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Tracoma

O tracoma continua a ser uma das doenças de maior disseminação no mundo. A Organização Mundial de Saúde estima a existência de 146 milhões de pessoas com o tracoma no mundo, dos quais 5,9 milhões são cegos.

O tracoma é reconhecido milenarmente como uma importante causa de cegueira. Referências a sua ocorrência foram encontradas desde os primeiros registros humanos, em diferentes civilizações e momentos históricos, tais como na China (século XXVII A.C.), Suméria (século XXI A.C.), Egito (século XIX A.C.), Grécia (século V A.C.) e Roma (século I A.C.).

Na Idade Média a doença era abundante no Mundo Islâmico e na Grécia. Com as guerras e as grandes migrações, o tracoma foi trazido para o restante da Europa, onde tornou-se endêmico. A partir da Europa, foi trazido pela colonização para o Continente Americano. Na segunda metade do século XIX e início do século XX, o tracoma achava-se amplamente disseminado em todo o mundo. No decorrer do século XX, com a melhoria das condições de vida, conseqüente, à industrialização e ao desenvolvimento econômico, desapareceu da Europa, América do Norte e Japão.

No entanto, o tracoma continua a ser um importante problema de saúde pública, enquanto causa de morbidade, deficiência visual e cegueira em grande parte dos países subdesenvolvidos, principalmente na África, Oriente Médio, subcontinente Indiano e Sudoeste da Ásia. O tracoma ainda existe também, em menores proporções na América Latina e Oceania.

O TRACOMA NO BRASIL

O tracoma não existia entre as populações nativas do Continente Americano. A doença foi trazida pela colonização e imigração européias. Relata-se que teria sido introduzido no Brasil a partir do século XVIII, no Nordeste, com a deportação dos ciganos que haviam sido expulsos de Portugal e se estabelecido nas Províncias do Ceará e Maranhão, constituindo-se então os primeiros "focos" de tracoma no país, dos quais o mais famoso foi o "foco do Cariri", no sul do atual Estado do Ceará. Além do "foco do Nordeste", outros dois "focos" teriam contribuído decisivamente para a disseminação do tracoma no país, os "focos de São Paulo e Rio Grande do Sul", que teriam se iniciado com a intensificação da imigração européia para esses dois Estados, a partir da segunda metade do século XIX. Com a expansão da fronteira agrícola em direção ao oeste, o tracoma foi disseminando-se e tornou-se endêmico em praticamente todo o Brasil, sendo encontrado hoje em todo o território nacional.

A primeira medida de controle do tracoma adotada no Brasil foi de iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, que em 1904 proibiu a entrada de imigrantes com tracoma no porto de Santos, a exemplo do que era feito nos Estados Unidos. Esta medida, porém, teve vida curta. A pressão dos fazendeiros de café, que necessitavam da mão de obra imigrante, acabou por derrubar a proibição, substituindo-a por uma multa para o dono do navio que trouxesse imigrantes com tracoma. Em 1906, inicia-se em São Paulo a primeira "Campanha Contra o Tracoma" realizada no país, e em 1914 começam a ser instalados, também em São Paulo, os primeiros serviços especializados em tracoma, os "Postos Anti-tracomatosos".

Em nível nacional, a primeira medida de controle do tracoma foi em 1923, quando foi decretado o "Regulamento do Departamento Nacional de Saúde Pública" e foi justamente a proibição do desembarque de imigrantes com tracoma, medida esta que, naquele momento, já era totalmente inócua, pois o mesmo encontrava-se amplamente disseminado no país, e não mais dependia da imigração para sua manutenção.

A partir de 1938, o Estado de São Paulo iniciou a implantação de uma rede de serviços especializados em tracoma, os "Dispensários do Tracoma". Esta rede chegou a ter mais de 200 unidades, cobrindo quase a totalidade do Estado, e foi extinta em 1969. Pouco depois, no início da década de setenta, o tracoma foi considerado erradicado no Estado de São Paulo, sendo que em 1978, na implantação do Sistema de Vigilância Epidemiológica no Estado de São Paulo, o tracoma não foi incluído no elenco de doenças de notificação compulsória.

No início da década de 80 houve aparecimento de casos de tracoma em Bebedouro, município do interior do Estado de São Paulo, o que gerou várias medidas de controle inclusive pesquisas para confirmação da doença.

Foram realizadas diversas investigações em municípios do Estado de São Paulo onde a prevalência encontrada variou de 1,5% em Franco da Rocha (1989), 9,6% em Guaraci (1989) e 18,6% em crianças menores de 10 anos na área rural de Bebedouro (1986).

