O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa.
Ex: Bancários iniciam campanha eleitoral.
Quando o sujeito composto vier anteposto ao verbo, o verbo irá para o plural.Ex: O milho e a soja subiram de preço.
Obs.: Quando os núcleos do sujeito forem sinônimos, o verbo poderá ficar no singular ou no plural.Ex: Medo e terror nos acompanha (acompanham) sempre.
Quando os núcleos do sujeito vierem resumidos por tudo, nada, alguém ou ninguém, o verbo ficará no singular.Ex: Dinheiro, mulheres, bebida, nada o atraía.
Quando o sujeito for formado por núcleos dispostos em gradação (ascendente ou descendente) o verbo ficará no singular ou no plural. Ex: Uma briga, um vento, o maior furacão não os inquietava (inquietavam).
Quando o sujeito composto vier posposto ao verbo, o verbo irá para o plural ou concordará apenas com o núcleo do sujeito que estiver mais próximo.Ex: Chegou o pai e a filha. Chegaram o pai e a filha.
Quando o sujeito composto for formado por pessoas gramaticais diferentes, o verbo irá para o plural na pessoa que tiver prevalência. 1º , 2º , 3º. 2º , 3º.
Ex: Eu, tu e ele fizemos o exercício.Tu e ele fizeste / fizeram.
Quando os núcleos do sujeito vierem ligados pela conjunção "ou" , o verbo ficará no singular se houver idéia de exclusão. Se houver idéia de inclusão o verbo irá para o plural.
Ex: Pedro ou Antônio será o presidente do clube.
(Exclusão)Laranja ou mamão fazem bem a saúde. (Inclusão)
Com a expressão "um dos que" o verbo ficará no singular e no plural. O plural é construção dominante.Ex: Você é um dos que mais estudam (estuda).
Quando o sujeito for constituído das expressões "mais de", "menos de", "cerca de" o verbo concordará com o numeral que segue as expressões.Ex: Mais de uma pessoa protestou contra a lei.Mais de vinte pessoas protestaram contra a decisão.
Obs.: Com a expressão "mais de um"pode ocorrer o plural:- Quando o verbo dá idéia de ação recíproca (troca de ações).
Ex: Mais de uma pessoa se abraçaram.- Quando a expressão "mais de um" vem repetida.Ex: Mais de um amigo, mais de um parente estavam presentes.
Se o pronome interrogativo ou indefinido estiver no singular o verbo só concordará com ele. Se esses pronomes estiverem no plural o verbo concordará com ele ou com o pronome pessoal.
Ex: Qual de nós?Alguns de nós.Qual de nós viajará?Quais de nós viajarão (viajaremos)?
Quando o sujeito for um coletivo o verbo ficará no singular.
Ex: A multidão gritava desesperadamente.
Obs.:- Quando o coletivo vier seguido de um adjunto no plural, o verbo ficará no singular ou poderá ir para o plural.
Ex: A multidão de torcedores gritava (gritavam) desesperadamente.
Quando o sujeito de um verbo for pronome relativo "que", o verbo concordará com o antecedente deste pronome.
Ex: Sou eu que pago.
Quando o sujeito de um verbo for um pronome relativo "quem", o verbo concordará com o antecedente ou ficará na 3º pessoa do singular concordando com o sujeito quem.
Ex: Sou eu quem paga (pago).
Quando o sujeito for formado por nome próprio que só tem plural, não antecipado de artigo, o verbo ficará no singular; se o nome próprio vier antecipado de artigo o verbo irá para o plural.
Ex: Minas Gerais possui grandes fazendas.Os Estados Unidos são uma nação poderosa.
Os verbos impessoais ficam sempre na 3º pessoa do singular.
Ex: Faz 5 anos...Havia crianças na fila.
Obs.:- Também fica na 3º pessoa de singular o verbo auxiliar que se põe junto a um verbo impessoal formando uma locução verbal.
Ex: Deve haver crianças na fila.- O verbo existir não é impessoal.
Ex: Existiam crianças na fila.Devem existir crianças na fila. (O verbo auxiliar de um verbo pessoal concordará com o sujeito).
Com os verbos "dar", "bater", "soar" se aparecer o sujeito"relógio"a concordância se fará com ele; se não aparecer com o sujeito "relógio" a concordância se fará com o número de horas.
