Situada na parte oriental da África, a República Unida da Tanzânia possui superfície de 945 mil km2 e limita-se, a Leste, com o Oceano Índico; ao Sul, com Moçambique, Malauí e Zâmbia; a Oeste, com o Burundi, Ruanda e República Democrática do Congo; e, ao Norte, com Uganda e Quênia. Sua geografia, rica e variada, inclui pontos mundialmente conhecidos, como o lago Vitória, a planície do Serengeti e a vasta região montanhosa a Nordeste, na fronteira com o Quênia, na qual se destacam os Montes Meru e Kilimanjaro.
A população tanzaniana, de 36 milhões de pessoas, compreende cerca de cento e vinte tribos distintas. Os idiomas oficiais são o swahili, falado por toda a população, e o inglês. 33% dos habitantes vivem em áreas urbanas, entre as quais realça Dar es Salaam, antiga capital, à beira do Oceano Índico, com mais de um milhão de pessoas. Embora, oficialmente, a atual capital administrativa seja Dodoma, localizada na região central do país, Dar es Salaam continua a ser a sede dos Poderes Executivo e Judiciário, bem como do Corpo Diplomático estrangeiro. A data nacional celebra-se em 26 de abril, dia em que a Tanzânia se constituiu mediante a união de Tanganica e Zanzibar.
O país adota o regime de uma república presidencialista. O sistema original de partido único veio a ser modificado em 1992, passando o Chefe de Estado a ser escolhido – e não mais referendado, como anteriormente - pelo voto popular. Os principais partidos são o Partido da Revolução – CCM (“Chama Cha Mapinduzi”, sua designação em swahili), que se mantém no poder desde a independência, e a Frente Cívica Unida (CUF), de oposição. A última eleição realizou-se em 2000, quando o Presidente Benjamin William Mkapa obteve seu segundo mandato de cinco anos. O Poder Legislativo, unicameral, incumbe à Assembléia Nacional, cuja composição de 295 membros compreende, em sua maioria, deputados eleitos pelo voto popular na Tanganica e em Zanzibar, e outros parlamentares, como o Procurador-Geral e os representantes indicados pelo Presidente da República (dez) e por associações femininas (quarenta e oito). O Primeiro-Ministro, que serve como líder do Governo na Assembléia Nacional, é Frederick Sumaye, desde 1995.
Comerciantes árabes foram os primeiros a chegar, no século VII, à costa oriental da África, onde, cerca de quinhentos anos mais tarde, vieram a ser construídas cidades e entrepostos comerciais por imigrantes persas e indianos. Em 1498, no curso de sua viagem à Índia, o navegador Vasco da Gama explorou aquela costa, sobre a qual os portugueses exerceram certo controle temporário, mas sem haverem colonizado a área nem explorado seu interior.
Na esteira da dominação européia na África, a região correspondente à futura República da Tanzânia foi transformada em protetorado alemão em 1885. Com a Primeira Guerra Mundial, a Grã-Bretanha e seus aliados começaram a dividir entre si as antigas possessões alemãs. A Tanganica passou, desse modo, ao domínio britânico por mandato outorgado pela Liga das Nações.
A instalação de colonos ingleses foi menos intensa, no entanto, do que a verificada em outros países africanos. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Tanganica tornou-se território tutelado da ONU, sob a administração de Londres, que começou a adotar medidas que contribuiriam, pouco a pouco, para viabilizar a futura independência daquela nação africana. Outro fator importante para tanto foi à atuação do Professor (Mwalimu, em swahili) Julius Nyerere, que fundou, em 1954, a União Nacional Africana de Tanganica (TANU). Sua habilidade de negociador político favoreceu a interlocução com os ingleses sobre a transformação do território tutelado em país independente.
Em 9 de dezembro de 1961, é estabelecida a República de Tanganica, tendo Nyerere por Presidente. Em 19 de dezembro de 1963, a ilha de Zanzibar também obtém sua independência do Reino Unido, sob a forma de monarquia constitucional. Com a rebelião que lá se instala subseqüentemente e leva à destituição do Sultão de Zanzibar, firma-se, em abril de 1964, tratado de união entre os dois países, que passam a constituir a Tanzânia, presidida por Nyerere. A denominação República Unida da Tanzânia veio a ser formalizada pela Declaração de Arusha, de 1967.
