Somalia fez-se tristemente famosa pelas fomes e os conflitos entre clãs pela obtenção do poder e que obrigaram à ONU em 1992 a tomar o controle do país. O principal atrativo de Somalia, suas extensissimas praias, fica opacado pela perigosidade que hoje implica aproximar-se a um território em permanente estado de guerra civil.
Somalia tem uma extensão de 637.000 quilômetros quadrados, e está situada ao leste do continente, no chamado "Chifre da África". Limita-se pelo norte com Yibuti e o Golfo de Adén, pelo leste com o Oceano Indico, pelo sul com a Quênia e pelo oeste com a Etiôpia.
Ao norte e nordeste existe uma região montanhosa, mas a maior parte do país é um planalto. Para o oeste começa a Cordilheira de Golis, onde ficam as maiores altitudes do país (Surude Ad, 2.408 metros).
O terreno semi-desértico e as elevadas temperaturas não permitem uma vegetação abundante, e reduzem a fauna a espécies como camelos, ovelhas e cabras.
A costa somalí fez em seu tempo parte da extensa rede árabe de comércio pelo Oceano Índico. A sua prosperidade ficou estragada quando os portugueses descobriram a Rota à Índia através do Cabo de Boa Esperança.
A princípios do século XX, Somalia era partilhada por italianos - que controlavam o sul - e Ingleses, que dominabam o norte. Ambas as partes uniram-se quando Somalia obtive sua independência em 1960. Nove anos depois, um golpe de estado deu o poder a Mohamed Siade Barre, que instaurou um radical sistema socialista, ganhando a amizade de Moscou, embora só até finais dos 70, quando Barre descobriu que a antiga URSS também armava seu vizinho e inimigo, Etiópia.
Contrariamente ao que acontece nos outros países da região, os somalíes pertencem todos à mesma tribo, embora repartidos em diferentes clãs. Esta diferença faz com que a história somalí dos últimos anos fique reduzida à luta dos diferentes claãs por obter mais influência no governo do país.
As lutas internas e a falta de poder obrigaram às forças da ONU a intervir em 1992, embora o ressultado não foi todo o satisfatório que se esperava, retirando-se as tropas em 1994 após ter-se logrado uma precária paz e ter-se instalado um governo interino.
As lutas continúam, segue sem ter um governo renconhecido e, pior, não se enxerga a possível solução em um futuro próximo.
É difícil expor as manifestações culturais e artísticas de um país que têm-se envolvido, desde há muito tempo, em enfrentamentos bélicos, fomes e extrema pobreza. O que pode ser resgatado, são os restos de algumas cidades com clara influência árabe.
A capital da Somalia foi fundada no século X d.C., e alcançou o seu esplendor no XIII graças a sua posição no comércio através do Oceano Índico com a China e a Pérsia. Antes da guerra, os lugares de interesse incluiam o Hammaweinou a original cidade de Mogadishu, uma das mais belas vistas da costa leste africana.
Para conhecer como vivem os somalies, nada melhor que visitar o Mercado junto à Rodoviária, ou o Mercado de Gado, chamado Suuqa Xoolaha. Os arredores estão cheios de formosas praias, sendo a mais popular a de Gazira. Também existem numerosas e tranquilas calas, mas é preciso ter cuidado com a presença de tiburões nelas.
Em Brava, uma preciosa cidade árabe antiga, é obrigatório visitar os talheres de pele e adquirir sandálias que os artesões elaboram neles.
Merca é outra maravilhosa cidade árabe, a 100 quilômetros ao sul de Mogadishu. A 5 quilômetros da cidade encontra-se a Praia de Sinbusi, limpa, tranquila e de águas transparentes. Pode-se alugar cabanas na mesma praia, e não há perigo de tiburões graças a um banco de areia que impede a aproximidade.
Falar em gastronomia na Somalia não deixa de ser um pouco irónico. A dieta normal está composta de arroz, macarrão ou spaguetti com algo de molho. Ocasionalmente encontra-se carne de cabra, ovelha ou camelo. O desjejúm habitual na Somalia é o fígado frito (de ovelha, camelo ou cabra) com pão e cebola.
O chá é consumido abundantemente, em diferentes qualidades. Água só pode ser bebida engarrafada.
Os artesões somalíes distinguem-se pelo fino talhado de madeiras e o trabalho em peles, especialmente certos tipos de calçado ligeiro, sem esquecer alguns tecidos de grande colorido.
Os artesões somalíes distinguem-se pelo fino talhado de madeiras e o trabalho em peles, especialmente certos tipos de calçado ligeiro, sem esquecer alguns tecidos de grande colorido.
A austeridade das leis muçulmana s e a guerra civil reduzem ao mínimo as possibilidades de entretenimento na Somalia. Suas praias poderiam ser o lugar ideal para praticar esportes náuticos.
A festa nacional da Independencia é o 1 de Julho (Fundação da República). Somalia é regida pelo calendário muçulmano para estabelecer suas festas.
Vôos entre Nairobi e Mogadishu, sempre e quando não tenha combates na capital somali. Por rações de seguridade, não há vôos interiores.
No há transporte marítimo estabelecido entre Somalia e outros países.
Existe uma rede regular de ônibus entre as principais povoações do sul, mas muito poucos no norte. A maioria viajam de noite para evitar o calor e os ataques aéreos. Dado o estado de guerra, não pode-se dizer quais serviços continúam funcionando.
