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Urano

Pseudo-imagem dos Anéis de Urano

Esta pseudo-imagem dos anéis de Urano foi gerada usando o filtro FDS 26852.19 da Voyager 2. Esta imagem foi obtida em luz dispersa e mostra faixas de poeira ainda não vistas em qualquer outra imagem. Uma tira de 3 pixel de largura foi obtida da parte mais detalhada da imagem, transformada numa imagem de 1 pixel de largura, rodada de 360 graus e projectada em perspectiva. A cor real dos anéis é cinzento neutro e são tão escuros como carvão. (Cortesia A. Tayfun Oner)

Os Anéis de Urano

Os 9 anéis conhecidos de Urano são visíveis aqui. As linhas mais fracas, em pastel, vistas entre os anéis são resultado do tratamento por computador. Seis imagens de pequena angular foram usadas para extrair a informação da cor dos anéis extremamente escuros e fracos. A imagem final foi feita de três médias de cor e representam uma vista em cor falsa, melhorada. A imagem mostra que o anel mais brilhante no topo, épsilon, é de cor neutra com os restantes 8 anéis mais fracos mostrando diferenças nas respectivas cores. (Cortesia NASA/JPL)

A Família de Urano

Esta montagem de imagens do sistema uraniano foi preparada de um conjunto de imagens obtidas pela sonda Voyager 2 durante o seu encontro com Urano em Janeiro de 1986. A vista artística mostra Ariel em primeiro plano, Urano logo atrás, Umbriel à esquerda, Miranda em primeiro plano à direita, Titânia desaparecendo à distância ao longe à direita, e Oberon na sua órbita distante em cima. (Cortesia NASA/JPL)

Os Anéis de Úrano
Nome Distância* Largura Espessura Massa Albedo
1986U2R 38,000 km 2,500 km 0.1 km ? 0.03
6 41,840 km 1-3 km 0.1 km ? 0.03
5 42,230 km 2-3 km 0.1 km ? 0.03
4 42,580 km 2-3 km 0.1 km ? 0.03
Alpha 44,720 km 7-12 km 0.1 km ? 0.03
Beta 45,670 km 7-12 km 0.1 km ? 0.03
Eta 47,190 km 0-2 km 0.1 km ? 0.03
Gamma 47,630 km 1-4 km 0.1 km ? 0.03
Delta 48,290 km 3-9 km 0.1 km ? 0.03
1986U1R 50,020 km 1-2 km 0.1 km ? 0.03
Epsilon 51,140 km 20-100 km < 0.15 km ? 0.03

Resumo das Luas de Úrano

A tabela seguinte resume o raio, massa, distância ao centro do planeta, descobridor e data da descoberta de cada uma das luas de Úrano:

Lua # Raio
(km)
Massa
(kg)
Distância
(km)
Descobridor Data
Cordélia VI 13 ? 49,750 Voyager 2 1986
Ofélia VII 16 ? 53,760 Voyager 2 1986
Bianca VIII 22 ? 59,160 Voyager 2 1986
Cressida IX 33 ? 61,770 Voyager 2 1986
Desdemona X 29 ? 62,660 Voyager 2 1986
Julieta XI 42 ? 64,360 Voyager 2 1986
Portia XII 55 ? 66,100 Voyager 2 1986
Rosalinda XIII 27 ? 69,930 Voyager 2 1986
Belinda XIV 34 ? 75,260 Voyager 2 1986
1986U10
XVIII 20 ? 75,000 Karkoschka 1999
Puck XV 77 ? 86,010 Voyager 2 1985
Miranda V 235.8 6.33e+19 129,780 G. Kuiper 1948
Ariel I 578.9 1.27e+21 191,240 W. Lassell 1851
Umbriel II 584.7 1.27e+21 265,970 W. Lassell 1851
Titânia III 788.9 3.49e+21 435,840 W. Herschel 1787
Oberon IV 761.4 3.03e+21 582,600 W. Herschel 1787
Caliban XVI 30 ? 7,100,000 Gladman 1997
1999U1 XIX 20 ? 10,000,000 Kavelaars 1999
Sycorax XVII 60 ? 12,200,000 Nicholson 1997
1999U2
XX 15 ? 25,000,000 Gladman 1999
1999U3 XXI 20 ?   Holman 1999

Fonte: www.if.ufrgs.br

Urano

Ficha de Urano
Rotação (dia): 17h52m
Translação (ano): 84 anos
Diâmetro (Km): 51.118
Temperatura: -193 ºC
Gravidade: 7.77 m/seg^2
Luas: 27(Confirmadas)
Composição atmosérica:

Hidrogênio

Hélio
Metano

Ao contrário dos planetas vistos até agora, Urano e Netuno e Plutão não possuem um passado místico, onde eram considerados deuses, pois estes não podiam ser vistos a olho nu. Porém, seus nomes seguiram a mesma tradição.

