PortalSaoFrancisco.com.br

TUBERCULOSE

É uma doença infecciosa, contagiosa, que acomete principalmente o pulmão, podendo ocorrer em qualquer estrutura do corpo humano. Embora seja mais comum em países em desenvolvimento, a doença não foi erradicada em nenhum país do mundo. Existe uma forte relação da doença com infecção pelo vírus HIV. Em casos de tuberculose de qualquer forma, sempre deve ser afastada a possibilidade de AIDS.

Sinônimos

Mancha no pulmão; cicatriz no pulmão; tísica; hemoptise; TBC; peste branca; escrófula.

O que causa?

Uma microbactéria, chamada Mycobacterium tuberculosis, identificada em 1882. A microbactéria também é chamada de Bacilo de Koch, em homenagem a Robert Koch, descobridor do bacilo.

Classificação

A doença é classificada em forma pulmonar e extra-pulmonar. As formas extra-pulmonares são as que ocorrem em outros órgãos como pleura, gânglios (ínguas, escrófula), sistema nervoso central (cérebro e meninges – apresentando uma meningite), intestino, ossos, sistema genital, pele, articulações e outros.

Epidemiologia

São descobertos, a cada ano, aproximadamente 10 milhões de novos casos no mundo. Três milhões de pessoas morrem, anualmente, no mundo inteiro, por causa da doença, patologia infecciosa curável quando tratada adequadamente.

No Brasil, a tuberculose tem proporções de epidemia, motivo de grande preocupação para médicos e para instituições governamentais de Saúde. A cada ano, são registrados 80 mil novos casos no Pais.

Calcula-se que, durante um ano, numa comunidade, um paciente doente poderá infectar em média 10 a 15 pessoas.

Sinais e sintomas

Os sintomas da tuberculose pulmonar são tosse com expectoração (catarro) por mais de 15 dias, presença de sangue no escarro (hemoptise), febre de baixo grau, que costuma ser diária e ao final da tarde (vespertina), acompanhada na maioria dos casos de intensos suores noturnos.

Outros sintomas freqüentes são perda de peso, desânimo, cansaço e falta de apetite. Usualmente, a tuberculose pulmonar apresenta-se como um quadro de evolução lenta, muitas vezes interpretado pelo paciente como “bronquite” (tosse pelo cigarro).

Quando a doença ocorre fora do pulmão, os sintomas são relacionados ao órgão comprometido. Na tuberculose da pleura, por exemplo, pode haver dor em pontada no tórax, dispnéia (falta de ar – quando existe acúmulo de líquido no espaço pleural, conhecido como água na pleura) e febre alta.

Quando a doença atinge o sistema nervoso central, há sinais de meningite, com cefaléia, náuseas, vômitos, febre, convulsões, alteração do nível de consciência. Essa é uma forma muita grave da doença, com alta mortalidade e morbidade (seqüelas neurológicas). Aumento dos gânglios cervicais (ínguas no pescoço), com febre, suores, emagrecimento, falta de apetite e cansaço, são as manifestações mais comuns da tuberculose ganglionar (dos gânglios linfáticos). Dor óssea, aumento de volume da articulação e dificuldade de movimentação são os sintomas do envolvimento ósseo pela doença. Dor abdominal, diarréia prolongada, febre, com os sintomas já descritos, se apresentam na tuberculose intestinal.

Qualquer órgão do corpo humano pode ser acometido pela doença. Alguns exemplos são: lesões na pele, mama, trompas (podendo resultar em infertilidade), ulcerações orais, hematúria (sangue na urina), dificuldade para urinar, entre outros.

A tuberculose pode se apresentar unicamente por febre persistente, sem causa aparente, configurando um quadro médico chamado de febre de origem indeterminada (na maioria das vezes acompanhando a forma disseminada da doença - chamada miliar).

Como evitar?

Deve-se evitar o contato com pessoa que apresenta tosse com expectoração e pesquisa do Bacilo positiva no escarro (chamado bacilífero, fonte de contágio).

A vacinação pelo BCG intradérmico no nascimento protege das formas graves da doença (meningite e miliar - forma disseminada).

