Embora a física solar tenha sido iniciada com a observação telescópio das manchas solares, em 1610, por Galileu (figura abaixo), seu autêntico desenvolvimento só foi possível com a introdução da análise espectral.

A análise espectral, além de ser uma ferramenta poderosa para os químicos, foi imprescindível na astronomia moderna, que consegui direcionar seus espectroscópios para as mais distantes estrelas, obtendo preciosas informações sobre sua composição química a partir da análise espectral. O procedimento dessa análise é verificado quando uma substância chega a tal ponto de aquecimento, emitindo luz de uma freqüência característica (cor), que pode ser usada para identificar a substância através de um processo analítico.
Após a decomposição da luz solar por um prisma, obtida por Newton (veja sua foto abaixo), em 1766, Wollaston observou, em 1802, as raias de absorção do espectro solar, que foram classificadas por Fraunhofer, em 1814. O aperfeiçoamento por W. Simans, em 1840, de um colimador, tornou possível a construção de um atlas do espectro solar.

A interpretação das raias de absorção e o enunciado das leis de irradiação, por Kichhoff, possibilitou a William Huggins, na Inglaterra, Angelo Secchi, na Itália, e H. Vogel, na Alemanha, desenvolverem as bases das classificações estelares. No século XIX só a fotosfera, camada exterior ao Sol, era observável. As outras camadas da atmosfera solar, a cromosfera e a coroa, só eram acessíveis durante os eclipses solares.

O primeiro progresso na técnica observacional dessas camadas exteriores foi obtida pelo físico e astrônomo francês Jules César Pierre Janssen (1824-1907) e pelo astrônomo inglês Sir Joseph Norman Lockyer (1836-1920), que desenvolveram um espectro heliográfico que permitia a observação das protuberâncias fora dos eclipses. Lockyer denominou o hélio a nova linha descoberta no espectro do Sol, 27 anos antes de William Ransay detectar a presença do elemento na Terra. Em 1930, o astrofísico francês Bernard Lyot (1897-1952) demonstrou que o véu de luz parasita dilui, completamente, a possibilidade de observar a luz da coroa solar, mesmo no alto das montanhas, onde o brilho do céu é bastante fraco, é oriundo da difusão no instrumental de observação. Assim, a difração pelo bordo da objetiva, a difusão pela poeira e ranhuras da superfície óptica e a bolha de ar das objetivas, são os grandes responsáveis por aquela difusão. Fundamentado nessas considerações, Lyot inventa uma luneta, denominada coronógrafo, que, eliminando e minimizando aqueles efeitos, permite, desde 1930, a observação da coroa fora dos eclipses.

Mais tarde, em 1933, Lyot desenvolveu um método para detectar a coroa com luz monocromática, utilizando a propriedade do espectro coronal de comportar em certo número de raias de emissão que podem ser de dez a cem vezes mais brilhantes do que o espectro contínuo vizinho. Lyot empregou nas observações monocromáticas um filtro do tipo brilhante birrefringente de Lyot, que isola uma faixa muito estreita de comprimento de onda , centrado sobre uma determinada emissão coronal. Em 1950, o emprego de fotomultiplicadoras permitiu o surgimento de um novo instrumento - o coronômetro de Lyot - , que fornece o perfil de uma única raia de emissão de determinada raia do espectro.
Assim, foi o Sol a única estrela acessível à observação em detalhe, o que permitiu a formação da base espectroscópica atualmente empregada no estudo da estrutura estelar. Com efeito, para conhecer os fenômenos que se desenvolvem no Sol foi necessário determinar, a priori, a sua constituição química. Ora, isso só foi possível com a espectroscopia.
A luz solar estimula o espessamento da pele e a formação de pigmentos melânico; tal processo é mais acentuado nos morenos. Nestes a pele escurece por igual, nas partes expostas, ao passo que nos louros e nos ruivos o escurecimento é muito discreto e a melanina tende a concentrar-se em pequenas manchas (sardas). Observa-se, também, que as radiações solares provocam regiões cutâneas mais ou menos acentuadas (queimaduras de sol), conforme seja a pessoa mais ou menos sensível a elas.
Os epiteliomas são de dois tipos (basocelular e espinocelular) de estrutura e de malignidade diferentes. Instalam-se, geralmente, sobre certas dermatoses preexistentes (queroses, radiodermites, queimaduras extensas etc.) e são favorecidas pela luz solar. Raros em negros (o pigmento protege a pele, mais comuns em clima quente, aparecem, quase sempre, no rosto e incidem com maior freqüência em indivíduos prolongadamente expostos a sol intenso (agricultores, marinheiros, pescadores, etc).

