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TATURANAS

Ciclo da Taturana

A lagarta Lonomia obliqua, ou simplesmente "taturana" (tata-semelhante, rana-fogo), como e mais conhecida no sul do Pais (mandrová, mandorova, mandruvá, uruga, ruga, são outros nomes utilizados), é uma das fases do ciclo biológico de uma mariposa de coloração cinza (fémeas) ou amarelo-alaranjado (machos) ambos com uma listra transversal sobre as asas. Elas vivem em média 15 dias na fase adulta como mariposas, aparecendo com mais frequência nos meses de verão (novembro a março), onde após o acasalamento põem os ovos. Decorridos aproximadamente dez dias, após a postura dos ovos nas folhas e troncos de árvores - frutíferas ou não - os ovos se rompem (eclodem). Surgem as lagartas que passam a se alimentar de plantas durante a noite.

A preferencia por árvores frutíferas faz com que a ocorrência dos acidentes seja maior nos pomares. Neste período larval de aproximadamente 3 meses, as taturanas aumentam de tamanho trocando de pele varias vezes, podendo alcançar até 8 cm de comprimento. Vivem em grupos e podem ser vistas durante o dia nos troncos das árvores, ocasião em que ocorrem os acidentes.

Após a última ecdise (troca de pele), as taturanas entram na fase de pupa ou crisálida (o seu casulo) ficando sob as folhas caídas e restos vegetais no solo da base das árvores. Após este período de empupamento, que pode durar cerca de 3 meses, elas se transformam no que serão os adultos alados as mariposas machos e fêmeas. Em seguida à emergência das mariposas adultas, ocorrem os acasalamentos e posteriormente as posturas, completando o ciclo evolutivo.

O fascínio do encontro

. . As taturanas de forma geral apresentam uma coloração muito variada com combinações cromáticas que fascina, pela sua beleza, atraindo com muita facilidade o toque, principalmente, das crianças.

O acidente é ocasionado pela introduçào do líquido urticante na pele através de espinhos. Estes espinhos (cerdas) são estruturas de ponta aguda e frágil que ao contato com as partes descobertas do corpo, liberam o líquido. No caso dos Megalopigídeos, a base da cerda é uma porção implantada na pele da lagarta, consistindo em uma bolsa cheia de substância tóxica, que quando pressionada, impulsiona o líquido para cima, entrando em contato com a pele humana causando lesão. A gravidade corresponderá ao número de espinhos envolvidos no acidente. Já no caso dos Saturnídeos esta glândula se situa próxima da ponta do espinho que, ao quebrar-se, no contato com a pele, libera o líquido.

Estes espinhos podem estar distribuídos ao longo do corpo da lagarta em algumas espécies, ou ocultos sob pelos longos e sedosos em outras, ou ainda ligados a tubérculos que se projetam da pele da lagarta formando vários pequenos "pinheiros" esverdeados (chamados de SCOLI).
O dolorido acidente

Normalmente os acidentes com taturanas ocorrem da seguinte forma:

Manuseando a vegetação, a pessoa toca a lagarta com as mãos ou a espreme entre os dedos. O contato com as cerdas pontiagudas faz com que o veneno contido nos "espinhos" seja injetado na pessoa. A dos na maioria dos casos é violenta, irradiando-se do local da "queimadura" para outras regiões do corpo. No caso das Lonomias, algumas vezes, aparecem complicações como sangramento na gengiva e aparecimanto de sangue na urina.

No "Dicionário dos Animais do Brasil" (1968, p. 682), Rodolpho Von Lhering afirma: - "Em geral, a dor cede gradativamente no espaço de 36 horas, como verificamos pessoalmente, quando nos sujeitamos a uma experiência completa". Obviamente este não é o procedimento científico ideal para o estudo dos sintomas, mas ilustra bem como os pioneiros da ciência e da saúde se expunham em busca do conhecimento.

Os sintomas em acidentes com Lonomias (Saturnídeos)

- Imediata irritação no local atingido;

- Dor e desconforto geral;

- Manchas escuras (cor de Vinho) no local e em outras partes devido à hemorragia abaixo da pele;

- Pode haver sangramento pelo nariz, gengivas, urina e pequenos ferimentos (por exemplo, perfuração de brincos na orelha).

