É uma infecção causada pelo protozoário flagelado Trichomonas vaginalis, tendo como reservatórios a vagina e a uretra. Trata-se de uma doença sexualmente transmissível (DST) que acomete principalmente o sexo feminino e está relacionada a falta de higiene corporal.
Pode permanecer assintomática no homem e, na mulher, principalmente após a menopausa.
O Trichomonas vaginalis é encontrado somente na forma trofozoíto, não havendo formação de cistos.
A transmissão comumente ocorre pela relação sexual.
Poderá ocorrer também através do uso comum de roupas íntimas, especulo vaginal, água de uso comum para o asseio íntimo, uso comum de toalhas e até por gotículas de secreção vaginal no assento de vasos sanitários (principalmente em banheiros públicos). Calcula-se que, entre 15 e 45 anos de idade, cerca de 10 a 25% das mulheres apresentam esta infecção parasitária. Representa aproximadamente 10% das infecções vaginais.
O período de incubação varia de 4 dias a 3 ou 4 semanas.
No homem, a sintomatologia é mais discreta: corrimento uretral, geralmente pela manhã, antes da primeira micção, bem como irritação da uretra. Dificilmente ocorre prostatite ou epididimite.
Na mulher, corrimento abundante, amerelo ou amarelo-esverdeado, bolhoso, com mau cheiro característico; prurido e/ou irritação vulvar; ocasionalmente dor pélvica; vaginite (colpite) e uretrite, etc.
É recomendável o uso de preservativo durante o ato sexual, uso individual de roupas íntimas, tratamento de indivíduos portadores, esterilização dos aparelhos ginecológicos, higiene em relação aos sanitários públicos, etc.
O tratamento é feito com uso de nitroimidazóis, em administração oral e vaginal. Em todos os casos em que se positiva o diagnóstico da infecção na mulher, deve-se estender também o tratamento ao seu marido ou companheiro, já que, sem tal cuidado, poderá surgir uma nova contaminação da mulher e perpetuação do quadro clínico apresentado.
Lembre-se: Não consumir qualquer medicamente sem prescrição médica.
Fonte: www.brasilescola.com
Diferentemente das outras doenças sexualmente transmissíveis a tricomoníase não é causada por vírus ou bactéria e sim por um parasita. O parasita da tricomoníase pode estar presente na vagina por anos sem causar sintomas. Sinais e sintomas Quando ocorrem os sintomas típicos em mulheres incluem coceira e queimação vaginal, secreção vaginal amarelo-esverdeada, dor ou queimação ao urinar. A relação sexual pode ser dolorosa. Em homens, os sintomas incluem coceira leve e irritação no pênis, dor durante a relação sexual e desconforto ao urinar. Homens que tem tricomoníase geralmente não sentem nenhum sintoma. Eles podem infectar suas parceiras sem saber. A tricomoníase é diagnosticada pelo exame do fluido vaginal ao microscópio.
O medicamento metronidazol por via oral é usado para tratar a tricomoníase. Se você for mulher, não tome este medicamento nos primeiros 3 meses de gestação. Evite beber bebidas alcóolicas 24 horas antes, durante e 24 horas após tomar o metronidazol. Essa combinação provoca vômitos, tonturas e dor de cabeça. Os parceiros sexuais da pessoa infectada também precisam também ser tratados, para evitar que a pessoa se reinfecte novamente e que outras pessoas sejam contaminadas.
Só existe uma maneira de garantir que você nunca terá uma doença sexualmente transmissivel: não fazer sexo. Limitar a sua atividade sexual a apenas um parceiro durante toda a vida, desde que o(a) parceiro(a) também seja monogamico(a) e não tenha doença sexualmente transmissivel. Evite o contato sexual com pessoas cujo estado de saúde e pratica sexual você não conheça. Evite sexo se um dos parceiros apresentar sinais ou sintomas de infecção genital. Não faça sexo sob a influência de álcool ou drogas (exceto em um relacionamento monogamico em que ambos os parceiros não estejam infectados com alguma doença sexualmente transmissivel.) Antes de começar um relacionamento discuta com seu(sua)parceiro(a)a história sexual anterior dele(a). (Lembre-se, no entanto, de que as pessoas nem sempre são honestas sobre as suas vidas sexuais.)
Camisinha de látex pode diminuir a transmissão de doenças quando usada correta e cuidadosamente, e para cada ato sexual. Elas não eliminam completamente o risco. Exceto se ambos os parceiros estiverem em um relacionamento monogamico, tanto homens quanto mulheres devem carregar consigo camisinha de látex, e insistir que esta seja em suas relações sexuais. O uso de espermicidas (principalmente o que contém nonoxinol-9) pode ajudar a diminuir o risco de contágio de doença sexualmente transmissivel, quando associado com a camisinha.
Se necessário, use lubrificante a base de água. Não use lubrificante à base de petróleo, como vaselina, pois estes podem danificar a camisinha de látex. Lave os genitais com água e sabão após ter uma relação sexual. Procure um médico para tratamento de doença sexualmente transmissivel se souber que seu(sua) parceiro(a) sexual está infectado(a). Se você tem múltiplos parceiros sexuais, visite o ginecologista a cada 6 meses para verificar a presença ou não de doenças sexualmente transmissivel, mesmo que você não tenha sintomas.
Fonte: www.lincx.com.br
O agente é causador desta doença é o Trichomonas vaginalis, que pode ser transmitido através de relações sexuais ou por ambientes contaminados como banheiros e piscinas. Nas mulheres, os sintomas desta parasitose ocorrem cinco a sete dias depois do contágio, causando coceira intensa na vagina, corrimento amarelado de odor desagradável e ardor ao urinar. O processo inflamatório intenso na vagina e no colo do útero pode facilitar a penetração do HIV no organismo. Nos homens, geralmente, os sintomas podem ficar ocultos durante semanas ou aparecer na forma de pequena irritação no pênis e ardor ao urinar.

