
É uma infecção causada pelo Trichomonas vaginalis que pode se hospedar (ficar) no colo uterino, na vagina e/ou na uretra.
Sua principal forma de transmissão é pela relação sexual.
Pode ser assintomática (não apresentar sintomas). Mas podem aparecer alguns sintomas como corrimento abundante (amarelado, com mau cheiro), coceira na região genital, dor pélvica e ardência ao urinar.
Não dá para se saber ao certo, mas o mais o importante é sempre procurar um serviço de saúde para ver como anda a saúde.
É feito com material (corrimento) recolhido da vagina.
Mais da metade dos casos em mulheres são assintomáticos, mas mesmo assim podem contaminar o parceiro. A tricomoníase vaginal pode ser evitada, por isso: É importante usar a camisinha masculina ou camisinha feminina em todas as práticas sexuais.
Procurar um serviço de saúde, pois só assim o tratamento será mais adequado e eficiente.
Fonte: www.adolescencia.org.br
Protozoário causador da tricomoníase, a doença sexualmente transmissível mais comum em todo o mundo.
Não possui a forma cística, apenas a trofozoítica. O trofozoíto (1), de 10 a 30 mm, é a forma de transmissão e também a forma patogênica da tricomoníase, sendo transmitidos durante o ato sexual. O período entre a aquisição de trofozoítos pelo ato sexual e o desenvolvimento dos sintomas é de 6 a 9 dias.
A tricomoníase se manifesta por febre, prurido intenso na genitália externa, leucorréia fétida de consistência cremosa e espumosa, escoriações e dispareunia. Podem ocorrer balanite, vulvovaginite, uretrite, cistite, prostatite, cervicite, doença inflamatória pélvica e infertilidade. O diagnóstico é feito pelas características clínicas, visualização direta de trofozoitos, cultura e imunodiagnóstico.
A higiene e a prevenção adequada no ato sexual são formas de cuidado, mas só o tratamento medicamentoso adequado garante a eliminação da doença.

Fonte: www.ufrgs.br
É uma infecção causada pelo Trichomonas vaginalis (protozoário flagelado), tendo como reservatório a cérvice uterina, a vagina e a uretra. Sua principal forma de transmissão é a sexual.O risco de transmissão por ato é de 60 a 80% (Bowden & Garnett, 2000). Pode permanecer assintomática no homem e, na mulher, principalmente após a menopausa. Na mulher, pode acometer a vulva, a vagina e a cérvice uterina, causando cervicovaginite.
Excepcionalmente causa corrimento uretral masculino. Suas características clínicas são:
• corrimento abundante, amarelado ou amarelo esverdeado, bolhoso;
• prurido e/ou irritação vulvar;
• dor pélvica (ocasionalmente);
• sintomas urinários (disúria, polaciúria);
• hiperemia da mucosa, com placas avermelhadas (colpite difusa e/ou
focal, com aspecto de framboesa);
• teste de Schiller aspecto “tigróide” .
Utiliza-se o exame direto (a fresco) do conteúdo vaginal ao microscópio, de fácil interpretação e realização. Colhe-se uma gota do corrimento, coloca-se sobre a lâmina com uma gota de solução fisiológica e observa-se ao microscópio, com o condensador baixo e objetiva de 10-40x, buscando o parasita flagelado movimentando-se ativamente entre as células epiteliais e os leucócitos. O achado de Trichomonas vaginalis em uma citologia oncológica de rotina impõe o tratamento da mulher e também do seu parceiro sexual, já que se trata de uma DST.
A tricomoníase vaginal pode alterar o resultado da citologia oncológica. Por isso, nos casos em que houver alterações morfológicas celulares, deve-se realizar o tratamento e repetir a citologia para avaliar se há persistência dessas alterações. O teste do pH vaginal freqüentemente mostra valores acima de 4,5. A cultura é valiosa em crianças, em casos suspeitos e com exame a fresco e esfregaço repetidamente negativos. É muito difícil de ser realizada, pois requer meio específico e condições de anaerobiose (meio de Diamond). Deve ser recomendada em casos de difícil diagnóstico. O PCR é o padrão-ouro para diagnóstico, mas é de difícil acesso.