Quando houver contato íntimo e freqüente entre adultos e/ou crianças deve-se investigar a possibilidade do contágio.

Caso a pessoa já tenha sido contaminada com o bacilo mas não apresentar a doença, deverá fazer um tratamento de profilaxia (prevenção da doença) com um determinado medicamento, o que é chamado de quimioprofilaxia.

Pacientes com as defesas imunológicas alteradas por outras doenças como câncer, diabete mellitus, insuficiência renal, AIDS, pessoas que utilizam drogas que diminuem suas defesas, como corticóide, imunossupressores, pacientes transplantados e usuários de drogas injetáveis encontram-se em situação de risco e podem desenvolver a doença.

Tempo para o surgimento de sintomas

É variável, dependendo da forma e da fisiopatologia da doença (forma primária – comumente na criança, pós-primária do adulto).

O indivíduo pode entrar em contato com o bacilo na infância e vir a desenvolver a doença em qualquer época da vida.

Tem algum risco?

Há risco de mortalidade (4% na população geral) e de morbidade, incluindo lesões cicatriciais no pulmão, possibilidade de apresentar infecções de repetição e de desenvolver bronquiectasias (brônquios dilatados). Alem disso, há a possibilidade aumentada de apresentar neoplasia maligna (câncer de pulmão) nas lesões cicatriciais, principalmente se o indivíduo tem história de tabagismo.

Pode haver colonização por fungos na cavidade curada da doença pulmonar (bola fúngica), resultando em hemoptises (perda de sangue vindo do pulmão) volumosas de repetição, com risco de vida para o paciente.

Dependendo da localização da doença, o paciente pode apresentar seqüelas relacionadas ao local acometido (alterações neurológicas várias, infertilidade na mulher, deformidades da coluna vertebral).

Até o momento, a infecção pelo HIV representa o grande fator potencializador da tuberculose. Dessa maneira, é obrigatória a exclusão da infecção pelo HIV frente um caso de tuberculose. Sabe-se também que a tuberculose, considerada infecção sentinela da SIDA, acelera a progressão do próprio HIV.

Cuidados que o doente deve tomar

Todo paciente que tiver tosse e expectoração por mais de 15 dias deverá procurar atendimento médico para excluir a possibilidade da doença.

O doente deve evitar locais fechados e sem ventilação, para não contaminar outras pessoas e deve procurar alimentar-se adequadamente.

Mulheres que estiverem amamentando e forem portadoras de tuberculose pulmonar devem evitar de tossir durante a amamentação e devem usar máscara durante o contato com o bebê.

Uso adequado das medicações!

Não esqueça de usar as doses recomendadas, diariamente.

Notifique seu médico com urgência se surgirem sintomas gastrointestinais, como náuseas, vômitos, dor abdominal ou icterícia (coloração amarelada da conjuntiva ocular e pele) após o início do tratamento.

No caso de tuberculose pulmonar e dependendo do estado de saúde do paciente e de seu local de trabalho (ambientes fechados, que contribuem para a contaminação de outras pessoas), recomenda-se o seu afastamento do trabalho por 15 dias.

É transmissível?

Sim, quando a doença se manifesta no pulmão e o exame do escarro mostrar positividade do bacilo. Pessoas que tossem e não apresentam expectoração (catarro) também oferecem perigo de contágio.

Formas extra-pulmonares da doença (em outros locais que não o pulmão) não apresentam risco de contágio.

Após 15 dias do início do tratamento adequado, o risco de contaminação diminui.

Qual especialidade procurar?

O pneumologista.

É tratada pelo SUS?

Sim. Para que o paciente portador de tuberculose receba o tratamento específico, ele deve ser encaminhado a uma Unidade Sanitária do Município (Posto de Saúde), para orientação e notificação. A tuberculose é uma doença de notificação compulsória.

Qual o tratamento?

Todas as formas da tuberculose devem ser tratadas. Algumas medicações utilizadas são da classe dos antibióticos e outras, dos tuberculostáticos. O tempo de tratamento e as medicações utilizadas variam de acordo com o paciente. É importante que o tempo indicado pelo médico para o tratamento seja respeitado.

