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Zāmbia

ZÂMBIA, TERRA DE LIVINGSTONE

É o lugar onde Livingstone passou a maior parte de sua vida descobrendo belas paragens, dedicando a isto todas as energias físicas e espirituais; entre os lugares mais importantes há que destacar as Cascatas Vitória. Livingstone morreu em Zâmbia e o cortejo fúnebre que levou seu corpo até a costa de Tanganica estava composto por seus mais fieis seguidores, os indígenas.

SITUAÇÃO E GEOGRAFIA
LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Com uma superfície de 752.614 quilômetros quadrados Zâmbia está rodeada pela República Democrática do Congo (antigo Zaire), Tanzânia, Angola, Malaui, Moçambique e Namíbia. É um planalto com algumas montanhas isoladas de altitude entre 900 e 1.500 metros. Os rios mais importantes são o Zambeze e seus afluentes Kufue e Luangwa; são importantes os lagos Bangweulu, Mweru e Tanganica; e, do outro lado, no sul, as Cascatas Vitória. A mineração é a base da economia da Zâmbia, sobretudo o cobre. Os principais cultivos do país são o milho, tabaco e amendoim.

O clima é tropical com temperaturas temperadas. Durante a estação úmida, de outubro a março, chove durante umas horas e logo o sol sai. Os meses de maior calor são de outubro a novembro enquanto que de maio a setembro as temperaturas são mais frescas.

FLORA E FAUNA

Devido à escasez de chuvas, Zâmbia possui uma flora nada exuberante. Nos lugares onde extende-se a savana crescem ervas altas, arbustos e algumas árvores de pequena estatura. Na medida que o clima se torna mais úmido, a savana aumenta em espessura ou converte-se em um auténtico bosque. O lugar onde atinge-se a maior extensão de flora é nas beira dos rios e lagos.

Na selva cresce, sobretudo, a teca; nas zonas pantanosas, o papiro. Pode-se ver também em Zâmbia o baobab.

A fauna está protegida por normas precisas que regulam a caça; igual que no resto da África, aqui também criaram-se parques nacionais onde a única em influir nos animais é a natureza. Entre os parques mais importantes encontra-se o de Kafue, com uma importante reserva de olifantes, rinocerontes, búfalos, girafas, zebras, leões, leopardos, avestruzes, hienas, crocodrilos, guepardos e hipopotamos.

HISTÓRIA

DADOS HISTÓRICOS

Os restos mais antigos da Zâmbia são as pinturas rupestres dos bosquimanos, o qual não significa que foram os primeiros habitantes deste território, embora chegaram antes que os pretos. Existem achados restos de um homem paleolítico, o Homo Rhodesiensis, na zona norte, concretamente em Brokem Hill.

Presença Árabe

Os árabes chegaram à antiga Rodésia (antiga colônia britânica composta pelo que são hoje Zimbabue, Zâmbia –Rodésia do Norte- e Malaui) desde o oceano Índico onde tinham-se estabelecido para conseguir escravos. A dominação árabe supus vários séculos de terror.

Livingstone e a colônia

No século XVI, o país esteve sob a influência portuguesa com importantes explorações por parte deles e com algúm estabelecimento permanente.

A verdadeira história da antiga Rodésia acontece durante o século XIX com as explorações do missionârio escocês Livingstone, quem fez amizade com Sebituane, no poder entre os anos 1846 e 1864, data em que os baratse adquiriram o mando. A primeira cosa que Livingstone fez foi reconhecer em 1853 uma parte do rio Zambeze. Em 1854, ao chegar à costa atlântica, descobre as Cascatas Vitória. Atravessou a antiga Rodésia e Moçambique e chegou até o Índico. Entre 1855 e 1863 explora o curso inferior do rio Shire e descobre o Lago Nyasa.

Em 1866 em uma expedição através da antiga Rodésia e Nyasaland (hoje Malaui) descobre os lagos Banguelo e Muewra. As descobertas deste explorador fizeram conhecer melhor os territórios de Zâmbia, Rodésia do sul (actual Zimbabue) e Malaui, e favoreceram sentimentos contrarios à escravatura.