No Brasil enquanto um todo, o Governo Federal iniciou em 1943 a realização da "Campanha Federal Contra o Tracoma", por iniciativa do Departamento Nacional de Saúde Pública. Esta Campanha foi incorporada ao "Departamento Nacional de Endemias Rurais - DENERu", quando da sua criação em 1956, e posteriormente à SUCAM (Superintendência Nacional de Campanhas de Saúde Pública), criada em 1970. Em 1990, as atividades de controle do tracoma passaram a fazer parte das atribuições da Fundação Nacional de Saúde - FNS.

O ciclo de desenvolvimento econômico iniciado nos anos cinqüenta e que perdura até o "milagre econômico" dos anos setenta teve um profundo impacto na ocorrência do tracoma no Brasil. Observou-se uma diminuição acentuada no número de casos detectados em todo o país, e chegou-se mesmo a considerar que o tracoma havia sido erradicado em alguns estados, como em São Paulo.

Entretanto a história não é bem essa. Em que pese a ocorrência real de uma diminuição acentuada na prevalência e incidência do tracoma em nível nacional, a doença continuou a existir, acometendo majoritariamente as populações mais carentes e desassistidas de todo o país, inclusive nas grandes metrópoles. As ações de vigilância epidemiológica do tracoma, que foram retomadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, por exemplo, já detectaram a endemia em mais de 150 municípios do Estado.

Alguns municípios apresentam altíssimos coeficientes de prevalência, e continuam a ocorrer complicações e seqüelas.

O mito da erradicação teve outros reflexos importantes. Durante as últimas décadas, o diagnóstico do tracoma deixou de ser feito, por falta de capacitação dos médicos, inclusive dos oftalmologistas, devido a falta de contato com pacientes com tracoma, ou ignorância do diagnóstico.

Deve ser ressaltado que, na formação de médicos e especialmente de oftalmologistas, pouca atenção tem sido dada em relação ao tracoma, sendo que em muitas Escolas de Medicina o mesmo continua a ser considerado erradicado.

O Ministério da Saúde, no entanto, vem mantendo as ações de controle nas regiões com maior prevalência, através da Fundação Nacional da Saúde, estando o controle da doença na Gerência Técnica Nacional de Endemias Focais.

Fonte: www.cve.saude.sp.gov.br

TRACOMA

Tracoma - Imagem Ilustrativa

O tracoma é uma afecção inflamatória crônica da conjuntiva e da córnea, uma ceratoconjuntivite crônica palpebral recidivante que, em decorrência das infecções repetidas, pode levar a cicatrizes na conjuntiva palpebral. Em casos mais graves evoluem para seqüelas, provocando lesões corneanas importantes e podendo produzir cegueira.

AGENTE ETIOLÓGICO

O agente etiológico do tracoma é a Chlamydia trachomatis, uma bactéria de aproximadamente 200 a 300 milimicra, GRAM (-), de vida obrigatoriamente intracelular. Apresenta um tropismo pelas células epiteliais, onde se instala e se multiplica, formando inclusões citoplasmáticas.

Além do tracoma, a Chlamydia trachomatis é responsável pela conjuntivite de inclusão, pelo linfogranuloma venéreo e por outros quadros de doenças sexualmente transmissíveis.

FONTE DE INFECÇÃO

Homem com infecção ativa. As infecções clamidianas são limitadas às superfícies mucosas de humanos.

RESERVATÓRIO

Indivíduos até 10 anos de idade com infecção ativa são considerados o maior reservatório de transmissão da doença em uma comunidade. Crianças com tracoma também podem portar C. trachomatis nos tratos respiratório e gastrintestinal. Não há reservatório animal do tracoma e a Clamídia sobrevive mal fora do hospedeiro humano.

MODO DE TRANSMISSÃO

A transmissão da doença ocorre de forma direta, de olho para olho, ou de forma indireta, através de objetos contaminados. Os insetos podem atuar como vetores mecânicos, em especial a mosca doméstica e a mosca Hippelates sp (lambe-olhos).

PERÍODO DE INCUBAÇÃO

Em média de 5 a 12 dias.

PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE

A doença é transmissível enquanto persistirem as lesões ativas da conjuntiva.

A infectividade é maior no início da doença e quando coexiste infecção.

SUSCETIBILIDADE

Todos indivíduos são suscetíveis à doença, sendo que crianças reinfectam-se com maior freqüência dependendo das condições do meio.