Secreção branca, bolhosa da mucosa vaginal.
Ao suspeitar que tenha contraído a tricomoníase abstenha-se de qualquer contato sexual ou íntimo até que seu médico lhe diga o contrário. Não ponha em risco a saúde de outra pessoa, que inocentemente concorda em fazer sexo com você, seja honesto com a sua consciência e com o seu parceiro avise-o para que procure o tratamento adequado.

Trichomonas vaginalis
O tratamento da tricomoníase é feito com antibióticos específicos, porém uma das maiores dificuldades para o diagnóstico correto dessa doença é que a maior parte dos pacientes antes de procurar o urologista ou ginecologista recorrem a tratamentos caseiros indicados por parentes ou vizinhos ou aos balconistas de farmácias. Essa prática evidentemente dificulta o tratamento adequado. Tanto o balconista da farmácia quanto o amigo ou o parente, têm boas intenções mas não o conhecimento necessário nem a responsabilidade exigida para o manejo de tais casos.
Fonte: www.dst2a.hpg.com.br
É uma infecção causada pelo Trichomonas vaginalis (protozoário flagelado), tendo como reservatório a vagina e a uretra. Sua principal forma de transmissão é a sexual. Pode permanecer assintomática no homem e, na mulher, principalmente após a menopausa. Na mulher, pode acometer a vulva, a vagina e a cérvice uterina, causando cervicovaginite.
Mais da metade das mulheres portadoras de tricomoníase vaginal são completamente assintomáticas.
O simples achado de Trichomonas vaginalis em uma citologia oncótica de rotina impõe o tratamento da mulher e também do seu parceiro sexual, já que se trata de uma DST.
A tricomoníase vaginal pode alterar a classe da citologia oncótica. Por isso, nos casos em que houver alterações morfológicas celulares, estas podem estar associadas à tricomoníase. Nesses casos, deve-se realizar o tratamento e repetir a citologia após 2 a 3 meses, para avaliar se há persistência dessas alterações.
Para o diagnóstico das infecções genitais baixas, utiliza-se comumente o exame direto (a fresco) do conteúdo vaginal. Colhe-se uma gota do corrimento, coloca-se sobre a lâmina com uma gota de solução fisiológica, e observa-se ao microscópio, com o condensador baixo.
Exame do conteúdo vaginal a fresco: observam-se os parasitas flagelados movimentando-se ativamente entre as células epiteliais e os leucócitos.
Esfregaço do conteúdo vaginal corado pelos métodos de Gram, ou Giemsa, ou Papanicolaou.
Cultura: valiosa apenas em crianças, em casos suspeitos e com exame a fresco e esfregaço repetidamente negativos. É muito difícil de ser realizada pois requer meio específico e condições de anaerobiose (meio de Diamond).
Teste do pH vaginal: é um teste simples e rápido, feito com uma fita de papel indicador de pH colocada em contato com a parede vaginal, durante um minuto; deve-se tomar cuidado para não tocar o colo, que possui um pH básico, o que pode causar distorções na interpretação; valores acima de 4,5 sugerem tricomoníase.
Metronidazol 2 g, VO, dose única, ou
Tinidazol 2 g, VO, dose única; ou
Secnidazol 2 g, VO, dose única; ou
Metronidazol 250 mg, VO, de 8/8 horas, por 7 dias.
Gestantes
Tratar somente após completado o primeiro trimestre, seguindo o mesmo esquema sugerido acima
Metronidazol Gel a 0,75%, 1 aplicador vaginal (5g), 1 vez ao dia, por 7 dias; ou
Metronidazol 2g, VO, dose única (suspender o aleitamento por 24 horas)
Parceiros
Tratar sempre, ao mesmo tempo que a paciente, e com o mesmo medicamento e dose.
Para alívio dos sintomas, pode-se associar o tratamento tópico com Metronidazol Gel a 0,75%, 1 aplicador vaginal (5g), 1 vez ao dia, por 7 dias.
Durante o tratamento com qualquer dos medicamentos sugeridos acima, deve-se evitar a ingestão de álcool (efeito antabuse, que é o quadro conseqüente à interação de derivados imidazólicos com álcool, e se caracteriza por mal-estar, náuseas, tonturas, "gosto metálico na boca").
O tratamento tópico é indicado nos casos de intolerância aos medicamentos via oral, e nos casos de alcoolatria.
A tricomoníase vaginal pode alterar a classe da citologia oncótica. Por isso, nos casos em que houver alterações morfológicas celulares, estas podem estar associadas à tricomoníase. Nestes casos deve-se realizar o tratamento e repetir a citologia após 2 a 3 meses, para avaliar se há persistência dessas alterações.
Durante o tratamento, deve-se suspender as relações sexuais.
Portadora do HIV
Pacientes infectadas pelo HIV, devem ser tratadas com os esquemas acima referidos.
Fonte: www.aids.gov.br
É uma infecção causada pelo Trichomonas vaginalis considerada uma uretrite não gonocócica. Pode atingir a vulva, a vagina e o colo uterino. No homem a incubação pode durar de 14 à 21 dias.
Pode não aparecer sintomas no homem e na mulher, após a menopausa.
É tratada com medicamentos à base de antibióticos orais e locais (na mulher). Os portadores também devem ser tratados para evitar a reinfecção.
Fonte: www.guiasexual.com.br