Em 1856 funda-se a missão anglicana de Inyati que deu origem ao primeiro estabelecimento permanente de europeus. Após a morte de Livingstone é Cecil Rhodes quem começa sua aventura.

A princípios do século XIX o chefe Moselekatse consegue o mando ao vencer à tribo dos mashona. Em 1870 Lobengula segue a este chefe. Os emisários de Rhodes assinaram um acordo com Lobengula, o que permitiu a Rhodes pôr o território dos matabele em mãos da British Sout-Africa Company. Em 1893 os matabele revooltam-se contra a companhia e se forma o Protetorado da África Central na antiga Nyasaland; no ano seguinte morre Lubengula e em 1895 o território passa a chamar-se Rodésia.

Século XX

No ano de 1902 morre Cecil Rhodes. Durante este século têm lugar acontecimentos importantes na história de Zâmbia; estabelece-se um governo local em Rodésia do Sul. Em 1924 a Companhia cesa sua atividade. Em 1963 desintegra-se a federação que em 1953 formaram Rodésia e Nyasaland e em 1964 é proclamada a independência de Zâmbia e Malaui; no ano seguinte é a vez de Rodésia do Sul.

Zâmbia foi parte integrante da Federação de Rodésia e Nyasaland; atingindo sua independência o 24 de outubro de 1964.

Na atualidade o chefe de estado e de governo é Frederick Chiluba, escolhido em novembro de 1991.

ARTE E CULTURA

Os documentos mais antigos que provam uma atividade humana em toda a antiga região rodesiana são as pinturas rupestres dos bosquimanos.

Encontrará manifestações artísticas em todos os centros culturais das cidades e aldeias, e inclusive nos mercados.

LOCAIS TURÍSTICOS

Começaremos o percurso pela capital do país, Lusaka, para explorar depois a zona sul, onde estão as Cascatas Vitória. Daqui viajaremos pela zona Oeste, para dirigirmos seguidamente à Região Oriental. Finalizaremos nossa viagem pelo Norte do País.

LUSAKA

É a capital de Zâmbia, uma cidade moderna com bulevares alinhados cheios de árvores floridas. A rua principal é a chamada Cairo e nela encontramos muitos lugares de interesse para os viajantes (línhas aéreas, embaixadas, escritórios de correios, etc.), embora algum destes lugares exigem longos deslocamentos.

É interessante a visita ao Museu Nacional, na Avenida da Independência, o Jardím Botânico e o Zoológico Mundawanga, onde é possível admirar uma grande diversidade de animais e plantas. Se quer ver artesanato deve dirigir-se ao Estudio de Cerâmica Bente Lorens. Para ver animais é perfeito o Parque de Réptis Kalimba, que possui numerosas cobras, além de crocodrilos e algumas tartarugas.

Os mercados da cidade estão sempre abertos e vale a pena visitá-los. Os principais estão situados perto do distrito da estação. O mais importante é o Mercado de Soweto.

Arredores de Lusaka

Podem-se fazer excursões de um dia a lugares que encontram-se às aforas da cidade, como é o caso da Reserva Lilayi, uma granja de 20.000 hectáres, onde pode-se ver antílopes e numerosas espécies de aves. Outro lugar para visitar é o Santuário de Aves de Lazy, que se presta a ser percorrido a pé ou a cavalo. E por último, nas beira do rio Kafue, em Kafue Marina, é possível alugar uma canoa para explorar suas águas ou fazer piqnique em suas pradarias.

O SUL DA ZÂMBIA

LAGO KARIBA

Parte deste lago pertence a Zâmbia e a outra parte a Zimbabue. Nas beiras do lago encontra-se a pequena localidade de Sinazongwe, um importante centro da indústria pesqueira.

Chipepo é um pequeno povoado pesqueiro, que também merece ser visitado. Com uma embarcação pode-se chegar à Ilha Chikanka. Para os que procuram tranquilidade nada melhor que a apacível Siavonga.

