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Uganda

O país fica na região dos Grandes Lagos africanos, centro-leste do continente, e é coberto por savanas. Mais de 80% da população, formada por 13 etnias, vive nas áreas rurais. O lago Vitória, o maior da África, e os cursos d'água da bacia do rio Nilo favorecem o desenvolvimento da agricultura. A instabilidade política nas últimas três décadas, porém, desmantela grande parte da estrutura econômica. O café, principal produto, responde por 93% das exportações.

Fatos Históricos

Até o início do século XIX, a região tem reduzido contato com o exterior. Em 1830, o território cai sob domínio do Sultanato de Omã. Em 1890, os britânicos passam a controlar o então Reino de Buganda após reprimir, dois anos antes, uma rebelião muçulmana. Em 1894, a região torna-se protetorado do Reino Unido. Colonos brancos instalam fazendas nas terras férteis do território. Durante a I Guerra Mundial, o norte do lago Vitória é cenário de batalhas navais entre britânicos e alemães. Depois de uma rebelião, em 1949, o governo britânico concede autonomia gradual a Uganda. Em 1955 é criado um Parlamento. O Congresso Popular de Uganda, partido liderado por Milton Obote, passa a ser a principal força política. O país conquista independência em 1960, mas mantém-se membro da Comunidade Britânica.

Idi Amin Dada

Em 1967, Uganda se transforma em República sob a Presidência de Obote. Em 1971, um golpe liderado pelo general Idi Amin Dada, comandante das Forças Armadas, depõe Obote e dissolve o Parlamento. Em 1973, Uganda rompe relações com os EUA. Amin declara-se presidente vitalício em 1976. Seu regime caracteriza-se pela repressão aos opositores. Isolamento internacional e corrupção levam a economia do país ao colapso. Em 1978, as forças de Amin invadem a Tanzânia ajudadas pela Líbia. A invasão fracassa e, em 1979, tropas tanzanianas assessoradas por exilados ugandenses ocupam Campala, a capital, e Amin foge do país. Após vários governos provisórios, Obote retorna à Presidência em 1980. No ano seguinte, a oposição se une na Frente Popular Ugandense e inicia uma guerrilha contra o governo.

Instabilidade

Obote é deposto pela segunda vez, em 1985, num golpe militar que leva ao poder o general Tito Okello. No ano seguinte, a guerrilha derruba Okello. Yoweri Museveni, líder de uma das facções rebeldes, o Movimento de Resistência Nacional (MRN), autoproclama-se presidente. Em 1989, Museveni estende seu mandato por mais cinco anos, suspende os partidos e proíbe atividades políticas. O líder da oposição no exílio, Amon Bazira, é assassinado no Quênia em 1993. Seus partidários acusam o regime de Museveni de responsável pela morte. Em 1995 é promulgada uma nova Constituição, que prevê realização de referendo em 1999 sobre a adoção do pluripartidarismo e a reabertura dos partidos. Em 1996 Museveni é eleito para presidente com 74,2% dos votos e seus partidários obtêm maioria no Parlamento. A tensão entre Sudão e Uganda, acusada de dar abrigo a guerrilheiros cristãos sudaneses, leva ao fechamento da fronteira comum em 1997.

Oposição ilegal e guerrilha

A oposição ao regime de Museveni se une na coalizão Forças Democráticas Aliadas (ADF) em julho de 1997. O governo declara a aliança ilegal. Em 1998, uma guerrilha apoiada pela ADF inicia combates contra o governo. Dois atentados ocorridos em abril matam quatro pessoas. Em junho, as ações guerrilheiras se intensificam e deixam 50 mortos no oeste do país.

Dados Gerais

Nome oficial: República de Uganda (Republic of Uganda/Jamhuri ya Uganda)

Capital: Campala

Nacionalidade: ugandense

Idioma: inglês (oficial), línguas regionais (principais: suaíle, luganda)

Religião: cristianismo 65% (católicos 39%, protestantes 26%), crenças tradicionais 19%, islamismo 15%, outras 1% (1995)

Moeda: novo xelim de Uganda

Cotação para 1 US$: 1.210,00 (jul./1998)

Geografia da Uganda

Localização: centro-leste da África

Características: planalto de altitude entre 1.000 e 2.000 m (maior parte); vale da Grande Fenda (centro); cadeias de montanhas (S); região árida (NE); lagos Albert (O), Edward (SO), Kyoga (centro) e Vitória (S)

Clima: equatorial de altitude

Área: 241.038 km²

População: 21,3 milhões (1998)

Composição étnica: grupos étnicos autóctones 68,9% (principais: hugandas 17,8%, tesos 8,9%, niancoles 8,2%, sogas 8,2%, gisus 7,2%, chigas 6,8%, langos 6%, ruandas 5,8%), outros 31,1% (1993)

Cidades principais: Campala (773.000), Jinja (61.000), Mbale (54.000) (1991)

Patrimônios da Humanidade: Parques Nacionais Rwenzori Ruwenzori Mountains e Bwindi Impenetrable

Governo da Uganda

República presidencialista (ditadura militar desde 1986).

Divisão administrativa: 38 distritos.

Chefe de Estado e de governo: presidente general Yoweri Kaguta Museveni (desde 1986, eleito em 1996).

Partidos políticos: não há, suspensos desde 1986.

Legislativo: unicameral - Parlamento, com 276 membros (214 eleitos por voto direto e 62 indicados).

Constituição em vigor: 1995.

Economia da Uganda

Agricultura: café (219,6 mil t), pluma de algodão (17,9 mil t), caroço de algodão (39,2 mil t), chá (20,9 mil t), milho (740 mil t) (1997)

Pecuária: bovinos (5,4 milhões), ovinos (1,95 milhão), caprinos (3,6 milhões), suínos (940 mil), aves (22,4 milhões), eqüinos (17,6 mil) (1997)

Pesca: 213,1 mil t (1995)

Mineração: calcário (135 mil t), ouro (3 t) (1996)

Indústria: equipamentos de transporte, alimentícia, bebidas, materiais de construção(cimento), têxtil, fertilizantes, produtos eletroeletrônicos

Parceiros comerciais: Quênia, Reino Unido, Japão, Índia, Emirados Árabes Unidos, Bélgica, Espanha, EUA, França

Fonte: www.mulheresnegras.org

Uganda

Geografia de Uganda

Área: 241.038 km². Hora local: +6h.
Clima: equatorial de altitude.
Capital: Campala.
Cidades: Campala (1.208.544), Gulu (113.144), Lira (89.971), Jinja (86.520), Mbale (70.437) (2002).

População de Uganda

26,7 milhões (2004)

Nacionalidade: ugandense

Composição: grupos étnicos autóctones 68,9% (hugandas 17,8%, tesos 8,9%, niancoles 8,2%, sogas 8,2%, gisus 7,2%, chigas 6,8%, langos 6%, ruandas 5,8%), outros 31,1% (1993).

Idiomas: inglês (oficial), línguas regionais (principal: luganda).