Ex: O relógio deu cinco horas.Deram cinco horas no relógio da matriz. ... relógio da matriz: Adjunto adverbial de lugar.
Quando o sujeito for formado por um pronome de tratamento o verbo irá sempre para 3º pessoa.Vossa Excelência leu meus relatórios?
Quando "se" funcionar como partícula apassivadora o verbo concordará normalmente com o sujeito da oração.
Ex: Pintou-se o carro.Alugam-se casas.
Quando o "se" funcionar como Índice de Indeterminação do Sujeito o verbo ficará sempre na 3º pessoa do singular.
Ex: Precisa-se de secretária.Vive-se bem aqui.
O verbo parecer, seguido de infinitivo admite duas construções: - Flexiona-se o verbo parecer e não se flexiona o infinitivo.- Flexiona-se o infinitivo e não flexiona-se o verbo parecer.
Ex: Os prédios parecem cair.Os prédios parece caírem.
a- Quando, em predicados nominais, o sujeito for representado por um dos pronomes TUDO, NADA, ISTO, ISSO, AQUILO: o verbo ser ou parecer concordarão com o predicativo.
Ex.: Tudo são flores./Aquilo parecem ilusões.
Poderá ser feita a concordância com o sujeito quando se quer enfatizá-lo.
Ex.: Aquilo é sonhos vãos.
b- O verbo ser concordará com o predicativo quando o sujeito for os pronomes interrogativos QUE ou QUEM.
Ex.: Que são gametas?/ Quem foram os escolhidos?
c- Em indicações de horas, datas, tempo, distância: a concordância será com a expressão numérica
Ex.: São nove horas./ É uma hora.
Em indicações de datas, são aceitas as duas concordâncias pois subentende-se a palavra dia.
Ex.: Hoje são 24 de outubro./ Hoje é (dia) 24 de outubro.
d- Quando o sujeito ou predicativo da oração for pronome pessoal, a concordância se dará com o pronome.
Ex.: Aqui o presidente sou eu.
Se os dois termos (sujeito e predicativo) forem pronomes, a concordância será com o que aparece primeiro, considerando o sujeito da oração.
Ex.: Eu não sou tu
e- Se o sujeito for pessoa, a concordância nunca se fará com o predicativo.
Ex.: O menino era as esperanças da família.
f- Nas locuções é pouco, é muito, é mais de, é menos de junto a especificações de preço, peso, quantidade, distância e etc, o verbo fica sempre no singular.
Ex.: Cento e cinqüenta é pouco./ Cem metros é muito.
g- Nas expressões do tipo ser preciso, ser necessário, ser bom o verbo e o adjetivo podem ficar invariáveis, (verbo na 3ª pessoa do singular e adjetivo no masculino singular) ou concordar com o sujeito posposto.
Ex.: É necessário aqueles materiais./ São necessários aqueles materiais.
h- Na expressão é que, usada como expletivo, se o sujeito da oração não aparecer entre o verbo ser e o que, ficará invariável.Se aparecer, o verbo concordará com o sujeito.
Ex.: Eles é que sempre chegam atrasados./ São eles que sempre chegam atrasados.