Não muito longe está Choma, onde há que visitar seu museu com a história da cultura Tonga. Uma vez ali é possível visitar á Área de Conservação do Río Kanga. Antes de chegar ao Parque Nacional de Lonchivar pode-se fazer um alto no caminho e visitar Monce.

LIVINGSTONE

Encontra-se ao sul da capital do país e é a cidade mais próxima às Cascatas Vitória, a 7 quilômetros. É uma população pequena e agradável, pois a maioria dos visitantes passam ao lado de Zimbabue; tem dois bancos e casas de câmbio e também serviço de táxi e ônibus às Ccascatas.

Interessa ver na cidade o Museu Livingstone, com importantes mostras arqueológicas e uma colecção de objetos do explorador.

Na entrada sul da cidade localiza-se o Museu do Ferrocarril, com antigas locomotivas e interessantes aparelhos que fazem referência ao trem. Entre a cidade e as cascatas levanta-se a Vila Cultural Maramba onde pode-se desfrutar de auténticas danças e espectáculos africanos.

Desde Livingstone pode-se chegar aos povoados de Kazungula e Mwande.

CASCATAS VITÓRIA

As Cascatas Victória são obviamente a principal atração do país. São águas do rio Zambeze, de uma largura de 1.700 metros, caindo desde uma altitude de 107 metros. A força da queda (545 milhões de litros por minuto na época de chuvas) leva água em pó a mais de 500 metros de altitude. Por isso convém levar roupa impermeável.

Perto do Hotel Intercontinental pode-se adquirir interessante artesanato a preços bastante mais reduzidos que no lado do Zimbabue. Alguns hotéis organizam excursões para ver a zona e animais como rinocerontes.

PARQUE NACIONAL ZAMBEZE

Encontra-se situado nas beiras do rio Zambeze. É um lugar ideal para desfrutar da natureza.

O OESTE DE ZÂMBIA

CASCATAS NGONYE

Encontram-se situadas perto da localidade de Sioma, sobre o rio Zambeze. Embora não são muito altas o volume da água que cai é surpreendente. Querendo apreciar sua total beleza podem-se ver desde o outro lado do rio.

Deixamos as cascatas e ascendemos para Mongu, a capital da província do oeste, mas antes pode-se fazer um alto em Senaga, em Limulunga (onde habitam os Lozi), e em Lealui. Vale a pena visitar estas povoações para conhecer sua população e paisagens.

PARQUE NACIONAL KAFUE

É o maior do país e possui uma formosa vegetação além de mamíferos como o leão, leopardo, olifante e búfalo. Podem-se ver inclusive hipopotamos, crocodrilos, antílopes e impalas, sem esquecermos da grande quantidade de aves que aloja.

O LESTE DE ZÂMBIA

PARQUE NACIONAL DO BAIXO ZAMBEZE

Se extende através de umas 4.000 hectares na beira do rio Zambeze na altitude de Luanga. A principal porta de entrada é Chongwe. Podem-se ver olifantes, impalas, zebras e búfalos entre outros animais. Conta com perto de 400 espécies de aves diferentes.

PARQUE NACIONAL LUANGWA

É um dos melhores parques do país para contemplar animais. Há búfalos, zebras e girafas. A vegetação também é abundante e variada. Chipata, uma pequena cidade fronteiriça com Zimbabue, é a principal entrada ao parque. É uma animada cidade onde poderá encontrar de tudo.

O NORTE DE ZÂMBIA

MBALA

Está junto ao Lago Tanganica e é uma pequena cidade onde encontrará algumas lojas e comércios. É interessante visitar o Museu Moto Moto. Trata-se de uma colecção pessoal reunida pelo padre Corbell durante seus 40 anos de estadia em Zâmbia e que describe amplamente a tribo bemba.

Muito perto de Mbala localiza-se o Lago Chila.