Fonte: bvsms.saude.gov.br
É uma infecção causada pelo Trichomonas vaginalis (protozoário flagelado), tendo como reservatório a vagina e a uretra. Sua principal forma de transmissão é a sexual. Pode permanecer assintomática no homem e, na mulher, principalmente após a menopausa. Na mulher, pode acometer a vulva, a vagina e a cérvice uterina, causando cervicovaginite.
Mais da metade das mulheres portadoras de tricomoníase vaginal são completamente assintomáticas.
O simples achado de Trichomonas vaginalis em uma citologia oncótica de rotina impõe o tratamento da mulher e também do seu parceiro sexual, já que se trata de uma DST.
A tricomoníase vaginal pode alterar a classe da citologia oncótica. Por isso, nos casos em que houver alterações morfológicas celulares, estas podem estar associadas à tricomoníase. Nesses casos, deve-se realizar o tratamento e repetir a citologia após 2 a 3 meses, para avaliar se há persistência dessas alterações.
Para o diagnóstico das infecções genitais baixas, utiliza-se comumente o exame direto (a fresco) do conteúdo vaginal. Colhe-se uma gota do corrimento, coloca-se sobre a lâmina com uma gota de solução fisiológica, e observa-se ao microscópio, com o condensador baixo.
Exame do conteúdo vaginal a fresco: observam-se os parasitas flagelados movimentando-se ativamente entre as células epiteliais e os leucócitos.
Esfregaço do conteúdo vaginal corado pelos métodos de Gram, ou Giemsa, ou Papanicolaou.
Cultura: valiosa apenas em crianças, em casos suspeitos e com exame a fresco e esfregaço repetidamente negativos. É muito difícil de ser realizada pois requer meio específico e condições de anaerobiose (meio de Diamond).
Teste do pH vaginal: é um teste simples e rápido, feito com uma fita de papel indicador de pH colocada em contato com a parede vaginal, durante um minuto; deve-se tomar cuidado para não tocar o colo, que possui um pH básico, o que pode causar distorções na interpretação; valores acima de 4,5 sugerem tricomoníase.
Metronidazol 2 g, VO, dose única, ou
Tinidazol 2 g, VO, dose única; ou
Secnidazol 2 g, VO, dose única; ou
Metronidazol 250 mg, VO, de 8/8 horas, por 7 dias.
Tratar somente após completado o primeiro trimestre, seguindo o mesmo esquema sugerido acima
Metronidazol Gel a 0,75%, 1 aplicador vaginal (5g), 1 vez ao dia, por 7 dias; ou
Metronidazol 2g, VO, dose única (suspender o aleitamento por 24 horas)
Tratar sempre, ao mesmo tempo que a paciente, e com o mesmo medicamento e dose.
Para alívio dos sintomas, pode-se associar o tratamento tópico com Metronidazol Gel a 0,75%, 1 aplicador vaginal (5g), 1 vez ao dia, por 7 dias.
Durante o tratamento com qualquer dos medicamentos sugeridos acima, deve-se evitar a ingestão de álcool (efeito antabuse, que é o quadro conseqüente à interação de derivados imidazólicos com álcool, e se caracteriza por mal-estar, náuseas, tonturas, "gosto metálico na boca").
O tratamento tópico é indicado nos casos de intolerância aos medicamentos via oral, e nos casos de alcoolatria.
A tricomoníase vaginal pode alterar a classe da citologia oncótica. Por isso, nos casos em que houver alterações morfológicas celulares, estas podem estar associadas à tricomoníase. Nestes casos deve-se realizar o tratamento e repetir a citologia após 2 a 3 meses, para avaliar se há persistência dessas alterações.
