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Sistema Solar

As observações da espaçonave Galileo impuseram limites às massas dos núcleos de Júpiter, entre 0 e 10 massas terrestres, e de Saturno, entre 6 e 17 massas terrestres (Günther Wuchterl, Tristan Guillot, & Jack J. Lissauer. 2000, Protostars and Planets IV, 1081).

Superfícies

As superfícies planetárias podem ser conhecidas de forma preliminar a partir do albedo, se o planeta não tem atmosfera espessa. Em planetas com atmosfera espessa, como os planetas jovianos e Vênus, o albedo não se refere à superfície. Júpiter, Saturno e Netuno emitem quantidade significativa de energia própria, às custas de seus calores residuais de contração. A convecção necessária para o transporte desta energia é que causa as grandes manchas (tornados) nestes planetas.

As superfícies da Lua e de Mercúrio são parecidas, com grande número de crateras e grandes regiões baixas e planas.

Marte apresenta uma superfície com montanhas, vales e canais.

A superfície de Vênus não é visível devido às densas nuvens de ácido sulfúrico que cobrem o planeta, mas estudos em rádio (radar) revelam que essa superfície é composta principalmente de terrenos baixos e relativamente planos, mas também apresenta planaltos e montanhas.

Os principais processos que determinam alterações na crosta posteriormente à sua formação, e portanto determinam o rejuvenescimento da crosta, são: atividade geológica, erosão e cratereamento.

Atividade geológica

A atividade geológica, compreendendo vulcanismo e atividade tectônica, depende da quantidade de calor interno no planeta. A atividade geológica é decrescente para Terra, Vênus e Marte.

Na Terra, tanto a presença de vulcões ativos quanto o movimento das placas tectônicas contribuem para o renovamento da crosta. Em Marte existem grandes vulcões, e alguns deles podem ser ativos, mas não há evidência de tectonismo de placas.

Na Lua atualmente acontecem poucos sismos por anos (milhares, comparados com milhões na Terra), mas na época em que a Lua era jovem, há cerca de 4 ou 3 bilhões de anos atrás, houve um grande vazamento de lava à superfície, que posteriormente se solidificou formando os mares (marias) lunares (regiões escuras, aparentemente baixa e planas, e que contêm muitas crateras). A Lua tem crosta assimétrica, sendo mais delgada (60 Km) no lado voltado para a Terra, e mais espessa (150 Km) no lado oposto. O número de mares é maior no lado em que a crosta é delgada.

Vênus aparentemente é menos ativo do que a Terra, mas parece ter mais atividade geológica persistente do que Marte. Isso indica que Vênus teria retido mais do seu calor residual do que Marte, o que está de acordo com o fato de Vênus ser maior do que Marte. Também acontece atividade geológica em Io, o satélite de Júpiter mais próximo do planeta. Io apresenta um alto nível de atividade vulcânica.

Ariel e Titânia, satélites de Urano, também apresentam sinais de atividade catastrófica recente.

Erosão

A erosão pode ser resultado da ação da atmosfera ou da hidrosfera. Não existe erosão nem em Mercúrio e nem na Lua. Na Terra existe erosão, como é evidenciado pela existência de rochas sedimentares. Mas o planeta em que a erosão é mais importante é Marte, devido às frequentes tempestades de poeira que assolam sua superfície.

Cratereamento

As crateras aparecem em todos os planetas terrestres e em quase todos os satélites do Sistema Solar. Elas podem ter origem vulcânica ou de impacto. As crateras vulcânicas são em geral menores e mais fundas do que as de impacto. Na Terra, a maioria das crateras existentes são de origem vulcânica, uma vez que a atividade interna da Terra, assim como a erosão, apagaram grande parte dos efeitos de impactos ocorridos na época em que muitos corpos residuais do processo de formação povoavam o Sistema Solar. Mas na Lua, Mercúrio e Marte, as crateras de impacto são dominantes. As recentes observações com radar da superfície de Vênus mostraram que esse planeta também tem crateras, mas ainda não se sabe ao certo sua principal origem.

