A crase não deve ser empregada junto aos pronomes relativos QUE, QUEM e CUJO(A).
Nas orações em que aparece um termo regido pela preposição "a" acompanhado dos pronomes relativos acima apontados, não se verifica a contração da preposição e o artigo, portanto o acento grave indicativo da crase não é admitido.
Havia qualquer problema com a tomada à que ligaram o aparelho. [Inadequado]
Havia qualquer problema com a tomada a que ligaram o aparelho. [Adequado]
[termo regente: ligar a]
[termo regido: (a) tomada]
Era geniosa a funcionária à quem se reportava. [Inadequado]
Era geniosa a funcionária a quem se reportava. [Adequado]
[termo regente: reportar-se a]
[termo regido: (a) funcionária]
A mulher, à cuja filiação se unira, esgotava-se em lágrimas.
[Inadequado]
A mulher, a cuja filiação se unira, esgotava-se em lágrimas.
[Adequado]
...[termo regente: unir-se a]
...[termo regido: (a) filiação]
A crase e os nomes no plural
A crase não deve ser empregada junto a nomes apresentados na forma plural.
Nas orações em que aparecem um termo regido pela preposição "a" acompanhado de nomes no plural, não se verifica a contração da preposição e o artigo, portanto o acento grave indicativo da crase não é admitido.
Sempre que lembrava, dava contribuições à piadas grosseiras.
[Inadequado]
Sempre que lembrava, dava contribuições a piadas grosseiras.
[Adequado]
.[termo regente: dar (contribuições) a]
.[termo regido: piadas]
Quem ganhasse concorria à revistas em quadrinhos. [Inadequado]
Quem ganhasse concorria a revistas em quadrinhos. [Adequado]
[termo regente: concorrer a]
.[termo regido: revistas]
Observe que esses nomes no plural não são determinados, porque a idéia indicada é de uma expressão genérica. Ao contrário, se os nomes no plural regidos pela preposição "a" são determinados (ou seja: especificados), o acento grave indicativo da crase deve ser empregado.
A freqüência dos alunos as aulas é facultativa. [Inadequado]
A freqüência dos alunos às aulas é facultativa. [Adequado]
[termo regente: freqüência a]
[termo regido: as aulas]
Nas orações em que aparecem palavras repetidas ligadas pelo "a", não se verifica a contração da preposição e o artigo, portanto o acento grave indicativo da crase não é admitido. Isso se dá porque esse "a" presente entre as palavras repetidas é uma preposição somente, e não uma fusão de preposição e artigo (crase).
O manual explica passo à passo os procedimentos com a ferramenta.
[Inadequado]
O manual explica passo a passo os procedimentos com a ferramenta. [Adequado]
Finalmente encontrávamos frente à frente na votação.
[Inadequado]
Finalmente encontrávamos frente a frente na votação.
[Adequado]
passo a passo...
frente a frente...
gota a gota...
ponto a ponto...
de mais a mais...
A crase deve ser empregada junto a algumas locuções conjuncionais.
Nas orações em que aparecem um termo regido pela preposição "a" acompanhado de locuções conjuncionais, o acento grave indicativo da crase é obrigatório. Isso, porém, só se dá se a palavra seguinte à locução for feminina e puder vir acompanhada por determinantes (artigo, por exemplo).
Na Língua Portuguesa somente duas locuções conjuncionais se enquadram nesse emprego da crase. São elas: à medida que e à proporção que.
A dose do remédio diminuirá a medida que o problema seja reduzido
. [Inadequado]
A dose do remédio diminuirá à medida que o problema seja
reduzido. [Adequado]
O medo aumentava a proporção que a noite caía. [Inadequado]
O medo aumentava à proporção que a noite caía.
[Adequado]
Observe que as palavras femininas que podem ser determinadas participam da locução conjuncional; ou seja, são as palavras "(a) medida" e "(a) proporção".
A crase não deve ser emprega da junto a algumas preposições.
Dois casos, no entanto, devem ser observados quanto ao emprego da crase. Trata-se das preposições "a" e "até" empregadas antes de palavra feminina. Essas únicas exceções se devem ao fato de ambas indicarem, além de outras, a noção de movimento. Por isso, com relação à preposição "a" torna-se obrigatório o emprego da crase, já que haverá a fusão entre a preposição "a" e o artigo "a" (ou a simples possibilidade de emprego desse artigo). Já a preposição "até" admitirá a crase somente se a idéia expressa apontar para movimento.
