A Trichomonas vaginalis é um protozoário que infecta especificamente o trato genital. Duas outras espécies de tricomonas colonizam o homem, mas não ocorrem na vagina. A T. vaginalis é ovóide e tem 10-20 um de largura (tamanho aproximado de um leucócito). Tem quatro flagelos livres anteriores e um quinto incluso na membrana ondulante que se estende ao longo dos dois terços anteriores da célula. Os flagelos movimentam o protozoário com movimentos abruptos.
As mulheres são os principais portadores da doença. Cerca de um terço dos parceiros sexuais de mulheres com T. vaginalis tem colonozação uretral, mas os homens, ao contrário das mulheres, eliminam o microorganismo rapidamente. Um estudo observou que 70% dos homens que tiveram relações sexuais com uma mulher infectada dois dias antes foram infectados e que essa percentagem caia para cerca de 47% em torno de 14 dias ou mais. Assim, a transmissão da doença depende de intercurso relativamente frequente de homens com parceiras diferentes e/ou de infecções ocasionais a longo prazo em alguns homens.
Cerca de metade das mulheres infectadas com T. vaginalis é assintomática. Esse número depende do tipo de seleção dos casos, do interrogatório a respeito dos sintomas e da sensibilidade das técnicas diagnósticas. Em mulheres sintomáticas a queixa mais comum é o corrimento vaginal. Usualmente tem aspecto purulento e amarelado. Como na vaginose bacteriana, cerca de 50% das mulheres notam odor desagradável, devido ao crescimento exagerado de microorganismos anaeróbicos que sintetizam aminas. O prurido vulvar também é relatado em 50% dos casos de tricomoníase. A mucosa vaginal frequentemente está eritematosa, refletindo a natureza inflamatória da doença. Em alguns casos, há inflamação do colo uterino, que apresenta pontos hemorrágicos. Raramente o T. vaginalis é encontrado no trato genital superior, mas o significado desse achado é desconhecido. A maioria dos homens infectados com T. vaginalis é assintomática. Cerca de 5-10% dos homens com uretrite gonocócica são infectados com T. vaginalis. O microorganismo tem sido isolado do sêmen em associação com reação inflamatória, mas é discutível que seja causa de prostatite.
Fonte: www.fmt.am.gov.br
Trichomonas vaginalis (protozoário)
A Tricomoníase é uma infecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis no trato gênito-urinário da mulher e do homem. É o tipo mais frequente de vulvovaginite na mulher adulta.
A via de transmissão principal é o contato sexual, em condições especiais é possível outras formas de transmissão, contudo são estatisticamente desprezíveis.
A tricomoníase é a infecção que mais se associa a outras D.S.T.
Na quase totalidade dos casos é assintomático, mas alguns apresentam quadro clínico típico de uma uretrite não gonocócica acrescido de prurido no meato uretral ou sensação de fisgadas na uretra.
A ausência de sintomas ocorre com freqüência nas mulheres infectadas de Tricomonas. Entretanto como estas são capazes de transmitir a doença e a maioria apresentarão manifestações clínicas, devem ser tratadas.
O tratamento deve ser simultâneo para os parceiros sexuais. Procure serviços de saúde em caso de duvidas.

(protozoário Trichomonas vaginalis)

(protozoário Trichomonas vaginalis)
Fonte: www.ocorpohumano.com.br
Infecção do trato genito-urinário baixo e ânus, causada pelo Trichomonas vaginalis, um protozoário oval ou piriforme, anaeróbio, flagelado, que possui movimento contínuo rotatório. Corresponde a cerca de 15% a 30% dos casos de corrimentos genitais em mulheres, sendo uma grande porcentagem assintomática. A transmissão é, na maioria das vezes, sexual. A associação com o gonococo é comum, provavelmente pela sua capacidade em fagocitá-lo. O sinergismo infeccioso com flora anaeróbia é freqüente.
O protozoário encontra condições ótimas para a colonização na vagina de mulheres pós-púberes. Não há proliferação nos órgãos genitais imaturos.