Durante o tratamento, deve-se suspender as relações sexuais.
Pacientes infectadas pelo HIV, devem ser tratadas com os esquemas acima referidos.
Fonte: www.aids.gov.br
Muitas mulheres infectadas pelo Tricomonas podem não sentir nenhuma alteração ou reação. Quando os sintomas surgem, esses são, principalmente, corrimento amarelo-esverdeado, com mau cheiro, dor durante o ato sexual, ardor, dificuldade para urinar e coceira nos órgãos sexuais. Na mulher, a doença pode também se localizar em partes internas do corpo, como o colo do útero. A maioria dos homens não apresenta sintomas.
Quando isso ocorre, consiste em uma irritação na ponta do pênis.
O contágio se dá através de secreções, durante contato sexual desprotegido com parceiro contaminado.
Uso de preservativo em todas as relações sexuais, vaginais, orais ou anais.
O tratamento é feito com antibióticos e quimioterápicos. Parceiros sexuais devem ser tratados ao mesmo tempo. Pessoas em tratamento devem suspender relações sexuais até que o tratamento esteja completo e os sintomas tenham desaparecido.
Em homens, os sintomas podem desaparecer dentro de algumas semanas, mesmo sem o tratamento. No entanto, mesmo sem nunca ter apresentado sintomas, pode continuar infectando seus parceiros, até que seja tratado.
Como outras DST, caso não seja tratada, a tricomoníase aumenta a probabilidade de uma pessoa ser infectada ou infectar a outros com o vírus da aids, o HIV. Pode também gerar complicações durante a gravidez, ocasionando ruptura da bolsa antes da hora, parto prematuro e nascimento de bebê com peso baixo.
Fonte: www.aids.gov.br
O corrimento vaginal pode ter várias causas e, na maioria dos casos, pode ser evitado e facilmente tratado. Hábitos de vestir do mundo moderno influenciam o surgimento deste mal feminino, assim como a prática sexual desprotegida. Trata-se de uma inflamação dos tecidos vaginais que passam a produzir secreção anormal, com sintomas como o surgimento de muco, odores, dor, prurido e coceira. O exame clínico e a prevenção são as melhores armas para combatê-lo.
Corrimento Vaginal ou Leucorréia é o nome dado a algumas doenças que acometem a mulher desde cedo em sua vida. As causas são diversas, dentre elas se destacam hábitos de vestir do mundo moderno; como pode remos ver a seguir, corrimento vaginal é uma inflamação dos tecidos vaginais que passam a produzir secreção anormal. O sintoma mais evidente da secreção vaginal anormal é o surgimento de muco em grandes quantidades ou com odor intenso, além da presença de dor ou moléstia vaginal e prurido. As características são diferenciadas em função da origem da inflamação: infecção por cândida, por Trichomonas vaginalis, bacteriana, herpética, pólipos cervicais, câncer ou sífilis. Um exame minucioso do médico assistente, que complementaria as informações com outros recursos da medicina, permitirá um diagnóstico adequado.
Com o aumento das roupas sintéticas, lycra, por exemplo, que impede
a respiração do corpo, enfim a ventilação dos
órgãos, aumentaram consideravelmente os casos de corrimento
vaginal. Quando não há transpiração, vemos a glândula
abafada, como se estivesse usando uma máscara, com aumento da secreção
sebácea.
É recomendavel o uso de de calcinhas de algodão, pois as fibras
permitem uma ventilação melhor. Outro fator importante é
a utilização de amaciantes, ou sabonetes perfumados ou até
o uso papel higiênico perfumado, que são elementos irritantes.
Evitar o uso de toalhas ou roupas íntimas de outras pessoas é
recomendável, bem como secar bem todo o corpo depois do banho. Ainda
há mulheres que insistem em fazer a higiene de forma errada, pois o
indicado é limpar da vulva até o ânus e não ao
contrário.