O número de crateras de impacto numa superfície nos permite estimar a sua idade, pois o número de crateras é proporcional ao tempo decorrido desde que a superfície foi exposta. Portanto, em um dado planeta, o terreno mais cratereado será sempre o mais antigo.

Fonte: www.astro.ufrgs.br

Sistema Solar


Representação do sistema solar

O sistema solar é constituído pelo Sol e um imenso grupo de corpos que o rodeia, em que se destacam os planetas, mas existem outros pequenos corpos tais como os planetas menores (asteróides e transneptunianos), cometas, os satélites naturais dos planetas até pequenos meteoros.

A designação sistema solar no sentido lato é, por vezes, usada para outros sistemas planetários em volta de outras estrelas.

História da criação

Ainda não se sabe, ao certo, como o sistema solar foi formado. Com o conhecimento de vários outros sistemas planetários em volta de outras estrelas que desafiam a noção clássica da formação de sistemas planetários, a formação destes é hoje tema de debate.

Acredita-se que o sistema solar se formou à menos de 5 mil milhões de anos ou 5 bilhões de anos (como é contado no sistema norte-americano), a partir de uma nuvem de poeira de hidrogénio e hélio quentes conhecida como nebulosa solar.

Esta nebulosa começou a aglutinar-se em corpos planetesimais com até alguns quilómetros de diâmetro que com múltiplas colisões acabam por formar corpos maiores conhecidos como protoplanetas.

Há cerca de cem milhões de anos, o Sol começou a brilhar quando o núcleo atingui 10 milhões de graus célcius suficiente para iniciar reacções de fusão nuclear. A radiação acabou por gerar um vento solar muito forte, conhecida como "onda de choque" que espalhou o gás e poeira restantes das redondezas da estrela recém nascida para os planetas que se acabaram de formar a partir de colisões dantescas entre os protoplanetas.

Os planetas

Escala das orbitas dos planetas.
(milhões kilómetros)
O fundo e o top da barra colorida representam o mais próximo e o mais distante, do planeta ao sol.

Os principais elementos celestes que orbitam em torno do Sol são os nove planetas principais cujas dimensões vão do gigante de gás Júpiter até ao pequeno e gelado Plutão, com um diâmetro de menos de um quarto do tamanho da Terra.

Próximos do Sol encontram-se os quatro planetas telúricos que são compostos de rochas e silicatos, são eles Mercúrio, Vénus, Terra e Marte. Depois da órbita de Marte encontram-se quatro planetas gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno), que são uma espécie de planetas colossais que se podem dividir em dois subgrupos: Júpiter-Saturno e Urano-Neptuno. Por fim, nos confins do sistema solar, na cintura de Kuiper encontram-se os planetas gelados, Plutão (e o recentemente descoberto 2003 UB313).

Mercúrio é o mais próximo do Sol, do qual dista apenas 57,9 milhões de quilómetros, enquanto Plutão está a cerca de 5914 milhões de quilómetros.

Os planetas do sistema solar são os nove astros que tradicionalmente são conhecidos como tal: Mercúrio (?), Vénus (?), Terra (?), Marte (?), Júpiter (?), Saturno (?), Urano (?), Neptuno (?) e Plutão (?). O número poderá ser aumentado para dez em breve, devido à recente descoberta de 2003 UB313, um astro maior que Plutão. Todos os planetas têm nomes de deuses e deusas da mitologia greco-romana.

A dimensão «astronómica» das distâncias no espaço

Para se ter a noção da dimensão «astronómica» das distâncias no espaço é interessante fazer uns cálculos e arranjar um modelo que nos permita ter uma percepção mais clara do que está em jogo. Imaginemos, por exemplo, um modelo reduzido em que o Sol estaria representado por uma bola de futebol (de 22cms de diâmetro). A essa escala, a Terra ficaria a 23,6 metros de distância e seria uma esfera com apenas 2mm de diâmetro (a Lua ficaria a uns 5 cm da Terra, e teria um diâmetro de uns 0,5 mm). Júpiter e Saturno seriam berlindes com cerca de 2 cm de diâmetro, respectivamente a 123 e a 226 metros do Sol. Plutão ficaria a 931 metros do Sol, com cerca de 1 mm de diâmetro. Quanto à estrela mais próxima, a Alfa de Centauro, essa estaria a 6332 km do Sol! E a estrela Sírio a 13150 km!