O Presidente Nyerere foi reconduzido ao cargo de forma sucessiva até 1985, quando passou a exercer, unicamente, a presidência do Partido da Revolução – CCM (resultado da fusão, em 1977, da TANU e do ASP – Partido Afro-Shirazi, de Zanzibar). Ali Hassan Mwinyi, do CCM, foi seu sucessor no governo e reelegeu-se em 1990. Nas eleições de 1995 e 2000, o mandato foi obtido por Benjamin William Mkapa, do mesmo partido. Durante seu primeiro governo, em outubro de 1999, faleceu o histórico dirigente Julius Nyerere.
Durante as três primeiras décadas como Estado soberano, a Tanzânia teve seu cenário político doméstico monopolizado pelo Presidente Julius Nyerere, cujo poder de liderança ultrapassa as fronteiras de seu país, convertendo-o em um dos grandes nomes da história africana. O “Professor” (Mwalimu), como era carinhosamente chamado por seus concidadãos, procurou implantar um modelo político socialista adaptado às condições de seu país. Suas linhas diretrizes privilegiavam a redução do analfabetismo, a elevação da renda dos agricultores e a melhoria dos níveis de saúde da população. Cabe salientar a conservação do espírito comunitário em país integrado por cerca de cento e vinte tribos distintas e mesmo rivais.
Os princípios que nortearam o socialismo na Tanzânia, conforme fixados na Declaração de Arusha de 1967, não se restringiam à propriedade e controle dos meios de produção pelo Estado. A nacionalização de empresas e a coletivização das propriedades agrícolas foram parte do modelo adotado, mas também houve espaço para a iniciativa privada, o direito de herança, o comércio varejista praticado por indivíduos, as cooperativas e os proprietários de terras que podiam contratar mão-de-obra.
A partir do final dos anos 70, a política de Nyerere começa a ser criticada, tanto internamente quanto no exterior, especialmente pelos doadores de recursos, como a Alemanha, EUA e os países nórdicos. Ademais da depressão econômica, a estrutura unipartidária fornecia munição aos críticos.
A partir de 1985, quando Ali Hassan Mwinyi assume a Presidência, inicia-se processo de mudanças na política interna tanzaniana, em especial a legalização da oposição, em 1992, que põe fim ao regime de partido único. Mwinyi promoveu, de imediato, reforma ministerial destinada a trazer colaboradores mais jovens para o governo e a “revitalizar o socialismo tanzaniano”, segundo declarado. Produziram-se atritos, contudo, com a velha guarda do partido, que continuava presidido por Nyerere, situação essa que obrigou a um ritmo moderado e cauteloso na implantação das reformas. Apesar de tais problemas, Mwinyi obteve um segundo mandato em 1990.
Seu sucessor, Benjamin William Mkapa, que conquistou 62% dos votos na eleição de 1995, inaugura nova fase no cenário doméstico do país. Ex-Chanceler, pertencente à terceira geração de políticos tanzanianos, Mkapa promove maior abertura econômica e política, com o objetivo de modernizar a Tanzânia e adequá-la às circunstâncias vigentes no âmbito mundial. Desde então, alguns episódios perturbaram o cotidiano político, como o atentado perpetrado em 1998 por terroristas do grupo Al-Qaeda contra a Embaixada dos EUA em Dar es Salaam e a recusa da Frente Cívica Unida, partido de oposição, a reconhecer os resultados eleitorais de 2000, quando o Presidente Mkapa foi reeleito para o cargo com 71% dos votos válidos.
Não obstante tais episódios, a Tanzânia continua a mostrar um grau de unidade nacional e de estabilidade política que a distinguem, de forma positiva, no cenário africano. As transições de governo vêm-se fazendo pacificamente.