Adriana Cristina Mercuri Pinto
Graduada em Letras
Especialização em Lingüística Aplicada
Ex.: uma boa Constituição é desejada por todos os brasileiros / de paz necessitam as pessoas
Ex.: o pessoal já saiu
quando o verbo se distanciar do suj coletivo, o verbo poderá ir para o pl concordando com a idéia de quantidade (silepse de número) - a turma concordava nos pontos essenciais, discordavam apenas nos pormenores
Ex.: Vossa Senhoria não é justo / Vossas Senhorias estão de acordo comigo
Ex.: mais de um candidato prometeu melhorar o país / mais de duas pessoas vieram à festa
mais de um + se (idéia de reciprocidade) - verbo no plural (mais de um sócio se insultaram)
mais de um + mais de um - verbo no plural (mais de um candidato, mais de um representante faltaram à reunião)
Ex.: perto de quinhentos presos fugiram / cerca de trezentas pessoas ganharam o prêmio / mais de mil vozes pediam justiça / manos de duas pessoas fizeram isto
nomes só usados no plural - a concordância depende da presença ou não de artigo
para nomes de obras literárias, admite-se também a concordância ideológica (silepse) com a palavra obra implícita na frase ("Os Lusíadas" exalta a grandeza do povo português)
Ex.: a maior parte dos constituintes se retirou (retiraram) / grande parte dos torcedores aplaudiu (aplaudiram) a jogada / a maioria dos constituintes votou (votaram)
quando a ação só pode ser atribuída à totalidade e não separadamente aos indivíduos, usa-se o singular (um bando de soldados enchia o pavimento inferior)
Ex.: fui eu quem falou (falei) / fomos nós quem falou (falamos)
Ex.: fomos nós que falamos
Ex.: qual de nós votou conscientemente? / nenhum de vós irá ao cinema
Ex.: quais de nós votaram (votamos) conscientemente? / muitos de vós foram (fostes) insultados
Ex.: o anel e os brincos sumiram da gaveta
Ex.: discutiram/discutiu muito o chefe e o funcionário
se houver idéia de reciprocidade, verbo vai para o plural (estimam-se o chefe e o funcionário)
quando o verbo ser está acompanhado de substantivo plural, o verbo também se pluraliza (foram vencedores Pedro e Paulo)
se o sujeito estiver posposto, também vale a concordância atrativa (saímos/saí eu e tu)
Ex.: risos, gracejos, piadas, nada a alegrava
com idéia de reciprocidade - verbo no plural (um e outro se agrediram)
aparecendo pronomes pessoais misturados, leva-se em conta a prioridade gramatical (nem eu, nem ela fomos ao cinema)
Ex.: ele foi um dos que mais falou/falaram
se a expressão significar apenas um, verbo no singular (é uma das peças de Nelson Rodrigues que será apresentada)
Ex.: 1/4 da turma faltou ontem / 3/5 dos candidatos foram reprovados
Ex.: cada criança, cada adolescente, cada adulto ajudava como podia / nenhum político, nenhuma cidade, nenhum ser humano faria isso
Ex.: Rio de Janeiro como Florianópolis são belas cidades / tanto uma, como a outra, suplicava-lhe o perdão
Ex.: assistiu-se à apresentação da peça
Ex.: discutiu-se o plano / discutiram-se os planos
Ex.: as pessoas pareciam acreditar em tudo / as pessoas parecia acreditarem em tudo
com o infinitivo pronominal, flexiona-se apenas o infinitivo (elas parece zangarem-se com a moça)
Ex.: deram dez horas naquele momento / meio-dia soou no velho relógio da igreja
Ex.: geia muito no Sul / choveu por muitas noites no verão
em sentido figurado deixam de ser impessoais (choveram vaias para o candidato)
Ex.: havia vários alunos na sala (=existiam) / houve bastantes acidentes naquele mês (=aconteceram) / não a vejo faz uns meses (=faz) / deve haver muitas pessoas na fila (devem existir)
considera-se errado o emprego do verbo ter por haver quando tiver sentido de existir ou acontecer (J há um lugar ali / L tem um lugar ali)
os verbos existir e acontecer são pessoais e concordam com seu sujeito (existiam sérios compromissos / aconteceram bastantes problemas naquele dia)
Ex.: fazia anos que não vínhamos ao Rio / faz verões maravilhosos nos trópicos
pronome pessoal > pessoa > subst. concreto > subst. abstrato > pronome indef, demonstr ou interrog
Ex.: Tu és Maria / Maria és tu / Tu és minhas alegrias / Minhas alegrias és tu / Maria é minhas alegrias / Minhas alegrias é Maria / As terras são a riqueza / A riqueza são as terras / Tudo são flores / Emoções são tudo
RL registra que o singular também aparecem ("Tudo é flores no presente" Gonçalves Dias)
Ex.: a formosura de Páris e Helena foram causa da destruição de Tróia / os brasileiros somos improvisadores (idéia de inclusão de quem fala entre os brasileiros
Fonte: www.graudez.com.br
Ocorre
quando o verbo se flexiona para concordar com o seu sujeito.
Ex.: Ele gostava daquele seu jeito carinhoso de ser./
Eles gostavam daquele seu jeito carinhoso de ser.
Casos de concordância verbal:
1)
Sujeito simples
Regra
geral: o verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e
pessoa.
Ex.: Nós
vamos ao cinema.