Se demorasse 1 hora e um quarto a ir da Terra à Lua (a uns 257000 km/hora!), demoraria umas 3 semanas (terrestres) a ir da Terra ao Sol, uns 3 meses a ir a Júpiter, 7 meses a Saturno e uns 2 anos e meio a chegar a Plutão e deixar o nosso sistema solar. A partir daí, a essa velocidade, teríamos de esperar uns 17600 anos até chegar à estrela mais próxima! E 35 000 anos até chegarmos a Sírio!

As luas e os anéis

Objectos de dimensão considerável que orbitam os planetas são os satélites naturais ou luas. Estes compreendem pequenos astros capturados da cintura de asteróides como muitas luas de Marte e dos planetas gasosos, até astros capturados da cintura de Kuiper como o caso de Tritão no caso de Neptuno ou até mesmo astros formados a partir do próprio planeta através do impacto de um protoplaneta, como o caso da Lua da Terra.

Os planetas gasosos têm pequenas partículas de pó e gelo que os orbitam em enormes quantidades, são os chamados anéis planetários, os mais famosos são os anéis de Saturno.

Planetas menores

A classes de astros chamados "planetas menores" inclui vários objectos diferenciados como são os asteróides da cintura principal e os astros da cintura de kuiper.

Asteróides

Os asteróides são astros menores do que os planetas e normalmente em forma de batata e a maioria encontra-se na órbita entre Marte e Júpiter e são compostos por partes significativas de minerais não-voláteis. Estes são subdivididos em grupos e famílias de asteróides baseados em características orbitais específicas. Note-se que existem luas de asteróides, que são asteróides que orbitam asteróides maiores, por vezes, são quase do mesmo tamanho do asteróide que orbitam.

Os asteróides troianos estão localizados nos pontos de lagrange dos planetas, e orbitam o sol na mesma orbita que um planeta, à frente e atrás deste.

As sementes dos quais os planetas se originaram são chamados de planetésimos que são corpos sub-planetários que existiram durante os primeiros anos do sistema solar e que não existem no sistema solar recente. O nome é também usado por vezes para referir os asteróides e os cometas em geral ou para asteróides com menos de 10 km de diâmetro.

Centauros

Os centauros são astros gelados semelhantes a cometas que têm órbitas menos excêntricas e que permanecem na região entre Júpiter e Neptuno, mas são muito maiores que os cometas. O primeiro a ser descoberto foi Quíron, que tem propriedades parecidas com a de um cometa e com a de um asteróide.

Trans-Neptunianos

Astros semelhantes aos centauros, são os transneptunianos que são corpos celestes gelados cuja distância média ao sol encontra-se para além da órbita de Neptuno entre as 40 UA e as 55 UA (Unidade Astronómica), e com órbitas excêntricas.

Pensa-se que os cometas de curto período sejam originários desta cintura. Plutão é por vezes considerado como um objecto da Cintura de Kuiper, e os objectos desta cintura que têm órbitas semelhantes a Plutão são chamados de Plutinos. Os objectos restantes são classificados como Cubewanos (que traduzido seria quebêuns, de QB1) caso se encontrem na cintura principal, em honra ao primeiro transneptuniano descorberto em 1992, e os Objectos Dispersos do Disco nas bordas externas da cintura dos quais se destaca 2003 UB313.

Planetóides

Aos maiores "planetas menores" com forma redonda tem sido atribuída a designação de planetóide, de forma a distingui-los dos asteróides, normalmente vistos com forma de batata. A forma esférica deve-se a que a gravidade destes planetóides ultrapassa a força da matéria que o compõe, levando a formas esféricas. O termo "planeta menor" também tem sido removido dos asteróides da cintura para classificar estes astros intermédios entre asteróides e planetas.

Cometas

Os cometas são compostos largamente por gelos voláteis e com órbitas bastante excêntricas, geralmente como um periélio dentro das órbitas dos planetas interior e com afilio para além de Plutão. Cometas com pequenos períodos também existem; contudo, os cometas mais velhos que perderam todo o seu material volátil são categorizados como asteróides. Alguns cometas com órbitas hiperbólicas podem ter sido originados de fora do sistema solar.