Religião: cristianismo 88,7% (católicos 41,9%, anglicanos 39,4%, outros 8,3% - dupla filiação 0,9%), islamismo 5,2%, crenças tradicionais 4,4%, outras 1,1%, sem religião e ateísmo 0,6% (2000).

Economia de Uganda

Moeda: xelim ugandês; cotação para US$ 1: 1.715 (ago./2004).

PIB: US$ 5,8 bilhões (2002).

Força de trabalho: 12,1 milhões (2002).

Governo de Uganda

República presidencialista (ditadura militar desde 1986).

Div. administrativa: 39 distritos.

Presidente: general Yoweri Kaguta Museveni (desde 1986, eleito em 1996, reeleito em 2001).

Partidos: não há, suspensos desde 1986.

Legislativo: unicameral

Parlamento: 292 membros.

Constituição: 1995.

Descrição

Localizado na montanhosa região dos Grandes Lagos africanos, Uganda é o principal refúgio do gorila-das-montanhas, espécie ameaçada de extinção. As savanas cobrem a maior parte do território, e nas florestas existem comunidades de pigmeus. A presença de lagos - com destaque para o Vitória, o maior do continente - e dos cursos de água da alta bacia do Nilo favorece a geração de energia hidrelétrica e a agricultura, base da economia. O café responde pela maioria das exportações. A instabilidade política desde os anos 1970 desmantela parte da infra-estrutura produtiva do país, mas há recuperação nos últimos anos.

História de Uganda

Desde pelo menos o século X da Era Cristã populações ocupam a região da atual Uganda. Até o século XIX, há reduzido contato com o exterior. Em 1890, os britânicos passam a controlar o então Reino de Buganda, e, quatro anos mais tarde, a região torna-se protetorado do Reino Unido. Na I Guerra Mundial, o lago Vitória é cenário de batalhas navais entre britânicos e alemães. Depois de uma revolta, em 1949, o governo britânico concede autonomia gradual a Uganda. Em 1955, cria-se um Parlamento, e o Congresso Popular de Uganda, liderado por Milton Obote, passa a ser a principal força política. O país obtém a independência em 1962. Um ano depois se transforma em República, com Mutesa II como primeiro presidente.

Idi Amin Dada

Em 1966, Obote lidera um golpe e torna-se presidente. Ele bane os partidos de oposição em 1969. Em 1971, um golpe dirigido pelo general Idi Amin Dada, comandante das Forças Armadas, depõe Obote e dissolve o Parlamento. Seu regime se caracteriza pela feroz repressão aos opositores. Em 1978, as forças de Amin promovem fracassada invasão da Tanzânia, com o apoio da Líbia. Em reação, tropas tanzanianas ajudadas por exilados ugandenses ocupam Campala, a capital, em 1979, e Amin foge do país. Obote retorna à Presidência em 1980. No ano seguinte, a oposição inicia uma guerrilha contra o governo.

Novo presidente

Obote é deposto pela segunda vez, em 1985, num golpe militar que conduz o general Tito Okello ao poder. Em 1986, a guerrilha derruba Okello. Yoweri Museveni, líder de uma das facções rebeldes, o Movimento da Resistência Nacional (NRM), assume a Presidência e suspende os partidos políticos. Em 1989, Museveni estende seu mandato por mais cinco anos. Uma nova Constituição é promulgada em 1995. No ano seguinte, Museveni elege-se presidente, com 74,2% dos votos, e seus aliados obtêm maioria no Parlamento.

Conflitos

A tensão entre Sudão e Uganda, acusada de abrigar guerrilheiros cristãos sudaneses, leva ao fechamento da fronteira, em 1997. A oposição une-se na coalizão Forças Democráticas Aliadas (ADF), declarada ilegal pelo governo. Uganda intervém na guerra civil da República Democrática do Congo (RDC) - primeiro, ao lado de Laurent Kabila, que chega em seguida ao poder. Depois, Museveni rompe com Kabila e passa a apoiar milícias tutsis contrárias ao governo. O Parlamento de Uganda adota, em 1999, a Lei da Anistia, que devolve direitos políticos a parte da oposição. Em 2000, o regime realiza plebiscito, no qual 90,7% dos votantes optam por manter a proibição aos partidos políticos. Menos da metade do eleitorado, porém, participa do processo, boicotado pela maioria da oposição.

Fatos recentes

Em 2001, Museveni é reeleito, com 69,3% dos votos. Kiza Besigye, ex-comissário político nacional, vem a seguir, com 28%. Besigye diz que houve fraude. Nas eleições legislativas, a lista governista Movimento obtém mais de 80% dos 292 postos no Parlamento. A Organização das Nações Unidas (ONU) publica relatório no mesmo ano acusando Uganda e Ruanda de pilharem os recursos naturais da RDC e aponta a família de Museveni como beneficiária do crime.

Em 2002, o país fecha um acordo de três anos com o Fundo Monetário Internacional (FMI). No fim do ano, Museveni sela a paz com a Frente Nacional de Salvação de Uganda 2 (UNRF 2), grupo atuante havia 16 anos. Os rebeldes são incorporados às Forças Armadas e ao governo.

Rebeldes

Também em 2002, Uganda firma tratado com o Sudão para combater o Exército de Resistência do Senhor (LRA), que age na fronteira. O grupo pretende colocar Uganda sob preceitos bíblicos. Liderados pelo "profeta" Joseph Kony, os guerrilheiros seqüestraram mais de 20 mil crianças para usar como soldados e escravos sexuais. Após meses de combate, o Exército anuncia que matou metade dos 3 mil combatentes do LRA e que Kony se dispõe a negociar.

Em 2003, as tropas de Uganda completam a retirada da vizinha RDC. Em fevereiro de 2004, combatentes da LRA matam mais de 200 pessoas em um campo de refugiados no norte de Uganda. Em resposta, o Exército ataca os rebeldes nos meses seguintes, inclusive no Sudão, matando centenas. Os conflitos prosseguem até o fim do ano, e há tentativas de negociação, mas não prosperam.

Proibição a partidos

Em junho de 2004, a Corte Constitucional julga nulo o plebiscito de 2000 que aprovou o veto aos partidos políticos.

O governo recorre, e o parecer é derrubado em setembro pela Suprema Corte de Uganda.

Fonte: www.casadasafricas.org.br

Uganda


UGANDA, PARAÍSO DE PARQUES NACIONALES

Se alguma coisa pode diferençar Uganda de outros países africanos é seu grande ramalho de parques nacionais onde refugia-se uma não menos rica vida animal e vegetal. Não se diferença de outros países vizinhos nos enfrentamentos étnicos que tanto dolor têm causado. O país tenta consolidar um caminho de democracia e tranquilidade.

Uganda está-se convertindo pouco a pouco em um país ideal para o viajante aficionado aos safaris fotográficos, porque Uganda tem todo: exotismo, reservas animais, população cordial e sabor a aventura.

Situação e Geografia de Uganda

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Uganda fazia referência, no início, ao reino bantu de Buganda; depois extendeu-se a todo o território. Ocupa uma superfície de 241.040 quilômetros quadrados dividida em 38 distritos administrativos.