CASCATAS KALAMBO

Apenas a 40 quilômetros de Mbala estão as Cascatas Kalambo, as segundas mais altas da África, e as terceiras do mundo, com queda de 212 metros (jogam suas águas no Lago Tanganika). É difícil chegar a menos que seja em veículo todo terreno, o que não impede ter a possibilidade de fazer um trekking de aproximadamente três dias.

PARQUE NACIONAL SUMBU

Na beira do lago encontra-se o Parque Nacional Sumbu, a cobrer uma área de umas 2.000 hectáres, com praias de areia fina, baias naturais, rochedos, grotas e profundos vales. Podem-se ver búfalos, zebras, olifantes, leões e leopardos entre outros animais. As águas acolhem a hipopotamos, flamingos e todos aqueles animais que precisarem refrescar-se. Pode-se chegar no parque desde Mansa ou Kasama.

OUTRAS POVOAÇOES DO PAÍS

Outras pequenas cidades de Zâmbia são Mpulungu, aonde chega-se por trasbordador atravessando o Lago Tanganica e Nakonde entre Tanzânia e Zâmbia.

Kapiri Mposhi é uma encantadora cidade, igual que Kitwe e destaca por ser uma população bastante confortável e o centro comercial e industrial do Copperbelt. É também uma cidade turística, onde poderá fazer compras. Muito perto estão o Lago e as Cascatas Makwera.

Ndola é a capital da área industrial de Copperbelt. Aqui encontrará numerosas fábricas de manufaturas. Sem dúvida a mais pitoresca das cidades da zona é Chingola, cheia de flores e vegetação. A poucos quilômetros encontra-se o Santuário de Animais e Chimpanzés, um lugar de reabilitação para estes animais.

GASTRONOMIA

Não pode-se falar de uma cuzinha típicamente de Zâmbia, pois a gastronomia do país está fortemente influênciada pela cuzinha inglesa. Destacam os pratos de peixe como o besugo, perca e nkupi, um delicioso salmão de lago, ou as carnes de antílope, frango ou porco. A especialidade mais típica é o shima, a base de milho com carnes de frango e porco.

Bebidas

Nos restaurantes de luxo e nos hotéis de prestígio encontrará uma boa variedade de bebidas europeias. O aconselhável é beber água engarrafada e evitar aquelas bebidas locais que não reúnam as condições sanitárias necessárias.

COMPRAS

Entre as compras que podem-se realizar na Zâmbia encontram-se as máscaras e estatuinhas de madeira utilizadas nos ritos cerimoniais; também são bastante apreciados os objetos de pele e cuoro, assim como as jóias elaboradas com pedras semi-preciosas. O artesanato local compreende também instrumentos de música e armas tribais, objetos de cestaria e madeira lavrada. Não se esqueça de adquirir tambores, cestas e peças de cobre.

Existem numerosos mercados nos principais lugares turísticos.

POPULAÇÃO E COSTUMES

A população de Zâmbia ronda os 9 milhões de habitantes e compoe-se de variadas etnias. A maioria pertenece à etnia bantú, e também está composta das minorias joisánidas, asiáticas e brancos. A capital é Lusaka onde vivem em volta de 1 milhão de habitantes.

Embora o inglês é o idioma oficial, falam-se mais de 35 dialetos como o bamba, nyanja e tonga. Gozam de uma admiração especial os barotse, cujo rei, com a mundaça de estação, traslada-se em uma processão de canoas de grande atrativo turístico. A tribo balla leva um curioso penteado em ponta conseguido com pasta de estrume de antílope. São muito espetaculares os ritos fúnebres e os exercicios de iniciação dos pretos.

ENTRETENIMENTO E FESTIVIDADES

ENTRETENIMENTO

Nas cidades mais importantes existem alguns locais noturnos de influência inglesa. Porém, os principais entretenimentos são os esportes de aventura e a visita aos Parques Nacionais. Em Livingstone é possível contratar um guia para ver o Parque Nacional Mosi-Oa-Touya onde habitam rinocerontes brancos.

Outra possibilidade é alugar embarcações para descer pelo rio Zambeze, vendo os hipopotamos e olifantes. Pode-se praticar o rafting, vôos por cima das cascatas e outros esportes como o trekking e puenting. A entrada aos parques nacionais é considerável em relação a outros países.