Pessoas que não têm a doença, mas tiveram contato com uma pessoa infectada na forma pulmonar (bacilífero), devem usar uma medicação para prevenir que surjam os sintomas da doença, o que é chamado quimioprofilaxia.

Os efeitos colaterais das drogas que tratam a doença, quando identificados pelo médico, são prontamente resolvidos. O efeito colateral mais comum é o dano ao fígado (hepatite medicamentosa) e artralgias (dores articulares).

Quando o paciente estiver em tratamento com a droga Etambutol ou Myambutol deverá fazer acompanhamento oftalmológico devido ao risco de complicações oculares.

Dependendo do medicamento, o paciente poderá ter alterações renais e auditivas, devendo comunicar imediatamente ao seu médico. Poderá haver náuseas, vômitos, tonturas, dor abdominal, o que necessariamente não indicará a necessidade de interrupção das drogas.

Ainda, poderá ocorrer efeitos renais, acne, retenção urinária e distúrbios psiquiátricos em pacientes mais idosos.

Exige exames?

O primeiro exame a ser realizado é a pesquisa direta do bacilo em três amostras de escarro. Casos especiais serão encaminhados para o cultivo deste material. O exame radiológico de tórax (RX do pulmão) deverá ser realizado sempre que possível.

Existe um exame chamado reação de Mantoux ou PPD, no qual se administra uma pequena quantidade do antígeno do bacilo por via intradérmica, no braço direito. Este exame poderá ser realizado ou não e sua interpretação, caso seja positivo ou negativo, deverá ser avaliada pelo médico assistente. O exame será positivo quando a pessoa entrar em contato com a doença ou quando tiver feito a vacina – BCG intradérmico.

É importante lembrar que crianças abaixo de cinco anos que apresentarem esta reação fortemente positiva e não tiverem sido vacinadas devem procurar assistência médica para realização de avaliação clínica, com o objetivo de afastar a possibilidade da doença ou de receber tratamento profilático contra a mesma.

Dependendo do órgão comprometido pela doença, o médico decidirá quais exames adicionais deverão ser feitos.

Fonte: www.medicinal.com.br

TUBERCULOSE

Tratamento interrompido fortalece o bacilo e pode trazer de volta a doença que causou pavor no passado.

O que é?

Doença grave, transmitida pelo ar, que pode atingir todos os órgãos do corpo, em especial nos pulmões. O microorganismo causador da doença é o bacilo de Koch, cientificamente chamado Mycobacterium tuberculosis.

Processo de disseminação da tuberculose

Processo de disseminação da tuberculose - 1º Passo
1º passo

Apesar de também atingir vários órgãos do corpo, a doença só é transmitida por quem estiver infectado com o bacilo nos pulmões.

Processo de disseminação da tuberculose - 2º Passo
2º passo

A disseminação acontece pelo ar. O espirro de uma pessoa infectada joga no ar cerca de dois milhões de bacilos. Pela tosse, cerca de 3,5 mil partículas são liberadas.

Processo de disseminação da tuberculose - 3º Passo
3º passo

Os bacilos da tuberculose jogados no ar permanacem em suspensão durante horas. Quem respira em um ambiente por onde passou um tuberculoso pode se infectar.

A tuberculose pulmonar

Processo inflamatório

Processo inflamatório

O indivíduo que entra em contato pela primeira vez com o bacilo de Koch não tem, ainda, resistência natural. Mas adquire. Se o organismo não estiver debilitado, consegue matar o microorganismo antes que este se instale como doença. É, também, estabelecida a proteção contra futuras infecções pelo bacilo.

Tuberculose primária

Após um período de 15 dias, os bacilos passam a se multiplicar facilmente nos pulmões, pois ainda não há proteção natural do organismo contra a doença. Se o sistema de defesa não conseguir encurralar o bacilo, instala-se a tuberculose primária, caracterizada por pequenas lesões (nódulos) nos pulmões.

Caverna tuberculosa

Caverna tuberculosa

Com o tempo e sem o tratamento, o avanço da doença começa a provocar sintomas mais graves. De pequenas lesões, os bacilos cavam as chamadas cavernas tuberculosas, no pulmão, que costumam inflamar com freqüência e sangrar. A tosse, nesse caso, não é seca, mas com pus e sangue. É a chamada hemoptise.

