
Urano é um dos gigantes azuis e rodeados de anéis. A peculiaridade que o caracteriza é que se translada "inclinado" em torno do Sol. Durante sua formação, um objeto do tamanho da Terra o golpeou. Como conseqüência, durante uma das metades do recorrido orbital, um pólo localiza-se em frente ao Sol, e durante a outra metade o outro pólo assume esta localização. Possui 15 luas, 11 anéis e um poderoso campo gravitacional.
DIÂMETRO EQUATORIAL: 51.800 km
DISTÂNCIA MÉDIA DO SOL: 2.871.000.000 km
PERÍODO DE TRANSLAÇÃO (ANO): 84 anos terrestres
PERÍODO DE ROTAÇÃO (DIA): 17 horas e 12 minutos.
PRINCIPAIS COMPONENTES ATMOSFÉRICOS: hidrogênio, hélio e metano
TEMPERATURA SUPERFICIAL: -212° C
GRAVIDADE: 0,93 g (1 g = 9,8 m/s2)
Fonte: educar.sc.usp.br
Urano é o sétimo planeta a partir do Sol e é o terceiro maior no sistema solar. Foi descoberto por William Herschel em 1781. Tem um diâmetro equatorial de 51,800 quilómetros (32,190 milhas) e orbita o Sol a cada 84.01 anos terrestres. A distância média ao Sol é 2.87 biliões de quilómetros (1.78 biliões de milhas). A duração de uma dia em Urano é 17 horas e 14 minutos. Urano tem pelo menos 15 luas. As duas maiores luas, Titânia e Oberon, foram descobertas por William Herschel em 1787.
A atmosfera de Urano é composta por 83% de hidrogénio, 15% de hélio, 2% de metano e pequenas porções de acetileno e outros hidrocarbonetos. O metano na alta atmosfera absorve a luz vermelha, dando a Urano a sua cor azul-esverdeada. A atmosfera está organizada em nuvens que se mantêm em altitudes constantes, semelhantes à orientação das faixas latitudinais vistas em Júpiter e Saturno. Os ventos a meia-latitude em Urano sopram na direcção da rotação do planeta. Estes ventos sopram a velocidades de 40 a 160 metros por segundo (90 a 360 milhas por hora). Experiência com sinais de rádio registaram ventos de cerca de 100 metros por segundo soprando na direcção oposta no equador.
Urano distingue-se pelo facto de estar inclinado para um lado. Pensa-se que a sua posição invulgar é resultado da colisão com um corpo do tamanho de um planeta no início da história do sistema solar. A Voyager 2 descobriu que uma das influências mais notáveis desta posição inclinada é o seu efeito na cauda do campo magnético, que por sua vez está inclinado 60 graus em relação ao eixo de rotação. A cauda magnética mostrou-se torcida pela rotação do planeta numa forma espiralada atrás do planeta. A origem do campo magnético é desconhecida; O oceano de água e amónia electricamente condutivo e super-pressurizado que se pensava estar entre o núcleo e a atmosfera, vê-se agora que não existe. Crê-se que os campos magnéticos da Terra e de outros planetas provêm de correntes eléctricas produzidas pelos seus núcleos fundidos.
Em 1977, foram descobertos os primeiros nove anéis de Urano. Durante os encontros da Voyager, estes anéis foram fotografados e medidos, tal como outros dois anéis. Os anéis de Urano são muito diferentes dos de Júpiter e Saturno. O anel épsilon exterior é composto principalmente por blocos de gelo com vários pés de diâmetro. Uma distribuição muito ténue de poeira fina também parece estar dispersa pelo sistema de anéis.
Pode existir um grande número de anéis estreitos, ou possivelmente anéis incompletos ou arcos de anéis, tão pequenos quanto 50 metros (160 pés) de largura. Descobriu-se que as partículas individuais dos anéis são de baixa reflectividade. Descobriu-se que pelo menos um anel, o épsilon, tem a cor cinzenta. As luas Cordelia e Ofélia agem como satélites pastores para o anel épsilon.
| Estatísticas de Úrano | |
|---|---|
| Descoberto por | William Herschel |
| Data da descoberta | 1781 |
| Massa (kg) | 8.686e+25 |
| Massa (Terra = 1) | 1.4535e+01 |
| Raio equatorial (km) | 25,559 |
| Raio equatorial (Terra = 1) | 4.0074 |
| Densidade média (gm/cm^3) | 1.29 |
| Distância média ao Sol (km) | 2,870,990,000 |
| Distância média ao Sol (Terra = 1) | 19.1914 |
| Período de rotação (horas) | -17.9 |
| Período orbital (anos) | 84.01 |
| Velocidade orbital média (km/seg) | 6.81 |
| Excentricidade orbital | 0.0461 |
| Inclinação do eixo (graus) | 97.86 |
| Inclinação orbital (graus) | 0.774 |
| Gravidade à superfície no equador (m/seg^2) | 7.77 |
| Velocidade de escape no equador (km/seg) | 21.30 |
| Albedo geométrico visual | 0.51 |
| Magnitude (Vo) | 5.52 |
| Temperatura média das nuvens | -193°C |
| Pressão atmosférica (bars) | 1.2 |
| Composição atmosférica | |
| Hidrogénio | 83% |
| Hélio | 15% |
| Metano | 2% |

Esta vista de Urano foi obtida pela Voyager 2 em Janeiro de 1986. O tom verde
da atmosfera é devido ao metano e ao fumo fotoquímico de grande
altitude. (Crédito: Calvin J. Hamilton)
Estas
duas imagens de Urano, uma em cor verdadeira (esquerda) e a outra em cor falsa,
foram compiladas de imagens obtidas em 17 de Janeiro de 1986 pela câmara
de pequena angular da Voyager 2. A sonda estava a 9.1 milhões de quilómetros
(5.7 milhões de milhas) do planeta, a vários dias da maior aproximação.