Fonte: www.rumbo.com.br
República Democrática Somali
637.660 km2
11 milhões de habitantes (est. 2004)
3,3% (2003)
27,9% (2001)
Mogadíscio (800 mil habitantes – est. 2004)
Hargeysa (500 mil hab.), Gaalkacyo, Kismaayo
Somalis (85%); bantus e outros (15%)
Somali (of.); árabe; italiano; inglês
Islâmica sunita
47 anos (2003)
Governo de transição, recém-eleito
Abdullahi Yusuf Ahmed
Ali Mohammed Ghedi
Abdullahi Sheikh Ismail
1,5 bilhão (1995)
Crescimento anual
150 (1995)
2,8 bilhões (2003)
Reservas internacionais
100% (2000)
Xelim Somaliano (US$ 1 = 19.500 XS)
274 milhões (2004 – janeiro/junho)
63 milhões
211 milhões
44,5 milhões (2004 – dados preliminares)
44,3 milhões
199 mil
Açúcar
Peles
A Somália está situada no chamado “Chifre da África”, confinando com o Mar Vermelho, Quênia, Etiópia e Djibuti. O país tem uma extensão de 637 mil km2 e população de 11 milhões de habitantes, com renda per capita em torno de US$ 150 (dado este de 1995). A principal cidade e capital do país é Mogadíscio, com população de 800 mil habitantes. A língua oficial é o somali, sendo os idiomas árabe e italiano, no Sul, e o inglês, no Norte, bastante difundidos.
Desde a guerra civil no início dos anos 90, a Somália encontra-se desestruturada em termos governamentais e administrativos. A situação tornou-se caótica, com diversas facções lutando entre si. Desprovida de um governo central por mais de uma década, o país não tem serviços públicos, partidos políticos, banco central, força policial ou qualquer outra estrutura típica de um Estado. Em 2004, formou-se Governo transitório, que deverá ser ainda instalado no país (as eleições e a posse ocorreram no vizinho Quênia).
Durante os séculos XV e XVI, mercadores portugueses estabeleceram vários entrepostos comerciais ao longo do litoral da atual Somália. Com a expulsão dos portugueses, a região passou a ser controlada pelo Sultão de Zanzibar. Em meados do século XIX, comerciantes ingleses da British East India Company aportaram na região norte do litoral, que ficou sob o domínio da Inglaterra a partir de 1886. A Itália, por sua vez, consolidou sua presença ao longo do litoral sul, mediante uma série de acordos comerciais com o Sultão de Zanzibar. Em 1908, estabeleceu-se a colônia italiana da Somalilândia, incluindo territórios hoje pertencentes ao Quênia e à Etiópia.
Após a Segunda Guerra Mundial, o território italiano foi colocado sob mandato internacional da ONU, permanecendo a parte britânica sob jurisdição da Inglaterra. Em 26 de junho de 1960, a Somália britânica tornou-se independente. Com a independência da parte italiana, cinco dias depois, os territórios uniram-se e formaram a República da Somália. Em junho de 1961, mediante referendo nacional, promulgou-se a primeira Constituição do país, estabelecendo um sistema de governo parlamentarista inspirado nas democracias européias, liderado pelo Primeiro-Ministro Mohamed Egel. Surgiram diversos partidos políticos, cobrindo todo o espectro ideológico e representando os mais variados interesses étnicos.
Em meados da década de 60, as forças políticas haviam-se polarizado em duas correntes principais: a) o movimento pan-somali, defendendo a idéia de uma “grande Somália”, que incorporaria territórios habitados por populações de origem somali no Quênia e na Etiópia; b) a corrente modernista, cujas prioridades eram o desenvolvimento sócio-econômico, bem como a melhoria do relacionamento com os vizinhos africanos. Em outubro de 1969, golpe militar liderado pelo General Siad Barre derrubou o Governo civil, então enfraquecido pela desfavorável situação administrativa e pelas acusações de corrupção.
Estabeleceu-se o Conselho Supremo Revolucionário, que passou a exercer todas as funções do Governo. Em seguida, Siad Barre decretou a adoção do socialismo, dando início ao processo de sovietização da economia, mediante a estatização dos meios de produção e imposição de rígido controle sobre a imprensa. A Somália tornou-se o principal aliado de Moscou na região, com a assinatura, em 1974, do Acordo de Amizade e Cooperação entre os dois países.
Em 1977, Siad Barre, sentindo-se suficientemente consolidado no poder para relançar a idéia de uma “grande Somália”, invadiu a região de Ogaden, na Etiópia. No entanto, a União Soviética não apoiou o projeto expansionista, sobretudo contra um país que então era alvo de ofensiva diplomática do Kremlin no Chifre da África. Moscou abandonou seu aliado anterior, passando a apoiar a Etiópia com ajuda financeira e militar. Em 1978, forças etíopes equipadas pelos soviéticos e apoiadas por cerca de 15 mil soldados cubanos expulsaram o exército somali da região invadida.
Com a retirada soviética, Siad Barre recorreu a Washington para a obtenção de ajuda financeira e militar. Dada a presença soviética em pontos estratégicos da região (Etiópia, Iêmen do Sul), EUA e Somália assinaram, em agosto de 1980, acordo de cooperação militar que colocou o país africano na órbita norte-americana.
Ao longo dos anos 80, o Governo Barre passou a ser contestado por grupos de oposição em todo o país. Numa conjuntura econômica de franco declínio e com milhares de pessoas deixando o país, surgiram dois movimentos rebeldes determinados a derrubar o regime, o Congresso Somali Unido (USC) e o Movimento Nacional Somali (SNM). Em março de 1991, golpe apoiado pelo exército, USC e SNM derrubou o Presidente Siad Barre. Logo em seguida, a aliança se desfez, provocando o colapso do governo central e mergulhando o país em longa guerra civil, com a proliferação de facções armadas por todo o território.
Desde então, treze conferências foram promovidas na tentativa de dar fim aos conflitos internos e restabelecer um governo na Somália. O organismo sub-regional IGAD (Autoridade Intergovernamental sobre Desenvolvimento), do qual fazem parte Djibuti, Eritréia, Etiópia, Quênia, Somália, Sudão e Uganda, somou-se a esses esforços de pacificação em 1997 e organizou a conferência de Arta, realizada em 2002, da qual resultou a formação do Governo Nacional de Transição (GNT). Pela declaração de Eldoret, assinada em 27 de outubro de 2002, previu-se a cessação de hostilidades. O novo Governo não conseguiu, no entanto, impor sua autoridade ao conjunto do país, que permaneceu dividido entre facções em luta.