Limita ao norte com Sudão, ao leste com Quênia, ao sul com Tanzânia e Ruanda e ao oeste com a República Democrática do Congo. Não tem saída ao mar e a distância mínima desde o Océano Indico é de 800 quilômetros.

Uganda é uma altiplanície regular que desde os 1.134 metros do Lago Vitória vai descendo para o norte. No leste o Monte Elgom (4.321 metros) encontra-se na fronteira com Quênia; ao oeste partilha com o Congo o Maciço do Ruwenzori, com o Pico Margarita (5.109 metros), e uma série de vulcôes apagados na zona mais oriental, chamados na antigüidade clássica os "Montes da Lua".

Na fronteira com o Congo e Ruanda as altitudes são entre os 2.000 e 3.000 metros. Por outro lado, o elemento que caracteriza Uganda é sua rede fluvial e, sobretudo, seus lagos. No sudeste estão o Lago Vitória (o segundo maior lago de água doce do mundo); os lagos Eduardo e Jorge no sudoeste, Alberto no oeste, e Kyoga e Salisbury no leste. Quanto aos rios o Nilo Vitória, o Nilo Alberto ou Nilo Branco são os mais importantes.

O clima é tropical, com temperaturas moderadas pela altitude. Na capital tem-se registrado máximas de 36 graus centígrados e mínimas de 12 graus. A precipitação média é de 1.270 mm ao ano, principalmente entre março e junho e setembro e novembro; na linha equatorial as chuvas são continuadas ao longo do ano.

FLORA E FAUNA

A flora em Uganda é exuberante devido às frequentes e copiosas precipitações. Muitas ribeiras pantanosas estão flanqueadas por grandes extensões de papiros. Os bosques são numerosos e do tipo equatorial, árvores de tronco alto, cipos, plantas parasitas e um denso sotobosque.

Nas zonas mais altas aparecem os pastos e na alta montanha os fetos arbóreos e lobélias. Nas regiões do norte onde as chuvas são pouco frequentes aparece a estepa de arbustos espinhosos e acácias.

A fauna encontra-se protegida nos Parques Nacionais. No Parque da Rainha Isabel entre os lagos Eduardo e Jorge concentram-se grande quantidade de hipopotamos e aves como o avestruz, loros e cegonhas. O Parque Murchisom alberga olifantes, hipopotamos, búfalos, rinocerontes e crocodrilos. Outros animais pertencentes à fauna ugandesa são o chimpanzé, porco selvagem, okapi, girafa, zebra, gorila, onagro, antílope e tamanduá.

História de Uganda

DADOS HISTÓRICOS

No ano 1.500 a.C. Uganda sofreu invasões camitas. Os buganda têm sido seus habitantes desde há muito tempo.

Uganda foi descoberta em 1862 e junto com Quênia e Tanzânia foi um dos territórios que integravam a África Oriental Britânica.

Colonização

Em 1862 chegaram os primeiros exploradores ingleses. O objetivo era descobrir as fontes do Nilo. Encontraram nas ribeiras setentrionais do Lago Victória ao povo preto buganda, regidos pelo kabaka. Como ele mostrou-se favorável, pronto chegaram missionários católicos e anglicanos.

Ao morrer o soberano, entre 1885 e 1887 tiveram lugar matanças de católicos, alguns deles indígenas. Mais tarde tive um período de calma, após de um acordo anglo-germano pelo qual o território ficaba sob influência inglesa. Em 1894 instaura-se o protetorado britânico.

Dominio britânico

Durante o século XX a evolução foi tranquila, pois proibia-se aos brancos adquirir terras. A dificuldade veio pelas diferença s entre o governo britânico e o monarca de Buganda. Em 1953 teve lugar a crise mais importante deste período: foi deposto e exiliado o kabaka; até 1955 não voltou ao trono.

Em 1960 Buganda declara-se Estado independente, mas o governador de Uganda se opus. Em 1961 tive eleições gerais e saiu vencedor o partido demócrata. O 9 de outubro de 1962 atinge a independência e finda o protetorado britânico. Promulga-se uma constitução essencialmente republicana e se mantém o estatuto de pertencer à Commonwealth. O presidente da República era o rei de Buganda. Em fevereiro de 1966 o chefe de governo Miltom Obote deu um golpe de estado e toma o poder de um regime presidencialista.

Na atualidade o chefe de estado é Yoweri Kaguta Museveni e o chefe de governo Kintu Musoke, designado no ano de 1996.

Arte e Cultura de Uganda

Uganda tem sido outro dos países do centro da África que não evitou enfrentamentos e guerras civiles. Estes afetaram as manifestações culturais e os restos de uma passado colonial. As expressões regionais mais fortes vem dos habitantes de sempre: os buganda, cuja dinastia se remonta ao século XV de nossa era. Entre as construções mais importantes têm os túmulos Kasubi, com os enormes edifícios dos kabaka, reis do povo Buganda.

O artesanato, em todas as modalidades é outro dos aspectos culturais a regatar e distinguir de Uganda.

Locais Turísticos de Uganda

Começaremos o percurso pela capital e o sul do país para ir até o norte ao final. Depois passaremos um visto aos Parques Nacionais.

KAMPALA

É a capital do país. Está construida entre sete colinas e a mais interessante de visitar é a Colina Nakasero, no centro da cidade. Entre os lugares mais visitados encontra-se o Museu de Uganda com uma interessante mostra de instrumentos de música tradicional. Os Túmulos Kasubi oferecem os enormes edifícios dos kabaka, reis do povo Baganda. Os túmulos estão permanentemente custodiados por 4 mulheres.

Outro lugar interessante é a Universidade de Makerere, a mais alta institução educativa do país. Aqui tem-se formado vários líderes africanos.

Merecem também uma visita os quatro edifícios religiosos principais de Kampala: o branco resplandor da mesquita Kasubi dominando a colina Kibuli; a enorme Catedral Católica romana Rubaga, na colina do mesmo nome; a Catedral Anglicana Namirembe; e, por último o enorme Templo Sijh, no centro da cidade. E como coroa o Zoo e o Jardím Botânico.

No distrito de Kumi, encontram-se as pinturas de Nyero Rock, com mais de 500 anos.

Arredores de Kampala

Na estrada de Kampala a Jinga está o Santuário de Numugongo, comemorando o martírio dos 22 religiosos que foram queimados vivos pelo kababa Mwanga em 1886.

Não se esqueça de visitar a aldeia pesquera de Kaseny, onde pode-se desfrutar de um pequeno mercado.

JINJA

Encontra-se para o leste da capital, depois de atravessar o rio Nilo Vitória. É o maior centro comercial da Uganda e a cidade se encontra nas beiras do Lago Vitória. É uma importante capital do sul e ainda conserva belos edifícios de princípios de século pintados em tons pastel.