A mulher possui uma secreção que se modifica conforme o ciclo menstrual. No meio do ciclo observa-se uma secreção mais gelatinosa, que corresponde à época da ovulação. Antes da menstruação ela se torna mais leitosa e espessa e corresponde ao aumento da fase pré-menstrual. Essas secreções são cíclicas, se mantém de uma maneira única, mas quando começa a acontecer uma irritação, as bactérias, que são habitantes costumeiras das áreas úmidas, se prevalecem dessa situação.
Depois de contaminado o tecido, começa a coçar, ou produzir uma dor mais forte. Muito embora o corrimento não se resuma só nisso, há vários fatores, como o stress que libera substâncias que permitem o aparecimento de fungos. A própria gravidez facilita a chegada dos fungos. O fungo, provoca uma coceira desesperadora, e o corrimento é abundante como uma coalhada, embora haja dor nas mulheres que não tem sintoma nem de um nem de outro. Tem gente que tem a secreção contínua sem agentes bacterianos.
Dos mais irritantes corrimentos, pois provoca muco espesso, tipo nata de leite e, geralmente, a candidíase ou monilíase vaginal é acompanhada de coceira ou irritação intensa. Cândida é o fungo que provoca a candidíase, uma micose. A cândida aparece em organismos com baixa imunológica ou quando a resistência vaginal está diminuída. Entre os fatores determinantes estão: o uso de antibióticos, gravidez, diabetes, infecções, deficiência imunológica e medicamentos como anticoncepcionais e corticóides.
Às vezes o parceiro aparece com pequenas manchas vermelhas no pênis. O tratamento é com antimicóticos. Esse fungo é encontrado no estômago, intestino, pele, boca (sapinho) e na mucosa da vagina. Cerca de 90% das mulheres podem ser infectadas pela cândida pelo menos uma vez.
Esse tipo de fungo costuma aparecer uma semana antes do fluxo menstrual.
O Trichomonas vaginalis é um corrimento adquirido sexualmente através das relações sexuais ou em contato íntimo com a pessoa contaminada. O diagnóstico é feito através de exames clínicos. No tratamento devem ser usados antibióticos, além de ser obrigatório que o parceiro se trate também.

Trichomonas
O HPV ou Papiloma Vírus se aloja na vagina, na vulva ou no colo do útero. Na vulva a doença é conhecida por condiloma genital ou crista de galo; na vagina e colo do útero aparecem lesões microscópicas que só são identificadas através de exames clínicos. O grande problema é que determinados tipos de vírus têm uma associação entre o papiloma vírus e o câncer do colo do útero. No diagnóstico é utilizado o teste de Papanicolaou ou colposcopia e também a biópsia da área suspeita. Outros exames são capazes de identificar quais são os vírus e se são cancerígenos.
Além dos citados existem outros tipos de corrimentos originados por causas das mais diversas. A Vaginite atrófica ocorre por falta de hormônio, especialmente na menopausa. Mas há também a Vaginite atrófica por falta de hormônio no parto ou durante a amamentação. A vaginite irritante pode ser provocada por camisinha, diafragma, cremes diversos ou absorvente interno ou externo.
Outro tipo bem comum é a vaginite alérgica provocada por calcinhas de nylon ou outros tecidos sintéticos; além de roupas apertadas como jeans e meias calças. As vulvites são inflamações da parte externa dos genitais ou vulva causados por papel higiênico colorido ou perfumados, sabonetes cremosos, xampus e condicionadores, roupa lavada com sabão em pó ou amaciantes.
As lavagens freqüentes não são aconselháveis, pois aumentam a inflamação pélvica. Os tratamentos antibacterianos podem ser complementados com cremes que aumentam a acidez das secreções e, assim, evitam o desenvolvimento de bactérias.