Novos esforços vieram a ser empreendidos no âmbito sub-regional a partir de 2003, com a ativa participação da Etiópia, Quênia e Uganda. Em eleição realizada no território do segundo país no ano seguinte, foram escolhidos os 275 membros do novo Parlamento Transitório da Somália. Até o final de agosto, 258 desses parlamentares haviam tomado posse em cerimônias realizadas na sede da ONU em Nairóbi.
Em 10 de outubro de 2004, o Sr. Abdullahi Yusuf Ahmed foi eleito Presidente da Somália por cento e oitenta e nove parlamentares somalis reunidos em Nairóbi, no Quênia. A posse do mandatário ocorreu quatro dias mais tarde, na mesma capital, com a presença de homólogos do Quênia, Burundi, Djibuti, Nigéria, Ruanda, Uganda e Iêmen.
Não obstante o tom geral otimista dos discursos proferidos por ocasião da posse de Abdullahi, considerada como exemplo da nova disposição da África de atacar e resolver seus problemas por si mesma, são muitos os obstáculos à pacificação, unificação e restabelecimento de um Estado somali política e economicamente estruturado. Abdullahi nomeou, posteriormente, Ali Mohammed Ghedi como Primeiro-Ministro para formar o novo governo. Desde então, prosseguem os passos destinados a viabilizar o restabelecimento, no território da Somália, das instituições recém-constituídas. Entre esses passos, encontram-se a formação de força de paz da União Africana (conforme proposta da IGAD) e iniciativas para angariar recursos, na esfera internacional, como a conferência de doadores originalmente programada para o mês de abril de 2005, em Nairóbi, com o apoio da ONU, e que veio a ser adiada.
A restauração institucional representa um grande desafio, pois as divisões internas persistem e são profundas. Exemplo nesse sentido consiste no território da Somalilândia, que se declarou independente em 1991, mesmo sem haver obtido reconhecimento internacional (apesar de contar com a simpatia de alguns países na África e na Europa). Seus dirigentes não quiseram participar do processo de paz e já se manifestaram contrariamente a qualquer pretensão territorial do novo Governo. Além desse foco de rebeldia, facções somalis fazem objeção ao Presidente recém-eleito. É o caso do grupo comandado por Hussein Mohammed Aideed, que domina boa parte de Mogadíscio. No próprio colégio parlamentar que elegeu Abdullahi, noventa e sete representantes teriam deixado de assistir à posse do Presidente em aparente sinal de desconformidade.
O novo mandatário tem recebido o apoio de países como Quênia, Uganda, Etiópia e Djibuti. As perspectivas são de que intenso esforço de conciliação ainda se fará necessário, todavia, para superar a longa crise vivida pela Somália e favorecer a captação de recursos para a reconstrução daquele país.
No segundo semestre de 2005, contudo, agravaram-se as tensões entre as duas principais facções do Governo Transitório - a liderada, de um lado, pelo Presidente Transitório Yusuf e pelo Primeiro-Ministro Geddi, e aquela chefiada, de outro, pelo líder do Legislativo, Sharif Hassan Sheikh Adan. As divergências dizem respeito à hesitação, pelo Presidente Yusuf, em instalar o Governo Transitório na capital, Mogadíscio, por alegada falta de segurança. O conflito entre os dois grupo dificulta a imposição do embargo de armas determinado ao país pela Resolução 733 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, de 23/1/1992.
A economia depende basicamente da agricultura e de atividades pastoris. Desde o colapso do governo central, em 1991, são limitadas as estatísticas sobre o desempenho econômico do país. Segundo dados do FMI relativos a 1995, o PIB naquele ano teria sido da ordem de US$ 1,5 bilhão, correspondendo a uma renda per capita de US$ 150. Segundo outras fontes, a taxa de inflação anual atingiu 100%, em 2000, enquanto que a dívida externa chegou a US$ 2,8 bilhões em 2003.
Bem antes dos conflitos internos do início dos anos 90, a Somália já se encontrava em crise econômica. A partir de 1980, entabularam-se negociações com o FMI com o objetivo de modificar a estrutura produtiva e introduzir uma economia de mercado. Como o Governo não foi capaz de seguir as recomendações propostas, o Fundo suspendeu negociações com o Governo somali em 1986.
A Somália passou então a depender cada vez mais da ajuda financeira internacional, que veio, contudo, a ser objeto de redução significativa, passando de US$ 630 milhões, em 1992, para US$ 170 milhões, em 1996.
Apesar dos problemas enfrentados, o valor do comércio exterior em ambas as direções vem crescendo no período mais recente : de 381 milhões de dólares, em 2000, atingiu US$ 529 milhões em 2003, com exportações de US$ 108 milhões e importações de US$ 421 milhões. A pauta de exportações consiste basicamente de animais vivos (cabritos, camelos), peixes e peles animais. Os principais compradores têm sido os Emirados Árabes Unidos, Iêmen e Índia. As importações, financiadas com recursos da cooperação internacional, compreendem ampla gama de produtos, como açúcar, cereais, combustíveis e manufaturados diversos, provenientes do Djibuti, Quênia e países árabes (entre 2002 e 2003, as exportações brasileiras de açúcar representaram 10 e 5,9% das compras totais da Somália).
Até o colapso do governo central, no início dos anos 90, a Somália seguiu uma política externa pragmática, voltada para a obtenção de ajuda financeira e militar. Graças à sua localização estratégica no Chifre da África, a Somália foi alvo de atenção por parte das grandes potências. A breve aliança com Moscou foi rompida em 1977, quando o Kremlin passou a apoiar a Etiópia, que então lutava contra a invasão somaliana no território de Ogaden. A partir de 1978, a Somália voltou a alinhar-se com o Ocidente, beneficiando-se da ajuda militar norte-americana e passando a depender, cada vez mais, da cooperação prestada sobretudo pelos EUA e Itália – reduzida posteriormente, conforme antes comentado, em função da guerra civil no país africano.