A entrada será permitida mediante à entrega da passagem. [Inadequado]
A entrada será permitida mediante a entrega da passagem. [Adequado]
Desde à assembléia os operários clamavam por greve.
[Inadequado]
Desde a assembléia os operários clamavam por greve. [Adequado]
Os médicos eram chamados a sala de cirurgia. [Inadequado]
Os médicos eram chamados à sala de cirurgia. [Adequado]
...[termo regente: chamar a / "a" = preposição indicativa de movimento]
...[termo regido: (a) sala / "a" = artigo]
...[sala: palavra feminina]
Os escravos eram levados vagarosamente até a senzala.
Os escravos eram levados vagarosamente até à senzala.
...[termo regente: levar a / "a" = preposição indicativa de movimento]
...[termo regido: (a) senzala / "a" = artigo]
...[senzala: palavra feminina]
Observe que não foi apontado no exemplo (4) o uso inadequado e adequado das ocorrências de crase. Isso se dá porque atualmente no Brasil o emprego da crase diante da preposição "até" é facultativo.
A crase não deve ser empregada junto a artigos, exceto junto ao artigo "a".
Os artigos (o, a, um, uma e suas flexões) são palavras que determinam um nome; por isso serem chamados de determinantes. Eles podem ser apresentados na forma de contração, sendo a crase uma dessas formas. Isto é, a crase é a contração, numa única palavra, entre o artigo definido feminino "a" e a preposição "a".
Antecedendo um artigo indefinido (um, uma, uns, umas) a crase não é admitida, uma vez que a palavra seguinte à preposição, mesmo que feminina, já está acompanhada de um determinante.
A homenagem está sendo entregue a a pesquisadora neste momento. [Inadequado]
A homenagem está sendo entregue à pesquisadora neste momento.
[Adequado]
Você pode se dirigir à uma sala ao teu lado esquerdo. [Inadequado]
Você pode se dirigir a uma sala ao teu lado esquerdo. [Adequado]
Quando o termo "uma" é associada à palavra hora, ele funciona como um numeral e, nesse caso, deve-se empregar a crase.
Os ingressos esgotaram-se a uma hora do espetáculo. [Inadequado]
Os ingresso esgotaram-se à uma hora do espetáculo. [Adequado]
A crase não deve ser empregada junto a verbos.
O fenômeno da crase existe quando há uma fusão (ou contração) entre a preposição "a" e o artigo definido feminino "a". Logo, se a palavra seguinte à preposição "a" for um verbo, o acento grave indicativo da crase não é admitido.
Os verbos são palavras que não admitem determinantes (artigo, por exemplo). Como a condição básica da existência da crase é a referência (mesmo que implícita) do artigo definido feminino, diante de verbos a crase se torna absurda.
Aquilo dava à entender que realmente havia conflitos em família.
[Inadequado]
Aquilo dava a entender que realmente havia conflitos em família. [Adequado]
O prefeito se propôs à estudar melhor o assunto. [Inadequado]
O prefeito se propôs a estudar melhor o assunto. [Adequado]
A crase não deve ser empregada junto a pronomes de tratamento, exceto em alguns casos, como "senhora(s)".
Nas orações em que aparece um termo regido pela preposição "a" acompanhado de pronomes de tratamento, o acento grave indicativo da crase não é admitido.
Eu só empresto meu livro à você se for realmente necessário.
[Inadequado]
Eu só empresto meu livro a você se for realmente necessário.
[Adequado]
...[termo regente: emprestar (o livro) a]
...[termo regido: você]
Essas homenagens são afetuosamente dedicadas à Vossa Excelência.
[Inadequado]
Essas homenagens são afetuosamente dedicadas a Vossa Excelência.
[Adequado]
...[termo regente: dedicar a]
...[termo regido: Vossa Excelência]
Os pronomes de tratamento em geral não admitem determinantes (artigo, por exemplo). Dessa forma, não é apresentada na oração a contração entre artigo e preposição, mas tão somente a preposição. Porém, alguns pronomes de tratamento, admitindo o determinante, exigem o acento grave indicativo da crase quando o termo regente pede a preposição "a". São esses pronomes: senhora(s), senhorita(s), dona(s), madame(s)
A correspondência é endereçada a madame. [Inadequado]
A correspondência é endereçada à madame. [Adequado]
...[termo regente: endereçar a]
...[termo regido: (a) madame]
Alguém explicou a senhora o funcionamento do programa? [Inadequado]
Alguém explicou à senhora o funcionamento do programa? [Adequado]
...[termo regente: explicar (o funcionamento...) a]
...[termo regido: (a) senhora]
A crase não deve ser empregada junto a alguns pronomes indefinidos.