Entre os lugares mais interessantes da zona há que destacar as Cascatas Owem Dam, embora as cascatas reais têm sumido sob o lago. Mais perto do povoado encontra-se a espectacular Fonte do Nilo, antes as cascatas Ripon. Também pode-se chegar desde aqui às Cascatas de Bujagalli. Um cenário de excepcional beleza. Formosos rápidos a correr entre as rochas, perante uma bucólica paisagem. A seus pés extende-se um extenso lago espalhado de pedras e ilhotas, a paisagem típica do nascimento de um grande rio, o Nilo.

TORORO

Situada na fronteira com Quênia, esta localidade é particularmente bela na época da floração das árvores. Nela vive uma comunidade asiática bastante importante, como testemunham dois grandes templos hindus. Além disso, não tem muito interesse para os visitantes. A grande Rocha de Tororo, é um vulcão coberto de vegetação, desde onde apreciam-se imponentes vistas.

FORT PORTAL

Voltamos de novo a Kampala para tomar a estrada que leva a Fort Portal. Trata-se de uma tranquila cidade de não muitos habitantes situada no limite norte das Montanhas de Ruwenzori, cuja importância vem dada por ser o ponto de partida para explorar o vale Semliki com suas águas termais e a Reserva de primates de Kibale.

RESERVA DE PRIMATES KIBALE

É o lugar ideal para contemplar o hábitat natural dos chimpanzés. A atração estrela desta reserva, recentemente estabelecida a 30 quilômetros ao sudeste de Fort Portal, são os chimpanzés, dos cuais cinco grupos estão parcialmente habituados ao contacto humano.

VALE SEMILIKI

Todo aquele que vier desde Fort Portal para passar um dia encontra-se com este vale e com Bundibugyo, do outro lado de Ruwenzori. As duas atrações principais são as Águas Termais perto de Sempaya e as aldeias de N'tandi no Bosque do Vale.

KASESE

Encontra-se ao sul de Fort Portal. É uma tranquila cidade cuja economia está baseiada principalmente nas minas. Kasese é a base para organizar uma excursão às Montanhas Ruwenzori e ao Parque Nacional rainha Elizabeth.

MASAKA

Esta cidade foi destruida em 1979 pelas tropas de Tanzânia. Reconstruiu-se, mas ainda há muito para fazer. Costuma ser uma parada para dormir caminho das Ilhas Ssese no Lago Vitória ou para os deslocamentos a Tanzânia.

ISLAS SSESE

Este grupo de 84 ilhas extende-se ao noroeste do Lago Vitória, ao leste de Masaka e ao sul de Entebbe. As principais ilhas são íngremes (Buggala, Bufumira, Bukasa, Bubeke, Kkome) e as áreas não cultivadas estão cobertas de grande variedade de árvores. Entre os animais encontraremos macacos, hipopotamos, crocodrilos e muitas variedades de pássaros, mas não há grandes depredadores (à excepção dos crocodrilos).

Há belas paisagens do lago e de outras ilhas. Existe a possibilidade de navegar em barcas e nadar, mas tendo cuidado com as áreas marcadas sob risco de parasitas e bilarciosis. É um lugar tranquilo, bonito e apacível, com muitas variedades de alimentos.

KABALE

Nos dirigimos de novo para o sul. Esta região é conhecida pelos formosos bosques e lagos. Uma visita obrigada é o Lago Bunyonyi, famoso pela beleza ao oeste de Kabale.

KISORO

Está no extremo sudoeste do país, ao lado das montanhas de Virunga. É o ponto de partida de muitos visitantes para visitar os gorilas no Parque Nacional Maghinga.

GULU

Desde Kampala, atravessamos o norte do país até chegar a Gulu, a maior cidade da zona setentrional. Está no caminho da linha férrea que une Tororo e Pakwach. Este percurso em trem pode ser muito interessante. A cidade é um bom ponto de referência para visitar Paraa na beira do rio Nilo Alberto que discorre atravessando o Parque Nacional Cascatas Murchison.

PARQUE NACIONAL DAS CASCATAS MURCHISON

É o maior de Uganda com 3.900 quilômetros quadrados. Além das cascatas Murchisom podem-se ver também as cascatas Karuma.

PARQUE NACIONAL DO VALE KIDEPO

Este parque destaca pela variada fauna. Está rodeado de montanhas e é notável pela fauna de avestruzes e girafas. O parque ocupa uma área de 1.450 quilômetros quadrados ao longo da fronteira com o Sudão.

RESERVA TORO

É uma pequena reserva que possui uma variada flora e fauna, situada ao norte de Fort Portal, no vale Semliki.

PARQUE NACIONAL RAINHA ELIZABETH

O parque ocupa 2.000 quilômetros quadrados e está bordeado ao norte pelas montanhas Ruwenzori e ao oeste pelo lago Rwitanzige (lago Eduardo). Todo visitante que acuda pode dirigir-se ao Canal Kazinga, entre o lago Jorge e o lago Rwitanzige e ver milhares de hipopotamos e pelicanos.

Há um pequeno museu junto ao Safari Mweya com crânios e algumas outras curiosidades.

PARQUE NACIONAL DO LAGO MBURO

O parque está situado em um terreno de savana com acácias onde pode-se contemplar olifantes, impalas e outras muitas espécies de animais.

PARQUE NACIONAL BWINDI E MGAHINGA

Estos dois parques de Uganda têm sido recentemente catalogados como parques nacionais. Localizam-se no canto sudoeste do país, Bwindi (anteriormente conhecido como o Bosque Impenetrável) ao norte de Kisoro e Mgahinga ao sul. Ambos os parques compreendem dois últimos hábitats de gorilas de montanha, e a metade da população sobrevivente de gorilas de montanha do mundo vive aqui.

PARQUE NACIONAL RUWENZORI

O parque é ideal para praticar o trekking. Como mínimo precisa cinco dias para fazer um percurso pelo parque. A melhor época para realizar as ascensões é de dezembro à fevereiro, e de metade de junho à meados de agosto.

PARQUE NACIONAL DO MONTE ELGON

É o parque nacional de mais recente criação. O pico mais alto é o Wagagai com 4.321 metros; o tempo ideal para realizar a ascensão ao cume é de dezembro à março. Podem-se ver as cascatas Sipi, ao norte de Mbale, umas das mais belas e espetaculares de Uganda.

Gastronomia de Uganda

A cuzinha ugandesa é deliciosa. Seus pratos típicos incluim tanto o peixe como a carne. Entre os mais comuns encontra-se o matoke, com bananas, pão de milho e troços de frango ou carne de vitela, ao igual que o peixe grelhado acompanhado troços de tomate. Nos hotéis de prestígio e em alguns restaurantes encontrará elaborados cardápios de pratos ocidentais.

Bebidas

Em Uganda achará algumas das bebidas internacionais. Em outras zonas podem escassear. Quanto à água, deve bebé-la engarrafada. Preferendo algo mais forte, experimente um gole de waragi, licor de banana.

Compras de Uganda

Entre as compras mais típicas que podem-se realizar encontra-se o artesanato em madeira, como máscaras ou instrumentos musicais e os tecidos battik.