A Tanzânia figura entre os países mais pobres do mundo, embora sua dimensão territorial, seu quadro interno estável e o potencial de desenvolvimento existente, como no caso dos grandes lagos, possam vir a atrair investimentos e a reverter à situação de pobreza extrema, que afeta a metade da população, segundo os critérios do Banco Mundial.
Após a independência, em 1961, o Governo tanzaniano buscou, por meio da Declaração de Arusha (1967), ampliar a capacidade produtiva do país e transformar sua estrutura econômica sob inspiração socialista. Dado o perfil eminentemente agrícola da economia local, um dos focos de atenção foram às comunidades rurais (“ujamaa”), que se basearam no modelo cooperativista e chegaram a funcionar como centros prestadores de serviços, contribuindo para melhorar o bem-estar da população. Sob as diretrizes da Declaração de Arusha, bancos, companhias de seguros e indústrias diversas foram nacionalizadas. O setor privado não foi excluído da vida econômica, no entanto, e podia atuar em determinados setores, de forma isolada ou associada a empresas estatais, de acordo com a lei. Apesar dos benefícios gerados em termos de saúde e de educação, o modelo socialista tanzaniano não conseguiu superar o desafio da pobreza e tampouco atingiu a capacidade produtiva a que aspirava. Pelo contrário, o país enfrentou sérios problemas econômicos, agravados, nos anos 70, por fatores como os dois choques do preço do petróleo, os mal-sucedidos esforços de integração na África Oriental e a guerra contra Uganda (1978).
A Tanzânia teve, nessas condições, que negociar acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), em função do qual se introduziram medidas típicas de liberalização da economia, não obstante a resistência de Nyerere em fazê-lo. As mudanças, foram sendo gradualmente implantadas nas administrações seguintes à do histórico líder tanzaniano, especialmente nas duas gestões de Benjamin Mkapa, a partir de 1995. Entre essas mudanças, figuram a restruturação das empresas públicas (com a venda de 335 das 425 firmas existentes), a redução do déficit orçamentário, liberação da taxa de juros, remoção da maioria dos controles de preço e liberalização do comércio. O relacionamento com o FMI consolidou-se com a assinatura de Facilidade Ampliada de Ajuste Estrutural, em 1996, seguida de Facilidade de Crescimento e de Redução de Pobreza, em 2000, renovada em 2003.
Mesmo apresentando índices modestos, como o PIB de US$ 21 bilhões e renda per capita em torno de 600 dólares, a Tanzânia vem persistindo na criação de ambiente macroeconômico estável e favorável aos negócios no nível doméstico, segundo as diretrizes das instituições financeiras internacionais. A inflação foi controlada (4,7% em 2002) e as reformas estruturais, principalmente o processo de privatizações, vêm avançando. A agricultura continua a ser o setor predominante da economia, respondendo por 60% do PIB, 85% das exportações e 80% da mão-de-obra empregada. A indústria, responsável por 10% do PIB, tradicionalmente se caracterizou pelo processamento de produtos agrícolas e de bens de consumo de pequeno valor. O aumento da produção industrial e mineral (com destaque para o ouro), bem como a exploração de petróleo e de gás, contribuíram, em boa medida, para o crescimento recente da economia, cuja média anual, entre 1991 e 2001, foi de 3,3%. Também colaboraram as reformas no setor bancário, as quais favoreceram os investimentos privados, domésticos e estrangeiros. Em razão dos bons resultados alcançados, a Tanzânia obteve do Clube de Paris, em 2002, a anulação de 43% de sua dívida. Para 2004, prevê-se crescimento do PIB de cerca de 5,2%.
Quanto à situação do seu comércio internacional, o país registrou, em 2002, exportações de 765 milhões de dólares e importações de 1,6 bilhão. Os principais compradores foram a Ásia (37%), União Européia (36%) e África (19%). Entre os fornecedores, destacaram-se a Ásia (41%), União Européia (24%) e África (22%).