Histórico


Este planeta tem participação recente na história da astronomia. Urano só entrou para a astronomia como planeta em 13 de março de 1781, quando Willian Herschel (1738-1822), o avistou pela primeira vez sem confundí-lo com uma estrela, pois mesmo Galileu já o havia avistado antes, mas registrou-o como um estrela de sexta magnitude. Mesmo Herschel achava que este corpo era um cometa, porém cinco meses depois, Pierre Simon Laplace (1749-1827), calculando sua órbita provou assim tratar-se de um novo planeta e que sua órbita estava além da de Saturno.

Os Campos Magnéticos

Quando a Voyager II passou por Urano, detectou um campo magnético inclinado 58o com o eixo de rotação do planeta e que não passa pelo centro do mesmo. Os astronômos pensaram que se tratava de um caso único no Sistema Solar e que por coincidência a sonda passou pelo planeta num exato momento de inversão desse campo (a exemplo do que acontece com a Terra). Porém a chance de acontecer esse encontro no período da inversão do campo magnético é muito pequena. Quando a sonda Voyager II passou por Netuno, essa situação deixou de ser um mero acaso, como nós veremos mais adiante.

Provável Interior

Apesar de se enquadrar nas características de planetas jovianos, sua massa é pequena se comparada com a de Júpiter. No entanto, a análise das informações mostrou de seu núcleo é mais denso (relativos à pressão) e de composição bemn diferente quando comparados a Júpiter e Saturno. Apresenta maiores quantidades relativas de gelo, carbono, oxigênio, silício, nitrogênio e ferro, no lugar da predominância do hidrogênio e hélio nos dois planetas anteriores.

Atmosfera Superior

A astmosfera superior de Urano é muito calma, quando comparada com os demais planetas jovianos. A análise das imagens mostrou que as variações de tonalidade não excedem a 5% e ainda por cima na faixa verde do espectro da luz visível. A cor verde deve-se a absorção seletiva da luz solar por parte do metano atmosférico.

Órbita

No caso de Urano a inclinação do eixo de rotação chega a 82,5 . Por causa disso apenas uma parte do planeta é iluminada e a outra passa por períodos de até 42 anos na escuridão. Esse efeito é único no sistema solar e provoca no planeta profundas mudanças de circulação atmosférica alterando os fenômenos meteorológicos. Essa rotação tão inclinada com o plano de órbita pode ter sido provocada pelo choque com um corpo de massa próxima a da Terra, que se formou na mesma região de Urano. Esses choques também podem ter ocorridos com Júpiter e Saturno, mas como suas massas são bem maiores as consequências não foram tão extremas.

Anéis

Os anéis de Urano foram descobertos em 1977, por ocultação de uma estrela, numa série de fotos para análise sobre a atmosfera do planeta. Esses anéis estão no interior das órbitas dos satélites conhecidos, são opacos à luz, muito estreitos no sentido radial, com menos de cem quilômetros e com muitas divisões. Pelo que se sabe são constituidos de gelo e partículas escuras que não chegam a refletir 5% da luz incidente. A origem pode ser devido a choques de pequenos satélites, mas nada se pode afirmar. Nem mesmo uma hipótese é formulada por falta de dados conclusivos.

Satélites

Além dos onze existentes foram registrados muitos outros corpos nas proximidades de Urano o que elevou o número de satélites naturais a 21. Sabe-se que compõem um sistema regular como o de Júpiter e Saturno. Com órbitas que se aproximam da circular e pouco inclinadas em relação ao plano equatorial.
Os quatro maiores tem diâmetros entre 1.100 e 1.600 km, que são Ariel, Umbriel, Titânia e Oberon. Sabe-se que não são constituídos de gelo sobre a superfície, por causa do baixo índice de reflexão. Alguns acreditam que o gelo esteja contaminado com uma substância escura, não indentificada.

O quinto satélite conhecido (Miranda), tem 400 km de diâmetro, e foi o satélite observado mais de perto pela Voyager II. O satélite apresenta uma superfície coberta de vales, crateras e montanhas, que mostram as atividades geológicas que lá existiram.

Fonte: www.cdcc.usp.br

Urano

Uma das características mais importantes deste planeta é a extrema inclinação de seu eixo de rotação em relação ao plano de sua órbita. Na Terra, esta inclinação é de 23,5º, enquanto que em Urano é de 98º. É como se o planeta estivesse deitado sobre seu plano orbital. O movimento de rotação de Urano, tem a duração de 17h, aproximadamente. A translação corresponde a 84 anos terrestres. Urano possui vários anéis e mais de vinte luas, levando o nome do deus primordial que representava para os gregos o céu coroado de estrelas.

Fonte: www.planetario.ufrgs.br

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