| NOME OFICIAL | República Democrática de Timor-Leste |
|---|---|
| POPULAÇÃO (2001) | 787.342 habitantes |
| ÁREA | 18.850 km |
| CAPITAL | Díli |
| SISTEMA POLÍTICO | República Parlamentarista |
Ao longo de seu mandato, que se estendeu por dois anos e meio, a UNTAET - Administração Transitória das Nações Unidas em Timor-Leste - cuidou de organizar e reconstruir o país e prepará-lo para a independência. Foram realizadas eleições para a Assembléia Constituinte em 30/8/2001 e eleições presidenciais em 14/4/2002, quando foi eleito Xanana Gusmão. Em 20/5/2002 foi formalmente declarada a independência da nova República e foram empossados o presidente-eleito, o Parlamento e o governo do Primeiro Ministro Mari Alkatiri.
Após a independência do país, foi criada pelo Conselho de Segurança a Missão de Apoio das Nações Unidas a Timor Leste (UNMISET).
Passados os dois primeiros meses desde as cerimônias de independência
de Timor-Leste, o Governo do Primeiro Ministro Mari Alkatiri, dispondo de
maioria estável no Parlamento Nacional, não tem encontrado dificuldades
em fazer aprovar as leis de seu interesse. A FRETILIN (Frente Timorense de
Libertação Nacional), partido do Primeiro Ministro, foi o mais
votado nas eleições de agosto de 2001, ainda que não
tenha conseguido obter a maioria de 2/3. O segundo colocado foi o jovem Partido
Democrático (PD), com sete parlamentares, seguido do Partido Social-Democrata,
com seis representantes no Parlamento.
O Presidente da República, Xanana Gusmão, além de suas
atividades internas, tem representado seu país no exterior, para promover
as relações de Timor-Leste com a comunidade internacional.
Timor-Leste independente coloca em prática a estratégia diplomática concebida e anunciada pelo Chanceler Ramos-Horta desde o primeiro momento em que assumiu a responsabilidade pela condução dos negócios estrangeiros de seu país. As duas maiores prioridades são Austrália e Indonésia, seguidas de Portugal, União Européia, Nações Unidas e Estados Unidos, bem como a inserção na CPLP e ASEAN.
A primeira viagem oficial de Xanana Gusmão, na qualidade de Presidente da República, foi à Austrália. Em seguida, viajou à Indonésia para o estabelecimento formal de relações diplomáticas com aquele país, cuja Presidente, embora tivesse comparecido a Díli nas celebrações da Independência, não desejou estabelecê-las na capital timorense. A visita a Portugal ocorrerá logo após a Assembléia Geral das Nações Unidas, em setembro.
Xanana Gusmão encontra-se em visita oficial ao Brasil e participa da IV Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP, quando se dará o ingresso formal de Timor-Leste na Organização. No mesmo período, o Primeiro Ministro Mari Alkatiri e o Chanceler Ramos-Horta viajam a Brunei para a reunião de cúpula da ASEAN.
Com respeito ao mundo lusófono, a Constituição timorense assevera, por um lado, que "a República Democrática de Timor-Leste mantém laços privilegiados com os países de língua oficial portuguesa", mas, ao mesmo tempo, afirma que "mantém laços especiais de amizade e cooperação com os países vizinhos e os da região." Portugal e os demais países da CPLP, porém, ocupam lugar de particular importância. Situam-se neste contexto ações como a adoção do português como língua oficial (ao lado do tétum) e a adesão à CPLP.
Timor-Leste deverá manter a política externa de gestos equilibrados para os vários quadrantes que hoje pratica. Nela deverá haver lugar especial para o mundo de língua portuguesa e para o Brasil.
O Brasil votou consistentemente nas Nações Unidas em favor da independência de Timor-Leste.
A história mais recente das relações bilaterais retrocede a fevereiro de 2000, quando o Embaixador do Brasil em Jacarta entregou a Xanana Gusmão carta na qual o Presidente Fernando Henrique Cardoso o convidava a visitar o Brasil.
O Brasil recebeu sucessivamente as visitas do Presidente Xanana Gusmão (então na qualidade de Presidente do Conselho Nacional da Resistência Timorense, CNRT) e do Bispo D. Carlos Filipe Ximenes Belo, ambas em março/abril de 2000.
Em 1º de junho, começou a operar o Escritório de Representação do Brasil em Díli.
Em 22 de janeiro de 2001, o Presidente Fernando Henrique Cardoso e a Doutora Ruth Cardoso visitaram Timor-Leste para reafirmar o interesse brasileiro em cooperar com o país e garantir o seu direito à independência.
Realizou visita oficial ao Brasil, em 4 e 5 de fevereiro de 2002, o Administrador Transitório de Timor Leste, Sérgio Vieira de Mello, que, em seus contatos com autoridades brasileiras, deu ênfase à participação do Brasil na Força das Nações Unidas de Manutenção da Paz e à cooperação nos terrenos da defesa, da educação, da saúde e da agricultura.