O verbo (vamos) está na primeira pessoa do plural para
concordar com o sujeito (nós).
Casos
especiais:
a) O sujeito é um coletivo- o verbo fica no singular.
Ex.:A multidão
gritou pelo rádio.
b)
Coletivos partitivos (metade, a maior parte, maioria,
etc.) – o verbo fica no singular ou vai para o plural.
Ex.: A maioria
dos alunos foi à excursão./ A maioria dos alunos foram à excursão.
c)
O sujeito é um pronome de tratamento- o verbo fica
sempre na 3ª pessoa (do singular ou do plural).
Ex.: Vossa Alteza pediu silêncio./ Vossas Altezas pediram
silêncio.
d)
O sujeito é o pronome relativo que – o verbo
concorda com o antecedente do pronome.
Ex.: Fui eu
que derramei o café./ Fomos nós
que derramamos o café.
e)
O sujeito é o pronome relativo quem- o verbo pode
ficar na 3ª pessoa do singular ou concordar com o antecedente
do pronome.
Ex.: Fui eu quem derramou o café./ Fui eu quem derramei o café.
f)
O sujeito é formado pelas expressões: alguns de nós,
poucos de vós, quais de ..., quantos de ..., etc.-
o verbo poderá concordar com o pronome interrogativo ou
indefinido ou com o pronome pessoal (nós ou vós).
Ex.: Quais
de vós me punirão?/ Quais de vós
me punireis?
Com
os pronomes interrogativos ou indefinidos no singular o
verbo concorda com eles em pessoa e número.
Ex.: Qual
de vós me punirá.
g) O sujeito é formado de nomes que só aparecem no plural-
se o sujeito não vier precedido de artigo, o verbo ficará no singular. Caso venha antecipado de artigo, o verbo
concordará com o artigo.
Ex.: Estados Unidos é uma nação poderosa./ Os
Estados Unidos são a maior potência mundial.
h)
O sujeito é formado pelas expressões mais de um,
menos de dois, cerca de..., etc. – o verbo concorda com
o numeral.
Ex.: Mais de um aluno não compareceu à aula./
Mais de cinco alunos não compareceram à aula.
i) O sujeito é constituído pelas expressões a maioria, a maior parte, grande parte, etc.- o verbo poderá ser usado no singular ( concordância lógica) ou no plural (concordância atrativa).Ex.: A maioria dos candidatos desistiu./ A maioria dos candidatos desistiram.
j)
O sujeito tiver por núcleo a palavra gente (sentido
coletivo)- o verbo poderá ser usado no singular ou plural se
este vier afastado do substantivo.
Ex.: A gente da cidade, temendo a violência da rua, permanece
em casa./ A gente da cidade, temendo a violência da
rua, permanecem em casa.
2) Sujeito composto
Regra
geral: o verbo vai para o plural.
Ex.:
João
e Maria
foram passear no bosque.
Casos
especiais:
a)
Os núcleos do sujeito são constituídos de pessoas
gramaticais diferentes- o
verbo ficará no plural seguindo-se a ordem de prioridade: 1ª,
2ª e 3ª pessoa.
Ex.: Eu
(1ª pessoa) e ele (3ª pessoa) nos tornaremos
( 1ª pessoa plural) amigos.
O verbo ficou na 1ª pessoa porque esta tem prioridade sob a 3ª.
Ex: Tu
(2ª pessoa) e ele (3ª pessoa) vos tornareis
( 2ª pessoa do plural) amigos.
O verbo ficou na 2ª pessoa porque esta tem prioridade sob a 3ª.
No
caso acima, também é comum a concordância do verbo
com a terceira pessoa.
Ex.: Tu e ele se tornarão amigos.(3ª pessoa do
plural)
Se
o sujeito estiver posposto, permite-se também a concordância
por atração com o núcleo mais próximo do verbo.
Ex.: Irei eu
e minhas amigas.
b) Os
núcleos do sujeito estão coordenados assindeticamente ou
ligados por e - o verbo concordará com os dois núcleos.
Ex.: A jovem
e a sua amiga seguiram a pé.
Se
o sujeito estiver posposto, permite-se a concordância
por atração com o núcleo mais próximo do
verbo.