Por que nos pulmões?

Tuberculose - Por que nos Pulmões?

Como o bacilo de Koch se reproduz e desenvolve rapidamente em áreas do corpo com muito oxigênio, o pulmão é o principal órgão atingido pela tuberculose.

Sintomas

Quem tem tuberculose não sente fome, fica anoréxico (sem apetite) e com adinamia (sem disposição para nada).

Tratamento

A prevenção usual é a vacina BCG, aplicada nos primeiros 30 dias de vida e capaz de proteger contra as formas mais graves da doença. Se houver a contaminação, o tratamento consiste basicamente na combinação de três medicamentos: rifampicina, isoniazida e pirazinamida. O tratamento dura em torno de seis meses. Se o tuberculoso tomar as medicações corretamente, as chances de cura chegam a 95%. É fundamental não interromper o tratamento, mesmo que os sintomas desapareçam.

Tuberculose resistente

Atualmente, consiste na principal preocupação mundial em relação à doença. O abandono do tratamento faz com que os bacilos tornem-se resistentes aos medicamentos e estes deixam de surtir efeito. A tuberculose resistente pode desencadear uma nova onda da doença virtualmente incurável em todo o mundo.

Números da doença

Fonte: www.santalucia.com.br

TUBERCULOSE

Há flores tristes, que nascendo à noite
Só têm o açoite
Do cruento sul
E sem que um raio lhes alente a seiva,
Rolam na leiva
De seu vil paul.

Eu sou como elas. A vagar sozinho

Sigo um caminho
De ervaçais e pó

A luz de esp'rança bruxuleia a custo
Tremo de susto,
De morrer tão só.

Castro Alves (1847-1871)
Poeta baiano morto pela tuberculose

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o único país das Américas a figurar entre os 22 responsáveis por 80% dos casos de tuberculose no mundo, ocupando a triste 15a posição. Ao lado de nações como Afeganistão, Bangladesh, Tanzânia e Vietnã, pouca gente sabe que aqui cerca de 110 mil pessoas adoecem por ano. "Certamente é uma das doenças infecciosas que mais mata no Brasil", afirma o médico e pesquisador Genésio Vicentin, do Centro de Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh) da Fiocruz.

Muitas vezes, sem ter nos meios de comunicação o mesmo espaço que dengue e Aids, a tuberculose atinge sobretudo as classes menos favorecidas. Apontada por muitos como um "mal social", a sua proliferação está intimamente ligada às condições precárias de vida. "A aglomeração de pessoas é o principal fator de transmissão. Se imaginarmos uma família de cinco ou seis pessoas amontoadas num mesmo barraco, quando uma delas traz a tuberculose para casa os outros correm enormes risco de também serem infectados", explica Vicentin. Má alimentação, falta de higiene, tabagismo, alcoolismo ou qualquer outro fator que gere baixa resistência orgânica, também favorece o estabelecimento da doença.

Apesar do surgimento da Aids ter contribuído para o seu aumento, apenas 3,3% dos doentes de tuberculose têm o vírus HIV. De acordo com Vicentin "a tuberculose atinge bem menos a classe média e alta e quando ocorre, freqüentemente está associada à Aids, daí se valoriza muito mais a segunda do que a primeira", o que dá a falsa impressão de que a tuberculose e hoje menos importante.

Ainda segundo a OMS, o fraco comprometimento do Estado é um dos principais obstáculos para o enfrentamento da doença no Brasil. "A partir dos anos 70, houve um declínio dos investimento do Governo Federal no controle da tuberculose, e depois este transferiu a responsabilidade de combate para estados e municípios", conta Vicentin, lembrando que o município do Rio de Janeiro é o que tem maior índice de doentes por 100 mil habitantes do país. O médico ainda diz que essa descentralização não foi feita de maneira adequada e até hoje não há uma organização eficiente contra a enfermidade. "Para diminuirmos as estatísticas é necessário que as três esferas do governo retomem a tuberculose como problema prioritário de saúde pública e tenhamos políticas regionais de enfrentamento".