O Presidente Julius Nyerere foi um dos fundadores do Movimento Não-Alinhado e, durante seus sucessivos mandatos, a Tanzânia desempenhou papel importante nos foros internacionais e regionais, como a Organização da Unidade Africana (que, em 2001, viria a dar lugar à União Africana). O país atuou ativamente contra o apartheid na África do Sul e, da mesma forma, contra o colonialismo, havendo prestado sistemático apoio a grupos que lutavam pela independência em Angola, Moçambique, Zimbábue e Namíbia. Conforme pronunciamento feito em 1967 pelo Presidente tanzaniano, a posição anticolonialista da Tanzânia não deveria ser interpretada como antiocidental, no entanto. Sua política exterior procurava ater-se, na verdade, ao princípio do não-alinhamento (apesar da evidente dificuldade de adotar-se essa postura em época dominada pela Guerra Fria entre o Ocidente capitalista e o Leste socialista). O país manteve a ligação herdada do período colonial com a Europa ocidental e, no tocante à área socialista, o relacionamento mais significativo foi com a China, que participou do projeto de construção da ferrovia entre Dar es Salaam e Lusaca.
A partir dos anos 80, sobretudo após a sucessão de Nyerere, a Tanzânia começou a aproximar-se mais dos países ocidentais, em busca de assistência financeira, seguindo o comportamento típico de outros países africanos. Passou mesmo a figurar com destaque na lista de beneficiários da ajuda concedida pelos países escandinavos, Itália, França, Holanda, Alemanha e Bélgica.
Embora sem o mesmo ativismo dos anos 60 e 70, como decorrência natural das mudanças processadas em seu âmbito interno e no cenário internacional, a Tanzânia tem-se mostrado atuante na esfera regional africana, em especial no tocante aos esforços para promover a solução pacífica dos conflitos, étnicos ou de outra natureza, ocorridos nos países vizinhos, como o Burundi e a República Democrática do Congo. A Tanzânia participa, dentre outros organismos, da União Africana, da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral e da Conferência dos Grandes Lagos. O último organismo, que tem sua origem em Declarações Presidenciais do Conselho de Segurança da ONU, datadas de 1994 e 1997, efetuou sua primeira reunião de cúpula em Dar es Salaam, nos dias 19 e 20 de novembro de 2004. Tal encontro, de que o Brasil participou como Observador, contou com a presença de dez dos onze Chefes de Estado dos países que constituem o núcleo (Core Group) da Conferência. Conforme assinalado na Declaração então adotada, a reunião abre perspectivas de reconstrução e de desenvolvimento na região oriental da África. Na medida em que se possa instaurar nova dinâmica de segurança e cooperação em área geográfica que tem sido conturbada por seguidos conflitos no curso dos últimos anos, criar-se-iam condições favoráveis a uma revigorada atuação externa da parte da Tanzânia.
As relações com os vizinhos africanos têm sido positivas em geral, mas apresentam oscilações ao longo dos anos, uma vez que os mencionados conflitos nesses países repercutem em Dar es Salaam. Em 1978, os desmandos do ditador ugandense Idi Amin Dada, que atacou a região de Kagera, na Tanzânia, causaram a invasão de Uganda por tropas tanzanianas. As lutas entre as etnias hutus e tutsis, em 1994, ocasionaram o deslocamento, para o território da Tanzânia, de mais de 800 mil refugiados provenientes de Ruanda e do Burundi. Com o agravamento desse fluxo no ano seguinte, o Governo tanzaniano chegou a fechar, temporariamente, a fronteira com o segundo país. Os problemas nesse particular persistem em certa medida, pois, mesmo se a repatriação dos últimos refugiados ruandenses (cerca de trinta mil) foi alcançada no curso de 2003, ainda restariam aproximadamente 500 mil burundineses na região do lago Tanganica.
Cabe, ainda, referência aos esforços mais recentes de integração econômica sub-regional, como a assinatura, em setembro de 1999, do Tratado de Cooperação da África Oriental, de que são partes a Tanzânia, Quênia e Uganda.