Desde 1991, os Estados vizinhos (Djibuti, Etiópia, Quênia) têm procurado estimular a reconciliação interna na Somália e deverão contribuir para a formação da força de paz da União Africana, destinada àquele país. A situação somaliana tem sido igualmente objeto de acompanhamento no âmbito das Nações Unidas.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros e Vice-Primeiro-Ministro é Abdullahi Sheikh Ismail.
A Embaixada do Brasil em Mogadíscio foi criada em fevereiro de 1987, sendo cumulativa com a Missão brasileira em Nairóbi, Quênia. A representação da Somália junto ao Governo brasileiro é feita pela Missão Permanente daquele país junto às Nações Unidas.
O início da guerra civil na Somália, em 1991, não deu tempo a que se desenvolvessem as relações entre o Brasil e aquele país, razão pela qual não há registro de troca de visitas entre autoridades, de acordos ou de iniciativas bilaterais nos campos da cooperação técnica ou empresarial. Pelos dados disponíveis, apenas a empresa brasileira ENCAL S.A. atuou na Somália em 1981, tendo efetuado levantamento aerofotográfico de parte do território somaliano. O relacionamento bilateral poderá vir a ser desenvolvido futuramente, à medida que evolua o processo de restauração institucional na Somália, tomando-se por base a prioridade que o Governo do Presidente Lula da Silva vem atribuindo à África, bem como o interesse já expressado por autoridades somalis na cooperação com o Brasil.
Em visita ao Embaixador do Brasil em Nairóbi, onde ainda se encontra instalado o Governo recém-constituído da Somália, o Ministro do Exterior, Abdullahi Ismail, agradeceu a manifesta disposição brasileira de colaborar com os países afetados pelo tsunami do final de 2004 e indicou algumas áreas de interesse, como a agroalimentar (cooperação técnica para recuperar a produção agrícola), a prospecção de petróleo; a inversão de capitais em infra-estrutura e a concessão de bolsas-de-estudos.
O Ministro Ismail representou seu país na Cúpula América do Sul-Países Árabes, realizada em Brasília nos dias 10 e 11 de maio de 2005.
O intercâmbio comercial entre o Brasil e a Somália, apesar de modesto, teria dobrado de valor de 2003 para 2004, de acordo com dados preliminares. No primeiro ano, somou US$ 21, 678 milhões (US$ 21,632 milhões de exportações e 45 mil dólares de importações), havendo crescido para US$ 44,545 milhões em 2004, com exportações de US$ 44,346 milhões e importações de 199 mil dólares. Açúcares e produtos de confeitaria respondem por quase cem por cento das vendas brasileiras à Somália. De maneira semelhante, as compras brasileiras concentram-se, quase integralmente, em peles e couros procedentes daquele país.
Fonte: www2.mre.gov.br
A Somália é uma nação semidesértica situada no chamado Chifre da África, no nordeste do continente. O norte montanhoso fica às margens do golfo de Áden. O sul é uma planície que acompanha o oceano Índico, com savanas e fauna diversificada. O deserto de Ogaden, que integrava o centro do território somali, é entregue à vizinha Etiópia pelos ingleses. O país tenta sem sucesso reconquistá-lo, numa guerra que dura 11 anos. A população vive na região há milênios e constitui-se, na maioria, de pastores nômades de rebanhos de camelo - o maior do mundo - e de outros animais. Apesar de pertencer a uma mesma "tribo" e falar a mesma língua, o povo somali encontra-se dividido em clãs rivais, que estão em guerra civil desde 1991. Tropas estrangeiras intervêm na Somália entre 1992 e 1995, mas fracassam na tentativa de pacificar o país, também abalado pela seca e pela fome.
Na Antiguidade, a região fornece especiarias, mirra e incenso ao Egito e Oriente Médio. A partir do século VII, os árabes instalam na costa entrepostos comerciais que evoluem para sultanatos, enquanto o interior continua dominado por pastores nômades. Os portugueses ocupam o litoral nos séculos XV e XVI. No início do século XIX, as cidades litorâneas são incorporadas ao Império Turco-Otomano. Os britânicos conquistam o norte do país e instalam o protetorado da Somalilândia. O sul torna-se colônia italiana em 1904. No começo do século XX eclode uma rebelião contra o colonialismo britânico liderada por Mohammed Abdullah, derrotado após 20 anos de guerrilha. Em 1936, a Itália invade a Etiópia e passa a dominar o extremo leste da África. Em 1941, durante a II Guerra Mundial, a Somália italiana é ocupada pelos britânicos. O movimento nacionalista ganha impulso em 1945 com a formação de organizações anticolonialistas. No pós-guerra, o Reino Unido entrega à Etiópia o deserto de Ogaden, que fazia parte da Somália, provocando indignação entre os somalis. Uma decisão da ONU dá à Itália mandato para administrar temporariamente sua ex-colônia no sul da Somália. A independência ocorre em 1960, com a retirada de italianos e britânicos e a unificação da Somália, que se torna uma República. Em 1969, um golpe militar leva ao poder o general Siad Barre.
Tensões com a Etiópia pela posse de Ogaden, habitado por somalis, levam à invasão do território pela Somália em 1977, deflagrando a Guerra do Chifre da África. A URSS, até então aliada do regime somali, muda de lado e apóia a Etiópia. A Somália volta-se para os EUA. Em 1978, as tropas somalis são expulsas de Ogaden pela Etiópia com a ajuda de soldados cubanos. Um milhão de somalis que viviam em Ogaden tornam-se refugiados na Somália. Combates prosseguem em Ogaden até a assinatura do acordo de paz, em 1988, que incorpora a região à Etiópia.
O general Barre governa ditatorialmente até 1991, quando é derrotado por uma coligação de grupos rebeldes e foge do país. As facções vitoriosas estão divididas, e a Somália passa a ser uma nação sem governo, com mais de 20 clãs armados lutando entre si. Os principais pertencem ao Congresso da Somália Unificada (USC), movimento dividido em duas facções rivais: uma liderada pelo presidente interino Ali Mahdi Mohammed e outra chefiada pelo general Mohammed Farah Aidid, que, em 1992, funda a Aliança Nacional da Somália (SNA). Outro grupo expressivo é o clã Isac, reunido no Movimento Nacional da Somália (SNM), que conquista o norte e autoproclama a "República da Somalilândia" em abril de 1991-não reconhecida internacionalmente.