A figura da esquerda foi processada para mostrar Urano tal como os olhos humanos
o veriam do ponto vantajoso da sonda. A fotografia é uma composição
de imagens obtidas com filtros azul, verde e laranja. A sombra mais escura
na parte superior direita do disco corresponde ao limite entre o dia e a noite
no planeta. Para além deste limite está o hemisfério
norte escondido de Urano, que permanece na total escuridão enquanto
o planeta roda. A cor azul-esverdeada resulta da absorção da
luz vermelha pelo gás metano na atmosfera profunda, fria e notavelmente
clara de Urano. A fotografia da direita usa cor falsa com aumento extremo
do contraste para salientar detalhes subtis na região polar de Urano.
Imagens obtidas com filtros ultravioleta, violeta e laranja foram respectivamente
convertidas para as mesmas cores azul, verde e vermelha usadas para produzir
a fotografia da esquerda. Os ligeiros contrastes observados na foto de cor
verdadeira estão muito exagerados nesta. Nesta foto em falsa cor, Urano
revela uma calota polar escura rodeada por uma série de faixas concêntricas
progressivamente mais claras. Uma explicação possível
é que uma névoa ou fumo castanho, concentrado acima do polo,
é disposta em faixas pelos movimentos locais da atmosfera superior.
A faixa brilhante laranja e amarela no limite inferior do planeta é
um resultado do melhoramento da imagem. De facto, o limite é escuro
e uniforme em cor à volta do planeta. (Cortesia NASA/JPL)
Esta
vista de Urano foi registada pela Voyager 2 em 25 de Janeiro de l986, quando
a sonda deixou o planeta para trás e prosseguiu a sua viagem em direcção
a Neptuno. A Voyager esta a 1 milhão de quilómetros (620,000
milhas) de Urano quando obteve esta foto em grande angular. A fotografia,
uma composição colorida de imagens azul, verde e laranja, tem
uma resolução de 140 quilómetros (90 milhas). Este fino
crescente de Urano é visto de um ângulo de 153 graus entre a
sonda, o planeta e o Sol. Mesmo neste ângulo extremo, Urano mantém
a cor azul-esverdeada pálida vista pelos astrónomos em Terra
e registada pela Voyager durante o seu encontro histórico. Esta cor
resulta da presença do metano na atmosfera de Úrano; o gás
absorve a luz no comprimento de onda dos vermelhos, deixando a tonalidade
predominante aqui mostrada. A tendência para o crescente se tornar branco
no limite é causada pela presença de uma névoa a grande
altitude. (Cortesia NASA/JPL)
Esta
vista de Urano foi obtida pelo Telescópio Espacial Hubble, da NASA
e revela um par de nuvens brilhantes no hemisfério sul do planeta,
e uma névoa a grande altitude que forma uma "calota" acima
do polo sul do planeta. Esta é apenas uma vista da sequência
de três que podem ser vistas seleccionando a imagem gif acima.
Esta nova vista do Hubble foi obtida em 14 de Agosto de 1994, quando Urano estava a 2.8 biliões de quilómetros (1.7 biliões de milhas) da Terra. Estes detalhes atmosféricos tinham sido previamente vistos pela sonda Voyager 2, que passou por Urano em 1986. Desde aí, não foram possíveis mais observações detalhadas das características atmosféricas de Urano porque o planeta está limite de resolução dos telescópios terrestres.
A Câmara Planetária 2 de Campo Aberto do Hubble observou Urano através de um filtro que é sensível à luz reflectida por um par de nuvens de grande altitude. Isto torna uma névoa de grande altitude acima do polo sul de Urano claramente visível, bem como um par de nuvens ou formações tipo plumagem de grande altitude que têm entre 4,300 e 3,100 quilómetros (2,500 e 1,800 milhas) de comprimento, respectivamente. (Crédito Kenneth Seidelmann, Observatório Naval Norte-Americano, e NASA)
A
descoberta de dois satélites pastores fez avançar a nossa compreensão
da estrutura dos anéis uranianos. As luas, Cordelia (1986U7) e Ofélia
(1986U8), são vistas aqui nos dois lados do anel brilhante épsilon;
todos os 9 anéis de Urano conhecidos são também visíveis.
O anel épsilon aparece rodeado por um halo escuro como resultado do
processamento da imagem; marcas ocasionais vistas no anel são também
artefactos. Dentro do anel épsilon estão os anéis delta,
gama e eta; os anéis beta e alfa; e finalmente os anéis 4, 5
e 6, pouco visíveis. Os anéis foram estudados desde a sua descoberta
em 1977. (Cortesia NASA/JPL)