O Ministro de Estado das Relações Exteriores representou o Brasil na cerimônias de independência de Timor-Leste. Na mesma data, foram estabelecidas relações diplomáticas com o novo Estado, assinados Acordos de Cooperação Técnica e Educacional e o Escritório de Representação do Brasil em Díli foi elevado à categoria de Embaixada.
Merece também destaque o apoio prestado pelo Brasil à realização de eleições livres em Timor-Leste. Missão brasileira de observação eleitoral, composta por representantes do Congresso Nacional e da Justiça Eleitoral, participou da fiscalização à Consulta Popular de agosto de 1999, quando se confirmou o desejo de independência da população timorense. Com igual sucesso, outras duas missões de observadores eleitorais brasileiros - contando com representantes da Câmara dos Deputados e do Poder Judiciário - foram enviadas a Timor-Leste, em agosto de 2001 e abril de 2002, para fiscalizarem, respectivamente, as eleições para a Assembléia Constituinte e Presidência da República.
Além da participação de efetivos do Exército brasileiro na Força de Manutenção de Paz da ONU e da presença de observadores militares nacionais em Timor-Leste, diversas são as iniciativas brasileiras em apoio à reconstrução do novo país, nas quais tem importante participação a Agência Brasileira de Cooperação (ABC). Entre elas merecem destaque:
(a) "Centro de Desenvolvimento Empresarial, Formação Profissional e Promoção Social Brasil - Timor-Leste" (ABC) - cuja implantação, promovida pela ABC/MRE, contou com a colaboração direta do SENAI e da FIESP (cujo Presidente, Horácio Lafer Piva, também esteve em Timor). O projeto tem por objetivo, numa primeira etapa, a formação de profissionais nas áreas de construção civil, eletricidade, costura industrial, marcenaria, informática, panificação e confeitaria; posteriormente, serão também formados profissionais em mecânica, fabricação de mobiliários e confecções em couro. O Centro foi lançado em janeiro de 2001, com a Presença do Presidente da República e inaugurado em 21 de maio passado pelo Ministro Celso Lafer. O Governo brasileiro está aportando a esse projeto cerca de US$ 1,8 milhão;
(b) "Alfabetização Solidária em Timor-Leste" (ABC) - a partir de projeto-piloto em Díli, a iniciativa foi ampliada a todos os 13 distritos do país, contemplando 141 salas de aula e 3.550 alunos. Tal projeto, dedicado à alfabetização de jovens e adultos, utilizou a metodologia do Programa Alfabetização Solidária do Brasil. O valor total do projeto atinge a cifra de US$ 540 mil;
(c) "Formação de Professores e Alunos com Recurso da Educação à Distância (Telecurso)" (ABC) - projeto apoiado pela Fundação Roberto Marinho. Esta iniciativa tem por objetivo a formação nos níveis fundamental e médio de jovens e adultos recém-alfabetizados, tendo alcançado implantar 20 tele-salas, atendendo a mais de 450 alunos. O custo final do projeto deve alcançar US$ 490 mil;
(d) "Transferência de Técnicas Cafeeiras" (ABC) - convênio firmado recentemente entre a Agência Brasileira de Cooperação e a Direção-Geral da Agricultura e Pesca de Timor-Leste, com vistas a aumentar a produtividade da cultura cafeeira local. Estima-se o valor do projeto em US$ 130 mil;
(e) "Cooperação em Matéria de Saúde" - decorrente de entendimentos mantidos no ano de 2001 entre os Ministérios da Saúde brasileiro e timorense, resultou na presença de médicos brasileiros em Timor-Leste e medidas de apoio à atuação do Ministério da Saúde timorense;
(f) "Pastoral da criança" - está em processo de implantação em Timor-Leste, devendo contar com recursos da UNICEF e do Ministério da Saúde local;
Esses projetos, além dos que se desenvolvem no âmbito da CPLP (nas áreas de educação, saúde, ensino profissionalizante, agricultura e telecomunicações, entre outras), revestem-se de ampliado conteúdo social e abrangem numerosas populações, com acesso democrático e igualitário. Representam, também, a confiança do Governo brasileiro na consolidação e aprofundamento da cooperação solidária com Timor-Leste.
Fonte: www2.mre.gov.br
Designação Oficial: República Democrática de Timor-Leste
Designação Local: Timor Lorosae (Timor do Sol Nascente, em tétum)
Capital: Díli
Divisões Administrativas: 13 distritos administrativos – Aileu; Ainaro; Baucau; Bobonaro (Maliana); Cova-Lima (Suai); Díli; Ermera; Lautem (Los Palos); Liquiça; Manatuto; Manufahi (Same); Oecussi (Ambeno); Viqueque.