No caso de vaginite atrófica, que ocorre na pós-menopausa, é utilizado tratamento com progesterona, pois pode ocorrer estreitamento do canal vaginal. Os corrimentos por doenças sexuais transmissíveis demandam um tratamento que envolverá o outro membro do casal.
Fonte: www.ginorte.com.br
As espécies incluídas neste trabalho são membros da família Trichomonadidae, da subfamília Trichomonadinae, da ordem Trichomonadida, da classe Zoomastigophorea e do filo Sarcomastigophora. As quatro espécies encontradas no homem são Trichomonas vaginalis, Trichomonas tenax, Pentatrichomonas hominis e Trichomitus fecalis.
A espécie T. vaginalis foi descrita pela primeira vez em 1836, por Donné, que a isolou de uma paciente com vaginite. Em 1894, Marchand e, independentemente, Miura (1894)e Docs(1896), observaram este flagelado na uretrite de um homem. O T. tenax, comensal, vive na cavidade bucal humana e também de chimpanzés e macacos. O p. hominis, comensal, habita o trato intestinal humano. O Trichomitus fecalis, só foi encontrado em um único paciente e não existe certeza se o homem seria o seu hospedeiro primário.
Vários animais são parasitados por tricomonas tais como o Tritrichomonas suis, localizado na cavidade nasal, estômago, ceco, colo e ocasionalmente no intestino delgado de porcos domésticos; o Trichomonas foetus, com localização no trato genital de bovinos e zebuínos; o Trichomonas gallinae, que ocorre no trato digestivo superior e em vários órgãos de diferentes grupos de aves, particularmente comum nos columbiformes; o Tetratrichomonas gallinarum que tem como hospedeiro galinhas, perus e, provavelmente, outras aves. Outras espécies de tricomonas parasitam répteis, peixes e anfíbios.
Foi uso, durante muito tempo, reunir todas as espécies em um só gênero - Trichomonas - mas hoje prefere - se separa - lãs, segundo o número de flagelos e outras características, em:
O T. vaginalis é uma célula polimorfa (pois, não existem estruturas de sustentação, ou que lhe confiram rigidez, sob a membrana ), tanto no hospedeiro natural como em meios de cultura. Os espécimes vivos são elipsóides ou ovais e algumas vezes esféricos. O protozoário é muito plástico, tendo a capacidade de formar pseudópodes, os quais são usados para capturar os alimentos e se fixar em partículas sólidas, mas não para a realização de movimentos amebóides.
Como todos os tricomonadídeos, não possui a forma cística, somente a trofozoítica.
A forma típica é alongada, ovóide ou piriforme, provida de quatro flagelos livres que partem de uma depressão do pólo anterior, denominada canal periflagelar, e se dirigem para a frente. Um outro flagelo, recorrente, emerge fora desse canal e fica voltado para trás, mantendo - se aderente em toda sua extensão ao corpo celular por uma prega que constitui a membrana ondulante, mas que não chega até a extremidade posterior.
Cada flagelo nasce de um blefaroplasto (ou cinestossomo). Desses mesmos blefaroplastos, ou de suas proximidades, partem feixes com estrutura fibrilar que percorrem distâncias maiores ou menores, no interior do citoplasma. São eles os seguintes:
O axóstilo, em forma de fita, constituído pela justaposição de microtúbulos (de 20nm de diâmetro cada um ), percorrendo toda a extensão do corpo celular e fazendo saliência no pólo posterior. A extremidade anterior continua - se, por justaposição, com outra formação de igual estrutura denominada pelta (escudo), que à maneira de um colarinho, sustenta as paredes de uma depressão, no pólo anterior do protozoário, por onde saem os flagelos.
A costa é uma faixa que, ao microscópio eletrônico, mostra nítidas estrias transversais metidas em uma rede estrutural com malhas hexagonais. Ela percorre o citoplasma nas proximidades do flagelo recorrente, tendo partido do mesmo blefaroplasto que este.