As relações diplomáticas entre o Brasil e a Tanzânia foram estabelecidas, oficialmente, em 1970, vindo-se a criar a primeira representação brasileira junto a Dar es Salaam em base cumulativa com a Embaixada existente em Nairóbi. Posteriormente, em 1979, abriu-se embaixada residente na capital tanzaniana. Essa missão diplomática foi desativada em 1991 por motivos financeiros e deverá ser restabelecida em breve, como parte da estratégia do atual Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva de fortalecer e dinamizar o relacionamento do Brasil com os países africanos. Por ora, a representação brasileira é exercida cumulativamente pela Embaixada do Brasil em Maputo enquanto a Tanzânia se faz representar por sua missão diplomática em Washington.
Ainda que pouco intensas, as relações bilaterais têm sido marcadas pela harmonia e pela coincidência de posições no tocante a diferentes temas da agenda internacional. Nos anos 70, quando o Governo tanzaniano se mostrava ativo defensor das causas africanas, Nyerere declarou apreciar a firme postura do Brasil contra o apartheid. No encontro mantido pelos Presidentes Lula e Mkapa em Xangai, em maio de 2004, à margem de reunião do Banco Mundial, os dois mandatários puderam constatar a sintonia de interesses relativos à necessidade de reforma do sistema das Nações Unidas, às negociações comerciais no âmbito multilateral e à promoção do desenvolvimento sustentável, entre outros tópicos. Coincidiram, de modo especial, quanto à prioridade que se deve dar, na esfera mundial, ao combate à fome e à pobreza, mediante a adoção de novos mecanismos para tanto, inclusive financeiros. O Presidente Benajmin Mkapa confirmou, inclusive, sua participação na reunião de Chefes de Estado e de Governo que se realizou em setembro de 2004, na ONU, por iniciativa brasileira, para tratar daquele tema.
No nível bilateral, o relacionamento apresentou ligeira expansão durante o período em que existiu a Embaixada em Dar es Salaam. Além das atividades de cooperação técnica na área agrícola e em alguns outros setores, registrou-se a participação de empresas brasileiras em projetos de infra-estrutura, como a rodovia Dodoma-Morogoro-Mwanza. A decisão do Governo tanzaniano de transferir a capital de Dar es Salaam para Dodoma (o que veio a ocorrer de maneira apenas parcial) também gerou a vinda a Brasília de autoridades e técnicos da Tanzânia, interessados em conhecer a experiência brasileira. Nesse mesmo período, verificou-se um maior número de visitas de autoridades de alto nível daquele país, como a do então Ministro da Cultura e Informação, Benjamin Mkapa, em 1981, e a do Presidente Nyerere, em 1987, no âmbito de turnê realizada na América Latina. Do lado brasileiro, o ex-Chanceler Ramiro Saraiva Guerreiro visitou a Tanzânia em 1980. Desde o fechamento da representação diplomática brasileira, os contatos de alto nível têm ocorrido principalmente em encontros à margem de foros internacionais, como o que já se mencionou entre os Presidentes Lula e Mkapa, em 2004.
O relacionamento econômico-comercial tem sido modesto, conforme indicado na tabela abaixo, mas existem áreas promissoras para desenvolvê-lo, sobretudo nos setores agropecuário, de mineração e de pesca.
Fonte: www2.mre.gov.br
Situada na costa leste da África, a Tanzânia é constituída pelo território de Tanganica, no continente, e pela ilha de Zanzibar, no oceano Índico. O país é famoso pelas atrações naturais, como o monte Kilimanjaro, o mais alto da África, os parques de animais selvagens e os três maiores lagos do continente - Vitória, Tanganica e Malauí. Reúne povos de diferentes etnias e religiões: muçulmanos, cristãos, hindus e adeptos de 120 crenças animistas nativas.
A ilha de Zanzibar e o litoral de Tanganica são centros de comércio árabe entre os séculos VII e XVI, quando caem sob o controle de Portugal. Em 1652, os portugueses são expulsos de Zanzibar pelo sultão de Omã, que em 1824 transfere sua capital para a ilha. A Alemanha conquista Tanganica em 1884 e a transforma em colônia com o nome de África Oriental Alemã. Zanzibar torna-se protetorado britânico em 1890. Tropas britânicas e alemãs combatem em Tanganica durante a I Guerra Mundial. Terminado o conflito, a região passa a ser administrada pelo Reino Unido. Tanganica conquista a independência em 1961, sob a presidência de Julius Nyerere, e Zanzibar, em 1963. Um mês depois, em janeiro de 1964, uma revolta da população não muçulmana derruba o sultão de Zanzibar e massacra a comunidade árabe. Em abril, Tanganica e Zanzibar unem-se para formar a Tanzânia.
