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História da Venezuela

Antes da chegada dos europeus a Venezuela era habitada por vários povos dos quais se destacam os índios Caraíbas, os Aruaques e os Cumanagatos. No ano seguinte, a sua costa litoral foi explorada por Américo Vespúcio e Alonso de Ojeda.

Em 1498 Cristóvão Colombo chegou à costa da Venezuela durante a sua terceira viagem ao continente americano. A colonização espanhola inicia-se em 1520, incidindo nas ilhas e na região costeira. Em 1567 foi fundada a cidade de Caracas que se tornaria o centro mais importante.

O território que é hoje a Venezuela esteve dividido entre o Vice-Reinado do Peru e Audiencia de Santo Domingo até ao estabelecimento do Vice-Reinado de Granada em 1717. Em 1776 a Venezuela tornou-se uma capitania-geral do Império Espanhol.

Em 1809 ocorreu a primeira insurreição independentista encabeçada pelo general Francisco de Miranda. A independência foi proclamada a 5 de Julho de 1811, mas Miranda é preso e serão necessários dez anos de luta contra as forças espanholas até à decisiva Batalha de Carabobo (1821). A Venezuela integrou então a República da Grande Colômbia, junto com a Colômbia, Equador e Panamá. Após a morte de Simón Bolívar, o grande herói da independência, a Venezuela retirou-se da Grande Colômbia.

Entre 1830 e 1848 o país foi governado por uma oligarquia conservadora até passar para a mão dos ditadores Monagas (1848-1858). A revolução de 1858 encabeçada por Julián Castro conduz o país a um período de instabilidade, agravado pela guerra civil entre conservadores e liberais que se desenvolve entre 1866 e 1870, após a introdução no país de uma constituição federalista (1864).

De 1870 a 1888 o liberal Antonio Guzmán Blanco governa a Venezuela de forma autoritária, exercendo uma política de obras públicas, de luta contra o analfabetismo e contra a influência da Igreja. Ao seu governo seguem-se períodos de pequenas ditaduras militares. Cipriano Castro apodera-se da presidência em 1899 e põe em prática uma política externa agressiva que provocou em 1902 o bloqueio e ataque dos portos da Venezuela pela Inglaterra, Alemanha e Itália.

Em 1908 Castro foi deposto por Juan Vicente Gómez, ditador durante os próximos vinte e sete anos. Foi durante o seu governo, em 1922, que se iniciou a exploração das jazidas de petróleo da Venezuela.

Em 1945, após a queda da ditadura do general Isaías Medina Angarita, Rómulo Betancourt, do partido Acción Democratica, torna-se presidente provisório até às eleições livres de finais de 1947 que levaram o escritor Rómulo Gallegos à presidência. Uma revolta militar retira-o do poder; em 1953 instala-se a da ditadura de Pérez Jiménez que durará até 1958, ano em que é restabelecida a democracia.

Fonte: pt.wikipedia.org

Historia da venezuela

Em 1527 Juan de Ampués fundou a cidade de Coro, mas Carlos V cedeu durante vinte anos todo o território à Companhia Alemã dos Welser e até o ano de 1547 não foi restabelecido o domínio espanhol. Venezuela esteve administrada nesse momento histórico por governadores que representavam diretamente a autoridade real; depois, de 1717 a 1777, as províncias dependeram politicamente do reinado de Nueva Granada (com exceção do período de 1723 a 1739, que voltou o antigo regime). Finalmente em 1777, foi elevada a capitania geral, separada totalmente de Nueva Granada.

1810-1830 A INDEPENDÊNCIA
Em 1795, a revolução dos negros e mestiços de Coro em 1795 foi o movimento precursor da independência; a tentativa de Miranda em 1806 foi o começo do êxito: e por fim, em 1810, Venezuela se rebelou como as demais colônias. Em 1811, o congresso proclamou a independência do país, mas no ano seguinte as tropas revolucionárias foram vencidas pelas tropas reais e seu comandante Miranda teve que render-se.

Em 1813, Simon Bolívar, depois de uma afortunada campanha em Nueva Granada invadiu o país e depois de algumas tentativas alcançou o triunfo da revolução. Em 1819, o Congresso de Angostura proclamou a república da Colômbia, formada pela união de Nueva Granda e Venezuela, e em 1821 foi consolidada a nova República, a qual no ano seguinte se uniu Equador, constituindo assim a grande Colômbia sonhada por Bolívar. Logo surgiram discrepâncias entre federalistas e unionistas e isso conduziu à separação dos três estados confederados, tornando a Venezuela-igual que o Equador em República independente da Colômbia, no ano de 1830.