Os pronomes indefinidos são aqueles que apresentam, de um modo vago, os seres em terceira pessoa. (ex.: alguém falou; qualquer lugar; certas questões...). Tais quais os artigos, os pronomes indefinidos funcionam como determinantes, ou seja, apresentam, mesmo que indeterminadamente, um nome. Desta forma, eles não admitem um artigo antecedendo a palavra a qual acompanham (ex.: a alguém falou; um alguém falou).
Nas orações em que aparece o termo regido pela preposição "a" introduzindo um termo determinado por pronome indefinido, o acento grave indicativo da crase é dispensado.
Preocupado com as crianças, dirigia-se agora à toda escola
que conhecia. [Inadequado]
Preocupado com as crianças, dirigia-se agora a toda escola que conhecia.
[Adequado]
...[termo regente: dirigir-se a]
...[toda: pronome indefinido]
Sempre perguntava à outra enfermeira sobre qual o leito que lhe pertencia...
[Inadequado]
Sempre perguntava a outra enfermeira sobre qual o leito que lhe pertencia.
[Adequado]
...[termo regente: perguntar a]
...[outra: pronome indefinido]
A crase e a conjunção "caso"
O fenômeno da crase existe quando há uma fusão (ou contração) entre a preposição "a" e o artigo definido feminino "a".
A crase não deve ser aplicada ao "a" que segue qualquer conjunção. Apesar disso, freqüentemente se observa o emprego da crase depois da conjunção caso. Provavelmente, isso se dá por analogia a outros termos da língua, como as expressões "devido à"..., "relativo à" que admitem a crase.
Muitos ingressos irão faltar, caso à estréia seja adiada.
[Inadequado]
Muitos ingressos irão faltar, caso a estréia seja adiada. [Adequado]
Caso às promessas sejam falsas, outras revoltas acontecerão.
[Inadequado]
Caso as promessas sejam falsas, outras revoltas acontecerão. [Adequado]
É interessante notar, porém, que em casos de inversão dos termos de uma oração que contenha a conjunção caso, pode-se verificar o "a" craseado após a conjunção. Mesmo nesse caso, não se trata de a conjunção caso reger a preposição "a", mas sim de inversão dos termos, em que um objeto indireto, por exemplo, é antecipado na oração.
Caso as ordens eu não me refira, lembrem-me, por favor. [Inadequado]
Caso às ordens eu não me refira, lembrem-me, por favor. [Adequado]
...[ordem linear: "Caso eu não me refira às ordens"]
...[às ordens: objeto indireto de "referir-se"]
A conjunção caso pode ser substituída pela conjunção "se", pois ambas têm valor condicional. Por essa operação de substituição é possível ter clara a função da palavra caso e, conseqüentemente, confirmar o emprego inadequado da crase junto a essa palavra.
A crase no singular não deve ser empregada junto a palavras no plural.
O fenômeno da crase existe quando há uma fusão (ou contração) entre a preposição "a" e o artigo definido feminino "a". Logo, se a palavra seguinte à preposição "a" for feminina, mas plural, o acento grave indicativo da crase é dispensado.
Outra opção de corretude da construção com a crase é apresentar a contração entre a preposição "a" e o artigo definido feminino plural "as" diante de palavras femininas no plural, resultando na forma "às".
As mudanças propostas são pertinentes às caderneta de
poupança. [Inadequado]
As mudanças propostas são pertinentes a caderneta de poupança.
[Adequado]
Na verdade, as histórias de bruxas pertenciam a fantasias infantis.
[Inadequado]
Na verdade, as histórias de bruxas pertenciam às fantasias infantis.
[Adequado]
Fonte: www.nilc.icmc.usp.br
Um outro assunto que preocupa são as falhas no uso da crase. Mais uma vez recorremos a O Estado de S. Paulo, que tem ótimo capítulo sobre o assunto.
Vamos a ele:
A crase indica a fusão da preposição a com artigo a: João voltou à (a preposição + a artigo) cidade natal. / Os documentos foram apresentados às (a prep. + as art.) autoridades. Dessa forma, não existe crase antes de palavra masculina: Vou a pé. / Andou a cavalo.