No governo de Julius Nyerere, a Tanzânia adota o chamado "socialismo africano" e estabelece fortes laços políticos com a China. Nyerere deixa o poder em 1985, com a eleição do candidato único para a Presidência, Ali Hassan Mwinyi. Mas Nyerere continua figura dominante na política do país até se aposentar em 1990. Na segunda metade da década de 80, o governo de Mwinyi afasta-se do socialismo. Em 1993, o partido do governo ganha as primeiras eleições pluripartidárias. Em 1995, Benjamin Mkapa, do oposicionista Partido Revolucionário da Tanzânia (CCM), é eleito para presidente com 61,2% dos votos e nomeia Frederick Sumaye como primeiro-ministro.
A partir de 1994, a Tanzânia acolhe refugiados hutus de Ruanda. Em novembro de 1996, com a ofensiva dos rebeldes tutsis (baniamulenges) no leste do Zaire (atual República Democrática do Congo), 25 mil hutus ruandeses chegam à Tanzânia, que também recebe 5 mil burundineses. Eles se juntam aos 40 mil refugiados do campo de Kigoma. Em 1997, o governo anuncia o desmembramento do maior banco da Tanzânia, o National Bank of Commerce, estatal, em três instituições que formarão a base do novo setor financeiro do país. O governo avança na transferência de suas atividades administrativas para Dodoma, a nova capital instalada no centro do território, em substituição a Dar-es-Salaam.
Um carro-bomba explode na Embaixada dos Estados Unidos em Dar-es-Salaam, em 7 agosto de 1998. Explosão quase simultânea ocorre em Nairóbi (Quênia). Os dois atentados deixam cerca de 250 mortos.
Nome oficial: República Unida da Tanzânia (Jamhuri ya Muungano wa Tanzania)
Capital: Dodoma
Nacionalidade: tanzaniana
Idioma: inglês e suaíle (oficiais), línguas regionais
Religião: islamismo 35%, crenças tradicionais 35%, cristianismo 30% (1984)
Moeda: xelim tanzaniano
Cotação para 1 US$: 656,08 (jul./1998)
Localização: leste da África
Características: planalto de altitude entre 1.000 e 1.500 m (maior parte), cercado por lagos (Tanganica, O, Malauí, S, Vitória, N) e por montanhas (NO e O); lagos salobros (interior)
Clima: tropical
Área: 939.470 km²
População: 32,2 milhões (1998)
Composição étnica: nianveses e sucumas 26,3%, suaíles 8,8%, haias 5,3%, hehes e benas 5%, outros 54,6% (1987)
Cidades principais: Dar es Salaam (1.360.850), Mwanza (223.000), Dodoma (203.800), Tanga (187.155), Zanzibar (157.600) (1988)
Patrimônios da Humanidade: Área de Conservação Ngorongoro; ruínas de Kilwa Kisiwani e Songo Mnara; Parques Nacionais Serengeti e do Kilimanjaro; Reserva de Caça Selous
República presidencialista.
Divisão administrativa: 25 regiões.
Chefe de Estado e de governo: presidente Benjamin William Mkapa (CCM) (desde 1995).
Principais partidos: Revolucionário da Tanzânia (CCM), Frente Cívica Unida (CUF).
Legislativo: unicameral - Assembléia Nacional, com 275 membros (232 eleitos por voto direto, 37 mulheres indicadas, 5 delegados da Casa dos Representantes de Zanzibar e o procurador geral), eleitos para mandato de 5 anos.
Constituição em vigor: 1977.