Grave e causada por uma bactéria chamada Mycobacterium tuberculosis (também conhecida como bacilo de Koch), a tuberculose é transmitida pelas vias respiratórias. O contágio se dá pelas gotículas de escarro eliminadas pelo enfermo quando este tosse ou espirra ou mesmo pela poeira gerada pelo catarro expelido. Quanto aos sintomas, Vicentin explica: "a tosse prolongada por mais de três semanas, mesmo sem febre, é o primeiro indício da infeccção. Depois pode se seguir catarro, febre acompanhada de muito suor, perda de apetite e emagrecimento".

Apesar dos números altos, Vicentin afirma que o tratamento à base de antibióticos aplicado no país é excelente e 100% eficaz. No entanto, aponta seu abandono como outro problema importante: "a cura leva seis meses, mas muitas vezes o paciente não recebe o devido esclarecimento, está desempregado, com baixa auto-estima, não é estimulado e acaba desistindo antes do tempo". Para se evitar isso, o pesquisador sugere a formação de equipes com médicos, enfermeiros, assistentes socias e visitadores devidamente preparados.

Fonte: www.fiocruz.br

TUBERCULOSE

A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis e transmitida de pessoa para pessoa. O paciente com tuberculose pulmonar ao falar, tossir, espirrar ou rir, elimina pequenas gotículas de água, contendo os micróbios da tuberculose, capazes de contagiar quem as inale.

O micróbio da tuberculose produz no pulmão o chamado "complexo primário", que é a infecção inicial no parênquima pulmonar e nos gânglios linfáticos do pulmão.

Em 95% dos casos, esta lesão primária é controlada pela própria resistência da pessoa.

Meses depois aparecerão sintomas próprios da chamada tuberculose "pós-primária", que se manifesta dos seguintes modos:

Infiltrado pulmonar: geralmente nos ápices dos pulmões, podendo formar cavidades. Constitui a maioria dos casos;

Derrame pleural: pela formação de líquido na cavidade pleural;

Pneumonia: pela contaminação de um lobo ou segmento pulmonar;

Miliar: conseqüência da disseminação por meio do sangue, comprometendo os pulmões de maneira difusa;

Tuberculoma: apresenta um formato de tumor ou nódulo no parênquima pulmonar.

Sintomas

As manifestações clínicas são as mais variadas. Alguns pacientes não apresentam sintomas e a doença é diagnosticada por acaso, por exemplo, por meio de exames admissionais para trabalho.

Outros apresentam sintomas que podem ser agrupados da seguinte forma:

Sintomas locais: tosse, expectoração com pus, hemoptise, dispnéia e dor torácica.

Sintomas gerais: cansaço, perda do apetite, emagrecimento, febre (geralmente vespertina), sudorese noturna etc.

A evolução destes sintomas costuma se arrastar durante semanas ou meses, e com freqüência podemos conseguir informação sobre o contágio, ou seja, sobre a existência de outros pacientes com tuberculose no meio familiar, escolar, ou de trabalho.

Tratamento

Existem antibióticos efetivos contra o Mycobacterium tuberculosis que, ao serem tomados de forma regular, controlam rapidamente a doença, diminuem drasticamente a mortalidade, reduzem o período de transmissibilidade, constituindo assim ferramentas importantes no controle da doença.

Este tipo de medicação está disponível na rede de saúde, e é administrado geralmente em regime ambulatorial, ou seja, sem a necessidade de internação hospitalar.

Prevenção

A tuberculose pode ser prevenida. As principais ações de prevenção são:

Vacinação BCG: o bacilo de Calmette e Guérin (BCG) é uma variante do bacilo tuberculoso que mantém as propriedades de estimulação da resistência imunológica; porém sem capacidade de produzir a doença. A vacina BCG deve ser administrada no braço direito de todo recém-nascido, desde que tenha peso igual ou superior a 2 kg, e não apresente alguma imunodeficiência.

Busca ativa dos casos: quanto mais precocemente forem descobertos os pacientes com tuberculose, inicia-se mais cedo a medicação, e com isso diminui-se a transmissão da doença.