Parque Nacional de Kafue

Tem uma extensão de 22.400 quilômetros quadrados, é um dos maiores da África. Os meandros do rio oferecem aos amantes da pesca uma boa possibilidade de pôr em prática suas habilidades. São prolíficos os pequenos antílopes, variedades de pássaros e zonas úmidas. O principal acesso é via Mumbwa desde Lusaka, ou através do sul do Parque via Namwala vindo de Livingstone (só na estação seca).

Parque Nacional Luangwa

Com 9.050 quilômetros quadrados de extensão é dos mais selvagems e cheios de vida animal. A atração principal é fazer safaris por todo o parque.

FESTIVIDADES

São dias festivos oficiais o 1 e 4 de Janeiro; o 12 de março, Dia da Juventude; o 1 e 25 de maio, Dia da Libertade; 1 e 2 de julho Festa dos Heróis e da Unidade; 5 de agosto, Dia dos Camponeses; 24 de outubro, Dia da Independência; 24 e 25 de dezembro, Natale.

TRANSPORTES

Avião

O aeroporto de Lusaka encontra-se a 26 quilômetros do centro da cidade. Desde este aeroporto internacional há vôos que ligam os principais pontos de população de forma regular. Nestes momentos os vôos são cobertos por Aero Zâmbia e Zâmbia Express

Trem

Há uma linha de ferro que une a capital com Ndola e Kitwe. Outra linha procede de Tanzânia cruzando de nordeste a sudoeste via Nakoude.

Carro

Existem dois eixos principais, de sul a norte Livingstone-Kitwe e Lusaka-Chipata. A maioria das estradas não estão asfaltadas.

Transporte Público

Existe um serviço de ônibus a comunicar as principais povoações, assim como táxis coletivos. Lembre combinar o preço antes de iniciar o trajeto.

Fonte: www.rumbo.com.br

Zâmbia

Geografia da Zâmbia

Área: 752.614 km².

Hora local: +5h.

Clima: tropical.

Capital: Lusaka.

Cidades: Lusaka (1.718.000) (aglomeração urbana) (2001), Kitwe (376.124), Ndola (374.757), Chipata (367.539), Chibombo (241.612) (2000).

População

10,9 milhões (2004)

Nacionalidade: zambiana

Composição: bembas 36,2%, nianjas 17,6%, tongas 15,1%, rotses 8,2%, mambuês 4,6%, tumbucas 4,6%, outros 13,7% (1980).

Idiomas: inglês (oficial), línguas regionais (principais: nianja, bemba, tonga).

Religião: cristianismo 82,4% (católicos 33,5%, protestantes 29,5%, independentes 17,2%, outros 12,1% - dupla filiação 9,9%), crenças tradicionais 14,3%, outras 3%, sem religião e ateísmo 0,4% (2000).

Economia

Moeda: quacha zambiana; cotação para US$ 1: 4.710 (ago./2004).

PIB: US$ 3,7 bilhões (2002).

Força de trabalho: 4,4 milhões (2002).

Relações exteriores

Organizações: Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, OMC, ONU, SADC, UA.

Embaixada: 2419, Massachusetts Avenue NW, Washington D.C. 20008, EUA.


Governo

República presidencialista.

Div. administrativa: 9 províncias.

Presidente: Levy Mwanawasa (MMD) (desde 2002).

Partidos: Movimento pela Democracia Multipartidária (MMD), Unido pelo Desenvolvimento Nacional (UPND), Fórum pela Democracia e Desenvolvimento (FDD), Nacional Unido da Independência (Unip).

Legislativo: unicameral - Assembléia Nacional, com 158 membros.

Constituição: 1996.

Descrição

Situada no centro-sul da África, a Zâmbia abriga as famosas cataratas de Vitória (Victoria Falls), que formam uma cortina de água de cerca de 90 metros de altura, no rio Zambezi, na divisa com o Zimbábue. A maior parte de seu território é coberta por savanas. Parques nacionais abrigam grande variedade de animais, sobretudo nas proximidades dos rios Luangwa e Kafue. Um planalto predomina na porção leste e atinge o ponto mais alto no altiplano Nyika.

