Sob a crosta terrestre, a profundidade de 30 a 90 km, existem "lagos" de rochas fundidas pela elevada temperatura existente (até 1500°C). Essas rochas recebem o nome de magma (em grego, "material pastoso") e o local onde se encontram denomina-se reservatório magmático.
O magma é circundado por rochas sólidas, como se estivesse submetido a enorme pressão. Nessas paredes de rocha, sujeitas aos movimentos internos da crosta terrestre, podem surgir algumas fendas, fazendo com que a pressão no interior da bolsa magmática diminua; em consequência, o magma torna-se mais fluido e capaz de penetrar pela fissura aberta. Pode ocorrer também que o magma abra caminho até a superfície pelos pontos em que as rochas são mais frágeis; nesse caso, ocorrerá o nascimento de um vulcão.
A passagem aberta pelo magma é uma espécie de túnel que se denomina conduto vulcânico ou chaminé. Esse túnel termina na cratera do vulcão, por onde sai a lava (nome do magma quando atinge a superfície). A lava e os detritos expelidos pela cratera depositam-se em suas bordas: o material grosso e pesado nas proximidades e os materiais mais leves a distância maiores. Acumulando-se nas sucessivas erupções, as lavas e os detritos vão construindo o cone vulcânico.
Os vulcões ativos se manifestam por meio de erupções contínuas ou intercaladas com períodos de repouso. Extinguem-se quando esgota o material do reservatório magmático. Vulcões aparentemente extintos podem constituir perigo. Às vezes, a cratera está só parcialmente obstruída pela lava que, ao esfriar, solidificou; no interior do vulcão, porém, a pressão dos gases aumentada consegue vencer a resistência da lava solidificada, e o vulcão explode com violência.
Além da lava fluída, a cratera de um vulcão expele outros materiais.
Gases: podem atingir quantidades incríveis. São perigosos porque contêm substâncias tóxicas, como o ácido clorídrico e o dióxido de enxofre.
Vapor de água: forma-se durante a erupção. Oferece riscos devido às altas temperaturas que atinge.
Cinzas: partículas muito finas, resultantes da pulverização da lava pela explosão dos gases. Alcançam grandes alturas e pontos longínquos.
Areias: fragmentos maiores que, por isso, se depositam a distância menores.
Escórias: ou lapíli, são fragmentos de lava, cujo o tamanho varia de 5mm a 5cm.
Bombas: pedaços de lava semi-sólida que assumem forma esférica pelo movimento de rotação que adquirem. Às vezes, explodem ao atingir o solo, devido aos gases que contêm.
Pedaços de rocha e blocos de lava sólida: materiais que permanecem na cratera quando cessa a erupção.
Embora uma erupção vulcânica seja um fenômeno que não passa despercebido, não se sabe quantos vulcões existem na Terra. Calcula-se que 450 vulcões já estiveram em atividade desde a Pré-História e todos eles podem ser considerados ativos ou latentes. Sabe-se ainda que a maior ocorrência de vulcões se verifica nas proximidades das costas marítimas.
Muitos vulcões não são percebidos porque se encontram no fundo dos mares. Só se manifestam durante a erupção e, mesmo assim, se a profundidade não é muito grande.
Quando um vulcão marítimo irrompe a pouca profundidade, o contato da lava ardente com a água fria pode provocar violentas explosões. Se o tempo de erupção for longo, as escórias depositadas podem formar montanhas tão altas que chegam a emergir, dando origem a ilhotas. Um exemplo disso aconteceu na Itália em 1831. Entre a Sicília e a ilha de Pantelleria surgiu uma ilhota, de origem vulcânica, que recebeu o nome de Ferdinandea. Constituída de cinzas e escórias, durou poucos meses, pois foi destruída pelas ondas.
Nas regiões em que há vulcões ocorrem também
terremotos. Os cientistas constataram que esses terremotos se originam à
mesma profundidade em que se encontram as camadas de rochas fundidas que alimentam
os vulcões. Há, pois, uma coincidência entre zonas vulcânicas
e regiões sísmicas. Além disso, muitas erupções
vulcânicas são percebidas de movimentos e vibrações
do subsolo. Em alguns casos, a superfície pode elevar-se em consequência
da ação dos gases e da lava que se expandem no subsolo.
Durante a erupção do vulcão Usu, no Japão, entre
1944 e 1945, o terreno das vizinhanças ergueu-se cerca de 50m.
Existem ainda outros fenômenos que, embora apresentem características semelhantes, não estão relacionados em absoluto com atividades vulcânicas. Chamam-se, por isso, pseudovulcões.
Fontes ardentes: são emanações de gás natural, bastante inflamável. Quando esse gás pega fogo pode queimar durante anos.
Vulcões de lama: são em geral pequenos cones de lama borbulhante. Têm origem em bolsões de lama existente no subsolo e que assoma à superfície por efeito de gases nela dissolvidos. Alguns vulcões de lama próximos ao mar Cáspio, na União Soviética, atingem 300m de altura, mas constituem exceções.
Na encosta do vulcão Etna, na Itália, a 2942m acima do nível do mar, localiza-se um reservatório, onde especialistas pesquisam permanentemente o gigante encapotado de neve e enchapelado de fumaça. Devido à altitude, apesar da contínua atividade da cratera e das fumarolas, a temperatura é muito baixa. Para resolver o problema de aquecimento, os estudiosas desenvolveram um processo muito econômico, pois aproveita as condições locais: canalizaram para o observatório o vapor de água que se desprende de uma das fumarolas ali existentes. O aproveitamento do calor vulcânico vem sendo explorado também no Japão e na Nova Zelândia.
Entre outros benefícios dos catastróficos fenômenos vulcânicos podemos referir a exploração do enxofre produzido pelas solfataras; ou do gás carbônico das exalações, aproveitado industrialmente na França e na Alemanha.
Notemos ainda que os solos vulcânicos, ricos em sais minerais, são favoráveis à agricultura.
Fonte: geocities.yahoo.com.br