O tétano é uma doença infecciosa aguda, não contagiosa, mas muitas vezes fatal. O bacilo causador é o Clostridium tetani ou bacilo tetânico ou bacilo de Nicolaier, em homenagem ao médico alemão que o descobriu em 1885. Estes bacilos podem formar esporos, tornando-se arredondados e podendo sobreviver em condições adversas.
Os sintomas se manifestam normalmente entre 5 e 10 dias devido às toxinas liberadas pelos bacilos tetânicos. Inicialmente, caracteriza-se por irritabilidade, cafaléia, febre e dificuldade de deglutinação. Além de a contratura provocar deformações fisionômicas no rosto, o "riso sardônico", a rigidez muscular, ao chegar à nuca, projeta a cabeça para trás; no abdômen, provoca o chamado abdômen-tábua; na língua e na faringe, torna quase impossível o paciente engolir até água. Muitas vezes, o espasmo gótico pode ser causa de asfixia.
Vacinação de crianças, a partir dos 2 ou 3 meses de idade, em geral associada à vacinação contra coqueluche e difteria (vacina tríplice). Devem ser feitas, no mínimo, três doses com intervalos de 30 a 60 dias. A dose de reforço ou revacinação deve ser repetida a cada 10 anos. Caso a criança tenha tido a vacinação completa, com cinco doses, não é necessário revaciná-la antes dos 14 anos.
Uma pessoa com algum ferimento que possa levar ao tétano, se não foi devidamente vacinada na infância ou se já foi vacinada há mais de dez anos, pode e deve receber a vacina. Conforme o caso, pode haver também a necessidade de administração de soro antitetânico ou imunoglobulina antitetância humana. Portanto, recomenda-se levar a pessoa a um posto de saúde para a orientação. Outra recomendação importante é lavar os ferimentos com água e sabão, complementar a limpeza com água oxigenada 10 volumes e usar anti-séptico tópico. Importante é nã usar pós cicatrizantes em feridas recentes.
Observação: Toda doença deve ser tratada por um médico responsável. Portanto, procure o posto de saúde mais próximo, ou leve a um hospital mais próximo de sua casa.
Fonte: www.brasilescola.com

Tétano é uma doença infecciosa, causada pela ação da exotoxina do Clostridium tetani sobre as células motoras do sistema nervoso. Caracteriza-se pela hipertonia da musculatura estriada, generalizada ou não.
A toxina tetânica fixada nas células nervosas bloqueia a transmissão dos impulsos inibidores dos neurônios, produzindo prolongados espasmos musculares, tanto dos grupos flexores como dos extensores com predominância dos flexores. No tétano avançado irão predominar as contraturas de flexão.
O Clostridium tetani ou bacilo de Nicolaier (1885), é gram-positivo, estritamente anaeróbio, resistente à ebulição durante 8 minutos, à dessecação, à luz e aos anti-sépticos. Conserva sua vitalidade durante anos ao abrigo da luz. O bacilo tetânico sobrevive à temperatura de 37ºC, podendo sobreviver a variação entre 14 e 43ºC.
O Tétano pode ser confundido com afecções da boca que se fazem acompanhar de trismo, como abcesso dentário, amigdalite e outros. Deve também ser diferenciado do envenenamento pela estriquinina, das meningites, hidrofobia, histeria e outros.
1) Forma Generalizada - hipertonia muscular generalizada responsável por sinais característicos das doenças: trismo, riso dardônico, opistótono, rigidez abdominal, convulsões e espasmos musculares.
Estes são extensos e generalizados espontâneos ou desencadeados por estímulos diversos.
A forma generalizada é classificada em três grupos: leve, moderada e grave, baseada no tempo de progressão.
- Grupo I - Leve: o período de incubação é maior que 14 dias e o de progressão superior a 6 dias. Os sintomas são discretos, boa resposta aos sedativos.
- Grupo II - Grave: o período de incubação ocorre entre 10 e 14 dias e o de progressão de 3 e 6 dias. Os sintomas são intensos, rigidez generalizada. Inexistem os sinais de insuficiência respiratória. Febre e sudorese são discretas. A resposta aos miorelaxantes e sedativos controla os sintomas de modo satisfatório.
- Grupo III - Gravíssimo: o período de incubação é menor que 10 dias e o de progressão inferior a 3 horas. Os sintomas bastante intensificados causam, com freqüência, aspiração de salivas ou do conteúdo gástrico para as vias aéreas durante as crises de apnéia. Respostas aos sedativos e miorelaxantes é inadequada, tornando necessário o emprego de métodos terapêuticos mais complexos como curarização, traqueostomia e ventilação artificial prolongado.
2) Forma Localizada - manifesta-se por hipertonia e espasmos musculares limitados quase que exclusivamente aos grupos musculares inervados pelas vias neurais que transportam a toxina da região do ferimento. A forma cefálica, entretanto, pode levar o paciente ao óbito por insuficiência respiratória conseqüência de espasmos da glote ou laringe.
Não existem meios de se fazer o tratamento etiológico, pois processos de detoxicação ou neutralizar a toxina que se encontra fixada nos tecidos ainda são desconhecidos. Desse modo o tratamento é, essencialmente sintomático.