Existe uma única exceção, explicada mais adiante.
Substitua a palavra antes da qual aparece o a ou as por um termo masculino. Se o a ou as se transformar em ao ou aos, existe crase; do contrário, não. Nos exemplos já citados: João voltou ao país natal. / Os documentos foram apresentados aos juizes. Outros exemplos: Atentas às modificações, as moças... (Atentos aos processos, os moços...) / Junto à parede (junto ao muro). No caso de nome geográfico ou de lugar, substitua o a ou as por para. Se o certo for para a, use a crase: Foi à França (foi para a França). / Irão à Colômbia (irão para a Colômbia). / Voltou a Curitiba (voltou para Curitiba), sem crase). Pode-se igualmente usar a forma voltar de: se o de se transformar em da, há crase, inexistente se o de não se alterar: Retornou à Argentina (voltou da Argentina). Foi a Roma (voltou de Roma).
A combinação de outras preposições com a (para a, na, da, pela e com a, principalmente) indica se o a ou as deve levar crase. Não é necessário que a frase alternativa tenha o mesmo sentido da original nem que a regência seja correta. Exemplos: Emprestou o livro à amiga (para a amiga). / Chegou à Espanha (da Espanha). / As visitas virão às 6 horas (pelas 6 horas). / Estava às portas da morte (nas portas). / À saída (na saída). / À falta de (na falta de, com a falta de). Usa-se a crase ainda:
1 - Nas formas àquela, àquele, àquelas, àqueles, àquilo, àqueloutro (e derivados): Cheguei àquele (a + aquele) lugar. / Vou àquelas cidades. / Referiu-se àqueles livros. / Não deu importância àquilo.
2 - Nas indicações de horas, desde que determinadas: Chegou às 8 horas, às 10 horas, à 1 hora. Zero e meia incluem-se na regra: O aumento entra em vigor à zero hora. / Veio à meia-noite em ponto. A indeterminação afasta a crase: Irá a uma hora qualquer.
3 - Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas como às pressas, às vezes, à risca, à noite, à direita, à esquerda, à frente, à maneira de, à moda de, à procura de, à mercê de, à custa de, à medida que, à proporção que, à força de, à espera de: Saiu às pressas. / Vive à custa do pai. / Estava à espera do irmão. / Sua tristeza aumentava à medida que os amigos partiam. / Serviu o filé à moda da casa.
4 - Nas locuções que indicam meio ou instrumento e em outras nas quais a tradição lingüística o exija, como à bala, à faca, à máquina, à chave, à vista, à venda, à toa, à tinta, à mão, à navalha, à espada, à baioneta calada, à queima-roupa, à fome (matar à fome): Morto à bala, à faca, à navalha. / Escrito à tinta, à mão, à máquina. / Pagamento à vista. / Produto à venda. / Andava à toa. Observação: Neste caso não se pode usar a regra prática de substituir a por ao.
5 - Antes dos relativos que, qual e quais, quando o a ou as puderem ser substituídos por ao ou aos: Eis a moça à qual você se referiu (equivalente: eis o rapaz ao qual você se referiu). / Fez alusão às pesquisas às quais nos dedicamos (fez alusão aos trabalhos aos quais...). / É uma situação semelhante à que enfrentamos ontem (é um problema semelhante ao que...).
1 - Palavra masculina: andar a pé, pagamento a prazo, caminhadas a esmo, cheirar a suor, viajar a cavalo, vestir-se a caráter. Exceção. Existe a crase quando se pode subentender uma palavra feminina, especialmente moda e maneira, ou qualquer outra que determine um nome de empresa ou coisa: Salto à Luís XV (à moda de Luís XV). / Estilo à Machado de Assis (à maneira de). / Referiu-se à Apollo (à nave Apollo). / Dirigiu-se à (fragata) Gustavo Barroso. / Vou à (editora) Melhoramentos. / Fez alusão à (revista) Projeto.
2 - Nome de cidade: Chegou a Brasília. / Irão a Roma este ano. Exceção. Há crase quando se atribui uma qualidade à cidade: Iremos à Roma dos Césares. / Referiu-se à bela Lisboa, à Brasília das mordomias, à Londres do século 19.
3 - Verbo: Passou a ver. / Começou a fazer. / Pôs-se a falar.