Agricultura: café (42 mil t), pluma de algodão (84,5 mil t), castanha de caju (67 mil t) (1997)
Pecuária: eqüinos (178 mil), bovinos (13,4 milhões), suínos (335 mil), ovinos (4 milhões), caprinos (9,7 milhões), aves (27,4 milhões) (1997)
Pesca: 345 mil t (1995)
Mineração: diamante (126,7 mil quilates), ouro (318 kg), sal (86,7 mil t) (1996)
Indústria: alimentícia, têxtil, tabaco, bebidas
Parceiros comerciais: Reino Unido, Japão, Quênia, Alemanha, Japão, Bélgica, Índia
Fonte: www.mulheresnegras.org
Nome oficial: República Unida da Tanzânia (Jamhuri
ya Muungano wa Tanzania).
Nacionalidade: tanzaniana.
Data nacional: 12 de janeiro (aniversário da Revolução
- Zanzibar); 26 de abril (Dia da União - Tanganica); 9 de dezembro
(Independência).
Capital: Dodoma.
Cidades principais: Dar es Salaam (1.360.850), Mwanza (223.000),
Dodoma (203.800), Tanga (187.155), Zanzibar (157.600) (1988).
Idioma: suaíle e inglês (oficiais), línguas
regionais.
Religião: islamismo 35%, crenças tradicionais
35%, cristianismo 30% (1984).
Localização: sudeste da África.
Hora local: + 6h.
Área: 939.470 km2.
Clima: tropical.
Área de floresta: 325 mil km2 (1995).
Total: 33,5 milhões (2000), sendo nianveses e sucumas
26,3%, suaíles 8,8%, haias 5,3%, hehes e benas 5%, outros 54,6% (1987).
Densidade: 35,66 hab./km2.
População urbana: 31% (1998).
População rural: 69% (1998).
Crescimento demográfico: 2,3% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 5,48 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 47/49 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 82 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 24,8% (2000).
IDH (0-1): 0,415 (1998).
Forma de governo: República presidencialista.
Divisão administrativa: 25 regiões.
Principais partidos: Revolucionário da Tanzânia (CCM),
Frente Cívica Unida (CUF).
Legislativo: unicameral - Assembléia Nacional, com
275 membros (232 eleitos por voto direto, 37 mulheres indicadas, 5 delegados
da Casa dos Representantes de Zanzibar e o procurador-geral), com mandato
de 5 anos. O governo pode mudar o número de representantes a ser eleito
antes de cada pleito.
Constituição em vigor: 1977.
Moeda: xelim tanzaniano.
PIB: US$ 8 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 46% (1998).
PIB indústria: 15% (1998).
PIB serviços: 39%* (1998).
Crescimento do PIB: 3% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 220 (1998).
Força de trabalho: 16 milhões (1998).
Agricultura: café, algodão em pluma, castanha
de caju, cravo-da-índia.
Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos, aves.
Pesca: 357,2 mil t (1997).
Mineração: diamante, ouro, sal, carvão,
calcário.
Indústria: alimentícia, têxtil, tabaco,
bebidas (cerveja).
Exportações: US$ 674 milhões (1998).
Importações: US$ 1,5 bilhão (1998).
Principais parceiros comerciais: Reino Unido, Japão, Quênia,
Alemanha, África do Sul, Índia.
Efetivo total: 34 mil (1998).
Gastos: US$ 140 milhões (1998).
Fonte: www.portalbrasil.net
Língua oficial: Sauhili, inglês; apenas 2% falam sauhili e nenhuma outra língua africana local. Todas as línguas 135. Línguas com Escrituras: 17 Bíblia, 17 NT, 15 Porções, 10 Traduções em andamento. (Operation World).
Cristã: 51,42% (evang 17% cresc. +6,4%, pent 4,7% cresc. +4,4%); Muçulmana: 31,30%; Tradição étnica: 15,15%; Hindu: 0,90%; Baha'i: 0,40%; Não religioso: 0,30%; Sikh: 0,03% (Operation World).
População: 39.000.000
Área Geográfica: 939.470 km2
Capital: Dodoma
Moeda: Xelim tanzaniano
Sistema Político: República Presidencialista
Hora Local: +6h
Diferença de hora entre o Brasil e este País.
Fonte: www.meg.org.br