1830-1859 A REPÚBLICA DOS PRÓCERES

Com a independência de Venezuela e o desaparecimento de Bolívar como figura dominante, José Antonio Páez, caudilho do processo independentista e colega de Bolívar nas campanhas contra a dominação espanhola, converteu-se em figura principal da política venezuelana e dominou direta ou indiretamente a marcha do país.

Quando seu regime foi derrocado, o domínio passou aos Monagas, uma saga familiar de caudilhos que se sucedeu no poder e o monopolizou até mediados de século.

1859-1899 O CAUDILHISMO

A Guerra Federal (1859-1863) foi o início das lutas entre liberais e conservadores que não se resolveram até o triunfo definitivo do liberalismo em 1870, quando entrou vitorioso em Caracas, Antonio Guzmán Blanco, o líder do liberalismo. Depois da morte de Ezequiel Zamora e o fracasso político de Juan Crisóstomo Falcón, Guzmán Blanco se fez com a liderança do liberalismo venezuelano e exerceu o controle sobre o país até 1888. Sua época esteve marcada pela modernização de Venezuela, a transformação do café em pilar da economia nacional e a estabilidade do controle político exercido pelo guzmancismo.

A queda de Guzmán Blanco não acabou com o caudilhismo já que o general Joaquín Crespo se transformou no novo homem forte que controlou o processo político venezuelano entre 1892 e 1899.

1899-1945 A REVOLUCAO LIBERAL RESTAURADORA

As divisões e confrontos ao interior do liberalismo foram aproveitados pela elite dirigente do Estado andino de Táchira para, depois de uma breve guerra civil em 1899, ocupar Caracas e estabelecer um domínio ininterrupto de meio século. Cipriano Castro, o triunfador na guerra civil, foi o primeiro presidente desta dinastia e sob sua presidência foram derrotados os caudilhos regionais contrários ao processo de centralização política.

Pese à derrota dos caudilhos, as medidas econômicas de Castro lhe alienaram o apoio das potências européias e de Estados Unidos, o qual foi aproveitado por seu vice-presidente Juan Vicente Gómez derrocar-lhe em 1908. Gómez implantou um regime ditatorial até sua morte em 1935 e jogou as bases da Venezuela moderna: centralizou o país, acabou definitivamente com a autonomia dos caudilhos, criou um exército nacional e uma administração modernas. Nesta época se descobriram os jazigos petrolíferos que propiciaram o fim da Venezuela agro-exportadora e deram começo à Venezuela exportadora de petróleo.

A morte de Gómez em 1935 não supôs o fim da dinastia andina. Seus sucessores, Eleazar López Contreras (1935-1941) e Isaías Medina Angarita (1941-1945) liberaram parcialmente o regime que seguiu em mãos dos andinos e do exército, pois ambos presidente eram militares.

1945-1999 A EXPERIÊNCIA DEMOCRÁTICA

As tentativas continuístas da dinastia andina chegaram a seu fim em 1945 coincidindo com a onda democratizadora depois da vitória Aliada na II Guerra Mundial. O principal partido opositor aos andinos, Ação Democrática, aliado com alguns setores do exército, derrubou a Medina Angarita e tentou construir um regime democrático. Mas as tensões e a radicalização política tanto de Ação Democrática (AD) como das forças opositoras fizeram fracassar o projeto e um golpe de Estado acabou com a presidência de Rómulo Galegos em 1948 pondo fim à experiência democratizadora.

O novo homem forte Marcos Pérez Jiménez se fez com a presidência em 1952. Apoiado nos benefícios do petróleo tentou impulsionar uma política desarrollista de grandes obras públicas para assegurar sua permanência no poder. Mas a oposição de Ação democrática (AD) e das forças moderadas reunidas no Comitê de Organização Política Eleitoral Independente (COPEI) conseguiu a queda do ditador em 1959.

O partido social-democrata AD e o democrata-cristiano COPEI, alternaram-se pacificamente no poder entre 1959 e 1999, graças ao acordo existente entre ambos de respeitar os resultados eleitorais e a institucionalidade. Deram enorme estabilidade ao sistema político e ao país que ademais se viu beneficiado pelo auge econômico baseado nos altos preços do petróleo, sobretudo nos anos 70.

Nestes anos destacaram as presidências de Rómulo Betancourt (1959-1964), líder de AD, e verdadeiro pai da democracia venezuelana, e de Rafael Caldeira (1969-1974), líder de COPEI, o outro pilar sobre o que se apoiou o sistema democrático venezuelano.