O corpo parabasal, correspondente a uma designação antiga, que hoje sabemos compreender as fibrias parabasais (uma mais longa que a outra), com estriação transversal um pouco diferente da encontrada na costa, e ao longo das quais dispõe - se o aparelho de Golgi, com suas membranas paralelas e suas vesículas.
Vários organismos amebóides unem - se através de seus pseudópodes, formando grupo de aproximadamente dois a cinco. Esta espécie possui quatro flagelos anteriores, desiguais em tamanho, e se originam no complexo granular basal anterior, também chamado de complexo citossomal. A membrana ondulante e a costa nascem no complexo granular basal. A margem livre da membrana consiste em um filamento acessório fixado ao flagelo recorrente. A extremidade posterior da costa é usualmente encoberta pelo segmento terminal da membrana ondulante. O axóstilo conecta - se anteriormente a uma pequena estrutura em formas de crescente, a pelta. O axóstilo é uma estrutura rígida e hialina que se projeta através do centro do organismo, prolongando - se até a extremidade posterior. O aparelho parabasal consiste de um corpo em forma de "V", associado a dois filamentos parabasais, ao longo dos quais se dispões o aparelho de Golgi composto por vesículas paralelas achatadas. O blefaroplasto está situado antes do axóstilo, sobre o qual se inserem os flagelos, e coordena os seus movimentos. O núcleo é elipsóide, próximo à extremidade anterior, com uma dupla membrana nuclear, e freqüentemente apresenta um pequeno nucléolo. O retículo endoplasmático está presente ao redor da membrana nuclear. Este protozoário é desprovido de mitocôndrias, mas apresenta grânulos densos paraxostilares ou hidroginossomos, dispostos em fileiras. Parece não existir o citóstoma, e as partículas de alimentos são ingeridas por fagocitose na extremidade posterior através de finos pseudópodes.
O T. vaginalis habita o trato geniturinário do homem e da mulher, onde produz a infecção e, usualmente, não sobrevive fora do sistema urogenital.
A multiplicação, como em todos os tricomonadídeos, se dá por divisão binaria longitudinal, e a divisão nuclear é do tipo criptopleuromitótica, sendo o cariótipo constituído por cinco cromossomos. Alguns parasitos apresentam muitas divisões nucleares antes da divisão celular. Contrariando o que ocorre na maioria dos protozoários, não há formação de cistos. No entanto, muitos autores têm descrito estruturas arredondadas, imóveis, aparentemente sem flagelos, como formas de repouso, pseudocistos ou mesmo formas degenerativas.
Ë incontestável que a tricomonose é uma doença venérea. O T. vaginalis é transmitido através da relação sexual e pode sobreviver por mais de uma semana sob o prepúcio do homem sadio, após o coito com a mulher infectada. O homem é o vetor da doença, com a ejaculação, os tricomonas presentes na mucosa da uretra são levados à vagina pelo esperma. Foi demonstrado que o flagelo pode sobreviver por períodos muito curtos em assentos de vasos sanitários roupas e água de banho
Na mulher a infecção vaginal provoca uma vaginite que se caracteriza por um corrimento vaginal fluido e abundante de cor-amarelo-esverdeado, bolhoso, de odor fétido, mais freqüentemente no período pós-menstrual. O processo infeccioso é acompanhado de prurido ou irritação vulvovagianal de intensidade variável e odores no baixo ventre. O PH vaginal tende a tornar-se alcalino. A mulher apresenta dor e dificuldade para a relação sexual , desconforto nos genitais externos, dor ao urinar e freqüência miccional. A vagina e a cérvix podem mostrar pontos hemorrágicos.
No homem a tricomonose é comumente assintomática. Ela se apresenta como uma uretrite com fluxo leitoso ou purulento e uma leve sensação de prurido na uretra. Pela manhã , antes da passagem da urina, pode ser observado um corrimento claro, viscoso e pouco abundande, com desconforto ao urinar e por vezes hiperemia do meato uretral.