Ex.:
Seguiria a pé a jovem e a sua amiga.
c) Os
núcleos do sujeito são sinônimos (ou quase) e estão no
singular - o verbo poderá ficar no plural (concordância lógica)
ou no singular (concordância atrativa).
Ex.: A angústia
e ansiedade não o ajudavam
a se concentrar./ A angústia e ansiedade
não o ajudava a se concentrar.
d)
Quando há gradação entre os núcleos- o verbo pode
concordar com todos os núcleos (lógica) ou apenas com o núcleo
mais próximo.
Ex.: Uma palavra,
um gesto, um olhar
bastavam./ Uma palavra, um gesto, um olhar bastava.
e)
Quando os sujeitos forem resumidos por nada, tudo,
ninguém... - o verbo concorda com o aposto resumidor.
Ex.: Os pedidos, as súplicas, o desespero,
nada o comoveu.
f)
Quando o sujeito for constituído pelas expressões um
e outro, nem um nem outro...- o verbo poderá ficar no
singular ou no plural.
Ex.: Um e outro já veio./ Um e outro já vieram.
g)
Quando os núcleos do sujeito estiverem ligados por ou-
o verbo irá para o singular quando a idéia for de exclusão
e plural quando for de inclusão.
Ex.: Pedro ou Antônio ganhará o prêmio. (exclusão)
A poluição sonora ou a poluição do ar são nocivas
ao homem. (adição, inclusão)
h)
Quando os sujeitos estiverem ligados pelas séries
correlativas (tanto...como/ assim...como/ não só...mas também,
etc.) - o mais comum é o verbo ir para o plural, embora o
singular seja aceitável se os núcleos estiverem no singular.
Ex.: Tanto Erundina
quanto Collor perderam as eleições
municipais em São Paulo./ Tanto Erundina quanto Collor perdeu as eleições
municipais em São Paulo.
>Outros casos:
>
1)
Partícula SE:
a-
Partícula apassivadora: o verbo ( transitivo direto)
concordará com o sujeito passivo.
Ex.: Vende-se carro./
Vendem-se carros.
b- Índice de indeterminação do sujeito: o verbo (transitivo
indireto) ficará obrigatoriamente no singular.
Ex.: Precisa-se de secretárias.
Confia-se em pessoas honestas.
>2)
Verbos impessoais
São aqueles que não possuem sujeito, ficarão sempre na 3ª
pessoa do singular.
Ex.: Havia sérios problemas na cidade.
Fazia
quinze anos que ele havia parado de estudar.
Deve
haver sérios problemas na cidade.
Vai fazer quinze anos que ele parou de estudar.
>Os
verbos auxiliares (deve, vai) acompanham os verbos
principais.
O
verbo existir não é impessoal. Veja:
Existem
sérios problemas na cidade.
Devem existir sérios problemas na cidade
>3)
Verbos dar, bater e soar
Quando usados na indicação de horas, têm sujeito (relógio,
hora, horas, badaladas...) e com ele devem concordar.
Ex.: O relógio
deu duas horas.
Deram
duas horas no relógio da estação.
Deu
uma hora
no relógio da estação.
O
sino
da igreja bateu cinco badaladas.
Bateram
cinco badaladas
no sino da igreja.
Soaram
dez badaladas
no relógio da escola.
>4)
Sujeito oracional
Quando o sujeito é uma oração subordinada, o verbo da oração
principal fica na 3ª pessoa do singular.
Ex.: Ainda falta/ dar os últimos retoques na pintura.
>5)
Concordância com o infinitivo
a)
Infinitivo pessoal e sujeito expresso na oração:
-
não
se flexiona o infinitivo se o sujeito for representado por
pronome pessoal oblíquo átono.
Ex.:
Esperei-as chegar.
-
é
facultativa a flexão do infinitivo se o sujeito não for
representado por pronome átono e se o verbo da oração
determinada pelo infinitivo for causativo (mandar, deixar,
fazer) ou sensitivo (ver, ouvir, sentir e sinônimos).
Ex.:
Mandei sair os alunos./Mandei saírem os alunos.
- flexiona-se
obrigatoriamente o infinitivo se o sujeito for diferente de
pronome átono e determinante de verbo não causativo nem
sensitivo.
Ex.:
Esperei saírem todos.