População e Costumes de Uganda

No coração da África, Uganda têm sido o cenário de numerosas emigrações. Nas zonas costeiras do lago Vitória se sitúam os bantus. Os indígenas são pretos sudaneses cafres, camitas e nilóticos. Os buganda são a civilização mais avanzada cuja dinastia se remonta ao século XV. Ao oeste há núcleos de pigmeus de origem muito antiga. O grupo étnico predominante é o dos buganda, pertencente ao tronco bantu. O grupo estrangeiro mais importante é o asiático, constituido por índios e paquistaníes e árabes.

Entretenimento de Uganda

Uma das atividades mais chamativas que oferece Uganda é realizar algúm safari fotográfico. Uganda é um belo país que conta com variada e interessante fauna selvagem. Possui, além disso, numerosos Parques Nacionais como o de Ruwenzori ou Murchison, e estações naturais de grande beleza onde desfrutar da vida tanto animal como vegetal. Em poucas palavras: a oportunidade de apreciar a natureza em todo seu esplendor.

Os amantes da montanha têm ocasião de praticar esportes de aventura; igualmente, os que preferem os esportes náuticos podem praticá-los, especialmente nos lagos do país. Também os amantes da cidade poderão visitar cidades coloniais e cidades típicas africanas de grande encanto.

Festividades de Uganda

Os dias festivos oficiais são 1 de janeiro Ano Novo, 26 de janeiro, 8 de março, Dia do Trabalho, o 3 de junho, 9 de outubro Dia da Independência, Natal, 25 de dezembro e São Estevão e 26 de dezembro. Celebram-se, também, as festas de Semana Santa e as festas islâmicas que variam dependendo do calendário lunar.

Transportes de Uganda

Avião

O aeroporto Internacional de Enntebe está situado a 3 quilômetros do centro da capital. As aero-linhas de Uganda atendem todas as rotas internas, mas há poucos serviços destes. As passagens interiores e internacionais devem ser pagas em efetivo, salvo residentes.

Trem

Há conexões ferroviárias entre Kampala, Kasese e Tororo. É uma boa alternativa para deslocar-se mas há que ter bastante paciência.

Ônibus

Existe uma linha regular de ônibus que liga os povoados mais importantes. Na maioria das cidades e povoados há uma estação de ônibus ou partada de micro-ônibus.

Carro

Na zona sul do país as estradas são boas e estão bem sinalizadas, enquanto que no norte a situação muda, sobretudo, depois da época de chuvas quando os caminhos ficam intransitáveis, momento em que se faz imprescindível o uso de um veículo 4 x 4.

Táxi

Uganda é o país do táxi e do micro-ônibus, nunca há escassez deles. O preço é fixado com antelação e partem quando estão cheios.

Fonte: www.genteviajera.es

Uganda

Continente: Europa
Nome Completo: República da Ucrânia
Localização: Centro-Leste da Europa
Coordenadas: 49 00 N, 32 00 E
Limites: Países limítrofes:Belarus, Hungria, Moldova, Polônia, Romênia, Rússia, Eslováquia
Capital: Kiev
Governo: República Mista
Moeda: Hryvna
Área: 603.700 km2
Nacionalidade: Ucraniana
População: 48.396.470 (julho/2002)
Mortalidade: 21,14 mortes a cada 1.000 nascidos vivos (2002)
Vida: 66,33 anos
Ponto Culminante: Monte Hoverla, 2.061 m
Religiões: Cristianismo Ucraniano Ortodoxo 83%, Protestantismo 10%, Judaísmo 5%, Ateísmo 1%, Outras 1%
Idiomas: Ucraniano (oficial), Russo
Analfabetismo: 2%
Renda: US$ 840 (2001)

Fonte: www.libreria.com.br

Uganda

Nome Oficial: República de Uganda (Republic of Uganda /Jamhuri ya Uganda)
Capital de Uganda: Campala
Área: 236.040 km² (81º maior)
População: 24.442.084 (2002)
Idiomas Oficiais: kiSwahili e Inglês
Moeda: Novo xelim de Uganda
Nacionalidade: ugandense
Principais Cidades: Campala, Jinja, Mbale

Fonte: www.webbusca.com.br

Uganda

A República de Uganda situa-se na África Oriental, confinando com o Sudão, Quênia, Tanzânia, Ruanda e República Democrática do Congo. O país tem uma extensão de 241 mil km2 e população de 26 milhões de habitantes, com renda per capita de US$ 238. A economia, predominantemente agrária, depende das exportações de café e ouro. A capital e principal centro urbano do país é Campala, com 1,2 milhão de habitantes.

Uganda é uma República presidencialista, do tipo misto, com Chefias de Estado e de Governo distintas. O atual Chefe de Estado é Yoweri Kaguta Museveni, no cargo desde 1986, reeleito em 2001 para seu segundo mandato constitucional de cinco anos. Exerce a Chefia de Governo o Primeiro-Ministro Apollo Nsibambi, no cargo desde 5 de abril de 1999. O Poder Legislativo incumbe ao Parlamento, unicameral, integrado por 276 representantes, dos quais 214 eleitos pelo voto popular e 62 designados por um Colégio eleitoral. O mandato legislativo é de 5 anos. A Constituição, emendada em outubro de 1995, adota sistema legal baseado na Common Law britânica e atribui amplos poderes ao Executivo.

Celebra-se a Data Nacional no dia da independência, 9 de outubro. O idioma oficial é o inglês.

HISTÓRIA

A partir de então passou a vigorar o clássico esquema colonial, baseado em exportações de algodão, café e outros produtos agrícolas de Uganda para a Inglaterra. Diversamente do Quênia, o território não acolheu número significativo de colonos europeus, mas sim de mão-de-obra de outras partes do Império Britânico, sobretudo da Índia. Esses imigrantes forçados foram responsáveis pela construção da infra-estrutura e administração da colônia, que se tornou independente em 1962.

O primeiro governo pós-independência foi formado por uma aliança entre tribos do Norte e do Sul, com a nomeação do Rei de Buganda (da etnia Bantu) para o cargo de Presidente, e Milton Obote (da tribo Langui, do Norte) para Primeiro-Ministro. Ao tentar instituir regime de partido único, com o objetivo de eliminar o tribalismo, Obote entrou em conflito com o Presidente. Em 1966, com o apoio do Exército, Obote suspendeu a Constituição, que assegurava considerável autonomia aos diversos reinos tribais. A resistência de Buganda ao golpe foi reprimida pelo Exército, então sob o comando do General Idi Amin Dada.

Obote assumiu poderes ditatoriais e adotou uma política de governo inspirada no modelo socialista da vizinha Tanzânia. Contudo, a tentativa de eliminar diferenças e rivalidades étnicas, tribais e religiosas em Uganda, com seus 28 grupos distintos, não obteve o apoio esperado. Em 1971, Obote foi derrubado pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Idi Amin.

POLÍTICA INTERNA

Uma das primeiras medidas do Governo de Idi Amin Dada consistiu na deportação em massa da população de origem indiana (elite comercial do país) e no subseqüente confisco de suas propriedades. Valendo-se de um populismo xenófobo, que explorava as rivalidades étnicas, e apoiado por uma guarda pretoriana de militares oriundos de sua tribo, o mandatário consolidou-se no poder, chegando a angariar índices de momentânea popularidade.

