
Pôr do Sol do Monte Everest, Tibet. (Maio, 1997, "Philippe Noth's
Web Page")
As mais altas montanhas do planeta se situam na Ásia. Há 50 milhões de anos a placa da Índia se chocou com a da Ásia e desde essa época ela já penetrou mais de 2.000 km debaixo dela. O resultado foi o aparecimento de um planalto com mais de 6.000 m de altura e das montanhas mais altas do planeta. O Himalaia é a região onde estão situados 9 dos 14 picos com mais de 8.000 m.
O Everest com 8.844 m é o pico mais elevado. Ainda hoje o processo de subducção continua e todo o planalto se eleva à razão de 3 milímetros por ano. O Monte Everest, conhecido pelos ocidentais como Pico XV até 1856, recebeu esse nome em homenagem a George Everest (1790-1866), o agrimensor chefe do grupo responsável pelo levantamanto topográfico da Índia de 1830 a 1843. A maioria dos Nepaleses o chamam de Sagarmatha (Testa no Céu). Os Tibetanos e os Sherpa, povo do norte do Nepal, o chamam de Qomolangma (Deusa Mãe do Mundo). O alpinista néo-zelandês Edmund Percival Hillary (1919- ) e o guia sherpa Tenzing Norgay (1914-1986) foram os primeiros a conquistar esse pico em 1953.
A maior montanha da Terra, medida da base ao topo, é o vulcão Mauna Kea situado no arquipélago do Havaí, EUA. Da sua base ao topo tem 10.203 m sendo 5.998 m abaixo do nível do mar e 4.205 m acima. A montanha mais maciça é o vulcão Mauna Loa, situado também no arquipélago do Havaí, com um volume de 74 trilhões de metros cúbicos de lava vulcânica.
As maiores montanhas da Terra não são as maiores montanhas do Sistema Solar, mas são as maiores montanhas possíveis de existir no nosso planeta. Marte, pelo fato de possuir metade do tamanho da Terra e de sua força da gravidade ser 2,6 vêzes menor que a da Terra, possui inúmeros vulcões com mais de 15 km de altura. O vulcão Olimpus Mons com 26.000 m é o mais alto de Marte e a montanha mais alta até hoje observada no Sistema Solar.

Neste planisfério foram identificadas algumas das placas da crosta
terrestre e a direção de seu deslocamento.

Neste desenho vemos como é a Fossa Mariana, o local de maior profundidade
dos oceanos.
Há 4,1 bilhões de anos os oceanos começaram a se formar. Ao longo do tempo a espessura da crosta terrestre se adaptou à pressão do que havia sobre ela e, assim sendo, por suportar uma pressão menor que sob os continentes, sua espessura varia de 0 a 10 km. O fundo dos oceanos foi formado a partir das atividades vulcânicas. No fundo dos oceanos existem mais de 40.000 km de fissuras oriundas do afastamento das placas da crosta. As erupções vulcânicas que ocorrem aí são responsáveis pela injeção de 17 km3 de nova crosta por ano. O arquipélago do Havaí é um exemplo típico de empilhamento de basalto desde o fundo do oceano.
71% da superfície da Terra é coberta pelos oceanos, 97,2% da água do planeta e quase a totalidade da água salgada (99,99%) está neles. Estudando o fundo dos oceanos sabemos que existem grotas seis vezes mais profundas que o Grande Cânion (2.682m). A profundidade média dos oceanos é de 3.700 m e a maior profundidade é o Challenger Deep, na Fossa Mariana, próxima das Filipinas no Oceano Pacífico, com 11.035 m.
A pressão na maior profundidade do oceano é de mais de 5 toneladas por centímetro quadrado, ou seja, cerca de 1.000 vezes a pressão na superfície terrestre. A temperatura no fundo do oceano é de 4° C. Cerca de 90% do oxigênio do planeta é produzido no oceano pelo fitoplâncton. O melhor meio de comunicação na água é o som já que além da velocidade do som na água ser quatro vezes maior que no ar (1.500 ms-1), se propaga a maiores distâncias. A visibilidade na água diminui com a profundidade. Numa água límpida, ao meio dia, a luz solar diminui de 10% a cada 75 metros e, a 500 m metros de profundidade há quase uma escuridão total.
Fonte: www.todooceu.com