>b)
Infinitivo pessoal e sujeito oculto
-
não se flexiona o infinitivo precedido de preposição com
valor de gerúndio.
Ex.:
Passamos horas a comentar o filme.(comentando)
-
é facultativa a flexão
do infinitivo quando seu sujeito for idêntico ao da oração
principal.
Ex.:
Antes de (tu)responder, (tu) lerás o texto./Antes de (tu
)responderes, (tu) lerás o texto.
-
é facultativa a flexão do infinitivo que tem seu sujeito
diferente do sujeito da oração principal e está indicado
por algum termo do contexto.
Ex.:
Ele nos deu o direito de contestar./Ele nos deu o direito de
contestarmos.
-
é obrigatória a flexão do infinitivo que tem seu sujeito
diferente do sujeito da oração principal e não está
indicado por nenhum termo no contexto.
Ex.:
Não sei como saiu sem notarem o fato.
>c)
Quando o infinitivo pessoal está em uma locução
verbal
-
não
se flexiona o infinitivo sendo este o verbo principal da locução
verbal quando devida à ordem dos termos da oração sua ligação
com o verbo auxiliar for nítida.
Ex.:
Acabamos de fazer os exercícios.
- é
facultativa a flexão do infinitivo sendo este o verbo
principal da locução verbal, quando o verbo auxiliar estiver
afastado ou oculto.
Ex.:
Não devemos, depois de tantas provas de honestidade, duvidar
e reclamar dela./
Não devemos, depois de tantas provas de honestidade, duvidarmos
e reclamarmos dela.
>6)
Concordância com o verbo ser:
a- Quando,
em predicados nominais, o sujeito for representado por um dos
pronomes TUDO, NADA, ISTO, ISSO, AQUILO: o verbo ser ou
parecer concordarão com o predicativo.
Ex.: Tudo são flores./Aquilo parecem ilusões.
>Poderá
ser feita a concordância com o sujeito quando se quer
enfatizá-lo.
Ex.: Aquilo é sonhos vãos.
>b-
O verbo ser concordará com o predicativo quando o
sujeito for os pronomes interrogativos QUE ou QUEM.
Ex.: Que são gametas?/ Quem
foram os escolhidos?
>c-
Em indicações de horas, datas, tempo, distância: a
concordância será com a expressão numérica
Ex.: São nove horas./ É
uma hora.
>Em indicações de datas, são aceitas as duas concordâncias pois subentende-se a palavra dia.Ex.: Hoje são 24 de outubro./ Hoje é (dia) 24 de outubro.
>d-
Quando o sujeito ou predicativo da oração for pronome
pessoal, a concordância se dará com o pronome.
Ex.: Aqui o presidente sou eu.
>Se
os dois termos (sujeito e predicativo) forem pronomes, a
concordância será com o que aparece primeiro,
considerando o sujeito da oração.
Ex.: Eu não sou tu
>e-
Se o sujeito for pessoa, a concordância nunca se fará
com o predicativo.
Ex.: O menino era as esperanças da família.
>f-
Nas locuções é pouco, é muito, é mais de, é
menos de junto a especificações
de preço, peso, quantidade, distância e etc, o verbo fica
sempre no singular.
Ex.: Cento e cinqüenta é pouco./ Cem metros é
muito.
>g-
Nas expressões do tipo ser preciso, ser necessário,
ser bom o verbo e o adjetivo podem ficar invariáveis,
(verbo na 3ª pessoa do singular e adjetivo no masculino
singular) ou concordar com o sujeito posposto.
Ex.: É necessário aqueles materiais./ São necessários
aqueles materiais.
>h-
Na expressão é que, usada como expletivo, se o
sujeito da oração não aparecer entre o verbo ser e o que,
ficará invariável.Se aparecer, o verbo concordará com o
sujeito.
Ex.: Eles é que sempre chegam atrasados./ São eles
que sempre chegam atrasados.
>Fonte: www.portugues.com.br
>Regra geral
O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa.
Exemplos:
O técnico escalou o time.
Os técnicos escalaram os times.
a) anteposto: verbo no plural.
b) posposto: verbo concorda com o mais próximo ou fica no plural.
c) de pessoas diferentes: verbo no plural da pessoa predominante.
d) com núcleos em correlação: verbo concorda com o mais próximo ou fica no plural.
e) ligado por COM: verbo concorda com o antecedente do COM ou vai para o plural.
f) ligado por NEM: verbo no plural e, às vezes, no singular.
g) ligado por OU: verbo no singular ou plural, dependendo do valor do OU.