Na flora vaginal normal destacam-se os bacilos de Doderlein (Lactobacillus sp) , produtores de água oxigenada e ácido lático, a partir do glicogênio das células vaginais. Estes dois produtos diminuem o pH vaginal, mecanismo importante para inibir a proliferação de microorganismos oportunistas.
O Trichomonas vaginalis libera aminoácidos que rapidamente se degradam em aminas alcalinas, acarretando aumento do pH vaginal, que por sua vez, inibe a proliferação de bacilos Doderlein favorecendo a manutenção de um pH vaginal elevado, ideal para seu desenvolvimento.
A principal manifestação de vaginite por Trichomonas é o corrimento vaginal amarelo-esverdeado e fétido após 3 a 28 dias da infecção. O aspecto bolhoso depende da associação com o Micrococcus alcaligenes aerogenes. O quadro inflamatório é importante, e pode levar a disúria, dispareunia, polaciúria e dor abaixo do ventre. A sintomatologia geralmente piora após a menstruação e relação sexual, devido a elevação do pH.
Ao exame físico, observa-se vagina e colo uterino hiperemiados e edemaciados, além do conteúdo vaginal aumentado. A colpite, de natureza focal, expressa-se clinicamente pelo colo em framboesa e pelo aspecto tigróide ao teste de Schiller .
O diagnóstico é clinico e microscópico. O pH vaginal fica,em geral, em torno de 5,0 a 7,0 e o teste de aminas pode ser francamente positivo. O exame microscópico a fresco aqui apresenta sensibilidade pouco maior que o corado, pois permite identificar a motilidade característica do agente. Ao exame corado, o protozoário revela forma ovóide, aspecto borrado e tamanho intermediário entre os leucócitos e as células epiteliais de descamação. Os polimorfonucleados são numerosos e, os lactobacilos, escassos. Eventualmente, as alterações nucleares podem ser intensas e simular alterações coilocitóticas ou displásicas, que regridem por completo após tratamento adequado.
A terapia específica consiste no emprego dos nitroimidazólicos, tópico e sistemático. Prefere-se o uso oral pela maior biodisponibilidade da droga e por ser a infecção não apenas genital, como também uretral e vesical; daí a necessidade de terapêutica sistêmica. Empregam-se os derivados 5-nitroimidazólicos tópicos, dos quais os mais eficazes são o metronidazol, o tinidazol, o ornidazol e o secnidazol, na dose de 2,0 gramas, pôr via oral, em uma única dose. O parceiro deve ser igualmente tratado, sendo este na maioria das vezes assintomático. A resistência aos imidazólicos é relativa e dose-dependente, bastando, em geral, repetir o tratamento. Como medidas terapêuticas coadjuvantes, indica-se a acidificação do meio vaginal e a embrocação com mercurocromo, na fase aguda e na gravidez.
Na gestação, aconselha-se clotrimazol tópico, de eficácia moderada (cura em 40-60% dos casos). Porém deve ser contra-indicada no primeiro trimestre e evitada no segundo e terceiro trimestres.. Na nutriz, pode ser empregado esta medicação ou os derivados nitroimidazólicos, tendo-se o cuidado, no último caso de interromper a amamentação por 24 horas.
OBS: A metronidazol tem efeito dissulfiram-like e, por isso, a paciente deve evitar a ingesta de álcool.
Fonte: www.drashirleydecampos.com.br
Protozoário flagelado causador da tricomoníase, que constitui uma doença venérea cosmopolita incidente em proporções elevadas em mulheres adultas.
O parasito tem como habitat a vagina, bem como a uretra e a próstata do homem. O Trichomonas vaginalis não possui a forma cística, apenas a trofozoítica, e é transmitido durante o ato sexual e através de fômites, já que o protozoário pode sobreviver durante horas em uma gota de secreção vaginal ou na água. O trofozoíto alimenta-se de açúcares em anaerobiose e produz ácidos que irritam a mucosa vaginal. Os sintomas aparecem entre três e nove dias após o contato com o parasito.