Um diagnostico clínico diferencial desta doença, tanto no homem como na mulher, dificilmente poderá ser realizado através de sintomas e sinais específicos. A investigação laboratorial é essencial na diagnose desta patogenia, permitindo também diferenciar a tricomonose de outras doenças sexualmente transmissíveis. O tratamento da ticomonose é especifico e eficiente, por isso torna-se importante a identificação e o tratamento das pessoas infectadas, evitando a transmissão sexual do parasito.
As mesmas medidas profiláticas recomendadas para o controle de outras doenças sexualmente transmitida poderão ser aplicadas para a tricomonose urogenital.
O T. tenax é um protozoário flagelado, comensal, com ampla distribuição geográfica, habitando a cavidade bucal do homem. O trofozoíto é elipsóide, ovóide ou piriforme . A estrutura deste parasito é semelhante á estrutura do T. vagianalis, apresentando quatro flagelos anteriores.
O diagnostico é realizado pela pesquisa do organismo no tártaro dos dentes, na goma de mascar ou nas criptas das amígdalas.
É um protozoário flagelado, considerado não patogênico apesar de ser encontrado em fezes diarréicas. Apresenta ampla distribuição geográfica e parece apresentar uma maior prevalência nas regiões tropicais e subtropicais do mundo.
Com todos os tricomonadídeos, não tem forma cística. Os trofozoítos habitam o intestino grosso da espécie humana e se alimentam de bactérias. O organismo não é considerado invasivo. O corpo é piriforme esta espécie possui cinco flagelos anteriores, em um arranjo 4+1, mas alguns organismos podem apresentar quatro e outros três flagelos. Os quatro flagelos anteriores estão agrupados entre-si o quinto está separado e direcionado para a extremidade posterior. O sexto flagelo ocorre ao longo da membrana ondulante, estendendo-se sobre ela como um flagelo livre. A membrana corre ao longo de toda a célula. Estão presentes neste organismo o filamento acessório, a costa, o blefaroplasto e a pelta. O núcleo é arredondado a multiplicação faz-se por divisão binaria longitudinal.
Desde que a transmissão deste tricomonas intestinal é através dos alimentos e da água contaminada com fezes, ela depende, primariamente, dos costumes de higiene e dos hábitos de alimentação dos hospedeiros humanos. Na verdade os costumes e os hábitos prevalentes entre as populações dos países desenvolvimento em áreas tropicais e subtropicais do globo, associadas com o calor e com as condições climática úmidas, são freqüentemente favoráveis para a transmissão deste flagelo intestinal.
Fonte: www.bioturmas.hpg.ig.com.br

Trata-se de um corrimento adquirido de forma sexual através de relações ou de contatos íntimos com secreção de uma pessoa contaminada. Portanto tricomoníase é considerada uma doença sexualmente transmissível.
O diagnostico é clínico e através de exames microscópicos realizados no próprio consultório médico, exames de laboratório ou pelo Papanicolau.
O tratamento é feito através de antibióticos e quimioterápicos sendo obrigatório o tratamento do parceiro sexual.
Fonte: www.gineco.com.br
Doença infecto-contagiosa do sistema gênito-urinário do homem e da mulher. No homem causa uma uretrite de manifestações em geral discretas, podendo, eventualmente ser ausentes em alguns e muito intensas em outros. É uma das principais causas de vulvovaginite da mulher adulta podendo porém, cursar com pouca ou nenhuma manifestação clínica.
Uretrite ou vaginite por Trichomonas, Tricomoníase vaginal ou uretral, Uretrite não gonocócica (UNG).
Trichomonas vaginalis (protozoário).
Vaginite.
Transmissão: Relação sexual
Período de Incubação: 10 à 30 dias, em média.
Tratamento: Antibiótico oral e local (na mulher)
Prevenção: Camisinha, tratamento simultâneo do(a) parceiro(a).
Fonte: www.dst.com.br