1) Remoção de toxinas:
2) Neutralização da toxina ainda não combinada nos líquidos orgânicos ou na ferida.
3) Controle dos sistemas e manutenção das funções vitais:
O tratamento é individual e a evolução do tétano é bastante imprevisível e a resposta terapêutica muito variável.
4) Evitar complicações:
Sedação e relaxamento muscular. (Diazepan ou derivados)
5) Promover a reabilitação e prevenir as recidivas:
Fraturas de vértebras e costelas, deformidades torácicas, infecção bacteriana, complicações pulmonares por gram (-), insuficiência renal, acidose Láctea, choque séptico, o que poderão ensombrecer o prognóstico.
Fonte: www.aguaviva.mus.br
Doença infecciosa causada pela bactéria Clostridium tetani (bacilo de Nicolaier) e transmitida pelo contato de ferimentos superficiais ou profundos com terra, ferrugem ou fezes, onde vive a bactéria. Ao se instalar na lesão, o microrganismo começa a produzir uma toxina que atinge as terminações dos nervos, migrando até a medula e desorganizando os impulsos nervosos.
Com isso, deixa os músculos em contração permanente. O ferimento do cordão umbilical dos recém-nascidos é uma das portas de entrada da bactéria. Nesse caso, a doença é chamada de tétano umbilical ou neonatal.
Os primeiros sintomas costumam aparecer de sete a dez dias após a contaminação e seguem uma ordem determinada. Inicialmente, ocorre o tétano local, a rigidez dos músculos na região do ferimento. Em seguida, surgem contrações permanentes e convulsões. Também podem ocorrer dor nas costas e nos membros e rigidez na nuca e na parede abdominal. Os sintomas costumam intensificar-se com estímulos luminosos, manuseio do ferimento, secreção e tosse. A doença pode levar à morte do doente por asfixia.
A prevenção é feita com a vacina tríplice, que deve ser reforçada até a idade adulta. Quando uma pessoa é ferida, deve limpar o local com água e sabão e, se existirem corpos estranhos, fazer limpeza cirúrgica. Em seguida, é preciso tomar soro antitetânico e antibiótico e permanecer em observação. Para combater as dores e a rigidez dos músculos, são usados sedativos e medicamentos músculo-relaxadores. É falsa a idéia de que ao ferver os objetos se mata a bactéria do tétano, já que ela sobrevive a alta temperatura.
Fonte: www.superzap.com
É uma doença infecciosa grave, não contagiosa, causada
por toxina produzida pela bactéria Clostridium tetani. Sob a forma
de esporos, essa bactéria é encontrada nas fezes de animais
e humanos, na terra, nas plantas, em objetos e pode contaminar as pessoas
que tenham lesões na pele (feridas, arranhaduras, cortes, mordidas
de animais,etc.)pelas quais possam penetrar.
A toxina produzida pela bactéria ataca principalmente o sistema nervoso central. São sintomas do tétano rigidez muscular em todo o corpo, mas principalmente no pescoço, dificuldade para abrir a boca (trismo) e engolir, riso sardônico produzido por espasmos dos músculos da face. A contratura muscular pode atingir os músculos respiratórios e pôr em risco a vida da pessoa.
É feito clinicamente, ou seja, de acordo com os sintomas e lesões de pele pelas quais a bactéria possa ter entrado no organismo do paciente.
Antibióticos, relaxantes musculares, sedativos, imunoglobulina antitetânica e, na falta dela, soro antitetânico são usados para o tratamento da doença.
Crianças até cinco anos devem receber a vacina tríplice contra tétano e, a partir dessa idade a vacina dupla (contra difteria e tétano) que também é recomendada para os adultos e pode ser obtida em qualquer posto de saúde. Uma dose de reforço deve ser tomada a cada dez anos para garantir a proteção contra a doença.
Limpe cuidadosamente com água e sabão todos os ferimentos para evitar a penetração da bactéria
Não pense que apenas pregos e cercas enferrujados podem provocar a doença. A bactéria do tétano pode ser encontrada nos ais diversos ambientes
Mantenha o esquema de vacinação em dia. Muitos adultos jamais tomaram a vacina dupla contra tétano e difteria e, mesmo os que já tomaram, costumam esquecer-se das doses de reforço
Saiba que o tétano é uma doença grave, às vezes, fatal, se a pessoa não for atendida prontamente num hospital. Não hesite diante de sintomas que possam sugerir que ela tem a doença.
Fonte: www.drauziovarella.com.br
O tétano pode ser uma doença fatal, como na maioria dos casos, no Brasil morrem cerca de mil pessoas por ano, isso poderia ser evitado com uma simples vacina como prevenção.
O tétano é causado por uma bactéria conhecida no meio acadêmico como Clostridium tetani, este germe tem cerca de 3 à 5 micra de comprimento, sua morfologia se assemelha a um palito de fósforo, mas nem sempre se apresenta assim, para aumentar sua capacidade de sobrevivência, este micróbio assume a forma de esporo.