A tricomoníase costuma atingir mulheres entre 16 e 35 anos de idade e se manifesta, no sexo feminino, por: corrimento esbranquiçado espumoso, edema, prurido, queimação, escoriações, ulcerações e sangramento após relações sexuais. Já nos homens, a parasitíase geralmente é assintomática ou subclínica, o que justifica o fato da parasitíase ser mais diagnosticada em mulheres. A infecção por Trichomonas pode acarretar diversas doenças graves nas vias geniturinárias. As características clínicas do doente podem ser sugestivas da tricomoníase, sendo que na mulher esta parasitíase deve ser diferenciada das vaginoses bacteriana e fúngica. O diagnóstico laboratorial é feito pela visualização direta de trofozoítos em amostra de secreção vaginal, uretral e prostática. Entretanto, o isolamento e cultivo do protozoário é o método mais sensível para o diagnóstico da tricomoníase.
O uso de preservativos, o cuidado com os fômites (instrumentos ginecológicos, toalhas, roupas íntimas) e o tratamento do doente e de todos os seus parceiros são as formas de prevenção da tricomoníase. Só o tratamento medicamentoso adequado não garante a eliminação da doença, visto que mesmo após ter obtido a cura o paciente deve tomar os mesmos cuidados de quem nunca foi infectado, porque os medicamentos não impedem a reinfecção.
Trofozoítos de Trichomonas vaginalis
Fonte: www.ufrgs.br
A Tricomoníase ou Tricomoniose é uma doença sexualmente transmissível, causada pelo parasita protozoário unicelular Trichomonas vaginalis.
Reino: Protista
Filo: Metamonada
Classe: Parabasalia
Ordem: Trichomonadida
Género: Trichomonas
Espécie: Trichomonas vaginalis (Donné, 1836)
O tricomonas é um parasita eucariota flagelado anaérobio com cerca de quinze micrómetros. Tem quatro ou cinco flagelos e membrana ondulante que lhe dão mobilidade, e uma protuberancia em estilete denominada axostilo. O tricomonas não é capaz de usar oxigénio na sua respiração, sendo desprovido de mitocôndrias, mas tem hidrogenossomas que produzem gás hidrogénio.
O tricomonas existe apenas numa única forma (trofozoito), que é simultaneamente infecciosa e activa (contudo descende de formas em que também haveria cistos, já que em estados de degenerência semelhantes a cistos não funcionais surgem). Reproduz-se por divisão binária simples (não confundir com mitose).
Segundo a OMS há 170 milhões de infecções em cada ano. Nos países menos desenvolvidos, 5% dos homens e 15% das mulheres serão portadores do parasita. Só afecta o ser humano.
O tricomonas é transmitido pelo contacto entre a mucosa infectada de um indivíduo, por exemplo a uretra de um homem, e a mucosa vaginal de uma mulher, durante a relação sexual. As mulheres têm mucosas genitais muito mais extensas e receptivas ao tricomonas, daí a maior parte das pessoas afectadas serem do sexo feminino. Contudo os homens também são frequentemente infectados e podem ser portadores assintomáticos.
O tricomonas pode sobreviver em água com baixo teor de cloro durante algumas horas (o nivel de cloro usado nas piscinas mata-o quase instantaneamente). É possivel a transmissão pela partilha de toalhas ou fatos de banho imediatamente consecutiva bem como o uso de banheiro com pouca higiene.
A tricomoníase é uma doença de transmissão sexual da vagina e da uretra causada por Trichomonas vaginalis, um organismo unicelular com um flagelo semelhante a um chicote.
Apesar de a Trichomonas vaginalis poder infectar o tracto geniturinário tanto dos homens como das mulheres, os sintomas são mais frequentes entre as mulheres. Cerca de 20 % delas sofrem tricomoníase vaginal durante os seus anos férteis.
Nos homens, o organismo infecta a uretra, a próstata e a bexiga, mas só raras vezes causa sintomas. Em algumas populações, as Trichomonas podem ser responsáveis por todos os casos de uretrite não gonocócica. O organismo é mais difícil de detectar nos homens do que nas mulheres.