Nesse ambiente de caos a fome se alastra. Entidades humanitárias estrangeiras enviam alimentos, que são confiscados pelos grupos armados, em especial pelo clã de Aidid. Tropas dos EUA intervêm na Somália, com autorização da ONU, em 1992. No ano seguinte são substituídas por uma força de paz da ONU, a Unosom, que também entra no combate contra a guerrilha de Aidid. Pouco depois, os EUA retornam com tropas especiais e bombardeiam posições de Aidid, sem derrotá-lo. A pressão da opinião pública norte-americana, contrária ao envolvimento na Somália, leva a nova retirada dos EUA em 1994. A intervenção militar internacional termina em 1995, com a saída das últimas tropas. Um confronto entre clãs na Somalilândia, em 1995, deixa centenas de mortos e refugiados, que se dirigem para a Etiópia. Em agosto de 1996, Aidid morre em combate e é substituído por seu filho Hussein Mohammed Aidid. Em fevereiro de 1997, Mohammed Ibrahim Egal é reeleito para presidente da Somalilândia. Nos meses seguintes, a seca prolongada agrava a fome no sudoeste do país.
Em dezembro de 1997 - após um ano de negociações -, a maioria dos grupos políticos em atividade na Somália assina declaração conjunta no Cairo (Egito) visando à pacificação do país. Uma das medidas acertadas é a instituição de um conselho presidencial e de um Legislativo. Em maio de 1998 forma-se um governo de transição integrado pela maioria das facções. Os combates, porém, não cessam. Em junho, a violência entre clãs no sul mata cerca de 40 pessoas. Em setembro entra em funcionamento um Parlamento regional na autoproclamada região autônoma de Puntland (nordeste do país).
Nome oficial: República Democrática Somali
(Jamhuuriyadda Dimoqraadiga Soomaaliya)
Capital: Mogadíscio
Nacionalidade: somali
Idioma: árabe e somali (oficiais), inglês, italiano
Religião: islamismo 99,9% (sunitas), outras 0,1% (1995)
Moeda: xelim somaliano
Cotação para 1 US$: 7.680,00 (jul./1998)
Localização: leste da África
Características: relevo plano e árido; litoral
com recifes de coral (maior parte) e com escarpas (N); planície litorânea
(L); cadeia montanhosa (N); vales fluviais férteis (SO)
Clima: árido tropical
Área: 637.657 km²
População: 10,7 milhões (1998)
Composição étnica: somalis 98,3%, árabes
1,2%, bantos 0,4%, outros 0,1% (1983)
Cidades principais: Mogadíscio (900.000), Hargeysa
(90.000), Kismaayo (90.000), Berbera (70.000), Marka (62.000) (1990)
Regime de transição formado pela maioria dos grupos em conflito.
Divisão administrativa: 16 regiões.
Partidos políticos: não há.
Legislativo: não há.
Constituição: suspensa desde 1991.
Agricultura: banana (55 mil t) (1997)
Pecuária: bovinos (5,2 milhões), ovinos (13,5
milhões), caprinos (12,5 milhões), suínos (9 mil), eqüinos
(45 mil), camelos (6,1 milhões), aves (3 milhões) (1997)
Pesca: 14,85 mil t (1995)
Mineração: calcário (45 mil t), sal
(1 mil t) (1996)
Indústria: alimentícia (açúcar), couro e peles,
refino de petróleo
Parceiros comerciais: Itália, Arábia Saudita,
Reino Unido, Alemanha, Quênia, Etiópia
Fonte: www.mulheresnegras.org
A Somália está localizada no extremo leste do continente africano, onde, junto com a Etiópia e o Quênia, forma a região semi-árida conhecida como Chifre da África. O território somali apresenta paisagens variadas com regiões montanhosas ao norte, desertos e savanas na área central e uma região subtropical ao sul.
Embora as estimativas de população variem muito, é certo que o país possui mais de sete milhões de habitantes, dos quais mais de um milhão já abandonou o território somali, fugindo da presente anarquia e caos social que afligem o país. Até 1993, cerca de 250 mil pessoas já haviam morrido, vítimas da fome e da guerra civil. A grande maioria da população pertence à etnia somali, que se divide em inúmeros clãs. Os quatro maiores clãs – Dir, Daarwood, Hawiye e Isxaaq –, no entanto, respondem por aproximadamente três quartos da população do país. Vinte por cento dos somalis pertencem aos vários clãs localizados no sul do país, considerados inferiores, e uma pequena minoria pertence à etnia dos bantos. Apenas 26% dos habitantes vivem em áreas urbanas e quase a metade da população tem idade inferior a 15 anos. O analfabetismo atinge mais de três quartos dos adultos somalis.
A Somália é uma das nações mais pobres do mundo e a renda per capita do país é de apenas US$ 110 por ano. Após anos de guerra civil, a economia entrou em colapso e é controlada por uma minoria que explora o narcotráfico, a venda de armas e o comércio de alimentos. A maioria dos somalis vive da pecuária e da agricultura de subsistência, e depende dos programas de ajuda humanitária.
A Somália tornou-se independente em 1960, quando italianos e britânicos se retiraram e o território foi unificado. Desde sua independência, tem tido conflitos com a Etiópia pela posse da região de Ogaden. A guerra fria acabou por beneficiar a Somália economicamente, pois o país recebia subsídios da União Soviética em um primeiro momento e, mais tarde, passou a recebê-los dos Estados Unidos. Apesar disso, os conflitos internos e externos acabaram por devastar a nação e sua população. Em 1991, uma sangrenta guerra civil derrubou a ditadura governante e lançou o país em uma anarquia civil, com mais de 20 clãs armados lutando entre si pelo poder. Em 1992, as Nações Unidas intervêm no conflito a fim de fornecer ajuda humanitária aos necessitados. Embora o caos e a luta entre os diversos clãs ainda persistam em quase todo o território somali, um governo de transição para promover o processo de paz foi estabelecido no ano 2000, após a iniciativa do presidente de Djibuti, Ismael Omar Guelleh, de reunir mais de 2 mil representantes somalis em seu país.