O esporo tetânico geralmente vive no intestino do homem e de outros animais, sem lhes causar danos. As dejeções os espalham por toda parte, o que explica a maior incidência de tétano nas zonas rurais. Os esporos podem ser levados pelo vento, água ou mesmo através dos pés de animais como aves, roedores, gado e outros, portanto podemos encontrar este agente infeccioso em qualquer lugar, não apenas sobre metais enferrujados como diz a crendice popular.
Já o bacilo é bem mais sensível, Só podem sobreviver fora do contato com o oxigênio, o que o classifica como um micróbio anaeróbio, basta apenas um sopro de ar para mata-lo. Dificilmente este tipo de micróbio se desenvolve em ferimentos superficiais em virtude da alta exposição ao oxigênio, porém, em ferimentos profundo, longe do contato com o oxigênio o esporo pode se desabrochar em bacilo e proliferar. As toxinas produzida por este micróbio apresenta alto grau de toxidade para o sistema nervoso central que regula o movimento muscular. Quando o bacilo tetânico atinge o sistema nervoso desencadeia alta sensibilidade, a luz e o barulho, em contato com esses efeitos o infectado sofre espasmos musculares de proporções que podem leva-lo a morte.
No rosto, a contratura provoca deformações de fisionomia, especialmente o característico - riso sardônico . A rigidez ao chegar à nuca, projeta a cabeça para trás; no abdome, nivela a musculatura, caracterizando-se o chamado Abdome-tábua ; na língua e na faringe, torna praticamente impossível ao paciente engolir até mesmo água.
Todos estes sintomas podem ir muito além e matar o indivíduo por asfixia, devido ao espasmo muscular do sistema respiratório.
A prevenção contra o tétano esta justamente na vacinação, não existe nenhum outro tipo conhecido. A vacina antitetânica é obtida da própria toxina tetânica, atenuada em sua virulência por processos artificiais.
Para combater o tétano, só há um remédio: o soro antitetânico, que, contudo, possui limitações. 1- Uma delas, é que o bacilo não tenha atingido o sistema nervoso. 2- Que o paciente não seja alérgico ao soro antitetânico, pois pode ter consequências fatais.
Fora isso, o tratamento possui apenas formas paliativas - sedativos, relaxantes musculares, drogas contra a dor e antibióticos.
A toxina tetânica ataca, sobretudo, a ponte de Varólio e os cornos anteriores da medula espinhal (pontilhado vermelho). Na medula atinge as células cujos prolongamentos inervam os músculos de movimentação voluntária.
Fonte: www.consulteme.com.br
O tétano é uma doença transmissível, não-contagiosa, que apresenta duas formas de ocorrência: acidental e neonatal. A primeira forma geralmente acomete pessoas que entram em contato com o bacilo tetânico ao manusearem o solo ou através de ferimentos ou lesões ocorridas por materiais contaminados, em ferimentos na pele ou mucosa. O tétano neonatal é causado pela contaminação durante a secção do cordão umbilical pelo uso de instrumentos cortantes ou material de hemostasia inadequadamente esterilizados ou não esterilizados, pelo uso de substâncias contaminadas no coto umbilical como teia de aranha, pó de café, fumo, esterco.
A doença reduziu de 2.226 casos em 1982 para menos de 600 desde 2002. Nos últimos quatro anos tem sido evidenciado que mais de 70% dos casos estão na faixa etária abaixo de 60 anos de idade e cerca de 20 a 30% na faixa etária de 60 anos e mais. As mortes pelo tétano acidental também acompanham a tendência declinante, das 713 ocorrências anuais registradas em 1982, para menos de 300 desde 1998. No mesmo período ocorreu uma redução no número de casos de tétano neonatal de 584 em 1982 para 15 em 2003. Considerando que esta enfermidade apresenta uma letalidade média de 70%, esta redução tem um impacto importante na mortalidade infantil neonatal.
O tétano acidental pode ser evitado pelo uso da vacina DPT na infância e com a vacina dupla adulto (dT) em adultos, além dos reforços a cada dez anos para quem já tem o esquema completo. Outra medida importantes é a adoção de procedimentos adequados de limpeza e desinfecção de ferimentos ou lesão suspeita para tétano, nas unidades de saúde. A manutenção do esquema de vacinação preconizado atualizado é de extrema importância, porque a vacina apresenta uma eficácia de quase 100%. A conscientização da população sobre algumas medidas de prevenção contra o tétano também é um fator que tem contribuído na redução dos casos. Esta conscientização deve ser extendida ao ambiente de trabalho para algumas categorias profissionais de maior exposição a ferimentos e contato com material contaminado.
O tétano neonatal pode ser evitado principalmente por meio da vacinação das gestantes durante o pré-natal, iniciando com o recebimento precoce do esquema vacinal preconizado. Desde 2003, visando assegurar uma maior proteção das futuras gestantes, vem sendo adotada no país a vacinação das mulheres em idade fertil, priorizando-se os estados com maior ocorrência de casos de tétano neonatal. Segue-se da importância do parto asséptico ou limpo e o tratamento correto do coto umbilical. Esses fatores são básicos para que o tétano neonatal seja eliminado em todo o território nacional.
Fonte: www.saude.gov.br