O técnico e os jogadores chegaram ontem a São Paulo.
Chegou(aram) ontem o técnico e os jogadores.
Eu, você e os alunos iremos ao museu.
Tu, ela e os peregrinos visitareis o santuário.
O cientista assim como o médico pesquisa(m) a causa do mal.
O professor, com os alunos, resolveu o problema.
O maestro com a orquestra executaram a peça clássica.
Nem Paulo nem Maria conquistaram a simpatia de Joana.
Valdir ou Leão será o goleiro titular.
João ou Maria resolveram o problema.
O policial ou os policiais prenderam o perigoso assassino.
a) um e outro, nem um nem outro: verbo no singular ou plural.
b) um ou outro: verbo no singular.
c) expressões partitivas seguidas de nome plural: verbo no singular ou plural.
d) coletivo geral: verbo no singular.
e) expressões que indicam quantidade aproximada seguida de numeral: verbo concorda com o substantivo.
f) pronomes (indefinidos ou interrogativos) seguidos de pronome: verbo no singular ou plural.
g) palavra QUE: verbo concorda com o antecedente.
h) palavra QUEM: verbo na 3ª pessoa do singular.
i) um dos que: verbo no singular ou plural.
j) palavras sinônimas: verbo concorda com o mais próximo ou fica no plural.
Um e outro médico descobriu(ram) a cura do mal.
Nem um nem outro problema propostos foi(ram) resolvido(s).
A maioria dos candidatos conseguiu(iram) aprovação.
Mais de um jogador foi elogiado pela crônica esportiva.
Cerca de dez jogadores participaram da briga.
O povo escolherá seu governante em 15 de novembro.
Qual de nós será escolhido?
Poucos dentre eles serão chamados pelo Exército.
Alguns de nós seremos eleitos.
Hoje sou eu que faço o discurso.
Amanhã serão eles quem resolverá o problema.
Foi um dos alunos desta classe que resolveu o problemas.
Seu filho foi um dos que chegaram tarde.
A Ética ou a Moral preocupa-se com o comportamento humano.
a) SE = pronome apassivador: verbo concorda com o sujeito paciente.
Viam-se ao longe as primeiras casas.
Ofereceu-se um grande prêmio ao vencedor da corrida.
b) SE = índice de indeterminação do sujeito: verbo sempre na 3ª pessoa do singular.
Necessitava-se naqueles dias de novas idéias.
Estava-se muito feliz com o resultado dos jogos.
Morria-se de tédio durante o inverno.
Verbos que indicam fenômenos; verbo haver indicando existência ou tempo; verbo fazer, ir, indicando tempo: ficam sempre na 3ª pessoa do singular.
Durante o inverno, nevava muito.
Ainda havia muitos candidatos para a Universidade.
Ontem fez dez anos que ela se foi.
Vai para dez meses que tudo terminou.
a) indicando tempo, distância: concorda com o predicativo.
Hoje é dia três de outubro, pois ontem foram dois e o amanhã serão quatro.
Daqui até o centro são dez quilômetros.
b) com sujeito que indica quantidade e predicativo que indica suficiência, excesso: concorda com o predicativo.
O homem sempre foi suas idéias.
Santo Antônio era as esperanças da solteirona.
O problema eram os móveis.
Hoje, tudo são alegrias eternas.
Mulheres discretas é coisa rara.
A Pátria não é ninguém; somos todos nós.
Verbo dar (bater e soar) + hora(s): concorda com o sujeito.
Deram duas horas no relógio do campanário.
Deu duas horas o relógio da igreja.
Verbo parecer + infinitivo: flexiona-se um dos dois.
Os cientistas pareciam procurar grandes segredos.
Os cientistas parecia procurarem grandes segredos.
a) com artigo singular ou sem artigo: verbo no singular.
O Amazonas deságua no Atlântico.
Minas Gerais exporta minérios.
b) com artigo plural: verbo no plural.
Os Estados Unidos enviaram tropas à zona de conflito.
"Os Lusíadas" narram as conquistas portuguesas.
Fonte: www.coladaweb.com
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