O islamismo é a religião oficial da Somália e, com raras exceções, a maioria dos somalis segue a tradição sunita. Há alguns hindus entre os indianos que trabalham no país.
Os primeiros missionários cristãos chegaram à Somália em 1881. Em quase um século de trabalho, eles conseguiram algumas centenas de convertidos, até que foram obrigados a se retirar do país em 1974. Em 1995, havia mais de 100 mil cristãos na Somália, mas a grande maioria constituía-se de refugiados das guerras na Etiópia. Existem apenas algumas centenas de convertidos entre os cidadãos somalis, todos vivendo sob severa perseguição.
Em 1972, o governo tomou todas as propriedades das igrejas. Com a perda de suas instalações, a maioria dos missionários cristãos deixou o país. Os muçulmanos têm acusado as organizações cristãs de ajuda humanitária de aproveitarem a situação para divulgar o Evangelho. Tais acusações acabam atraindo a atenção da mídia e levando a ataques públicos contra os cristãos por parte dos jornais locais. Além disso, os partidos políticos muçulmanos têm publicado relatórios que detalham os programas evangelísticos e advertem severamente o povo somali a manter distância de tais atividades.
Foi no Canadá, no início dos anos 80, que Muhammad Hussein Ahmed (Haji) ouviu o Evangelho e converteu-se ao cristianismo. Este cidadão somali estava na América do Norte recebendo educação avançada, após formar-se na Universidade de Lafole, localizada próxima à capital somali, Mogadíscio. Ao retornar do Canadá, ele trabalhou como professor no Lafole Teachers Training Institute até o início da guerra civil. Em 1993, Haji foi contratado para a função de coordenador educacional por uma organização não-governamental.
Como era uma pessoa culta e letrada, Haji trabalhava no fornecimento de livros didáticos às escolas – que funcionavam sob circunstâncias extremamente difíceis no país. No final de 1994, ele começou a se sentir inseguro quando os fundamentalistas muçulmanos passaram a exercer sua ofensiva; afinal, eles já haviam assassinado cinco cristãos que moravam naquela área. Haji relatou que os muçulmanos o abordaram e lhe perguntaram porque ele não freqüentava a mesquita. Ele procurou apresentar todas as desculpas possíveis e imagináveis, mas eles continuavam a incomodá-lo. Seus opositores já sabiam que Haji era um cristão confesso, mas queriam testá-lo.
No ano seguinte, ele recebeu ameaças de morte e começou a pensar em deixar Mogadíscio. Alguns meses mais tarde, durante o Ramadã de 1996, observado nos meses de janeiro e fevereiro, Haji se mostrou muito aberto com relação à sua fé. Durante as refeições, o somali agradecia pelo alimento com orações que todos podiam ouvir. Um outro cristão contou que Haji acreditava que seria o próximo a ser morto.
Certa manhã, quando ele e seu filho caminhavam em direção ao escritório, um carro parou abruptamente perto deles. Alguns homens desceram e obrigaram Haji a entrar no veículo, desaparecendo em seguida e deixando seu filho para trás, que gritava em desespero. Alguns colegas cristãos começaram a ficar preocupados quando Haji não apareceu no escritório nas horas seguintes. Todos sabiam das ameaças, mas o medo evitava que alguém comentasse abertamente sobre elas. No dia seguinte, um corpo foi encontrado nas ruínas de uma casa nas redondezas. Era Haji. Ele havia sido assassinado com um tiro na nuca.
Embora o número de cristãos na Somália seja grande, quase todos são refugiados ortodoxos provenientes da Etiópia que detêm pouca ou nenhuma influência sobre a sociedade somali. Com a pressão exercida por cada setor da sociedade sobre os poucos milhares de cristãos de cidadania somali, o futuro da igreja no país é desencorajador. Mesmo o crescimento demográfico da igreja é nulo, porque a maioria dos cristãos somalis não são casados. Com exceção da Igreja Ortodoxa, todas as demais denominações cristãs presentes na Somália têm presenciado uma drástica diminuição do número de seus membros ao longo das últimas décadas. Este declínio parece não mostrar sinais de enfraquecimento e, se o quadro atual não sofrer uma mudança radical, o cristianismo corre sério risco de ser eliminado na Somália.
1. O povo somali sofre com a anarquia política e social. Atualmente, o país é governado por líderes regionais que agem impune e violentamente. Cada líder mantém sob controle uma região específica e todos lutam entre si constantemente a fim de obter mais poder. A população encontra-se no meio do fogo cruzado. Ore pedindo o fim da anarquia e o estabelecimento de um governo estável.
2. Cristãos somalis vivem sob constante perseguição. Converter-se ao cristianismo é o mesmo que fazer um convite aos radicais para assassiná-lo. Todos os cristãos vivem sob severa perseguição e receiam pela própria segurança e a de seus familiares. Muitos travam uma luta íntima em relação à decisão de manter sua condição em segredo ou declarar-se abertamente e compartilhar a fé. Ore pedindo sabedoria e proteção aos cristãos somalis.
3. Grupos cristãos de ajuda humanitária sofrem com os ataques dos fundamentalistas islâmicos. Grupos humanitários cristãos podem oferecer uma importante ajuda para melhorar a qualidade de vida do povo somali. No entanto, muitos deles assumem um alto risco ao atuar no país. Comboios têm sido atacados e seus equipamentos confiscados. Além disso, alguns de seus funcionários já foram ameaçados e mesmo mortos. Ore por uma melhoria nas relações entre os ministérios cristãos e aqueles que detêm o poder local.
4. As transmissões de programas evangelísticos são prejudicadas pela imagem negativa divulgada pela imprensa. Os programas cristãos de rádio e televisão, assim como a literatura, têm colhido alguns frutos. Por essa razão, os ataques da mídia somali são constantes. Ore para que os frutos se multipliquem apesar dos ataques.
