A nicotina deve o seu nome ao diplomata francês Jean Nicot, embaixador em Lisboa, Portugal. Foi ele o responsável pela descoberta do tabaco por Catarina de Médicis, a quem o havia recomendado pelas suas alegadas virtudes calmantes, acção que desencadeou o desenvolvimento do uso de tabaco na Europa. A nicotina é um alcalóide existente em grande concentração na folha do tabaco; efectivamente, a nicotina representa mais de 5% do peso da planta.
A nicotina é um veneno produzido naturalmente pela planta do tabaco e que é utilizado sobretudo em inúmeros insecticidas devido ao seu poder neutralizante. Composto essencial do cigarro, a nicotina estimula o sistema nervoso central mas pode provocar intoxicações graves devido à sua acção poderosa e tóxica sobre o organismo.
A nicotina provoca o aumento da pressão arterial e do ritmo cardíaco, a libertação de adrenalina e reduz o apetite. Quando consumida em excesso, a nicotina provoca náuseas e vómitos que, por sua vez, podem causar a morte por paragem respiratória. Os sintomas de abstinência manifestam-se sob a forma de irritabilidade, cefaleias e ansiedade, que pode dar origem a uma depressão.
Uma vez que cria uma forte dependência através da sua acção sobre os receptores de dopamina, a nicotina é uma droga semelhante à heroína ou cocaína. A nicotina é a principal substância carcinogénica do fumo do tabaco. É parcialmente responsável pela nocividade do tabaco e perturbações patológicas (cancros, bronquite crónica e acidentes cardiovasculares, etc.) que podem levar à morte do indivíduo.
Fonte: pt.help-eu.com