De momento, os astros da nuvem de Oort são hipotéticos e encontram-se em órbitas entre os 50 000 e os 100 000 UA, e pensa-se que esta região é a origem dos cometas de longo período.

O novo planetóide Sedna com uma órbita bastante elíptica que se estende por cerca de 76 a 928 UA, não entra como é óbvio nesta categoria, mas os seus descobridores argumentam que deveria ser considerado parte da nuvem de Oort.

Meteoros

Os meteoros são astros com dimensão entre 50 metros até partículas tão pequenas como pó. Astros maiores que 50 metros são conhecidos como asteróides. Controversa continua a dimensão máxima de um asteróide e mínima de um planeta. Um meteoro que atravesse a atmosfera da Terra passa a se denominar meteorito.

Teoria de Copérnico

Dia 24 de maio de 1543 morreu Nicolau Copérnico, autor do livro ( Das revoluções do mundo celeste ), em que afirmava sua nova teoria, em que afirmava o contrário do que se defendia na época, dizia ser o Sol, e não o pequeno planeta Terra o centro do sistema solar, a Terra seria apenas um dos planetas.

Tais idéias eram contrárias a teoria da igreja, as declarações desse grande astrônomo não incomodaram muito a Igreja a princípio, mas, alguns anos depois, outro grande astrônomo, chamado Galileo-Galilei, descobriu através de seu telescópio rudimentar, que a lua possuiu uma topografia irregular, cheia de vales, montanhas e crateras, alem de regiões mais planas denominadas mares.

Sua principal descoberta foi feita ao apontar o telescópio ao gigante Júpiter, la ele avistou 4 pequenos pontos, que giravam ao redor do planeta, tais luas passaram a ser chamadas até os dias de hoje satélites galileanos ( Io, Europa, Calisto e Ganimedes ) tal sistema visto em Júpiter, ocorria segundo ele em maior escala no sistema solar.

Suas idéias foram repudiadas pela igreja, que atrasou os estudos astronômicos, acusando-o de heresia, somente depois de muitos anos, seu trabalho foi aceito!

O sistema solar é formada por 9 planetas e por milhares de asteróides, alem de um cinturam de objetos kuiper alem da órbita de Plutão, por ordem de distância do sol estão Mércurio, Vênus, Terra, Marte, Jupiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão ( por vezes é Netuno o mais afastado devido a órbita de Plutão, que atravessa a de Netuno ).

Os planetas menores, de formação rochosa e mais próximos do Sol e um dos outros são chamados e planetas internos ( Mércurio, Vênus, Terra e Marte ), já os planetas mais afastados, de formação gasosa e gigantes em relação aos internos, são denominados planetas externos ( Jupiter, Saturno, Urano e Netuno, além de Plutão ).

O sistema solar nasceu a partir de uma gigantesca nuvem de gás e poeira, essas nuvens giram ao redor de um unico ponto, de maior gravidade onde se localizará no futuro a estrela ( Sol ), por efeito dessa rotação , a nuvem vai ganhando a forma de um globo, que concentra em seu nucleo a maior parte da massa e poeira, esse disco torna-se cada vez maior, mais quente, se condensando cada vez mais. O calor que isso resulta da inicio a transformação do hidrogênio em hélio, através desse processo, em que é liberado energia, desencadeia-se uma série de reações termonucleares que ativam o núcleo da nuvem, surge assim uma estrela.

Enquanto tudo isso ocorre no núcleo, na parte mais externa as nuvens também se adensaram até formar massas bem menores do que a estrela, essas massas se transformaram nos planetas, todas elas presas pela força maior do Sol, girando ao seu redor.

Esse processo que deu origem ao sistema solar, há 5 bilhões de anos, continua, estrelas semelhantes ao Sol nascem em muitos locais da galáxia, principalmente na nebulosa de órion, a cerca de mil anos luz da Terra. Essas estrelas e seus planetas são irmãos do sistema solar. pois o Sol emergiu do cinturão de Guold, do braço da espiral de Órion.

Fonte: pt.wikipedia.org

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