Girando ao redor do Sol existe um número incontável de pedaços de rochas, cujos tamanhos variam de milímetros a dezenas de metros: são os meteoróides. Eventualmente colidem com outro astro, podendo produzir crateras. Ao ingressarem na atmosfera terrestre com grandes velocidades, essas rochas são volatizadas pelo atrito tornando-se momentaneamente luminosas, sendo então chamadas meteoros. Se não forem totalmente desintegradas elas atingem o solo e aí são denominadas meteoritos. Um grande número de meteoróides penetra a atmosfera a cada dia.
A maioria destes detritos celestes são provenientes de asteróides e poucos vêm de cometas, da Lua e de Marte.
Como exemplo de crateras produzidas pela queda de meteoritos temos a cratera do Meteoro, nos Estados Unidos, com 1,2km de diâmetro e 200m de profundidade. O objeto que a originou caiu há 50 mil anos.
No Brasil temos uma cratera na serra da Cangalha (Maranhão), visível de avião. O mais famoso meteorito brasileiro, o Bedengó, está em exposição no Museu Nacional, na Quinta da Boavista, e pesa cerca de cinco toneladas.
A queda de um meteorito no México formou uma cratera com mais de 100km de diâmetro, responsável, pelo menos em grande parte, pela extinção dos dinossauros há 65 milhões de anos.
A presença de vegetação, vento e chuva dificulta a visualização e a permanência de crateras. Em planetas e satélites, onde não existe atmosfera, as crateras produzidas permanecem por muito tempo (milhares de anos), pois não há nenhum fenômeno local para destruí-las.
Há muito tempo o homem tem procurado planetas fora do Sistema Solar. Nos últimos anos, conseguimos identificar os primeiros astros do gênero. Até o momento mais de 80 planetas já foram descobertos, tendo na sua maioria o tamanho aproximado de Júpiter.
Todos foram descobertos indiretamente, ou seja, não foram vistos através de telescópios. Isso porque são bastante pequenos em comparação com a estrela que orbitam e não possuem luz própria, uma das características dos planetas.
A técnica utilizada para se detectar objetos tão pequenos e tão distantes consiste em observar desvios nos espectros (a impressão digital das estrelas) da estrela observada e, assim, determinar a massa do objeto que a orbita. Este desvio é conhecido como efeito Doppler, o mesmo de uma sirene de ambulância, quando ouvimos barulhos diferentes quando ela se aproxima e se afasta.
Esses planetas confirmam a suspeita dos astrônomos de que bilhões de planetas devem existir em nossa galáxia. É questão de tempo para conhecermos milhares deles.
Sabendo-se o diâmetro da Lua em quilômetros, é fácil obter-se a sua distância. Para isso, é só determinar o ângulo compreendido pelo limbo lunar.
Procure uma janela que esteja voltada, aproximadamente, ou para o nascente ou para o poente. Numa noite próxima à Lua cheia, cole duas tiras de esparadrapo ou fita isolante paralelas, separadas por 30mm aproximadamente, no vidro da janela. A observação deverá ser feita pouco depois do "nascimento" da Lua, se a janela estiver voltada para o nascente, ou pouco depois antes do seu ocaso, se a janela estiver voltada para o poente.

Agora, com apenas um olho aberto, procure ficar a uma distância tal que a Lua "toque" a parte interna das fitas. Feito isto, marque a posição em que seu olho se encontra com o auxílio da quina de livros empilhados até uma altura conveniente. Meça a distância com a maior precisão possível dos livros até as fitas, assim como a separação da parte interna das fitas.
A distância da Terra à Lua, em quilômetros, é obtida pela relação:
LF / distância da Lua = SF / diâmetro da Lua
SF = separação entre as fitas
LF = distância entre os livros até as fitas
diâmetro da Lua = 3.740km
Qual será o diâmetro do Sol em quilômetros? A experiência é semelhante à anterior.
O nosso astro é muito brilhante e vamos tirar proveito disto para efetuarmos a experiência. Usaremos o princípio da "câmara escura".
Use um pequeno espelho coberto por um papel preto em que foi previamente feito um furo de aproximadamente 4mm. Agora, projete a imagem refletida do Sol a uns 5 ou 7 metros de distância em um papel branco fixo em uma parede. Meça agora a distância precisa do espelho até a imagem, assim como o diâmetro da mesma. Será necessário apoiar o espelho em algum lugar para se obter uma imagem "imóvel", por pelo menos alguns segundos, para ser medida.
O diâmetro do Sol, em quilômetros, é dado por:
Diâmetro da imagem / Diâmetro do Sol = Distância da imagem ao furo / Distância do Sol à Terra
Obs.: Alguns céticos duvidam de que esta seja a imagem do Sol. Argumentam também que a imagem é circular porque o furo tem esta forma. Tente fazer furos em forma de triângulos ou quadrados, com as dimensões já especificadas, e terá imagens sempre circulares. O furo circular oferece resultados melhores.
Atividade: Representação do Sistema Solar
Nesta atividade vamos representar a proporção dos tamanhos do Sol e dos planetas,
além das distâncias dos planetas ao Sol. É interessante mostrar isso às crianças.
Tente fazer num jardim ou numa praça essa representação.
Se o Sol tiver um metro de diâmetro, os planetas terão os seguintes tamanhos:
|
Astro
|
Diâmetro
real (quilômetros)
|
Diâmetro
no modelo reduzido
|
|
Sol
|
1.390.000
|
1
metro
|
|
Mercúrio
|
4.880
|
3,5
milímetros
|
|
Vênus
|
12.100
|
8,7
milímetros
|
|
Terra
|
12.800
|
9,2
milímetros
|
|
Marte
|
6.800
|
4,9
milímetros
|
|
Júpiter
|
142.800
|
102,7
milímetros
|
|
Saturno
|
120.000
|
86,3
milímetros
|
|
Urano
|
51.200
|
36,7
milímetros
|
|
Netuno
|
49.500
|
35,6
milímetros
|
|
Plutão
|
2.300
|
1,6
milímetros
|
Suponhamos, agora, que a distância Sol-Terra seja de um metro; as distâncias dos outros planetas e o tempo necessário para um avião chegar ao Sol viajando a 1.000 quilômetros por hora seriam:
|
Astro
|
Distância
real (quilômetros)
|
Distância
em escala reduzida (metros)
|
Tempo
de viagem de avião (anos)
|
|
Mercúrio
|
58.000.000
|
0,39
|
6,6
|
|
Vênus
|
108.000.000
|
0,72
|
12,2
|
|
Terra
|
150.000.000
|
1
|
17,0
|
|
Marte
|
228.000.000
|
1,52
|
26,0
|
|
Júpiter
|
778.000.000
|
5,19
|
88,7
|
|
Saturno
|
1.430.000.000
|
9,53
|
162,7
|
|
Urano
|
2.870.000.000
|
19,213
|
327,2
|
|
Netuno
|
4.497.000.000
|
29,98
|
512,9
|
|
Plutão
|
5.914.000.000
|
39,42
|
673,2
|
|
estrela
Alfa Centauri
|
43
trilhões
|
287
quilômetros
|
4,9
milhões
|
Fonte: www.rio.rj.gov.br