Devido às alterações na coagulação do sangue provocado pelo seu veneno, são possíveis evoluções do quadro para complicações mais graves como falta de funcionamento dos rins e hemorragias no cérebro.

qui é preciso que a pessoa acidentada seja levada ao médico.

O Instituto Butantan, a partir de suas pesquisas experimentais está desenvolvendo, com sucesso, um soro específico para os acidentes com Lonomia, que age sobre suas propriedades anticoagulantes. Este sôro está em testes.

Os sintomas em acidentes com Megalopigídeos (Lagarta-Fogo)

- Dor muito intensa no local;
- Aparecimento de inchaço;
- Ingua;
- Sensação de queimação

Geralmente o tratamento é feito a partir da utilização de analgésicos injetáveis, sem que haja maiores complicações em sua evolução.

Neste caso e no caso das Lonomias é indispensável o atendimento imediato.

Fonte: www.orkideas.com.br

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Taturana ou tatarana (do tupi Semelhante ao fogo) é o estado larvar (lagarta) das Mariposas (Brasil) ou traças (Europa) do género Lonomia e outras. Estas lagartas têm pilosidades e são potencialmente perigosas. Há algumas espécies com venenos poderosos, como a Lonomia obliqua, denominadas "taturanas assassinas", que podem provocar hemorragia, insuficiência renal e até levar à morte. Nos Estados do sul do Brasil chegaram a ocorrer mais de mil casos de acidentes com lagartas do gênero Lonomia, vários destes resultando em morte. Pesquisas da ESALQ indicam que a proliferação destas deve-se ao fato de vários predadores naturais (contra os quais, curiosamente, os pêlos não são defesa) terem desaparecido com a devastação do ambiente natural. Desta forma, as taturanas, que antes alimentavam-se das folhas da aroeira e do cedro, passaram a alimentar-se das folhas de árvores dos pomares, diminuindo assim a distância do habitat humano e aumentando a incidência de acidentes.

Predadores naturais

A pesquisa da USP descobriu que o principal predador da Lonomia obliqua é uma mosca da família Tachinidae, que deposita cinco ou seis ovos na taturana. Ao nascerem as larvas alimentam-se de seu corpo. Uma vespa da família Ichneumonidae faz o mesmo, embora deposite apenas um ovo. O vírus loobMNPV é nocivo apenas para a Lonomia obliqua, que fica com movimentos lentos e aparência amarelada. Um verme da família Mermitidae também foi identificado como predador, além de um percevejo da família Pentatomidae que consegue sugar os fluidos da lagarta.

Não foi identificado nenhuma ave ou mamífero que agisse como inimigo natural, o que justificaria a existência dos pêlos venenosos.

Antídoto

O único remédio eficiente para acidentes com a Lonomia é o Antilonômico, feito a partir das cerdas pelo Instituto Butantan.

Fonte: pt.wikipedia.org

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Taturanas: Hábitos

As larvas de algumas mariposas são popularmente conhecidas como taturanas, lagartas-de-fogo, saiú, taturana-gatinho, mandarová, marandová e mandrová entre outros. Os indígenas as denominam tatarana, que significa “semelhante a fogo” (tata = fogo, rana = semelhante), devido a sensação causada pela toxina de algumas espécies, quando em contato com a pele.

As lagartas ou taturanas são formas jovens de um grupo de insetos chamados de Lepidoptera (lepido = escamas, ptera = asa). Como diz o nome, são insetos que possuem asas cobertas de escamas, as populares borboletas e mariposas.

As larvas são normalmente encontradas em árvores frutíferas, cujas folhas lhe servem de alimento. Lagartas grandes costumam devorar as folhas pelas bordas, deixando apenas as nervuras maiores, enquanto lagartas menores costumam fazer pequenos buracos, deixando o esqueleto da folha intacto; outras espécies perfuram frutos.

Existem taturanas solitárias e outras que apresentam comportamento gregário, isto é, ficam juntas quando repousam. Se molestadas, fogem uma atrás da outra em fila indiana.

Tanto as lagartas quanto os adultos podem apresentar hábitos diurno ou noturno, conforme a espécie. Mariposas são normalmente noturnas e as borboletas diurnas.

Fonte: portal.prefeitura.sp.gov.br

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