Quimioprofilaxia: é a medicação com INH (hidrazida), antibiótico contra o bacilo da tuberculose, indicada para as pessoas mais próximas dos pacientes com a doença na fase contagiosa.

Fonte: www.pulmonar.org.br

TUBERCULOSE

CAUSA DA TUBERCULOSE

Pneumonia ou gripe mal curadas podem causar a tuberculose?

Não. A tuberculose é causada por uma bactéria chamada “bacilo de Koch”. Exposição a friagem (como por exemplo “abrir geladeira sem camisa” e “tomar gelado”) também não causam tuberculose.

TRANSMISSÃO E PREVENÇÃO DA TUBERCULOSE

Como se pega a doença?

Através do ar contaminado com o “bacilo de Koch”, eliminado pelos pacientes com tuberculose não tratados, através da fala, tosse e espirro. A tuberculose não se transmite pelo sexo e pelo sangue contaminado.

Todo paciente com tuberculose pode transmitir a doença?

Não, somente os pacientes com a doença no pulmão que sejam bacilíferos, ou seja, aqueles que eliminem o “bacilo de Koch” no ar. Pacientes com outras formas da doença (óssea, renal e etc.) não transmitem o micróbio.

As pessoas que moram com um paciente tuberculoso podem pegar a doença?

Sim. Por isto é tão importante que todos as pessoas que residem com o paciente tuberculoso compareçam ao Posto de Saúde mais próximo de sua casa, para realização de consulta médica e, eventualmente, de alguns exames.

É preciso separar copos, talheres, pratos e outros utensílios do paciente com tuberculose?

Não, estes não transmitem o “bacilo de Koch”.

É possível prevenir a tuberculose?

Sim. Existe uma vacina, chamada BCG, aplicada no primeiro mês de vida, que é capaz de prevenir as formas mais graves da doença, principalmente nas crianças. Para prevenir a doença é também muito importante identificar rapidamente os pacientes com tuberculose para trata-los mais rapidamente, reduzindo a chance de contaminação do ambiente. É importante também que o doente, ao tossir e espirrar, tenha o cuidado de proteger a boca e o nariz.

Em alguns casos, avaliados pelo médico, pode ser necessário o uso de remédios por seis meses para que a doença seja prevenida.

SINTOMAS E SINAIS DA DOENÇA

O que sente um paciente com tuberculose?

Os principais sintomas são tosse (em geral que persiste por mais de 15 dias), febre (mais freqüente ao entardecer), suores noturnos, falta de apetite, emagrecimento e cansaço fácil.

A doença só atinge o pulmão?

Não, outros órgãos podem ser afetados tais como as meninges (meningite), ossos, rins, coração e outros.

A tuberculose mata?

Sim, desde que não diagnosticada e tratada. Os pacientes com tuberculose não podem abandonar por conta própria o tratamento, pois isto possibilita o surgimento de “bacilos de Koch” resistentes, dificultando o tratamento e podendo levar à morte.

Tuberculose pode causar impotência?

A doença, em si, não. O que pode acontecer com um paciente doente e enfraquecido é uma indisposição para o relacionamento sexual. Entretanto, com o tratamento adequado, os sintomas de astenia e indisposição desaparecem, possibilitando ao paciente retomar a sua vida normalmente.

DIAGNÓSTICO DA TUBERCULOSE

Que exames são necessários para diagnosticar a tuberculose?

Nos casos suspeitos de tuberculose, o paciente deverá procurar o Posto de Saúde mais próximo de sua residência, para ser avaliado por um médico. Após a consulta, o médico poderá pedir uma radiografia do tórax e o exame do escarro (baciloscopia) para confirmar se a pessoa está realmente com doença.

Preciso pagar pelos exames?

Não, são totalmente gratuitos e disponíveis na maior parte dos Postos de Saúde do seu município.

TRATAMENTO DA TUBERCULOSE

A tuberculose tem cura?

Sim, todo paciente com tuberculose pode ser curado, desde que siga corretamente as orientações do médico e dos demais profissionais de saúde responsáveis pelo acompanhamento.