A resposta imune celular é considerada necessária para a cura da infecção, mas provavelmente também contribuí para o desenvolvimento das lesões conjuntivais cicatriciais.

Fonte: www.pueridomus.br

Tracoma

O tracoma (conjuntivite granular, oftalmia egípcia) é uma infecção prolongada da conjuntiva causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. O tracoma é comum nas partes pobres dos países quentes e secos do Mediterrâneo e no Extremo Oriente. Ocasionalmente, o tracoma ocorre entre os americanos nativos e entre os indivíduos que habitam as áreas montanhosas do sul dos Estados Unidos. O tracoma é contagioso em seus estágios iniciais e pode ser transmitido através do contato entre a mão e o olho, por certas moscas ou por objetos contaminados (p.ex., toalhas e lenços).

Sintomas e Tratamento

Nos estágios iniciais da doença, a conjuntiva torna-se inflamada, hiperemiada e irritada, ao mesmo tempo que surge uma secreção. Nos estágios mais avançados, a conjuntiva e a córnea apresentam cicatrizes, fazendo com que os cílios virem para o interior e a visão seja comprometida.

Quando existe uma suspeita de tracoma, o médico realiza um swab ou um raspado da área para obter uma amostra, a qual é enviada ao laboratório, onde o microrganismo infectante é identificado. O tratamento consiste na aplicação de pomadas antibióticas contendo tetraciclina ou eritromicina durante 4 a 6 semanas. Alternativamente, esses antibióticos podem ser administrados pela via oral. Quando o tracoma causa deformidades palpebrais, conjuntivais ou corneanas, a cirurgia pode ser necessária.

Fonte: www.msd-brazil.com

Tracoma

Histórico

As primeiras referências ao tracoma foram encontradas na China, no Século 27 a.C..Também foram relata-dos casos na Suméria (Século 21 a.C.), no Egito (Século 19 a.C.), na Grécia (Século 4.º a.C.) e em Roma (Século 1.º a.C.). Na Idade Média, a doença era muito comum no mundo islâmico e na Grécia. Com as guerras e as grandes migrações, disseminou-se no restante da Europa, onde se tornou endêmica. Com a colonização européia, o tracoma se espalhou no continente americano e na segunda metade do Século 19 já era encontrado no mundo todo. A bactéria Chlamydia trachomatis foi descrita pela primeira vez em 1907. Com a melhoria das condições de vida durante o Século 20, desapareceu da Europa, da América do Norte e do Japão.

A doença foi introduzida no Brasil, a partir do Século 18, no Nordeste, onde se estabeleceram os primeiros focos de tracoma no País, sendo o mais famoso o foco do Cariri, no sul do Ceará. Os focos de São Paulo e Rio Grande do Sul, que surgiram com o aumento da imigração européia para esses dois estados, a partir da segunda metade do Século 19, também contribuíram para a disseminação da doença no País. A expansão da fronteira agrícola em direção ao oeste foi fator determinante para que o tracoma se espalhasse em praticamente todo o Brasil.

O que é?

Infecção que afeta os olhos e, se não for tratada, pode causar cicatrizes nas pálpebras e cegueira.

Qual ao agente envolvido?

Bactéria Chlamydia trachomatis.

Quais os sintomas?

Lacrimejamento, sensação de corpo estranho, prurido, hipersensibilidade à luz. Em muitos casos, é assim-tomático, isto é, sem a presença de sintomas ou sinais da infecção, principalmente entre as crianças pe-quenas.

A ocorrência de repetidos episódios infecciosos graves ocasiona a formação de cicatrizes na parte interna das pálpebras superior, cada vez mais extensas. Elas podem provocar a distorção da pálpebra superior (en-trópio), fazendo com que os cílios invertidos toquem no globo ocular. A alteração pode causar lesões na córnea e conseqüente opacidade, o que pode levar a graus variados de diminuição de capacidade visual e cegueira, além de provocar dores constantes e intensa sensibilidade à luz.

Como se transmite?

Pelo contato direto com secreções dos olhos, do nariz e da garganta de pessoas infectadas ou com objetos que tiveram contato com as secreções, como toalhas, fronhas e lençóis. Alguns insetos, como a mosca do-méstica, também podem servir de transmissores do agente causador.

Como tratar?

O tratamento é feito com o uso de antibióticos orais ou em forma de pomadas oftálmicas ou colírios. A cirur-gia corretiva é indicada quando há deformidade nas pálpebras que possa afetar a visão.