Durante sua gestão, o cenário político foi pontuado pelos assassinatos de membros da oposição, pela perseguição de líderes religiosos cristãos (Idi Amin era muçulmano, num país onde mais de 60% da população professam o cristianismo) e por ataques armados contra tribos rivais, como o grupo dos Langui, do Presidente deposto Milton Obote. Em 1979, uma disputa de fronteira com a Tanzânia, que havia concedido asilo a Obote e jamais reconheceu o governo instalado em Campala, resultou na invasão de Uganda por tropas tanzanianas e refugiados ugandenses. Idi Amin exilou-se na Arábia Saudita, deixando, como saldo de seus nove anos no poder, mais de 300 mil mortos.

As forças invasoras instalaram novo governo em Campala, sob a égide da Frente Nacional de Libertação de Uganda, liderada por Yusufu Lule, figura proeminente nos meios tribais da região sul do país. Inconformadas com a perda de espaço político, as etnias da região norte, área de influência de Milton Obote, organizaram-se no Novo Exército Nacional de Libertação de Uganda (UNLA), que logo assumiu o controle da situação e depôs Lule. Uma comissão militar assumiu o poder e marcou eleições presidenciais, realizadas em 1980, com a recondução de Milton Obote à Presidência. Um dos candidatos derrotados, Yoweri Museveni, não aceitou o resultado do pleito (considerado por observadores da Commonwealth como "bastante satisfatório”) e iniciou luta de guerrilha contra o Governo, à frente do Exército de Resistência Nacional (NRA).

O segundo Governo de Obote, tal como o primeiro, dependeu do apoio do Exército (UNLA), uma vez que o mandatário não foi capaz de tornar-se nome de consenso para as diversas facções tribais do país. Por outro lado, o movimento guerrilheiro de Museveni passou a aglutinar número crescente de opositores ao regime. Como resultado dos combates, estima-se que o número de vítimas tenha ultrapassado o do período de Idi Amin. Em julho de 1985, o Exército, desgastado com a luta de guerrilha, ocupou Campala e depôs Obote, que se refugiou na Zâmbia.

Conselho Militar, liderado pelo General Tito Okello, assumiu o poder e tentou iniciar negociações de paz com o NRA. Este, por sua vez, recusou-se a dialogar com os militares, tidos como colaboradores de Obote e responsáveis pelo massacre de milhares de civis. Em janeiro de 1986, tropas do NRA invadiram Campala, que foi dominada após violentos conflitos. O Conselho Militar foi dissolvido e Museveni, empossado Presidente, à frente do Conselho de Resistência Nacional (CRN), formado pela cúpula da guerrilha vitoriosa e por elementos de seu braço político, o Movimento de Resistência Nacional (MRN).

Na ausência de partidos políticos, proscritos pelo Governo, o MRN tornou-se o único foro da atividade política, presente em todo o país na forma de “conselhos de resistência” locais. No entender de Museveni, tal organização política espelharia o conceito de “grass roots democracy”, melhor atendendo às necessidades da população e eliminando o faccionalismo típico de um regime multipartidário. Apesar da previsão de convocar eleições dentro de cinco anos, o Governo veio a permanecer no poder por um qüinqüênio adicional.

Em 1994, uma Assembléia Constituinte iniciou os trabalhos de elaboração da nova Constituição, promulgada em outubro de 1995. Em maio de 1996, realizaram-se eleições presidenciais, com a vitória esmagadora de Museveni. Dois meses depois, as eleições legislativas confirmaram a ampla maioria parlamentar do MRN.

Em referendo realizado em 29 de junho de 2000, o Presidente e seu partido obtiveram apoio popular suficiente (pouco superior a 50%) para que Museveni concorresse a um segundo mandato, obtido em 2001 com quase 70% dos votos, e para que não se adotasse o multipartidarismo. A candidatura, na ocasião, de Kiiza Besigye, antigo companheiro de armas do Presidente, contribuiu, entretanto, para quebrar o monolitismo do MRN e aumentar as pressões por mudanças na estrutura política vigente.

No ano seguinte, Museveni chegou a pronunciou-se em favor da abertura aos partidos, mas medida nesse sentido ainda depende de novo referendo. Iniciativa de emenda constitucional levada à conferência nacional do MRN, em 2003, com o objetivo de eliminar a limitação no número permitido de mandatos presidenciais, provocou nova divisão no partido, ao acarretar o afastamento de três nomes proeminentes, entre os quais o Vice-Primeiro-Ministro Eriya Kategaya.

Outros temas da agenda política interna consistem nos focos de descontentamento com a persistência da pobreza e com os gastos militares do Governo. No primeiro caso, tem sido criticado o fato de o bom desempenho econômico de Uganda nos últimos anos (médias de crescimento na faixa de 5%) não se traduzir em melhoria do padrão de vida da população. Com relação aos gastos militares, dizem respeito, basicamente, ao esforço empreendido pelo Governo para combater o grupo extremista islâmico Exército de Resistência do Senhor (Lord´s Resistance Army), que atua no Nordeste do país, atacando as populações locais e seqüestrando crianças para servir em suas fileiras. O envolvimento militar de Campala na guerra civil na vizinha República Democrática do Congo encerrou-se formalmente com o acordo de pacificação interna naquele país e a retirada das tropas ugandenses do território congolês no terceiro trimestre de 2002.

ECONOMIA

A economia ugandense baseia-se no setor agrícola, responsável por cerca de 80% do mercado de trabalho e 44% do PIB. O principal produto de exportação é o café, representando cerca de 70% das receitas externas do país. Membro da Organização Mundial do Café, Uganda chegou a deter 4% da quota mundial do produto. Desde o colapso do sistema de quotas, em 1989, Uganda defende, no âmbito da OIC, políticas conducentes ao aumento do preço da mercadoria. Além do café, destacam-se as culturas de algodão, cana-de-açúcar e chá.

Os setores industrial e de serviços são pouco desenvolvidos, representando 10% e 46% do PIB, respectivamente. As atividades industriais compreendem o processamento de produtos agrícolas, mineração e indústrias básicas como têxteis, móveis, bebidas e materiais de construção. O setor de serviços engloba as atividades comerciais, transportes, construção civil e serviços públicos, inclusive o aparato governamental. O turismo, que chegou a ser a terceira fonte de recursos externos do país, vem-se expandindo, com a melhoria da rede hoteleira e da infra-estrutura de transportes.

