A região exterior do Sol, comumente denominada atmosfera, compõe-se das seguintes camadas sucessivamente superpostas: a fotosfera, a cromosfera e a coroa
As radiações observáveis provém da fotosfera, o disco visível do Sol, que apresenta uma espessura de aproximadamente 400 km. A temperatura na fotosfera varia de 10.700 graus Celsius a 4.200 graus Celsius, do interior para o exterior. Sua imagem revela duas estruturas dominantes, as manchas solares e as granulações.

Quando muito extensas, as manchas solares podem ser vistas a olho nu, como notáveis formações escuras, durante o nascer e o pôr-do-sol. Seu aspecto escuro deve-se ao fato de ser a temperatura das manchas solares cerca de 1.200 graus Celsius inferior à da fotosfera. Encontra-se na fotosfera também uma fina e variável granulação, que parece brilhante em contraste com o fundo escuro. Com diâmetro entre 300 e 1.500 km, essas granulações têm uma vida média de aproximadamente 25 minutos e resultam da rapidíssima ascensão dos gases provenientes do interior quente do Sol.
Acima da fotosfera se estende a cromosfera, camada com espessura aproximada de dez mil quilômetros e bem menos brilhante do que a fotosfera. Apresenta uma coloração alaranjada que só pode ser observada quando ocorre um obscurecimento do disco solar, como, por exemplo, durante eclipses totais do Sol. Nessas ocasiões, a cromosfera torna-se um arco brilhante e colorido, do qual partem raias de grande luminosidade e que indicam a presença de cálcio, hélio e hidrogênio em sua composição.

Ao contrário do que ocorre na fotosfera, a temperatura na cromosfera aumenta do interior para o exterior. Essa camada é, na verdade, uma faixa de transição entre a cromosfera fria e a coroa quente. Sua temperatura varia de 4.200 graus C a 100.000 graus C. É na cromosfera que se registram os fenômenos solares mais notáveis: as espículas, as protuberâncias e as erupções solares.

De forma irregular, a coroa é a camada mais larga e externa da atmosfera solar. Estende-se por mais de 13.000.000 km a partir da fotosfera, mas não tem limites definidos, podendo variar em forma e tamanho. Caracteriza-se por variações de forma e de largura que costumam acompanhar o ciclo das manchas solares.

Coroa Solar
Divide-se em duas regiões: a interna, também denominada coroa k, que forma um espectro contínuo, da mesma cor do Sol, e no qual se destacam as raias brilhantes de emissão; e a externa, ou coroa F, que apresenta um espectro idêntico ao Espectro de Fraunhofer normal.
A coroa é o enorme envoltório luminoso do Sol, constituído de plasma (gás quente ionizado) a aproximadamente dois milhões de graus centígrados. A elevada temperatura provoca uma evaporação constante dos átomos que a compõem, o que produz o chamado vento solar, um fluxo de partículas carregadas, principalmente prótons e elétrons, que são ejetadas pelo astro para o meio interplanetário, por meio dos buracos da coroa solar aquecida com distâncias máximas de cem unidades astronômicas a partir do Sol.
A cauda dos cometas, apontam sempre no sentido oposto ao sol, é formada pelo vento solar que varre a matéria do núcleo do cometa para o espaço. Sua influência se faz sentir até os limites da órbita terrestre, incluindo as tempestades magnéticas, que perturbam o campo magnético terrestre com as emissões ondulatórias e corpusculares, oriundas das regiões ativas do Sol.

Além das camadas citadas anteriormente, existe, fora da atmosfera solar, a heliosfera, região periférica do Sol, preenchida pelo vento solar,. A região é limitada pela Heliopausa. Estudos desta região com instrumentos acondicionados nas espaçonaves Pioneer e Voyager confirmam que a heliosfera estende-se para além do sistema solar, possivelmente até uma distância de 100 unidades astronômicas a partir do Sol.

Fonte: geocities.yahoo.com.br