Como se prevenir?

A adoção de hábitos de higiene adequados, como o de lavar regularmente o rosto das crianças, e o uso in-dividual de objetos pessoais, como toalhas, fronhas e lençóis, são importantes para evitar a transmissão da doença. Boas condições sanitárias, a destinação adequada do lixo e o acesso ao abastecimento de água também são ações importantes para o controle do tracoma.

Situação da doença no Brasil

As baixas condições sócio-econômicas e ambientais são fatores de risco claramente associados à sua ocorrência, além das correntes migratórias que facilitam a disseminação da doença. Entre 1974 e 1976, foi reali-zada a última investigação nacional para avaliar a situação do agravo. Constatou-se, então, que Pará (26,2%), Roraima (14,6%) e Paraíba (14,0%), seguidos de Sergipe (10,4%), Piauí (10,4%), Maranhão (9,8%), Amapá (9,5%) e Pernambuco (9,3%), são as unidades federativas que apresentaram uma proporção maior de casos. Com o objetivo de atualizar as informações sobre a prevalência e a distribuição do a-gravo no País, o Ministério da Saúde vem desenvolvendo, a partir de 2002, um Inquérito Epidemiológico de Tracoma em Escolares, em municípios com índice de desenvolvimento humano -IDH-M menor que a média nacional. Os dados preliminares do referido inquérito realizado nos estados de São Paulo, Tocantins, Rio Grande do Norte, Ceará, Paraná, Paraíba, Acre, Bahia, Sergipe, Espírito Santo, Roraima, Rio Grande do Sul, Piauí, Goiás, Santa Catarina e Alagoas revelam prevalências estaduais entre 3,8% e 7,9%, com taxas de detecção em alguns municípios acima de 20%.

Nos doze estados que realizaram atividades de busca ativa de casos nos anos 2003 e 2004, totalizando 495.000 examinados, foram detectados 22.000 casos positivos e uma prevalência nacional em torno de 4,4%. Mesmo que os dados apontem para a ocorrência de uma diminuição da prevalência do tracoma comparado com dados de meados do século passado, a doença continua a existir, com uma distribuição universal, com altas prevalências em algumas áreas, acometendo principalmente as populações mais ca-rentes do país, inclusive nas periferias das grandes metrópoles, áreas rurais e periferia urbana de médias e pequenas cidades e em algumas áreas indígenas pesquisadas recentemente.

Ao analisar os resultados iniciais do inquérito, é possível considerar dois aspectos em relação ao agravo: o primeiro, a sua permanência como uma doença com indicadores de média a alta prevalência presentes em todas as regiões do país; e o segundo, a presença de altas prevalências em áreas antes consideradas não endêmicas. As condições sócio-econômicas ruins, associadas à persistência de focos conhecidos da doença em vários municípios, apontam para uma disseminação muito mais ampla do que antes se avaliava. O longo período de tempo que separa as formas agudas, em geral oligossintomáticas, das formas graves com comprometimento visual, pode induzir a uma falsa minimização da transcendência da doença. Portanto, é necessário salientar que a não realização da vigilância do agravo no controle das formas agudas pode resultar em um aumento na ocorrência de formas graves no futuro.

A meta da OMS é eliminar o tracoma como causa de cegueira no mundo até o ano 2020. Neste sentido, é preciso organizar uma estrutura de vigilância para monitoramento do agravo, tratamento com antibiótico dos casos inflamatórios e tratamento em massa quando registradas áreas com prevalências de tracoma inflamatório acima de 10%, em crianças de 5 a 9 anos e referência hospitalar/ambulatorial para a realização de cirurgias de entrópio/triquíase tracomatosa nos estados e municípios.

Fonte: portal.saude.gov.br

Tracoma

Tracoma é uma doença oftálmica altamente contagiosa, de etiologia bacteriana, causadora de comprometimentos na córnea e na conjuntiva. Provoca fotofobia, dor e lacrimejamento, podendo levar à cegueira.

É causada pela bactéria Chlamydia trachomatis e é transmitida por contacto directo com os olhos, nariz e secreções bucais de indivívuos afectados, ou então através de objectos que tiveram em contacto com essas secreções.

Esta oftalmopatia é de natureza crônica.

Sintomas

A bactéria possui um período de incubação de 5 a 12 dias, depois dos quais e indivíduo apresenta sintomas de conjuntivite ou irritação ocular.

