y Expedições, no início da década de 80. Atualmente, existem mais de 50 operadoras de rafting em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia, Pará, Amazonas, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul.
Fonte: 360graus.terra.com.br