
Esta imagem tridimensional mostra uma parte do planeta Vênus, conhecida
como Eistla Régio com o vulcão Gula Mons.
Pelo formato do topo do vulcão, temos a impressão de que as erupções vulcânicas não são do tipo explosivas. As lavas vindas do interior foram derramadas para a parte externa na forma de rios. Estas lavas se estendem por centenas de quilômetros pela planície fraturada.A elevação do vulcão Gula Mons que pode ser vista no centro da imagem é de 3000m. Esta imagem foi produzida pelo laboratório, JPL Multimission Image Processing Laboratory
Fonte: www.ciencia-cultura.com

Visão global do hemisfério norte de Vênus; o polo norte
encontra-se
exatamente no centro da imagem
Vênus é o 2.º planeta do sistema solar e também o mais próximo da Terra. Apresenta-se como o objeto mais brilhante e visível no céu, tanto no crepúsculo, como no amanhecer. Quando alcança seu maior esplendor, a intensidade de sua luz é tamanha que muitas vezes pode ser confundido com um OVNI.
A sua forte luminosidade se deve em parte ao fato de estar muito próximo da Terra, mas principalmente a sua intensa capacidade de refletir a luz solar. Isto se deve ao fato da constante presença de uma camada de nuvens na atmosfera do planeta que também impede a observação de sua superfície.
Entre todos os planetas do sistema solar, Vênus é o mais semelhante à Terra em estrutura e tamanho. Apesar disto, é improvável que algum dia astronautas possam pousar em sua superfície. Vênus é um planeta letal para o homem. Sua elevadíssima temperatura (475ºC) e a composição de sua densa e venenosa atmosfera não permitem a presença humana, nem por poucos instantes.
Como Vênus é o planeta mais próximo da Terra, foi o mais visado para o envio de sondas, as quais não tiveram muito sucesso devido a sua perigosa atmosfera. A sonda que desempenhou o papel mais importante foi a Magellan, lançada em maio de 1989 e que em agosto de 1990 mapeou a superfície de Vênus de maneira muito mais precisa a ampla que as outras sondas, pois os dados foram recolhidos de uma altitude muito menor.

Reconstituição da superfície de Vênus feita por
computador com base em dados reais colhidos pela sonda Magellan capacitada
com um radar de abertura sintética SAR.

Imagem da cratera Danilova mostra que Vênus sofreu um bombardeio de
meteoritos nas fases iniciais de sua história geológica
O solo de Vênus é semelhante a um deserto rochoso imerso numa luz amarelada, cujas cores predominantes são o alaranjado e o marrom.
A sonda Magellan descobriu a existência de uma recente atividade vulcânica em Vênus, como mostra a foto abaixo:

A imagem mostra um rio de lava solidificada recentemente, pois ainda não
sofreu erosão atmosférica.

Imagem da estrutura de um dos numerosos vulcões que se elevam sobre
as planícies. As formas arredondadas que se observa em Vênus
são o resultado da forte erosão que a densa atmosfera exerce
sobre o relevo.
O dióxido de carbono é o gás predominante, representando 96,5% da atmosfera. O restante é composto por nitrogênio, traços de oxigênio, monóxido de carbono, argônio, dióxido de enxofre e um pequeno percentual de vapor d’água. Pelo fato dos componentes serem bastante pesados, é evidente que a pressão no solo seja muito maior que a do nosso planeta. A pressão na superfície é de 90 a 95 atmosferas. Devido a essa composição e densidade, um astronauta que chegasse a esse planeta morreria esmagado e intoxicado.
As nuvens de dióxido de carbono permitem a passagem da luz solar, mas não permitem a saída dos raios infravermelhos, o que causa um acentuado efeito estufa, que mantém a temperatura em 475º C.
Devido a essa densa atmosfera, a luminosidade é escassa (similar à de um dia nublado na Terra) e dão origem à fenômenos de refração múltipla, que originam várias imagens de um único objeto, inclusive do Sol.

Vista da atmosfera de Vênus, cuja enorme densidade impede a observação
das características do planeta.
Uma das peculiaridades de Vênus é o seu movimento de translação, contrário ao de rotação. O movimento de translação da maior parte dos corpos celestes do nosso sistema solar segue a mesma direção de seu movimento de rotação ( de oeste a leste). Vênus e Urano são os únicos planetas que giram ao redor de seu eixo em sentido contrário, de leste a oeste (movimento retrógrado).
A velocidade de rotação de Vênus é muito lenta – 243 dias para completar 1 volta sobre seu eixo, e 225 dias para completar uma órbita ao redor do Sol.

A velocidade quase coincidente dos períodos de rotação e translação determina um dia extremamente longo. Em Vênus, ao contrário do que ocorre na Terra, a alternância do dia e da noite depende de seu movimento de translação.
Fonte: www.osistemasolar.vilabol.uol.com.br