A população, composta de cerca de 70 etnias, concentra-se ao norte da capital, Lusaka, nas regiões de extração de cobre, o principal item de exportações do país. Há também importantes reservas de cobalto. A agricultura ocupa quase 70% da força de trabalho.

História da Zâmbia

Habitada desde os tempos pré-históricos, a região do vale do rio Zambezi começa a receber influência ocidental em meados do século XIX, com a chegada de missionários e exploradores britânicos, como David Livingstone e Cecil Rhodes. Nos séculos anteriores, há registros de contato com europeus e árabes. No fim da década de 1880, Rhodes obtém licença para a exploração mineral no território, onde são fundadas posteriormente as colônias britânicas da Rodésia do Norte (atual Zâmbia) e da Rodésia do Sul (atual Zimbábue). A Rodésia do Norte é administrada pela Companhia Britânica da África do Sul até 1924, quando passa ao domínio do Reino Unido. Colonos britânicos instalam-se no período anterior à II Guerra Mundial. Em 1953, as duas Rodésias fundem-se com a colônia britânica de Niassalândia (atual Malauí) e formam a Federação da Rodésia e de Niassa, sob tutela britânica e em regime de segregação racial (apartheid). A federação dissolve-se em 1963.

Independência

Em 1964, a Rodésia do Norte torna-se independente com o nome de Zâmbia, sob a Presidência de Kenneth Kaunda, do Partido da União Nacional da Independência (Unip, partido único). Kaunda convence os colonos brancos a não emigrarem, como ocorreu na maior parte das ex-colônias européias na África. Em 1973, o país fecha as fronteiras com a Rodésia do Sul, em protesto contra o regime racista de Ian Smith. No começo da década de 1980, uma série de protestos abala o governo de Kaunda, que, no entanto, consegue se manter na Presidência até 1991.

Democratização

No fim dos anos 1980, o governo aceita o pluripartidarismo. As eleições de 1991 dão a vitória ao Movimento pela Democracia Multipartidária (MMD), e seu líder, Frederick Chiluba, assume a Presidência. Um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), em 1993, leva à privatização de estatais - notadamente no setor do cobre - e provoca aumento do desemprego e da insatisfação popular. Em 1996, Chiluba emenda a Constituição para impedir a candidatura presidencial de Kaunda. Em novembro, Chiluba é reeleito. No ano seguinte, Kaunda é preso, acusado de tentativa de golpe de Estado.

Kaunda perseguido

Em março de 1999, a Suprema Corte retira a cidadania do ex-presidente Kaunda e o considera apátrida. Ele apela da sentença e horas depois escapa de um atentado, quando um grupo abre fogo contra seu carro. Em novembro, seu filho Wezi Kaunda é morto a tiros em frente de casa. Para a polícia, foi uma tentativa de seqüestro, mas a oposição acredita em crime político.

Aids e refugiados

A empresa Minas de Cobre da Zâmbia é privatizada em 2000, e o FMI anuncia que o país já pode entrar no programa de perdão parcial da dívida. No mesmo ano, um estudo revela que cerca de 1 milhão de zambianos estão infectados pelo vírus da aids. Entre 1996 e 1999, 650 mil pessoas morrem de aids na Zâmbia. No mesmo período, o país enfrenta o drama de abrigar mais de 200 mil refugiados das guerras civis nas vizinhas Angola e República Democrática do Congo.

Fatos recentes

No início de 2001, Chiluba fracassa ao tentar mudar a Constituição para concorrer ao terceiro mandato. No fim do ano, ocorrem as eleições presidenciais mais disputadas da história da Zâmbia, vencidas por estreita margem pelo candidato governista, o advogado Levy Mwanawasa (MMD), com 29,1% dos votos, batendo o empresário Anderson Mazoka, do partido Unido pelo Desenvolvimento Nacional (UPND), com 27,2%. A oposição denuncia fraudes. O MMD conquista 69 das 150 cadeiras em disputa na Assembléia Nacional, mais as oito indicadas pelo presidente. O maior partido de oposição é o UPND, com 49 deputados.