Após um período de crescimento anual médio de 4%, entre 1965 e 1971, a economia ugandense entrou em colapso durante a administração de Idi Amin, registrando contração de 20% do PIB. A partir de 1986, o Governo de Yoweri Museveni tem procurado estabilizar e recuperar a economia, com o apoio de países desenvolvidos e agências internacionais. Em anos recentes, graças à expansão do setor cafeeiro e à assistência financeira dos principais doadores, voltaram a registrar-se índices de crescimento favoráveis, na faixa de 5%. Em 2003, o PIB atingiu US$ 6,3 bilhões, com índice de crescimento de 4,7%. A inflação foi controlada, baixando dos 240% registrados em 1986 para cerca de 10% em meados da década seguinte e 5,1% em 2003. O desempenho econômico beneficiou-se, ainda, dos investimentos feitos em infra-estrutura, dos incentivos à produção e do retorno do empresariado ugandense de origem hindu, que deixara o país durante o regime de Idi Amin.

A balança comercial tem apresentado déficit consistente, refletindo, por um lado, a pauta de exportações pouco diversificada, dependente de produtos como o café, e, por outro, a necessidade de serem importados insumos energéticos e industriais, além de bens de consumo. Em 2002, o valor global do comércio exterior atingiu a cifra de US$ 1,343 bilhão, com exportações de US$ 334 milhões e importações de US$ 1,009 bilhão.

Os principais itens da pauta de exportação, com respectivos percentuais sobre o total exportado, têm sido o café (70%), outros produtos agrícolas (10%), ouro (8%) e algodão (3%). Pelo lado das importações, destacam-se petróleo e derivados (14%), máquinas (13%) e equipamento de transporte (12%). As exportações destinam-se, principalmente, à União Européia (62%), aos países asiáticos (14%), aí compreendidos Japão e árabes, e à África (7%). As importações provêm, sobretudo, do Quênia (45%), da União Européia (21%), do Japão e outros países asiáticos, incluindo os árabes (17%).

POLÍTICA EXTERNA

Logo após tornar-se independente, em 1962, e até a assunção de Idi Amin Dada, a política externa ugandense pautou-se pela manutenção de fortes vínculos com o Reino Unido e pela aproximação com os vizinhos Quênia e Tanzânia.

Durante a gestão de Idi Amin (1971-79), ocorreu progressivo isolamento internacional de Uganda, bem como a deterioração do relacionamento com os vizinhos Quênia e Tanzânia. Como antes mencionado, o Governo tanzaniano jamais reconheceu o regime do General Amin, que foi derrubado por tropas daquele país.

A partir de 1986, com a nomeação de Museveni para a Presidência e a pacificação do país, Uganda passou a concentrar esforços na recuperação econômica, para o que adotou política externa de aproximação com os países ocidentais, principais doadores de recursos financeiros. No âmbito regional, Uganda teve atuação de destaque no âmbito da Organização da Unidade Africana, presidida por Museveni no período 1990-91. O país também participa da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento – IGAD, organismo sub-regional originariamente criado para tratar de problemas de desertificação e que veio a atuar no processo de pacificação do Sudão. Em 2 de março de 2004, Uganda assinou, juntamente com o Quênia e a Tanzânia, o Protocolo sobre a formação de união aduaneira da Comunidade da África Oriental (EAC). A referida organização foi constituída em 1967, desfeita dez anos depois e finalmente restabelecida em novembro de 1999, com o propósito de integrar os três países.

O fato de Uganda situar-se numa região caracterizada por freqüentes conflitos étnicos faz com que o relacionamento com os países vizinhos se mostre instável, como demonstrado pelo envolvimento ugandense na guerra civil na República Democrática do Congo, no final dos anos 90. Em meados da mesma década, as relações com o Sudão chegaram a ser rompidas sob a acusação de que Cartum apoiava e abrigava grupos rebeldes, como o Exército de Resistência do Senhor. Por sua vez, o Governo sudanês reclamava do apoio prestado por Uganda ao Exército de Libertação do Povo do Sudão (SPLA), que lutava pela independência das províncias do Sul do país. Em dezembro de 1999, Uganda e Sudão assinaram acordo de paz, estipulando o restabelecimento de relações diplomáticas e o término do apoio aos grupos rebeldes.

O atual Ministro dos Negócios Estrangeiros de Uganda é Tom R. Butime.

RELAÇÕES COM O BRASIL

As relações diplomáticas entre o Brasil e a República de Uganda foram estabelecidas em 1970. A Embaixada brasileira em Campala é cumulativa com a Embaixada em Nairóbi, enquanto que a missão ugandense em Brasília tem sede em Washington, DC.

O relacionamento tem sido tênue, embora deva crescer em razão da prioridade que o Governo do Presidente Lula da Silva vem atribuindo à África. Registram-se raras visitas bilaterais de alto nível no passado, como a do Ministro de Cooperativas e Comércio de Uganda, Yona Kanyomozi, em junho de 1984. O Presidente Yoweri Museveni veio ao Brasil em duas oportunidades, mas para eventos multilaterais. Em 1992, ele participou da Conferência do Rio sobre Meio Ambiente e, em 2004, da XI Conferência da UNCTAD, em São Paulo.

Não há registro de acordos bilaterais assinados ou de projetos de cooperação técnica entre o Brasil e Uganda. Existem campos naturalmente propícios para futuras iniciativas, no entanto. Em março de 2004, o Diretor e o Diretor Adjunto do Departamento de Mercados Financeiros do Banco de Uganda efetuaram visita ao Banco Central do Brasil para compartilhar experiências com vistas ao desenvolvimento do mercado de títulos no país africano.

Quanto ao intercâmbio comercial, seu valor total em 2003 foi de um milhão, novecentos e treze mil dólares, com exportações brasileiras de US$ 1,881 milhão e importações de 32 mil dólares provenientes de Uganda.

Fonte: www2.mre.gov.br

Uganda

DADOS PRINCIPAIS

Nome oficia: República de Uganda (Republic of Uganda /Jamhuri ya Uganda).
Nacionalidade: ugandense.
Data nacional: 9 de outubro (Independência).
Capital: Campala.
Cidades principais: Campala (773.000), Jinja (61.000), Mbale (54.000) (1991).
Idioma: inglês (oficial), línguas regionais (principal: luganda).
Religião: cristianismo 65% (católicos 39%, protestantes 26%), crenças tradicionais 19%, islamismo 15%, outras 1% (1995).

GEOGRAFIA

Localização: centro-leste da África.
Hora local: + 6h.
Área: 241.038 km2.
Clima: equatorial de altitude.
Área de floresta: 61 mil km2 (1995).

POPULAÇÃO

Total: 21,8 milhões (2000), sendo grupos étnicos autóctones 68,9% (principais: hugandas 17,8%, tesos 8,9%, niancoles 8,2%, sogas 8,2%, gisus 7,2%, chigas 6,8%, langos 6%, ruandas 5,8%), outros 31,1% (1993).
Densidade: 90,44 hab./km2.
População urbana: 14% (1998).
População rural: 86% (1998).
Crescimento demográfico: 2,8% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 7,1 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 39/40 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 107 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 32,7% (2000).
IDH (0-1): 0,409 (1998).

POLÍTICA

Forma de governo: República presidencialista (ditadura militar desde 1986).
Divisão administrativa: 39 distritos.
Partidos políticos: não há, suspensos desde 1986.
Legislativo: unicameral - Parlamento, com 276 membros (214 eleitos por voto direto e 62 indicados).
Constituição em vigor: 1995.

