Imponentes montanhas, praias caribenhas e até selva: ela surpreende pela paisagem diferente

No mapa do turismo, a Venezuela é mais conhecida por uma parte de seu território que fica fora do continente: o Parque Nacional Arquipélago Los Roques, 48 ilhotas que decoram o mar do Caribe e a fronteira venezuelana. O murmúrio das ondas, o canto das gaivotas, a vida sobre o vaivém de um mar que esconde tesouros de coral e conchas certamente vão fisgar você (especialmente se tiver embarcado em um pacote para a singela Isla Margarita). Mas a Venezuela tem outros belos segredos e algumas cidades cosmopolitas.
Com clima tropical, entre 22 e 33 graus, a Venezuela tem paisagens diversas: praias que contornam o norte, imponentes montanhas e selvas ao sul. Entre os seus ícones, os tepuys, montanhas com formato de mesa que começaram a se formar há mais de 1,8 bilhão de anos o Escudo da Guiana.
Para qualquer lado que você for, é fácil encontrar alguém que lhe dê uma mãozinha. Os venezuelanos são receptivos e sabem dar as boas-vindas: estão sempre sorrindo! Aliás, foi um venezuelano que se tornou o herói da independência da América do Sul. Graças a Simón Bolívar, natural de Caracas a capital não deixa ninguém esquecer seu filho ilustre , libertaram-se da Espanha no início do século 19: Bolívia, Panamá, Colômbia, Equador, Peru e, claro, Venezuela.
Fonte: viajeaqui.abril.com.br
Situada no norte da América do Sul, na costa do Mar do Caribe, a Venezuela apresenta um litoral recortado, com penínsulas e ilhas no Mar do Caribe. Possui fronteiras com a Colômbia à leste, Brasil ao sul e sudoeste e Guiana ao oeste. No delta do rio Orinoco, que corta o país, a faixa costeira é pantanosa. No interior, a planície dá lugar ao extenso Planalto das Guianas e às montanhas dos Andes. Um terço das terras do país é protegida por parques nacionais. O país tem uma reduzida atividade agrícola.
A população concentra-se no litoral, 90% vive em cidades e apresenta uma das maiores rendas per cápita da América do Sul. A economia é baseada na exploração do petróleo - responsável por 75% das exportações. Também há indústrias e extração de minérios, como bauxita e ferro.
Antes da chegada dos espanhóis a região era habitada por índios arauaques e caraíbas. Em 1499, Alonso de Ojeda avista as casas indígenas sobre as águas e chama a região de Venezuela (pequena Veneza). O rei da Espanha concede à empresa alemã Weisers o direito de colonizar e explorar a região, mas recinde o contrato em 1546. O território é administrado por São Domingos e Bogotá até 1776, quando é criada a real audiência de Caracas.
A luta pela independência tem início em 1806. O governador Vicente de Emperán é deposto em 1810 e a República é proclamada em 1811 sob a liderança de Francisco de Miranda, mas os espanhóis reconquistam o território. Entre 1813 e 1819, as tropas de Simon Bolivar (nascido em Caracas em 1783) e José Antonio Paez alternam vitórias e derrotas na luta contra a Espanha. A independência é finalmente conquistada em 1821. Forma-se a Grã-Colômbia, composta por Venezuela, Colômbia, Equador e Panamá e presidida por Simon Bolivar.
Em 1830, a Venezuela retira-se da federação e o general Paez é nomeado presidente. O governo de Paez e seu partido (1830-1848) traz uma era de prosperidade econômica. Entre 1848 e 1858, é instalada uma ditadura. Durante os dez anos seguintes o país mergulha em uma guerra civil. Disputas fronteiriças com a Guiana Inglesa quase levam a Venezuela a uma guerra com o Reino Unido entre 1895-1897. Uma comissão liderada pelos EUA declara britânica a maior parte do território em disputa.
O general Juan Vicente Gomez instaura uma longa ditadura (1909-1935) durante a qual são descobertas grandes jazidas de petróleo na Venezuela. A descoberta muda radicalmente a vida econômica do país. Entre 1936 e 1945, o PIB venezuelano cresce 8% ao ano.
Em 1945, os liberais derrubam o regime ditatorial. Em 1950, a Venezuela torna-se o maior país exportador de petróleo do mundo. Rafael Caldera vence as eleições presidenciais de 1968 e consegue pacificar o país depois de dez anos de guerrilha. Em 1981, o agravamento da situação econômica provoca distúrbios sociais e uma onda de ataques guerrilheiros. Em 1983, com os preços do petróleo em baixa, o governo é obrigado a despender grandes somas para o pagamento da dívida externa, o que alimenta a inflação. Em 1989 o pagamento é suspenso.
Em 1991, apesar da aguda crise social e da corrupção generalizada, o governo consegue baixar a inflação e o país volta a crescer. Em dezembro de 1993, o ex-presidente Rafael Caldera vence as eleições presidenciais, no que representa o fim do virtual bipartidarismo AD-Copei, vigente desde o fim da década de 1950.
O presidente Hugo Chavez assumiu o governo em 1999, prometendo reformas políticas e econômicas que garantiriam aos mais pobres uma parcela mais significativa da riqueza vinda do petróleo. Em julho do mesmo ano, uma assembléia constituinte foi formada, tendo como resultado a ampliação dos poderes do presidente. Chavez foi reeleito para um mandato de mais seis anos em julho de 2000, em eleições que contaram com a presença do exército nas ruas das principais cidades.