Que remédios são usados no tratamento da doença?

Na maior parte dos casos são utilizados dois medicamentos: duas cápsulas vermelhas que contém os remédios rifampicina e isoniazida e quatro comprimidos brancos que contém o medicamento pirazinamida.

Por quanto tempo os remédios são usados?

O tempo necessário para o tratamento da tuberculose é, em geral, seis meses.

É necessário comprar os remédios?

Não, os remédios da tuberculose são distribuídos gratuitamente nos Postos de Saúde do seu município.

Como devem ser tomados os remédios?

São tomados sempre pela manhã, em jejum.

Os remédios têm efeitos colaterais?

Sim, como enjôos, vômitos, indisposição, sintomas gripais e mal estar geral. Entretanto, a ocorrência destes não justifica a suspensão dos remédios, por parte do paciente. Caso surjam sintomas e sinais não existentes antes do tratamento, o paciente deverá procurar o Posto de Saúde no qual está fazendo o tratamento para receber orientações dos profissionais de saúde responsáveis. Não há justificativa para parar o tratamento, a não ser por expressa orientação do médico.

É preciso parar de tomar bebida alcoólica?

Sim, não se pode tomar os remédios e continuar a beber álcool (cerveja, uísque, cachaça, conhaque e outros), pois há risco de graves complicações, como por exemplo, hepatite. Mas, tem gente que tem uma grande dependência do álcool (não consegue parar de beber). Neste caso, converse sobre isto com o médico que está fazendo o acompanhamento do caso e não deixe de tomar os medicamentos, a não ser que seja orientado para isto.

É preciso parar de fumar?

É aconselhável que o paciente pare de fumar, o que acaba por melhorar sua saúde como um todo. Mas se a pessoa não consegue parar de fumar de jeito algum, deve continuar a tomar os remédios e avisar ao médico que a acompanha sobre isto.

Como saber se a tuberculose está curada?

Somente o médico pode avaliar se o doente está curado ou não. Muitas vezes, o paciente melhora após um mês de tratamento (desaparece a febre, melhora o apetite, há ganho de peso), mas isto não significa que a tuberculose esteja curada! Posto isto, o tratamento só deverá ser interrompido por ordem médica.

Uma mulher grávida pode fazer o tratamento da tuberculose?

Sim, pois os remédios costumam ser seguros. A gestante em tratamento para tuberculose deverá esclarecer dúvidas sobre seu estado e os possíveis efeitos dos medicamentos sobre o bebê, com o médico responsável pelo tratamento.

Tem algum medicamento que interfere nos remédios da tuberculose?

É muito importante que o paciente informe ao médico os remédios que esteja utilizando. Por exemplo, os medicamentos “vermelhos” podem reduzir a efetividade da pílula anticoncepcional. Todas as dúvidas em relação aos medicamentos deverão ser esclarecidas com o médico que acompanha o paciente.

O paciente com tuberculose pode trabalhar?

Sim, desde que se sinta em condições físicas para exercer suas atividades no trabalho. Em geral, recomenda-se que o paciente se mantenha afastado de suas atividades por 15 a 30 dias após o início do tratamento, período em que habitualmente deixa de ser contaminante do ar ambiente.

O paciente com tuberculose precisa fazer o teste da AIDS?

Sim, é recomendável que seja realizado o teste de AIDS (chamado ELISA anti-HIV), desde que o paciente não se oponha. É importante conversar com o médico do Posto de Saúde para que sejam esclarecidas todas as dúvidas em relação ao teste de AIDS.

Posso fazer alguma coisa para ajudar a combater a doença?

Sim, é claro. Sabe-se que pacientes com tuberculose, não tratada, são capazes de contaminar o ambiente, o que pode levar outras pessoas ao adoecimento. Deste modo, a orientação para que pessoas que estejam tossindo há mais de 15 dias procurem o Posto de Saúde é extremamente importante. A divulgação desta informação pode ser feita por você, o que auxiliará em muito as ações de controle da doença, possibilitando que, um dia, nossa sociedade possa se ver livre da tuberculose.

Fonte: www.aidsportugal.com

voltar 123avançar