ECONOMIA

Moeda: novo xelim de Uganda.
PIB: US$ 6,8 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 45% (1998).
PIB indústria: 18% (1998).
PIB serviços: 37% (1998).
Crescimento do PIB: 7,3% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 310 (1998).
Força de trabalho: 10 milhões (1998).
Agricultura: café, algodão em pluma, chá, milho, banana-da-terra.
Pecuária: bovinos, caprinos, aves.
Pesca: 218,2 mil t (1997).
Indústria: equipamentos de transporte, alimentícia, bebidas (cerveja), materiais de construção (cimento), têxtil, fertilizantes, metalúrgica.
Exportações: US$ 512 milhões (1998).
Importações: US$ 1,4 bilhão (1998).
Principais parceiros comerciais: Quênia, Reino Unido, Japão, Índia, Emirados Árabes Unidos, Bélgica, Espanha, EUA, França.

DEFESA

Efetivo total: 40 mil (1998).
Gastos: US$ 221 milhões (1998).

Fonte: www.portalbrasil.net

Uganda

Uganda é um país africano, limitado a norte pelo Sudão, a leste pelo Quênia, a sul pela Tanzânia e por Ruanda e a oeste pela República Democrática do Congo. Capital: Kampala.

História de Uganda

O rico planalto entre os dois ramos do Vale do Rift foi habitado por bantus e nilotas desde tempos imemoriais e, quando os árabes e europeus ali chegaram, no século XIX, encontraram vários reinos, aparentemente fundados no século XVI, o maior e mais importante dos quais era o ainda existente Buganda. Esta área foi, em 1888, concedida à Companhia Britânica da África Oriental e, em 1894, o reino do Buganda tornou-se um protectorado do Reino Unido.

Depois de várias manobras, por parte dos britânicos, realizaram-se eleições a 1 de Março de 1961 e Benedicto Kiwanuka tornou-se Ministro-Chefe - (Similar ao Primeiro Ministro Britânico, porem, totalmente dependente da Coroa) de Uganda, ainda como uma commonwealth e tornou-se independente em 9 de Outubro de 1962.

Nos anos seguintes, verificou-se uma luta política entre os apoiantes de um estado centralizado, em vez da federação vigente baseada nos reinos. Como resultado, em Fevereiro de 1966, o então Primeiro Ministro Apollo Milton Obote - ( Seu nome completo é esse, porem é mais conhecido como Milton Obote) suspendeu a constituição, assumiu todos os poderes e depôs o Presidente e o Vice-Presidente. Em Setembro de 1967, uma nova constituição proclamou Uganda como uma república, deu ao presidente poderes adicionais e aboliu os reinos tradicionais.

Em 1971, Idi Amin tomou o poder num golpe de estado e dirigiu o país como um ditador durante quase uma década, expulsou os residentes de origem indiana e promoveu o assassinato de um número estimado em cerca de 300 000 ugandences. O seu regime terminou com a invasão de um exército de rebeldes, apoiados pela Tanzânia em 1979 e multidões de ugandences jubilantes, encheram as ruas para comemorar.

Depois deste contra-golpe, a Frente Nacional de Libertação de Uganda formou um governo interino, com Yusuf Lule como presidente, que adoptou um sistema ministerial de administração e criou um órgão quase parlamentar, a Comissão Consultiva Nacional (NCC), mas este órgão e o gabinete de Lule tinham visões políticas diferentes e, em Junho de 1979, o NCC substituiu Lule por Godfrey Binaisa. A disputa continuou sobre os poderes do presidente interino, Binaisa foi afastado em maio de 1980 e Uganda passou a ser governado por uma comissão militar dirigida por Paulo Muwanga.

Em Dezembro de 1980, foram realizadas eleições, que levaram de novo à presidência Obote, que era vice-presidente de Muwanga. No período que se seguiu, as forças de segurança estabeleceram um dos piores recordes de violações direitos humanos do mundo. Nos seus esforços para terminar com uma rebelião liderada por Yoweri Museveni e o seu Exército de Resistência Nacional (“National Resistance Army” ou NRA), eles praticamente destruiram uma parte substancial do país, especialmente na área de Luwero, a norte de Kampala.

Em 27 de Julho de 1985, uma brigada do exército composta por Acholi (uma das etnias do Uganda) e comandada pelo Brigadeiro Bazilio Olara Okello e o General-de-Exército Tito Okello (não são parentes) tomou Kampala e proclamou novamente um governo militar.

Obote exilou-se na Zâmbia e o novo regime, dirigido pelo anterior comandante das forças de defesa, o General Tito Okello, iniciou negociações com Museveni, prometendo melhorar o respeito pelos direitos humanos, acabar com os conflitos entre tribos e organizar eleições livres e justas. No entanto, os massacres continuaram uma vez que Okello tentava destruir o NRA e seus apoiantes.

Apesar de negociações em Nairobi, sob a mediação do Presidente queniano Daniel Arap Moi, terem chegado a um acordo de cessar-fogo, o NRA continuou a lutar e, em Janeiro de 1986, capturou Kampala, forcando as forças de Okello a fugirem para o Sudão e colocando Museveni como presidente. Este acabou com os abusos aos direitos humanos, iniciaou uma política de liberalização e de liberdade de imprensa e estabeleceu acordos com o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e com vários países.

Museveni foi democraticamente eleito em 1996, quando concorreu contra Paul Ssemogere, líder do Partido Democrático, tendo ganho 75% dos votos.

Subdivisões de Uganda

A Uganda está dividida geograficamente em 4 regiões:

  1. Região Central
  2. Região Leste
  3. Região Norte
  4. Região Oeste

As regiões estão divididas administrativamente em distritos.

Regiões de Uganda
Regiões de Uganda

Geografia de Uganda

Território coberto por savanas, em uma região de planaltos elevados no centro-leste africano. Não tem saída para o mar, mas é cortada pelos cursos d'água da bacia do alto do Rio Nilo.

Economia de Uganda

Uganda tem importantes recursos naturais, incluindo solos férteis, chuvas regulares e razoáveis depósitos minerais de cobre e cobalto. A agricultura é o principal setor da economia, empregando cerca de 80% da força de trabalho. O café é o principal produto agrícola exportado. Desde 1986 o governo - com a ajuda de organismos internacionais - tenta reabilitar a economia, através de reforma monetária, do aumento das exportações (auxiliado também pela alta dos preços dos derivados do petróleo) e melhoria dos salários do funcionalismo público.

No ano 2000 Uganda qualificou-se para o programa de ajuda aos países pobres altamente endividados, recebendo o perdão de US$ 1,3 bilhão de sua dívida externa, e do Clube de Paris o perdão de outros 145 milhões de dólares.

No ano 2000 Uganda qualificou-se para o programa de ajuda aos países pobres altamente endividados, recebendo o perdão de US$ 1,3 bilhão de sua dívida externa, e do Clube de Paris o perdão de outros 145 milhões de dólares.

Fonte: pt.wikipedia.org