5. A igreja somali está quase extinta. Ore pela reimplantação das igrejas no país. Com apenas algumas centenas de cristãos somalis, é necessário que o trabalho missionário seja recomeçado da estaca zero. Isso exigirá métodos completamente inovadores para se alcançar o sucesso almejado. Ore e peça coragem e sabedoria aos líderes da igreja somali.
Fonte: www.portasabertas.org.br
Nome oficial: República Democrática Somália
(Jamhuuriyadda Dimoqraadiga Soomaaliya).
Nacionalidade: somali.
Data nacional: 26 de junho (Independência).
Capital: Mogadíscio.
Cidades principais: Mogadíscio (900.000), Hargeysa
(90.000), Kismaayo (90.000), Berbera (70.000), Marka (62.000) (1990).
Idioma: árabe e somali (oficiais), inglês, italiano.
Religião: islamismo 99,9% (sunitas), outras 0,1% (1995).
Localização: leste da África.
Hora local: + 6h.
Área: 637.657 km2.
Clima: árido tropical.
Área de floresta: 8 mil km2 (1995).
Total: 10,1 milhões (2000), sendo somalis 98,3%,
árabes 1,2%, bantos 0,4%, outros 0,1% (1983).
Densidade: 15,84 hab./km2.
População urbana: 27% (1998).
População rural: 73% (1998).
Crescimento demográfico: 4,2% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 7,25 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 45/49 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 122 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 76% (1995).
Divisão administrativa: 16 regiões.
Partidos políticos: não há.
Legislativo: Assembléia Nacional de Transição,
com 245 membros indicados para um período de dois anos.
Constituição em vigor: suspensa desde 1991.
Moeda: xelim somaliano.
PIB: US$ 917 milhões (1990).
Força de trabalho: 4 milhões (1998).
Agricultura: banana.
Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos, camelos.
Pesca: 15,7 mil t (1997).
Mineração: calcário, sal marinho. Reservas
não exploradas de petróleo e gás natural.
Indústria: alimentícia (açúcar),
couro e peles, refino de petróleo.
Exportações: US$ 150 milhões (1997).
Importações: US$ 180 milhões (1997).
Principais parceiros comerciais: Itália, Arábia
Saudita, Reino Unido, Alemanha, Quênia.
Efetivo total: 225 mil (1998).
Gastos: US$ 39 milhões (1998).
Fonte: www.portalbrasil.net
Nome Oficial: República Democrática Somália
(Jamhuuriyadda Dimoqraadiga Soomaaliya)
Capital da Somália: Mogadíscio
Área: 637.661 km² (42º maior)
População: 10.700.000 (2003)
Idioma Oficial: Somali
Moeda: Xelim somaliano
Nacionalidade: Somali
Principais Cidades: Mogadíscio, Hargeysa, Kismaayo,
Berbera, Marka
Fonte: www.webbusca.com.br
Continente: África
Nome Completo: República Democrática Somali
Localização: Extremo Leste da África
Coordenadas: 10 00 N, 49 00 E
Limites: Países limítrofes:Etiópia, Quênia,
Djibuti
Capital: Mogadíscio
Governo: Governo Transitório pós-Guerra (tecnicamente,
o país não tem Governo)
Moeda: Xelim Somali
Área: 637.657 km2
Nacionalidade: Somali
População: 7.753.310 (julho/2002)
Mortalidade: 122,15 mortes a cada 1.000 nascidos vivos (2002)
Vida: 46,96 anos
Ponto Culminante: Pico Shimbiris, 2.416 m
Religiões: Islamismo 99%, Outras 1%
Idiomas: Somali (oficial), Árabe, Italiano, Inglês
Analfabetismo: 64%
Renda: US$ 100 (2001)
Fonte: www.libreria.com.br
A Somália (oficialmente, República Somali, ex- República Democrática Somali) é um país africano do Corno de África (ou Chifre de África), limitado a norte por Djibouti e pelo Golfo de Aden, do outro lado do qual se encontra o Iémen, a leste e a sul pelo Oceano Índico, por onde faz fronteira com um arquipélago iemenita dominado pela ilha de Socotorá e a oeste pelo Quénia e pela Etiópia.
Capital: Mogadíscio.
A Somália surgiu em 1960, quando dois protetorados (um italiano e outro britânico) uniram-se. Em 1974 assinou um tratado com a ex-União Soviética, que previa aos soviéticos uma base militar no país africano. Mas o acordo foi rompido após três anos, entre intrigas que envolviam a vizinha Etiópia.
Com o país sofrendo pelos conflitos internos, o governo central desapareceu após a queda da ditadura pró-soviética de Siad Barre, em 1991. Os "senhores da guerra" tomaram conta do país esfacelado. Desde então, a Somália vive em guerra civil intermitente, a qual matou dezenas de milhares de somalis. Não existe mais unidade nacional, e o país fragmentou-se em regiões. Em 1991, surgiu a Somalilândia, que chegou a declarar sua independência da Somália no mesmo ano. Apesar da sua relativa estabilidade, em comparação com a tumultuosa região sul, não foi reconhecida como estado independente por nenhum governo estrangeiro.
Em 1992 iniciou-se, primeiramente no sul, uma ação humanitária da ONU, encabeçadas por tropas dos Estados Unidos da América. Embora conseguisse diminuir a fome no país, a operação foi um fiasco, com a morte de 18 soldados norte-americanos. Esta história é contada no filme "Falcão Negro em Perigo". Os marines deixaram o país em 1993. Sozinha, a ONU acabou por retirar-se oficialmente a 3 de Março de 1995.
Em 1998 registaram-se mais duas cisões no país, e uma quarta em 1999, todas elas de contornos pouco claros. A última cisão conduziu à autonomia de Puntland ou Southwestern Somalia (em português significa Somália do Sudoeste, contudo dada a situação pouco clara no que concerne às fronteiras da Somália há que ponderar um pouco antes de atribuir este título).