No final de 2001, diversas empresas e organizações levantaram protestos contra o crescente autoritarismo no governo Chavez. Em abril do ano seguinte a produção de petróleo foi reduzida num protesto dos trabalhadores contra a política do presidente. Um "mini-golpe de estado" chegou a afastar Chavez do poder por dois dias, mas apelos internacionais fizeram com que ele fosse reconduzido ao cargo.
Em agosto de 2004, após inúmeras greves e manifestações comandadas por líderes empresariais e trabalhistas, um referendum foi convocado mas, graças a incrível popularidade do presidente nas classes menos favorecidas da população, Chavez venceu com 58% dos votos. Nas eleições de 2006, sob boicote de seus oposicionistas, que afirmam não confiarem no Conselho Eleitoral, Chavez foi reeleito com 63% dos votos.
Localização: norte da Am. do Sul, na orla
do Mar do Caribe e Oc. Atlântico, entre Colômbia e Guiana
Área: total - 912.050 km² terra - 882.050 km²
água - 30.000 km²
Comparativo: pouco maior que o Mato Grosso
Litoral: 2.800 km
Fronteiras: Brasil - 2.200 km, Colômbia - 2.050 km,
Guiana - 743 km
Clima: tropical; quente, úmido, mais moderado nas
terras altas
Elevação: Ponto mais baixo: 0m orla do Oc.
Atlântico Mais alto: 5.007m Pico Bolivar (La Columna)
Recursos Naturais: petróleo, gás natural, minério de
ferro, ouro, bauxita, diamante
Uso da Terra: arável 2,85%, cultivo permanente: 0,88%,
outros: 96,27% (2005 est.)
População: 25.730.735 habitantes
Principais cidades: Caracas - 1.836.000; Maracaibo - 1.609.000;
Valencia - 1.196.000; Barquismeto - 811.000; Ciudad Guayana - 629.000hab.
(2001 est.)
Índice de Desenvolvimento Humano: 0,784 - 72º
colocação no ranking mundial - 6º na América do
Sul
Faixa etária: 0-14 anos: 33% 15-64 anos: 63% mais
de 65 anos: 4%
Divisão por sexo (homem/mulher): no nascimento: 1,08
h/m até 15 anos: 1,07 h/m
15-64 anos: 1,01 h/m mais de 65 anos: 0,83 h/m total: 1,02 h/m
Taxa de crescimento populacional: 1,38% ao ano
Taxa de Natalidade: 18,71‰
Taxa de Mortalidade: 4,92‰
Mortalidade infantil: 21,54‰
Fertilidade: 2,23 crianças por mulher
Expectativa de vida: total - 74,54 anos homens - 71,49 anos
mulheres - 77,81 anos
Grupos étnicos: espanhóis, italianos, portugueses,
árabes, alemães, indígenas e africanos
Religião: Católica Romana 96%, Protestante
2%
Idioma: espanhol (oficial) e numerosos dialetos indígenas
93,4% da população com mais de 15 anos alfabetizada (2003 est.)
Nome oficial: República Bolivariana de Venezuela
- (República Bolivariana da Venezuela)
Organização política: República
Capital: Caracas
Divisões administrativas: 22 estados - Amazonas, Anzoategui,
Apure, Aragua, Barinas, Bolivar, Carabobo, Cojedes, Delta Amacuro, Falcon,
Guarico, Lara, Merida, Miranda, Monagas, Nueva Esparta, Portuguesa, Sucre,
Tachira, Trujillo, Vargas, Yaracuy, Zulia; Distrito Federal e Dependencias
Federales.
Independência: 05/07/1811 (da Espanha)
Feriado Nacional: 05/07 Dia da Independência
Constituição: 30/12/1999
Chefe de Estado: Presidente Hugo CHAVEZ Frias (desde 03/02/1999
reeleito em 2006)
Economia (2006 est.)
PIB: Oficial - USD 147,9 bilhões
PPP - USD 176,4 bilhões - em paridade ao poder de
compra norte-americano
Crescimento - 8,8% ao ano
Per capita (PPP) - USD 6.900
Composição 1º/2º/3º setor -
3,7% / 41% / 55,3%
Inflação: 15,8%
Desemprego: 8,9%
População abaixo da linha de pobreza: 37,9%
(2005 est.)
Orçamento: receita: USD52,24 bilhões gastos:
USD 52,9 bilhões
Produção e consumo de eletricidade: 93bi/87
bilhões de kwh (2004)
Exportações: USD69,23 bilhões - EUA
51%, Antilhas Holandesas 7,2%, Canadá 2,4%
Principais exportações: Petróleo, bauxita,
alumínio, aço e produtos químicos
Importações: USD 28,81 bilhões - EUA
31,6%, Colômbia 11%, Brasil 9,1% e México 6,9%
Principais importações: maquinário,
equipamentos de transporte, materiais de construção
Dívida externa: USD 35,63 bilhões
Ferrovias: 682 km (2005)
Rodovias: 96,155 km (32.308 km pavimentados) - (1999)
Hidrovias: 7.100; Rio Orinoco e Lago de Maracaibo
Oleodutos: óleo cru 7,607 km, gás natural 5,369
km, produtos refinados 1.681 km, óleo extra-pesado 922 km
Portos: Amuay, La Guaira, Maracaibo, Puerto Cabello, Punta
Cardon
Aeroportos: 375 (129 com pistas pavimentadas) - (2006)
Fonte: www.geocities.com