Os setenta foram os anos do auge petroleiro e tiveram como figura mais destacada a Carlos Andrés Pérez (1974-1979) quem nacionalizou o petróleo e se viu beneficiado pelo aumento do preço do mesmo a raiz da crise de 1973.

Os anos 80 foram de crises pelo desmedido crescimento do gasto interno devido à política clientelar que desenvolveram os dois partidos tradicionais. A deterioração social se traduziu em 1989 no "caracazo", autêntica revolta popular em protesto por um aumento dos impostos, decretada na segunda presidência de Carlos Andrés Pérez (1989-1993).

O descrédito e deslegistimação do regime se foi agravando depois da tentativa inesperadamente de Estado encabeçado em 1992 pelo coronel Hugo Chávez; a destituição do presidente Carlos Andrés Pérez em 1993 acusado de corrupção, e pela instabilidade vivida durante a presidência de Rafael Caldeira (1994-1999).

1999-2005 O CHAVISMO E A V REPÚBLICA

O desgaste do velho regime conduziu ao triunfo em 1998 do antigo golpista Hugo Chávez, quem com um discurso centrado na luta contra a corrupção e nas reformas sociais derrotou aos partidos tradicionais. O sistema criado em 1959 não pôde resistir o avanço do chavismo e AD e COPEI se converteram em partidos menores, praticamente varridos do espectro político. O amplo respaldo a Chávez lhe permitiu reformar a constituição e modelar o Estado segundo seu ideário ao mesmo tempo em que com grande apoio popular conseguiu superar crises pontuais como o golpe de Estado de abril de 2002 ou a greve da empresa estatal de petróleos, PDVSA, em 2003.

Fonte: www.ciberamerica.org

História da Venezuela

A História da Venezuela tem uma relação directa muito importante com a História da América. Está dividida em duas partes muito distintas, uma primeira até à chegada de Cristóvão Colombo, em 1492, e uma segunda, que é a que vai desde a data do descobrimento até aos dias de hoje.

Pouco se sabe da História da Venezuela até 1492. Nessa data, chega a hora da conquista, da chegada de espanhóis, que colonizaram estas terras. Foi uma época um tanto obscura por parte da Igreja e uma época de sangue derramado por aqueles que não quiseram dobrar-se aos desejos religiosos dos conquistadores.
Depois, vieram outras épocas, como a Primeira República e a Guerra da Independência da Venezuela em relação ao Estado Espanhol, em princípios do século XIX. Guerra entre conservadores e liberais, "caudillismo" ... e um número interminável de situações políticas até que, em 1958, se instaura a democracia na Venezuela.

Origens - 1492

Pouco se sabe desta época, se bem que, considerando os estudos realizados por arqueólogos e historiadores, se sabe que a presença humana na Venezuela data de há 16000 anos, época em que os habitantes viviam da caça e da pesca e se abrigavam em casas de palha.

O principal legado desta época são as pinturas feitas nas pedras de muitas paredes e grutas, através das quais se conheceu bastante acerca desta época.

1492 - Século XVII

1492 é o ano no qual Cristóvão Colombo descobre a América, embora deva ser salientado que a Venezuela só foi descoberta na sua terceira viagem, em 1497. Nesse momento, Cristóvão Colombo chegou à desembocadura do Rio Orinoco.

A Venezuela foi o primeiro local do Continente Americano pisado pelos descobridores espanhóis, uma vez que, nas viagens anteriores, se tinham ficado pelas Ilhas das Caraíbas, tais como Santo Domingo e Puerto Rico.

A partir daí começou a época mais obscura da Espanha colonial, devido à radicalidade com que a Igreja conduziu o assunto, querendo evangelizar todos os aborígenes à força e convertê-los em cristãos, um objectivo que foi acompanhado pelo saque em busca de jóias, pérolas ou qualquer outra coisa que pudesse significar riqueza. Foram dois séculos de derramamento de sangue devido à resistência que os indígenas ofereceram à intolerância da Igreja Católica.

Século XVII- XIX

Desta época, devemos destacar que a Venezuela, tal como outras colónias espanholas como o México ou o Perú, fornecia riquezas a Espanha. Nesta zona não se procurava ouro ou prata, mas cultivava-se o cacau.

Esta época foi também de colonização, uma vez que foram muitos os imigrantes vindos das Ilhas Canárias que chegaram a estas costas, passando a cultivar o cacau. Para a exploração dos cultivos foram também trazidos escravos negros de África.