Câncer é uma doença em que as células se multiplicam sem controle, dessorem o tecido são e põem em risco a vida. Cerca de 100 espécies de câncer atacam o ser humano. O câncer é uma das principais causas de morte em muitos países. No Brasil, só é superado pelas doenças infecto-contagiosas e pelas doenças do sistema circulatório. O câncer, além dos seres humanos, também ocorre na maioria das espécies animais e em muitas espécies de plantas.
Causas do Câncer de Pele
A maioria dos especialistas concorda em que as pessoas desenvolvem câncer, principalmente, em razão de contato repetido ou prolongado com um ou mais agentes causadores de câncer, que são chamados de carcinógenos. Além disso, os cientistas suspeitam que as pessoas podem herdar uma tendência a desenvolver a doença.
Existem dois tipos principais de carcinógenos que podem consistir de várias substâncias químicas ou certas formas de radiação. Certas espécies de radiação produzem câncer em pessoas expostas por longos períodos a tais radiações. Por exemplo, a maioria dos casos de câncer de pele são provocados pelos raios ultravioleta do Sol. A doença, portanto, afeta, principalmente, as pessoas que tomam banhos de Sol e as que trabalham ao ar livre.

Vitaminas
As vitaminas são fatores de natureza orgânica que atuam, em diminuta quantidade, como agente catalítico indispensável à nutrição de animais. O Sol está estritamente relacionado a uma espécie de vitamina, denominado calciferol.
Também chamada de vitamina D, teve a sua descoberta proporcionada a partir de óleos ricos em Vitamina A. O aquecimento a 100 º C destruía essa vitamina e mantinha essa atividade anti-raquítica do óleo. A irradiação, pela luz ultravioleta, de alimentos que contêm ergosterol dá lugar à formação de vitamina D. A deficiência (raquitismo/osteoporose) ocorre nas regiões de baixa luminosidade solar. O excesso pode causar a calcificação dos tecidos não ósseos.
Fonte: geocities.yahoo.com.br
O Sol, nossa fonte de luz e de vida, é a estrela mais próxima de nós e a que melhor conhecemos. Basicamente, é uma enorme esfera de gás incandescente, em cujo núcleo acontece a geração de energia através de reações termo-nucleares. O estudo do Sol serve de base para o conhecimento das outras estrelas, que de tão distantes aparecem para nós como meros pontos de luz.

Foto do Sol na linha Halfa do hidrogênio, obtida pelo National
Solar Observatory, EUA. Os filamentos escuros são proeminências.


Apesar de parecer tão grande e brilhante (seu brilho aparente é 200 bilhões de vezes maior do que o de Sírius, a estrela mais brilhante do céu noturno), na verdade o Sol é uma estrela bastante comum. Suas principais características são:
| Massa | M = 1,989 x 1030 kg |
| Raio | R = 696 000 km |
| Densidade média | |
| Densidade central | |
| Distância | 1 UA = 1,496 x 108 km |
| Luminosidade | L=3,9×1026 watts=3,9×1033 ergs/s |
| Temperatura efetiva | Tef = 5785 K |
| Temperatura central | Tc = 10 000 000 K |
| Magnitude absoluta bolométrica | Mbol = 4,72 |
| Magnitude absoluta visual | MV = 4,79 |
| Tipo espectral e classe de luminosidade | G2 V |
| Índices de cor | B-V=0,62 |
| U-B=0,10 | |
| Composição química principal (No) | Hidrogênio = 91,2 % |
| Hélio = 8,7% | |
| Oxigênio = 0,078 % | |
| Carbono = 0,043 % | |
| Período rotacional no equador | 25,67 d |
| na latitude 75° | 33,40 d |