Outros sintomas incluem

Inchaço dos nódulos linfáticos junto aos ouvidos

Prognóstico

Se não for tratada adequadamente com antibióticos orais, os sintomas poderão escalar e causar cegueira, resultado da ulceração e cicatrização da córnea. A cirurgia também pode ser necessária para tratar de deformações das pálpebras.

História

A doença é uma das mais antigas patologia oculares conhecidas, tendo sido identificada tão cedo quanto 27 d.C. A maioria das pessoas infectadas vive primariamente em países subdesenvolvidos e pobres de África, do Médio Oriente e da Ásia.

A doença pode ser efectivamente tratada com antibióticos e prevenida através de higiene adequada e meios educativos. É também importante evitar o contacto de indivíduos infectados com indivíduos sãos.

Fonte: pt.wikipedia.org

Tracoma

O tracoma é uma afecção inflamatória crônica da conjuntiva e da córnea, uma ceratoconjuntivite crônica palpebral recidivante que em decorrência das infecções repetidas pode levar a cicatrizes na conjuntiva palpebral. Em casos mais graves evoluem para seqüelas, provocando lesões corneanas importantes, podendo produzir cegueira.

AGENTE ETIOLÓGICO

O agente etiológico do tracoma é a Chlamydia trachomatis, uma bactéria de aproximadamente 200 a 300 milimicra, GRAM (-), de vida obrigatoriamente intracelular. Apresenta um tropismo pelas células epiteliais, onde se instala e se multiplica, formando inclusões citoplasmáticas.

Além do tracoma, a Chlamydia trachomatis é responsável pela conjuntivite de inclusão, pelo linfogranuloma venéreo e por outros quadros de doenças sexualmente transmissíveis.

FONTE DE INFECÇÃO

Homem com infecção ativa. As infecções clamidianas são limitadas às superfícies mucosas de humanos.

MODO DE TRANSMISSÃO

A transmissão da doença ocorre de forma direta, de olho para olho, ou de forma indireta, através de objetos contaminados.

Os insetos podem atuar como vetores mecânicos, em especial a mosca domestica e a mosca Hippelates sp (lambe-olhos) de importância em algumas regiões.

PERÍODO DE INCUBAÇÃO

Em média de 5 a 12 dias.

PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE

A doença é transmissível enquanto persistirem as lesões ativas da conjuntiva. A infectividade é maior no início da doença e quando coexistem infecções bacterianas agudas ou crônicas.

SUSCETIBILIDADE

Todos indivíduos são suscetíveis à doença, sendo que crianças reinfectam-se com maior freqüência dependendo das condições do meio.

A resposta imune celular é considerada necessária para a cura da infecção, mas provavelmente, também contribuí para o desenvolvimento das lesões conjuntivais cicatriciais.

Os anticorpos responsáveis pela proteção podem ser diferentes dos que causam reações deletérias. Se fosse possível estimular, especificamente, a resposta imunológica protetora então teríamos uma vacina de tracoma eficaz.

Fonte: www.ribeiraopreto.sp.gov.br

Tracoma

O tracoma continua a ser uma das doenças de maior disseminação no mundo. A Organização Mundial de Saúde estima a existência de 146 milhões de pessoas com o tracoma no mundo, dos quais 5,9 milhões são cegos.

O tracoma é reconhecido milenarmente como uma importante causa de cegueira. Referências a sua ocorrência foram encontradas desde os primeiros registros humanos, em diferentes civilizações e momentos históricos, tais como na China (século XXVII A.C.), Suméria (século XXI A.C.), Egito (século XIX A.C.), Grécia (século V A.C.) e Roma (século I A.C.).

Na Idade Média a doença era abundante no Mundo Islâmico e na Grécia. Com as guerras e as grandes migrações, o tracoma foi trazido para o restante da Europa, onde tornou-se endêmico. A partir da Europa, foi trazido pela colonização para o Continente Americano. Na segunda metade do século XIX e início do século XX, o tracoma achava-se amplamente disseminado em todo o mundo. No decorrer do século XX, com a melhoria das condições de vida, conseqüente, à industrialização e ao desenvolvimento econômico, desapareceu da Europa, América do Norte e Japão.

No entanto, o tracoma continua a ser um importante problema de saúde pública, enquanto causa de morbidade, deficiência visual e cegueira em grande parte dos países subdesenvolvidos, principalmente na África, Oriente Médio, subcontinente Indiano e Sudoeste da Ásia. O tracoma ainda existe também, em menores proporções na América Latina e Oceania.

Fonte: www.saude.pr.gov.br