Posteriormente veio a época das Guerras da Independência, com Francisco de Miranda como personagem principal, tendo sido ele o principal instigador das invasões da Venezuela para expulsar a Coroa Espanhola, invasões estas que fracassaram, visto que as tentou fazer pelo mar e a Venezuela estava muito bem defendida por esse lado.

Século XIX - Morte de Bolívar

Esta é a época durante a qual a Venezuela consegue a sua independência da Coroa Espanhola, concretamente em 1810, ano durante o qual se semeou a semente de uma situação que demoraria anos a ficar resolvida. A Venezuela separava-se da Coroa Espanhola sem que Fernando VII pudesse fazer nada.

Durante a época de transição até à Independência, há a destacar também o Terramoto de Caracas, de 1812, que deixou um saldo de mais de 10000 mortos.

Após isto, aparece em cena Simón Bolívar, que após derrotas e vitórias em diversas batalhas, consegue entrar em Caracas, triunfante, em Agosto de 1813. Nesse momento, é instituída uma Nova República na Venezuela. A partir desse momento, têm lugar uma série de batalhas para consolidar o que tinha sido conseguido por parte de Bolívar e por recuperar o controlo da colónia por parte dos espanhóis. Entre 1817 e 1821, sucedem-se diversas importantes batalhas como a de Guyana, de Margarita e de Carabobo. Nesta última fica instaurada definitivamente a República. A Venezuela tinha conseguido finalmente a sua Independência.

Em 1830, morre Simón Bolívar, e muitas coisas mudariam a partir desse momento.

Morte de Bolívar - Actualidade

Após a morte de Bolívar, na Presidência da Venezuela sucedem-se os "caudillos". É a época denominada de "caudillismo", das guerras federais, do Governo de Guzmán Blanco, e da transição.

Em 1935, são dados os primeiros passos para deixar para trás as férreas ditaduras e instaurar a democracia, uma democracia que chega em 1958, após 23 anos de transição.

Fonte: venezuela.costasur.com

História da Venezu ela

Até 1498 a região era habitada por índios caraíbas e arauaques, quando Cristóvão Colombo chegou à região. Os espanhóis passaram a explorar a colônia a partir do século XVIII, fazendo a utilização de mão-de-obra escrava africana para plantar cacau e café. A independência foi obtida em 1819 sob a liderança de Simon Bolívar.

Passou a fazer parte da Grã-Colômbia ( Equador, Panamá, Venezuela e Colômbia). Sua retirada da federação se deu em 1830. Após o governo do general José Antônio Paez, quase um século de ditadura, guerras civis e disputas nas fronteiras. A descoberta das grandes jazidas de petróleo se deu no inicio do século XX. As primeiras eleições presidenciais se deu apenas após a construção de 1947.

A legalização dos partidos de esquerda e a pacificação da nação após dez anos de guerrilhas, foram feitos do então presidente eleito em 1969, Rafael Caldera. No fim da década de 80, tiveram grandes levantes populares, derivados da corrupção no governo e pelas medidas adotadas para combater a crise econômica. Um grupo de militares tentou derrubar o presidente Andrés Pérez em 1992, mas fracassaram.

Aproximadamente mil militares foram presos incluindo o coronel Hugo Chávez (fundador do movimento nacionalista). Em 1993 Pérez foi afastado devido a acusações sobre o desvio de 17 milhões do governo. No ano de 1998, Hugo Chávez anistiado, foi eleito presidente, as medidas apresentadas por chávez conquistaram o apoio da população mais pobre, no entanto desagradaram os empresários.

A partir de 2001 Hugo Chávez começou a perder apoio político dentro do país. Em 2002 foi iniciada uma greve geral. Já no dia 12, golpistas nomearam o representante dos empresários, Pedro Carmona, novo presidente. Milhares de partidários de chávez saídos dos bairros populares tomaram o centro da capital. Comandantes se rebelaram e pressionaram Carmona, que abandonou o palácio.

Com isso Chávez retomou seu posto em 14 de abril. Após isso surgiram vários conflitos, um principio de guerra civil, o que desestabilizou a economia venezuelana, e que afetou diretamente os EUA tendo em vista que é o principal importador do petróleo do país. Isso fez com que os EUA pressionassem oposição venezuelana para que fizesse um acordo com Chávez.

Em 2003 decidiram fazer uma votação popular para definir se o presidente continuaria ou não no poder, após uma serie de discussão entre o governo e oposição, 15 de agosto de 2004 foi realizado o referendo. Que manteve Chávez no poder com 59% dos votos.

Fonte: www.brasilescola.com