Chefe de Estado: José Ramos Horta
Primeiro-Ministro: Estanislau da Silva
Ministra dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação: Adalgisa Magno
Partido no Governo: Fretilin
Data da Restauração da Independência: 20
de Maio de 2002
Línguas Oficiais: Tétum e Português;
Línguas de Trabalho: Inglês e Bahasa (que foi obrigatória sob o jugo indonésio); nota: há cerca de 16 línguas indígenas.
Religiões: Católicos Romanos (90%); Muçulmanos (4%); Protestantes (3%), Hindus (0,5%), Budistas, Animistas (est. 1992).
Área: 14.609 Km2
Clima: monónico, com duas estações (quente e seco entre Outubro e Março, frio e chuvoso entre Abril e Setembro).
Relevo: terreno montanhoso, vulcânico e acidentado.
Recursos Naturais e Produções: reservas de petróleo, gás natural e minério de cobre, sândalo, café, borracha, copra, algodão, cana de açúcar e óleo de coco.
População: 925 000 habitantes, na maioria de origem melanésia e malaia. Muitos refugiados no exterior ou imigrados.
Taxa de Crescimento Anual da População: 0,7% (1975 – 2003); 4,9% (2003–2015)
População Urbana (% da população total): 7,7% (2003); 9,5% (2015)
Estrutura Etária(2003): População com menos de 15 anos: 42,5%; População com 65 ou mais anos: 2,2%
Taxa de Natalidade: 27,46 nascimentos por cada 1000 habitantes (est. 2004)
Taxa de Mortalidade: 6,36 óbitos por cada 1000 habitantes (est. 2004)
Taxa de Mortalidade Infantil: 87 por 1000 nados vivos (2002)
Esperança de Vida à Nascença: 55,5 anos: Feminino: 56,6 anos; Masculino: 54,5 anos (2003)
Taxa de Alfabetização de Adultos: 58,6% (15 e mais anos)
Índice de Desenvolvimento Humano: 0,513 em 2003 (158º em 2004 e 140º em 177 em 2005)
Unidade Monetária: Dólar Americano
PIB: 0,3 biliões usd (2003)
PIB per capita: 389 USD (2003)
Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD) Recebida: Total - 219,8 milhões USD (2002); 150,8 milhões USD (2003) - Em % do PIB: 56,6 (2002); 44,2% (2003)
Principais Exportações: Café (Julho de 2005) principais importações: combustíveis minerais, óleos minerais e substâncias afins; veículos e acessórios; borracha; cereais; tabaco; bebidas, bebidas espirituosas e vinagres.
Fonte: www.ipad.mne.gov.pt
O território do Timor Leste está na parte leste (parte escura) da Ilha do Timor.
Do Brasil, via Buenos Aires e Sidnei, são cerca de trinta horas de avião para chegar ao país, 10.500 Km de distância e o fuso assemelha-se ao do Japão.
Nome Oficial: Timor Leste (Timor Loro Sa'e)
Capital: Dili
Localização: Sudeste da Ásia
Área: 14.609 km².
Hora local: +11h.
Clima: equatorial.
Cidades: Dili (60.150) (1980); Baucau, Ermera, Bobonaro.
População: 750 mil (2001)
Nacionalidade: timorense (ou maubere).
Idioma: português, tetum.
Religião: cristianismo 86% (católicos 100%),
islamismo e crenças tradicionais 14% (1997).
Densidade: 51,3 hab./km² (2001).
Pop. urb.: 7,5% (2000).
Fecundidade: 3,85 filhos por mulher
Expectativa de vida M/F: 49,2/50,9 anos;
mortalidade infantil: 121/1000 (2000-2005).
Analfabetismo: 40%.
Moeda: dólar americano.
PIB: US$ 228 milhões (1999).
PIB agropec.: 21,3%.
PIB ind.: 28,9%.
PIB serv.: 49,8% (1999).
PIB per capita: US$ 304 (1999).
Força de trabalho: 341,9 mil (1993).
Export.: US$ 46 milhões (1999).
Import.: US$ 82 milhões (1999).
Parceiros comerciais: Indonésia.
Timor-Leste é um território com cerca de 19.000 Km2 e cerca de 700.000 habitantes, que ocupa metade de uma ilha situada entre a Malásia e a Melanésia, 500Km a norte da Austrália. A população de Timor-Leste é de origem Malaia, Melanésia e Polinésia e, contrariamente ao que acontece com as restantes ilhas do arquipélago indonésio, não teve praticamente contacto com o Islão ou com o hinduísmo.
Fonte: www.portalafro.com.br

Nome Oficial: República Democrática de Timor-Leste (Repúblika
Demokrátika Timór Lorosa'e)
Capital do Timor Leste: Díli
Área: 14.609 km² (158º maior)
População: 947.000 (2005)
Idiomas Oficiais: Tétum e Português
Moeda: Dólar americano
Nacionalidade: Timorense
Principais Cidades: Díli, Lospalos, Suai

Fonte: www.webbusca.com.br