4 - Substantivos repetidos: Cara a cara, frente a frente, gota a gota, de ponta a ponta.
5 - Ela, esta e essa: Pediram a ela que saísse. / Cheguei a esta conclusão. / Dedicou o livro a essa moça.
6 - Outros pronomes que não admitem artigo, como ninguém, alguém, toda, cada, tudo, você, alguma, qual, etc.
7 - Formas de tratamento: Escreverei a Vossa Excelência. / Recomendamos a Vossa Senhoria... / Pediram a Vossa Majestade...
8 - Uma: Foi a uma festa. Exceções. Na locução à uma (ao mesmo tempo) e no caso em que uma designa hora (Sairá à uma hora).
9 - Palavra feminina tomada em sentido genérico: Não damos ouvidos a reclamações. / Em respeito a morte em família, faltou ao serviço. Repare: Em respeito a falecimento, e não ao falecimento. / Não me refiro a mulheres, mas a meninas.
Alguns casos são fáceis de identificar: se couber o indefinido uma antes da palavra feminina, não existirá crase. Assim: A pena pode ir de (uma) advertência a (uma) multa. / Igreja reage a (uma) ofensa de candidato em Guarulhos. / As reportagens não estão necessariamente ligadas a (uma) agenda. / Fraude leva a (uma) sonegação recorde. / Empresa atribui goteira a (uma) falha no sistema de refrigeração. / Partido se rende a (uma) política de alianças.
Havendo determinação, porém, a crase é indispensável: Morte de bebês leva à punição (ao castigo) de médico. / Superintendente admite ter cedido à pressão (ao desejo) dos superiores.
10 - Substantivos no plural que fazem parte de locuções de modo: Pegaram-se a dentadas. / Agrediram-se a bofetadas. / Progrediram a duras penas.
11 - Nomes de mulheres célebres: Ele a comparou a Ana Néri. / Preferia Ingrid Bergman a Greta Garbo.
12 - Dona e madame: Deu o dinheiro a dona Maria . / Já se acostumou a madame Angélica. Exceção: Há crase se o dona ou o madame estiverem particularizados: Referia-se à Dona Flor dos dois maridos.
13 - Numerais considerados de forma indeterminada: O número de mortos chegou a dez. / Nasceu a 8 de janeiro. / Fez uma visita a cinco empresas.
14 - Distância, desde que não determinada: A polícia ficou a distância. / O navio estava a distância. Quando se define a distância, existe crase: O navio estava à distância de 500 metros do cais. / A polícia ficou à distância de seis metros dos manifestantes.
15 - Terra, quando a palavra significa terra firme: O navio estava chegando a terra. / O marinheiro foi a terra. (Não há artigo com outras preposições: Viajou por terra. / Esteve em terra.) Nos demais significados da palavra, usa-se a crase: Voltou à terra natal. / Os astronautas regressaram à Terra.
16 - Casa, considerada como o lugar onde se mora: Voltou a casa. / Chegou cedo a casa. (Veio de casa, voltou para casa, sem artigo.) Se a palavra estiver determinada, existe crase: Voltou à casa dos pais. / Iremos à Casa da Moeda. / Fez uma visita à Casa Branca.
1 - Antes do possessivo: Levou a encomenda a sua (ou à sua) tia. / Não fez menção a nossa empresa (ou à nossa empresa). Na maior parte dos casos, a crase dá clareza a este tipo de oração.
2 - Antes de nomes de mulheres: Declarou-se a Joana (ou à Joana). Em geral, se a pessoa for íntima de quem fala, usa-se a crase; caso contrário, não.
3 - Com até: Foi até a porta (ou até à). / Até a volta (ou até à). No Estado, porém, escreva até a, sem crase.
Desde que não se determine qual é, não tem crase: "A polícia ficou a distância", "O navio estava a distância". Quando se define a distância, entra a crase: "O navio estava à distância de 500 metros do cais."
Quando a palavra significa terra firme não há crase: "O navio estava chegando a terra firme", "O marinheiro foi a terra". Nos demais casos, usa-se à crase: "Ele estava chegando à terra natal".
Quando é considerada como lugar onde se mora, não tem crase: "Voltou a casa", "Chegou cedo a casa". Nos demais casos, há crase: "Ele voltou à casa dos pais", "Kennedy fez uma visita à Casa
Fonte: www.vitoria.es.gov.br