Em outubro de 2004 elegeu-se Muhammad Abdi Yusuf como presidente do Governo Nacional de Transição. A eleição aconteceu em Nairobi, capital do Quênia, já que Mogadíscio era controlada por chefes tribais. Sem serviços públicos e forças de segurança do Estado, a capital somali vive sobre a influência dos chamados "senhores de guerra", principais chefes dos clãs do país falido. Sediado em Baidoa, a 200 km a noroeste de Mogadíscio, o governo de Yusuf e do primeiro-ministro Ali Mohammed Ghedi é reconhecido pela comunidade internacional, mas é tido como fraco, pois não é reconhecido pelos chefes tribais.
A 26 de Dezembro de 2004, uma das catástrofes naturais mais devastadoras da história contemporânea, o Tsunami que varreu os países do Sudoeste Asiático, também afetou a Somália, destruindo povoações e segundo as estimativas, causando a morte a cerca de 300 pessoas.
Com a inexistência na prática de um governo central, a Somália persiste imersa em uma guerra civil. Em 5 de junho de 2006, milícias islâmicas - que formam a União das Cortes Islâmicas (UCI) - tomaram grande parte da capital somali. A UCI controla outro territórios no país e pretende impôr a lei islâmica (Sharia) nestas zonas. Em junho, o governo somali de transição e a UCI assinaram um acordo de reconhecimento mútuo. Um mês depois, um dos últimos focos de resitência dos senhores da guerra foi derrotado, após dois dias de batalha que deixou 140 mortos e 150 feridos.
Em julho de 2006, a UCI passou a controlar todo o sudeste do país e a capital Mogadíscio e avançava para tomar controle do resto do país. O governo interino pediu ajuda internacional, e o Conselho de Segurança da ONU aprovou planos de enviar uma força de paz africana para apoiar Yusuf. Segundo a ONU, as Cortes estavam sendo providas de armas pela Eritréia e o governo interino somali estava sendo armado pela Etiópia. O governo etíope foi que mais apoiou o governo interino da Somália e, em dezembro, ordenou uma incursão militar direta neste país contra alvos da milícia islâmica. Forças etíopes e do governo interino tomaram várias cidades que estavam sob controle da União das Cortes Islâmicas (UCI), inclusive Mogadíscio. O novo conflito levou milhares de refugiados somalis para a fronteira com a Etiópia e o Quênia.
Os Estados Unidos e o Reino Unido apoiaram a intervenção entrangeira na Somália, pois temem que a UCI tenha ligações com a rede terrorista Al-Qaeda.
A situação política da Somália é ainda confusa. O poder político encontra-se dividido por vários senhores da guerra os quais dominam várias zonas do país.
A Somália, até 1990, estava dividida para fins administrativos em 18 regiões (plural - gobollada, singular - gobolka), com o transcorrer da Guerra Civil Somali, iniciada em 1986, vários estados autônomos, não reconhecidos internacionalmente, surgiram.

Regiões da Somália até 1990
A Somália é o país mais oriental da África, e ocupa uma área de 637.657 km² (aproximadamente igual à soma da área dos estados brasileiros de Minas Gerais e Espírito Santo). A região ocupada pelo país é comumente chamada Chifre da África -- pela semelhança entre o desenho de seu mapa com o chifre de um rinoceronte. A região do Chifre da África (ou Corno de África, como é conhecida em Portugal) também inclui os vizinhos Etiópia e Djibuti.
O país está situado na costa leste africana ao norte da linha do Equador, entre o Golfo de Aden, a norte, e o Oceano Índico a leste. Seu território consiste de muitos platôs, planícies e montanhas. O norte do país é montanhoso, com altitudes entre 900 e 2100 metros. As áreas do centro e do sul são planas, com altitudes inferiores a 180 m. Os rios Juba e Shabele nascem na vizinha Etiópia e atravessam o país em direção ao Oceano Índico. O Shebele, entretanto, não alcança o mar, exceto em períodos de chuva mais intensa.
A fome atingiu proporções catastróficas (75% da população segundo a FAO em 1997).
Nos anos seguintes a situação piorou: a guerra civil, que dividiu o território em lugares em poder dos grupos inimigos, secas colossais atingiram a região do Chifre da África e destruiram lavouras inteiras. Muitos homens e seus animais ficaram sem água nem comida. Para piorar, não existem meios seguros de distribuição.
A Somália tem uma economia de mercado. É um dos países mais pobres do planeta, tendo relativamente poucos recursos naturais.
A maior parte da economia foi devastada na guerra civil. A agricultura é o setor mais importante, com a criação de gado respondendo por cerca de 40% do PIB e por cerca de 65% das exportações. Grande parte de sua população que vive da criação de gado é nômade ou seminômade. Além do gado, a banana é outro importante item de exportação. O açúcar, o sorgo, o milho e os peixes são produtos para o mercado interno. A maior parte da economia se baseia à crição de camelos, setor pecuário que o país possui o maior rebanho do mundo.
O pequeno setor industrial se baseia no processamento de produtos agrícolas,
e responde por 10% do PIB; a maioria das instalações industriais
foi fechada por causa da guerra civil. Além disso, em 1999, distúrbios
na capital, Mogadíscio e áreas vizinhas atrapalharam ações
de ajuda internacional.
A Somália tem uma das mais altas taxas de mortalidade infantil do mundo, com cerca de 10% das crianças morrendo pouco depois de nascer e 25% das sobreviventes morrem antes dos 5 anos de idade. A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras considera a situação do país "catastrófica". Para piorar, diferentemente do que a maioria das pessoas acham o país tem o maior número de subnutridos do mundo (75%), e não a Etiópia, que possui 50% de seu povo. Isso coloca a Somália entre os 8 países mais pobres do mundo (o mais pobre é Serra Leoa).
Atualmente, algumas áreas do país estão mais economicamente ativas do que antes da guerra, quando o regime socialista de Siad Barre eliminou a livre iniciativa. O norte do país, em especial, recuperou-se economicamente. Apesar do país continuar pobre, o número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza tem diminuído.
Fonte: pt.wikipedia.org