Acusações a Chiluba - Mwanawasa assume e abre uma campanha contra a corrupção, que acaba atingindo vários nomes da cúpula do MMD. Em 2002, o Legislativo suspende a imunidade do ex-presidente Chiluba. Ele é acusado de desviar, com auxiliares, pelo menos 30 milhões de dólares em recursos públicos durante seu governo. Chiluba recebe duas ordens de prisão em 2003, mas fica em liberdade após pagar fiança. Em dezembro, começa seu julgamento.

Em setembro de 2004, a Justiça anula todas as 80 acusações de corrupção contra o ex-presidente. Horas depois, porém, Chiluba é preso por seis novas acusações feitas pela promotoria.

Números divulgados em 2004 mostram a evolução do grave drama da aids na Zâmbia: estão contaminados com o vírus HIV 14% da população (16,5% dos adultos), e há 630 mil crianças órfãs por causa da doença.

Fonte: www.casadasafricas.org.br

Zāmbia

Área: 752.614 km²
Capital: Lusaka
Moeda corrente: Kwacha
Clima: Três estações: de Dezembro a Abril, úmido e aquecido. De Maio a Agosto, fresco e seco. De Setembro a Novembro, é quente e seco.
População: Africanos (98%, incluindo Lozi, Ngoni, Tonga, Lunda, Bemba, Kaonde, Luvale), Europeus (1%)
Língua oficial: Inglês (maid de 70 línguas indígenas)

Zâmbia

Zâmbia possui um número de excelentes reservas e é conhecida por seu povo cordial e amigável. Zâmbia é uma república que faz fronteira com a República Democrática do Congo, Tanzânia, Malawi, Moçambique, Zimbábue, Botswana, Namíbia e Angola.

A capital e maior cidade de Zâmbia é Lusaka. Zâmbia é uma terra de legendários safáris a pé, a maior cascata da terra, Victoria Falls, o selvagem Rio Zambezi, lagos de tirar o fôlego, uma profusão de pássaros, abundante vida selvagem. Reconhecido como um dos países mais seguros no mundo para se visitar, o povo de Zâmbia vive em paz e harmonia.

História

Um número de tribos Bantu existia na área quando comerciantes portugueses e ingleses chegaram em Zâmbia no século XIX. Os britânicos anexaram a maior parte de Zâmbia em 1890 e esta se tornou conhecida como Rhodesia do Norte. Vastos depósitos de cobre foram descobertos, porém pouco foi deixado aos nativos de Zâmbia após a independência em 1963.

O país foi importunado por todas as instabilidades econômicas e políticas, o que quase chegou ao fim quando Frederick Chiluba se tornou presidente em 1991.

Melhores meses para safári

Zâmbia é um país chuvoso nos meses de verão de Dezembro até Abril, quando algumas das estradas em direção a vários parques se tornam intransitáveis. De Maio a Setembro é a melhor época do ano para safári, quando o clima é fresco e seco.

Os meses de Outubro a Novembro são mais quentes, porém ainda secos, então ainda é uma boa época para safáris, se você não se importar com o calor. Um dos principais parques que as pessoas estão interessadas em ir é o South Luangwa, sendo os meses de Junho, Julho, Novembro e Dezembro sendo bons para safári e de Agosto a Outubro, sendo excelentes.

Em North Luangwa os meses de Junho a Agosto são bons para safári, e Setembro e Outubro são excelentes. Victoria Falls é mais cheia de Janeiro a Abril, porém a melhor época para visitar as cataratas é de Agosto a Dezembro. No baixo Zambezi a temporada chuvosa vai de meados de Novembro a meados de Março, e pode tornar algumas estradas intransitáveis. Alguns lodges fecham durante a temporada de chuvas nesta área.

Fonte: www.bestdest.com.br

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