É a palavra ou conjunto de palavras, de caráter nominal, que empregamos para expressar uma invocação ou chamado.
O vocativo é um elemento que, embora colocado pelos gramáticos dentre os termos da oração, isola-se dela. Isto é, o vocativo não se integra sintaticamente aos termos essenciais da oração (sujeito e predicado) e pode, sozinho, constituir-se uma frase. Essa propriedade advém do fato de que o vocativo insere, na oração, o interlocutor discursivo, ou seja, aquele a quem o falante se dirige na situação comunicativa.
Por Deus, Amélia, vamos encerrar essa discussão!
Posso me retirar agora, senhor?
Meninos!
...[vocativo constituindo uma frase]
A entonação melódica da língua falada costuma acentuar os vocativos. Essa forma de expressão é reproduzida, na língua escrita, por meio de sinais de pontuação. Assim, o vocativo é obrigatoriamente acompanhado de uma pausa: curta, através do recurso da vírgula; longa, através do recurso da exclamação ou das reticências. Não há posição definida para o vocativo na sentença, porém, quando se apresenta no interior da oração, deve ser colocado entre vírgulas.
Além disso, é bastante comum encontrarmos o vocativo associado a alguma forma de ênfase. Se não através da pontuação, o recurso mais popular é vê-lo associado a uma interjeição.
Ah, mãe! Deixe-me ir ao jogo hoje!
Ó, céus, para quê tanto espetáculo em dias tão
desastrosos?
Há de atentarmos para uma distinção entre o vocativo
e frases constituídas por um único substantivo. Nestas não
se verifica qualquer invocação ao interlocutor do discurso,
mas, antes, se dirigem a alguém expressando um aviso, um pedido ou
um conselho. No vocativo, porém, o interlocutor é chamado a
integrar o discurso do falante.
Perigo!
...[frase constituída por um substantivo]
Rebeca!
...[vocativo]
Fonte: www.nilc.icmc.usp.br