Nas mulheres, a doença costuma começar com uma secreção espumosa de cor verde-amarelada proveniente da vagina. Em algumas, a referida secreção é apenas ligeira. A vulva (os órgãos genitais femininos externos) pode estar irritada e dolorida e é possível que o coito também cause dor. Nos casos graves, a vulva e a pele que a rodeia inflamam-se, bem como os lábios. Os sintomas são dor ao urinar ou um aumento na frequência das micções, que se assemelham aos de uma infecção da bexiga.
Os homens com tricomoníase não manifestam habitualmente sintomas, mas podem infectar as suas parceiras sexuais. Alguns apresentam uma secreção proveniente da uretra que é espumosa e semelhante ao pus, sentem dor ao urinar e precisam de o fazer com frequência. Os referidos sintomas costumam ter lugar de manhã cedo. A uretra pode sofrer uma ligeira irritação e por vezes aparece humidade no orifício do pénis. A infecção do epidídimo, que causa dor testicular, é muito frequente. A próstata também se pode infectar, mas o papel das Trichomonas não é muito claro. Estas infecções são as únicas complicações conhecidas da tricomoníase nos homens.
O tricomonas não causa sintomas em quase metade das infecções nas mulheres e em mais de dois terços dos casos nos homens, mas mesmo nessas circunstâncias é infeccioso para outros. Nos restantes casos, após alguns dias de incubação surge um corrimento amarelo purulento e de mau-cheiro da vagina ou uretra masculina ou feminina devido à inflamação (vaginite ou uretrite) e a bactérias oportunistas. Além disso é frequente a disúria (dor ao urinar), irritação da mucosa com prurido, e ardor.
As complicações são raras.
No caso das mulheres, o diagnóstico geralmente estabelece-se em poucos minutos, examinando uma amostra da secreção vaginal ao microscópio. Também se efectuam habitualmente análises para outras doenças de transmissão sexual.
Uma única dose de metronidazol cura até 95 % das mulheres infectadas, desde que os seus parceiros sexuais recebam tratamento simultaneamente. Como não se sabe com certeza se uma única dose é eficaz nos homens, costuma-se tratá-los durante 7 dias.
Se for tomado com álcool, o metronidazol pode causar náuseas e vermelhidão da pele, assim como uma diminuição no número de glóbulos brancos e, nas mulheres, uma maior susceptibilidade às infecções vaginais por leveduras (candidíase genital). Provavelmente será melhor evitar o metronidazol durante a gravidez, pelo menos durante os 3 primeiros meses. As pessoas infectadas que mantêm relações sexuais antes de a infecção estar curada, provavelmente contagiam os seus parceiros.
Nos homens, as secreções provenientes da extremidade do pénis devem ser colhidas de manhã, antes de urinar. Estas examinam-se ao microscópio e envia-se uma sua amostra ao laboratório para cultura. Uma cultura da urina também pode ser útil, porque é mais provável que se detectem Trichomonas que não se encontraram no exame ao microscópio.
O diagnóstico é feito pela observação do parasita ao microscópio óptico em amostras do liquido de corrimento. Os tricomonas têm movimentos "aos tropeções" caracteristicos.
O tratamento é com metronidazole. Ambos os parceiros devem tomar o fármaco simultaneamente, de outro modo a infecção recorrerá já que não há imunidade.
Evita-se a transmissão do parasita causador da doença praticando o sexo seguro, usando-se preservativos. Tanto o preservativo masculino quanto o feminino provaram-se eficazes em reduzir as chances de contaminação.
Muitas mulheres que são infectadas pelo Tricomoniase não desenvolvem sintomas. Quando os sintomas surgem são principalmente corrimento abundante juntamente com um prurido (coceira) vaginal. Em outros casos a mulher pode apresentar um corrimento fluido com pouca cor e ainda um certo desconforto na micção.
A maioria dos homens não apresentam sintomas, e quando existem consiste em uma irritação na ponta do pênis.
A via de transmissão principal é o contato sexual. Em condições especiais é possível outras formas de transmissão, contudo são estatisticamente desprezíveis.
É recomendável o uso de preservativo durante o ato sexual, uso individual de roupas íntimas, tratamento de indivíduos portadores, esterilização dos aparelhos ginecológicos, higiene em relação aos sanitários públicos, etc.
Fonte: pt.wikipedia.org